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Cultura

Ministério da Cultura lança Proler Bibliotecas e abre seleções para formação de profissionais

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O Ministério da Cultura deu início, em janeiro de 2026, à implementação do Proler Bibliotecas, projeto voltado à política nacional do livro e da leitura, com a abertura de processos seletivos para contratação de profissionais que irão desenvolver as primeiras etapas formativas da iniciativa, executada em parceria com a Universidade Federal de Alagoas.

A ação é realizada por meio de um Termo de Execução Descentralizada, coordenado pela Secretaria de Formação Artística e Cultural, Livro e Leitura, e tem como objetivo estruturar um conjunto de formações voltadas ao fortalecimento das bibliotecas públicas, comunitárias e prisionais em todo o país. O projeto retoma e atualiza o Programa Nacional de Incentivo à Leitura, criado em 1992, incorporando novos formatos pedagógicos e ampliando sua atuação para diferentes contextos sociais e territoriais.

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De acordo com o Ministério da Cultura, o Proler Bibliotecas parte do entendimento das bibliotecas como espaços de acesso à informação, produção cultural e participação social, integrados ao Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas. A proposta é fortalecer a atuação em rede desses equipamentos e ampliar ações de leitura e escrita, considerando as especificidades regionais e os diferentes públicos atendidos.

Como etapa inicial do projeto, a Universidade Federal de Alagoas abriu três processos seletivos para a contratação de conteudistas responsáveis pela elaboração dos materiais formativos. Um dos editais é voltado ao eixo Bibliotecas como Espaços de Ativação Cultural, com foco em conteúdos sobre ações culturais, articulação comunitária e vínculo territorial. Outro processo seleciona profissionais para o eixo Mediação de Leitura, destinado ao desenvolvimento de metodologias para aproximação entre leitores e livros. O terceiro edital é direcionado ao eixo Escrita Criativa, que busca estimular a produção textual como ferramenta de expressão e construção de narrativas a partir das experiências locais.

Os profissionais selecionados irão atuar na produção de materiais didáticos, trilhas formativas, conteúdos audiovisuais e instrumentos de avaliação que servirão de base para a implementação do projeto em âmbito nacional. As atividades serão realizadas de forma remota, com carga horária semanal de 20 horas e duração inicial de três meses, com possibilidade de prorrogação conforme o desenvolvimento das ações. Entre os requisitos exigidos estão formação superior completa, experiência mínima de um ano em formação continuada, vínculo com instituição de ensino superior e disponibilidade para participação em atividades síncronas e assíncronas.

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As informações completas sobre inscrições, critérios e prazos estão disponíveis nos editais específicos de cada processo seletivo, sob responsabilidade da UFAL. A expectativa do Ministério da Cultura é que o Proler Bibliotecas contribua para a consolidação das bibliotecas como espaços de leitura, formação cultural e cidadania, integrando as políticas públicas do setor em todo o território nacional.

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Cultura

O Agente Secreto volta ao Cine Araújo em Rio Branco após trajetória de prêmios internacionais

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O filme O Agente Secreto retorna às salas de cinema de Rio Branco a partir desta quinta-feira, 15 de janeiro, com exibições no Cine Araújo, no Via Verde Shopping, impulsionado pela repercussão de sua vitória no Globo de Ouro e pelo aumento da procura do público local pela produção brasileira premiada.

A reexibição foi definida após a circulação internacional do filme na temporada de premiações e a consequente retomada do interesse de espectadores que não conseguiram assistir ao longa durante sua primeira passagem pelos cinemas da capital acreana. As sessões seguem a programação regular da rede, com horários divulgados diretamente na bilheteria e nos canais oficiais do cinema, e ingressos comercializados pelo valor promocional de R$ 12, conforme informado pela organização.

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Dirigido por Kleber Mendonça Filho, o filme é ambientado no Brasil da década de 1970 e acompanha a história de um professor universitário envolvido em uma trama relacionada ao período da ditadura militar. O papel principal é interpretado por Wagner Moura, cuja atuação foi reconhecida ao longo da temporada internacional de prêmios. Antes do Globo de Ouro, a produção já havia conquistado o Critics Choice Awards de Melhor Filme Internacional e alcançado a chamada “trifecta” da crítica norte-americana, ao vencer os prêmios do New York Film Critics Circle, da Los Angeles Film Critics Association e da National Society of Film Critics.

