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Marcha das Margaridas: Luta e Reconhecimento

7ª edição reúne 100 mil mulheres em Brasília. Presidente Lula anuncia medidas e deputada Michelle Melo, PDT-ACRE, destaca apoio às pautas femininas

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Na manhã do dia 16 de agosto, Brasília trouxe à luz as pautas políticas e sociais das mulheres do campo, das florestas, das águas e das cidades do Brasil. A 7ª edição da Marcha das Margaridas reuniu mais de 100 mil mulheres agricultoras em uma mobilização nacional, destacando suas lutas, reivindicações e a busca por um futuro mais justo e igualitário. O evento, que ocorre a cada quatro anos, visa promover a conscientização e a defesa dos direitos das mulheres que desempenham um papel fundamental na produção de alimentos e na economia do país.

O lema escolhido para essa edição, “Pela Reconstrução do Brasil e pelo Bem Viver”, sintetiza a essência da marcha, que não apenas busca soluções para os desafios enfrentados pelas mulheres rurais, mas também almeja uma transformação positiva em toda a sociedade brasileira. As Margaridas carregam consigo uma mensagem de resiliência, coragem e determinação, sendo uma força motriz na luta contra a discriminação, a violência de gênero e a desigualdade.

A participação massiva na marcha demonstra a unidade e a solidariedade entre as mulheres de diferentes regiões do Brasil. Elas levantam suas vozes para pressionar por políticas públicas que atendam às suas necessidades, como o acesso à terra, crédito agrícola, educação, saúde e igualdade de gênero. A Marcha das Margaridas é um espaço onde essas mulheres podem compartilhar suas histórias, desafios e aspirações, ao mesmo tempo em que fortalecem sua rede de apoio e solidariedade.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou do encerramento da 7ª Marcha das Margaridas em Brasília, durante seu discurso, ele abordou a questão da violência política, relembrando seu período de detenção em Curitiba, e prestou homenagem a Margarida Alves, a trabalhadora rural paraibana assassinada a tiros em sua porta em 1983. Nesta edição da marcha, Margarida Alves, teve a inclusão de seu nome no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria é uma homenagem merecida a uma mulher cujo legado permanece vivo na busca por justiça social.

17/08/2023. Nome de Margarida Alves é incluído no ‘Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria’. Foto: Marcha das Margaridas

No evento, Lula anunciou a criação de um plano emergencial de reforma agrária e a implementação de um pacto nacional de prevenção ao feminicídio. Ele afirmou com convicção: “Nossas pautas são convergentes. Nossos sonhos são os mesmos. Foi para isso que eu voltei. Para fazer do Brasil um país capaz de corrigir as injustiças.”

A deputada Estadual Michelle Melo, do PDT-ACRE, compartilhou sua experiência no evento em Brasília, afirmando: “Participei em Brasília da 7ª Marcha das Margaridas. Em grande número o nosso grupo de mulheres chegou ao Congresso Nacional, na Esplanada dos Ministérios, onde aconteceu uma cerimônia com anúncios de programas do governo federal.” A deputada destacou a importância da marcha ao afirmar que “A marcha é de fundamental importância para a valorização e apontamento de pautas relacionadas às mulheres. Sempre estarei do lado da luta das mulheres do campo, das mulheres produtoras e juntas vamos fazer o diferente.”

Deputada reafirma apoio e reforça a representação política de seu mandato comprometido com as demandas das mulheres rurais e a busca por mudanças significativas. Foto: Cedida

A Marcha das Margaridas não é apenas um evento, mas um símbolo de empoderamento e resistência feminina. Ela reforça a importância de reconhecer e valorizar o papel das mulheres nas áreas rurais, destacando que suas lutas são fundamentais para a construção de um país mais inclusivo e igualitário. À medida que as Margaridas marcham, deixam uma mensagem clara e inspiradora para o Brasil e o mundo: as mulheres do campo estão unidas, determinadas e prontas para criar mudanças duradouras em suas vidas e em suas comunidades.

Foto Capa:Ricardo Stuckert / PR

Cultura

Alysson Bestene lança 18º Circuito Junino de Rio Branco com investimento de R$ 600 mil

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O prefeito de Rio Branco, Alysson Bestene, lançou nesta segunda-feira, 1º de junho, o 18º Circuito Junino da capital com investimento de R$ 600 mil para estrutura, organização e realização da programação de 2026. A abertura marca o início do calendário oficial das festas juninas no município, com expectativa de movimentar grupos culturais, artistas, ambulantes e o comércio local ao longo de junho.

O circuito terá duas etapas principais. A primeira será realizada entre os dias 12 e 14 de junho, na Praça da Revolução. A fase final está marcada para os dias 19, 20 e 21 de junho, no Quadrilhódromo, espaço tradicional das apresentações juninas em Rio Branco.

