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MEIO AMBIENTE

Marina Silva faz chamado à ação coletiva e transição energética para enfrentar a crise climática

COP28: Ministra Marina Silva lidera discurso urgente rumo à meta de 1.5 Graus e pede mudança global para um futuro sustentável @marinasilvaoficial

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Na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2023 (COP28), a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, enfatizou a crucial importância de um texto específico sobre combustíveis fósseis para determinar o sucesso do evento. Ela defendeu veementemente a necessidade de uma abordagem clara e contundente no documento final, visando impulsionar o uso de energias renováveis e diminuir progressivamente a dependência dos combustíveis fósseis. A inclusão desse tema inédito no debate climático foi ressaltada pela ministra como um marco significativo, propondo a formação de um grupo de trabalho para estabelecer medidas concretas pós-COP28.

Ministra Marina Silva, enfatizou a urgência e a responsabilidade coletiva diante da crise climática global. Destacou que a década de 2021-2030 é crucial para implementar medidas decisivas visando conter os impactos das mudanças climáticas e garantir um futuro mais seguro para a humanidade.

Alertando sobre a necessidade premente de ações conjuntas, a Ministra ressaltou a importância de eliminar a dependência das economias dos combustíveis fósseis, enfatizando o papel fundamental das energias renováveis nesse contexto. Ela pediu tanto os países produtores quanto os consumidores a acelerarem a transição para fontes de energia mais limpas.

Afirmou que os países desenvolvidos devem liderar esse processo, propondo a criação de uma instância de discussão e negociação dentro da UNFCC para abordar o tema com a urgência requerida. Marina Silva destacou a importância de respostas coletivas que considerem as diferentes realidades nacionais e alternativas de desenvolvimento socioeconômico, especialmente para as populações mais vulneráveis.

A Ministra enfatizou os desafios sem precedentes necessários para atingir a meta de 1.5 graus Celsius, enfatizando a importância de mobilização e implementação ágeis e abrangentes em países em desenvolvimento. Ela conclamou à união e à ação coletiva, salientando a necessidade de um acordo global que impulsione recursos financeiros e tecnológicos para acelerar a mitigação e a adaptação às mudanças climáticas.

Além disso, Marina Silva enfatizou a importância da COP30, a ser realizada no Brasil em 2025, ressaltando que o sucesso desse encontro depende da aprovação, na COP28, de um balanço alinhado com a meta de 1.5 graus Celsius em todas as suas dimensões. Ela encerrou sua fala reiterando a urgência e a responsabilidade coletiva diante do desafio climático global, enfatizando a necessidade de concessões mútuas para alcançar a meta de 1.5 graus Celsius e evitar um cenário caótico iminente.

Confira o video no perfil da Ministra.

Foto: Reprodução/Audiovisual/PR

MEIO AMBIENTE

Seminário aborda desafios e políticas para os Povos Indígenas no Acre

Evento reúne lideranças e autoridades para discutir questões territoriais, educacionais e de saúde

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Nesta sexta feira, líderes, autoridades e representantes das comunidades indígenas se reuniram em um seminário no Dia dos Povos Indígenas para discutir políticas e desafios enfrentados por essas populações. Organizado pela Secretaria Extraordinária dos Povos Indígenas (Sepi), o evento abordou temas como gestão territorial, educação, saúde, cultura e direitos sociais. Durante os painéis realizados ao longo do dia, foi destacada a importância da criação de um grupo de trabalho para lidar com os impactos das inundações nas comunidades indígenas.

Uma das prioridades discutidas foi a necessidade de fortalecer as políticas públicas destinadas aos povos indígenas, considerando os desafios enfrentados, como a gestão territorial e os direitos sociais. A presença de representantes de instituições como o Instituto de Mudanças Climáticas e Regulação de Serviços Ambientais do Estado do Acre (IMC), a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e a Comissão Pró-Indígenas do Acre (CPI-AC) evidenciou a importância da colaboração entre diferentes órgãos na busca por soluções eficazes.

O evento também destacou a necessidade de enfrentar as ameaças à cultura indígena e promover ações que garantam a autonomia e os direitos dos povos originários. A criação de espaços de diálogo como esse seminário demonstra um compromisso com a construção de políticas inclusivas e respeitosas com as diversas comunidades indígenas do estado do Acre.