No Globo de Ouro de 2026, o longa venceu na categoria de Melhor Filme em Língua Não Inglesa e também projetou Wagner Moura no cenário internacional, após o ator ter sido indicado e reconhecido por sua atuação em português em um filme brasileiro. A trajetória incluiu ainda prêmios no Festival de Cannes, onde Moura foi escolhido Melhor Ator e Mendonça Filho recebeu o prêmio de Melhor Diretor, consolidando a presença do filme no circuito global de festivais e salas comerciais.

Segundo dados divulgados durante a temporada de premiações, O Agente Secreto ultrapassou 1,1 milhão de espectadores no Brasil e registrou circulação expressiva em países como França, além de estreias programadas em outros mercados europeus. Esse desempenho contribuiu para ampliar a visibilidade do cinema brasileiro no exterior e influenciou a decisão de redes exibidoras de manter ou retomar o filme em cartaz em diferentes capitais do país, incluindo Rio Branco.

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Cultura

Rio Branco anuncia Carnaval da Família 2026 com lançamento de editais, reajuste de premiações e programação no centro da cidade

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A Prefeitura de Rio Branco anunciou, na manhã desta terça-feira, 13 de janeiro de 2026, o lançamento oficial dos editais que regulamentam a participação dos blocos carnavalescos e o Concurso das Realezas do Carnaval da Família 2026, marcando o início da organização da programação carnavalesca na capital acreana. O anúncio foi feito pelo prefeito Tião Bocalom durante evento realizado com a presença de representantes dos blocos, gestores municipais e integrantes da Fundação Municipal de Cultura, Esporte e Lazer Garibaldi Brasil (FGB), responsável pela coordenação do carnaval.

O Carnaval da Família 2026 terá como palco principal o centro de Rio Branco, com os desfiles dos blocos previstos para a Avenida Getúlio Vargas, retomando o modelo adotado em edições recentes. Segundo o prefeito, a escolha do local está relacionada à avaliação da gestão sobre a capacidade de concentração da programação cultural e à logística de segurança e organização. “Conseguimos resgatar novamente o Carnaval aqui no centro da cidade. Os eventos que realizamos mostram que essa região é a ideal”, afirmou Bocalom durante a coletiva.

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Entre as principais medidas anunciadas está o reajuste nas premiações destinadas aos blocos carnavalescos. O primeiro lugar passará a receber R$ 20 mil, seguido por R$ 10 mil para o segundo colocado, R$ 6 mil para o terceiro, R$ 5 mil para o quarto e R$ 4 mil para o quinto, totalizando cerca de R$ 45 mil em prêmios. De acordo com o prefeito, a atualização busca compensar parte dos custos enfrentados pelos grupos na preparação dos desfiles. “É uma forma de compensar parte das despesas que os blocos têm para se organizar. Quem faz a festa, na realidade, são eles”, declarou.

O concurso das realezas do Carnaval da Família 2026 também teve os valores das premiações divulgados. O primeiro lugar receberá R$ 4.350, o segundo R$ 2.550 e o terceiro R$ 1.500, contemplando categorias como Rainha do Carnaval, Rei Momo, Rainha Gay e Rainha Trans. Segundo Bocalom, os critérios seguem regras definidas nos editais e visam garantir transparência no processo. “A prefeitura faz isso com clareza. Assim como temos festas religiosas, também temos pessoas que gostam do carnaval, e elas terão a oportunidade de participar dessa festa no centro da cidade”, afirmou.

A programação inicial do Carnaval da Família 2026 começa no dia 13 de fevereiro, com a escolha da Rainha do Carnaval e do Rei Momo. No dia 14, está prevista a escolha da Rainha Gay e da Rainha Trans. Os desfiles dos blocos terão início em 15 de fevereiro, com a participação dos blocos Unidos do Fuxico e Sambase, seguidos por Sem Limite e 6 é Demais no dia 16.

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Outro ponto destacado pelo prefeito foi a manutenção do carnaval com apresentações exclusivamente de artistas locais. Segundo Bocalom, a decisão busca direcionar os recursos públicos para profissionais da própria cidade. “O carnaval será feito só com artistas locais. Queremos continuar prestigiando nossos artistas, que antes eram pouco valorizados”, afirmou.