Durante o lançamento, a prefeitura reforçou que o evento faz parte da política de incentivo à cultura popular e ao fortalecimento das quadrilhas juninas da capital. A proposta é garantir estrutura para os grupos, ampliar a participação do público e manter uma das manifestações culturais mais tradicionais do calendário acreano.

Além das apresentações, o circuito também deve concentrar disputa entre quadrilhas, programação artística e ações voltadas ao público que acompanha os festejos. A expectativa da organização é de que a edição deste ano repita a mobilização registrada em anos anteriores e fortaleça a cadeia econômica ligada aos arraiais.

Com o aporte confirmado, a gestão municipal aposta no circuito como vitrine da cultura popular de Rio Branco e como um dos principais eventos do mês de junho na cidade.

Fotos: Sérgio Vale

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Economia e Empreender

São João amplia espaço para pequenos negócios e impulsiona vendas em todo o país

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As festas de São João abriram uma nova temporada de oportunidades para pequenos negócios em várias regiões do país, com impacto que vai da venda de comidas típicas ao turismo de experiência, moda, decoração, fotografia, papelaria e serviços de beleza. O período junino, que se estende até o fim de julho em muitos destinos, virou uma vitrine para empreendedores ampliarem faturamento, ganhar visibilidade e se conectar com o público em torno da cultura popular brasileira.

O movimento ocorre em um cenário de forte circulação de dinheiro. Os festejos juninos movimentaram cerca de R$ 7,4 bilhões em 2025, segundo estimativas citadas na cobertura. A avaliação é que o peso econômico do calendário vai além das barraquinhas tradicionais e alcança cadeias ligadas a turismo, economia criativa, alimentação, vestuário e experiências culturais. O consumidor tem buscado cada vez mais vivências completas, ligadas à memória afetiva, à autenticidade e à identidade local.

Em Campina Grande, um dos principais polos juninos do país, a empresária Albaniza Farias aposta nesse filão com o Ônibus do Forró, roteiro turístico que reúne transporte, música e interação cultural para oferecer ao visitante uma imersão no ambiente da festa. Na mesma cidade, a microempreendedora Edileuza de Almeida relatou aumento de 50% no faturamento com a produção de roupas e acessórios para quadrilhas, em uma demanda que começou a crescer meses antes da abertura oficial da temporada.

A orientação para 2026 é que os empreendedores se antecipem. Entre as recomendações estão a revisão de estoque, a organização da operação, o reforço da presença digital, a ambientação temática e a formação de parcerias entre pequenos negócios para ampliar alcance e vendas. A coincidência entre o calendário junino e o período da Copa do Mundo deste ano também deve exigir mais planejamento de bares, restaurantes, comércios e serviços voltados ao público das festas.

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Economia e Empreender

FMI aponta resiliência da economia brasileira e estima PIB de 2,5% no médio prazo

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O Fundo Monetário Internacional afirmou nesta segunda-feira que a economia brasileira mantém capacidade de resistência diante de choques externos e projetou crescimento de 2,5% no médio prazo. A avaliação foi divulgada após a missão técnica do organismo ao país e ocorre em um cenário de incertezas internacionais, inflação ainda pressionada e juros em trajetória de ajuste.

Na análise do Fundo, o Brasil atravessa o atual ambiente global em posição relativamente favorável por causa do peso das exportações de petróleo e da forte presença de fontes renováveis na matriz elétrica. Esse quadro ajuda a reduzir parte do impacto provocado pela alta dos preços internacionais de energia, embora os riscos para a atividade econômica ainda permaneçam no radar.

O organismo também avaliou que a inflação desacelerou no começo de 2026, mas voltou a sofrer pressão com o encarecimento da energia no mercado externo. Nesse contexto, considerou adequados os cortes de juros adotados recentemente pelo Banco Central, ao mesmo tempo em que defendeu cautela na condução da política monetária até que os índices de preços se aproximem da meta.

Na área fiscal, o FMI voltou a defender medidas para melhorar a trajetória da dívida pública, com reforço de receitas, preservação de ganhos extraordinários e revisão de rigidezes no orçamento. Para a instituição, esse conjunto pode reduzir o custo de financiamento do país e abrir espaço para investimentos em áreas consideradas prioritárias.

O relatório ainda aponta que o avanço de reformas estruturais, a ampliação de acordos comerciais e a agenda de transição ecológica podem elevar a produtividade e dar sustentação a um ciclo de crescimento mais duradouro. A leitura do Fundo é que, apesar das pressões no curto prazo, o país reúne condições para manter estabilidade e ampliar o ritmo de expansão nos próximos anos.

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Tendência