Foto: Neto Lucena/Secom

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MEIO AMBIENTE

Encontro Transfronteiriço Debate Desafios Climáticos e Proteção aos Povos da Floresta das regiões do Acre e Ucayali

Organizações indígenas e aliados unem esforços para enfrentar ameaças e exigem ações dos governos brasileiro e peruano

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Entre os dias 10 e 14 de março deste ano, em Cruzeiro do Sul, Acre, Brasil, ocorreu o encontro “Diálogo Transfronteiriço: impactos climáticos e ameaças aos povos da floresta do Acre/Ucayali”, reunindo membros da Comissão Transfronteiriça Yurúa/Alto Tamaya/Alto Juruá. A organização é por conta da Organização dos Povos Indígenas do Rio Juruá (OPIRJ), Associação Ashaninka do Rio Amônia (Apiwtxa), Organização Asociación de Comunidades Nativas Para el Desarrollo Integral del Yurua – Yono – Sharakoiai (ACONADIYSH) e Organización Regional AIDESEP Ucayali (ORAU).

Este encontro teve como foco debater as principais ameaças às áreas protegidas e estratégias para sua conservação, destacando a colaboração entre organizações indígenas e instituições desde a década de 1990.

Durante o evento, foram discutidos os impactos negativos das construções de estradas e concessões florestais, especialmente no Peru, e como essas ações afetam ambos os lados da fronteira. Os participantes expressaram preocupações sobre como tais ameaças violam direitos fundamentais, incluindo a consulta livre, prévia e informada, conforme estabelecido pela Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e pela Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas.

O encontro resultou em uma Carta Aberta aos governos e à sociedade, apontando perigos como o Projeto de Lei nº 6960/2023, em tramitação no Congresso Peruano, que propõe a pavimentação da estrada “Pucallpa-Nueva Itália-Sawawo-Breu”, que nega direitos indígenas e impacta modos de vida tradicionais, nos dois países, na fronteira nas regiões de Marechal Thaumaturgo, pelo lado brasileiro, e no Ucayali, no Peru.

Outras questões levantadas incluem a construção ilegal de estradas, o aumento da presença de não indígenas, impactos ambientais e sociais negativos, e a necessidade de proteção contra a exploração ilegal de recursos naturais. A carta enfatiza a importância do diálogo entre os governos do Brasil e do Peru com as organizações indígenas para o desenvolvimento regional e a implementação de políticas públicas transparentes.

As organizações indígenas e aliados estratégicos que assinam a carta pedem que os governos respeitem e cumpram os direitos indígenas, realizem estudos ambientais adequados e garantam a proteção dos territórios e biodiversidade. Além disso, exigem o arquivamento do Projeto de Lei nº 6960/2023 e apelam ao Governo do Peru para alinhar suas ações com as Prioridades Climáticas da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas.

Confira a carta completa no site opirj.org

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MEIO AMBIENTE

Cidade limpa: Secretarias unem esforços para combater riscos à saúde da população

Mutirão de limpeza em Cruzeiro do Sul busca reduzir riscos pós-enchentes

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A Prefeitura de Cruzeiro do Sul está promovendo um mutirão de limpeza nos bairros afetados pelas enchentes. O trabalho é realizado em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde e Meio Ambiente. A operação, chamada de ‘Cidade Limpa’, visa remover entulhos, destroços e lama, além de desobstruir córregos e sarjetas para reduzir os riscos de doenças causadas pelo acúmulo de resíduos nas ruas.

O Secretário Municipal de Meio Ambiente e Limpeza Pública, Ygoor Neves, anunciou a mobilização de 14 máquinas pesadas e mais de 150 pessoas para trabalhar em 38 bairros, 19 avenidas, sete vilas e nove conjuntos habitacionais. O objetivo é prevenir doenças e problemas de saúde relacionados ao acúmulo de entulhos após as enchentes.

Durante o mutirão, os agentes também fornecerão orientações à população sobre os riscos de doenças como infecções diarreicas, leptospirose e hepatite A. A Secretária Municipal de Saúde, Valéria Lima, ressaltou a importância da iniciativa conjunta das duas secretarias para minimizar o impacto das enchentes na saúde pública.

O Prefeito Zequinha Lima enfatizou o compromisso da gestão municipal em garantir a saúde e o bem-estar das famílias afetadas pelas enchentes do Rio Juruá. Ele destacou a necessidade de cuidados durante o retorno das famílias às suas casas após a inundação, para evitar problemas de saúde. O mutirão começou pelo bairro Boca do Moa, com a colaboração dos moradores na remoção dos entulhos de seus quintais para as ruas.

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