Além da programação central, a Prefeitura informou que pretende manter e avaliar a ampliação do apoio aos carnavais realizados nos bairros de Rio Branco, por meio da FGB. De acordo com o prefeito, o suporte às festas comunitárias nunca deixou de existir e cada evento é analisado conforme suas necessidades. “O apoio a gente sempre deu. Vamos ver qual é a demanda direitinho, para de repente a gente poder melhorar os apoios que a gente tem dado”, disse Bocalom.

As inscrições para os editais dos blocos carnavalescos e do concurso das realezas estarão disponíveis nos sites oficiais da Prefeitura de Rio Branco e da Fundação Garibaldi Brasil, respeitando os prazos legais estabelecidos. A gestão municipal informou que a organização do Carnaval da Família 2026 seguirá os critérios administrativos e orçamentários previstos, dando início ao calendário oficial do evento na capital.

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Cultura

Festival Kãda Shawã Kaya marca demarcação territorial e articula reencontro do povo Shawadawa no Vale do Juruá

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O povo Shawadawa iniciou no dia 8 de janeiro de 2026, na Aldeia da Foz do Nilo, às margens do Rio Cruzeiro do Vale, em Porto Walter, no Acre, a realização do Festival Kãda Shawã Kaya, evento que segue até o dia 11 e reúne indígenas de diferentes aldeias para celebrar a demarcação de seu território tradicional, discutir pautas coletivas e fortalecer práticas culturais, espirituais e sociais transmitidas entre gerações.

O festival ocorre em um território localizado na região do Vale do Juruá e concentra famílias Shawadawa vindas dos rios Cruzeiro do Vale, Bagé e Valparaíso, além de integrantes que vivem em cidades como Cruzeiro do Sul, Rio Branco, Marechal Thaumaturgo, Tarauacá e Feijó. Também participam convidados de outras etnias indígenas do Acre e visitantes de outros estados e países. As atividades incluem rituais noturnos no kupichwa, com uso de medicinas da floresta, cantos, danças circulares, pinturas corporais e apresentações culinárias que fazem parte da organização social e simbólica do povo Shawadawa.

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Segundo a secretária extraordinária de Povos Indígenas do Acre, Francisca Arara, o festival está diretamente ligado à história recente do território Shawadawa e ao processo de reorganização comunitária após a demarcação. “Esse é um reencontro do nosso povo, que comemora a demarcação do Território Arara e simboliza a libertação da sua escravidão aos seringalistas. Nesse período fomos impedidos de falar o nosso idioma e perdemos muitos costumes. O festival marca a retomada cultural do povo Shawadawa”, afirmou. De acordo com a secretária, esta edição reúne representantes de 11 aldeias e funciona também como espaço de articulação política e social entre as comunidades.

A realização do 6º Festival Kãda Shawã Kaya contou com investimento de cerca de R$ 800 mil, recursos aplicados na logística, alimentação, estrutura e pagamento de serviços prestados por famílias indígenas envolvidas na organização. O evento teve patrocínio da organização internacional Environmental Defense Fund (EDF) e apoio do governo do Acre, por meio da Secretaria Extraordinária de Povos Indígenas e da Secretaria de Empreendedorismo e Turismo, além da Prefeitura de Porto Walter. Conforme a organização, a circulação de pessoas durante o festival impacta diretamente o comércio local e o setor de serviços da região do Juruá.

Para o professor Antônio Arara, responsável pela alfabetização de Shawadawa em diferentes aldeias do município, o festival cumpre uma função que vai além da celebração cultural. “Durante esses dias, o foco é discutir o desenvolvimento econômico e social do nosso povo, apresentando nossa culinária, nossas pinturas e mantendo a união. Esse encontro fortalece a organização comunitária e gera renda para as famílias”, afirmou. Segundo ele, a participação da juventude nas atividades é central para a continuidade dos conhecimentos tradicionais.

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O festival também é marcado pela presença de lideranças mais velhas, como a matriarca Aidée Arara, de 89 anos, reconhecida como guardiã do idioma e das histórias do povo Shawadawa. Muitos dos cantos, danças e grafismos apresentados durante o evento foram ensinados por ela às gerações mais jovens, contribuindo para a transmissão de saberes e para a manutenção da identidade cultural do grupo.

Com informações de Agência Notícias do Acre – Foto: Pedro Devani

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