Connect with us

Política

Nicolau Júnior defende união dos estados amazônicos durante conferência da Unale

Published

on

O presidente da Assembleia Legislativa do Acre, deputado estadual Nicolau Júnior, afirmou nesta quarta-feira, 3 de dezembro de 2025, que a união entre os estados da Amazônia Legal é fundamental para enfrentar os desafios históricos da região, durante a 28ª Conferência da União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais (Unale), realizada em Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul, onde ocorreu a eleição da nova Mesa Diretora do Parlamento Amazônico. “Quando os estados amazônicos se unem, nossa voz ganha força. A Amazônia tem desafios próprios, e precisamos tratá-los com a seriedade e a atenção que merecem. A logística é um dos grandes entraves, mas também uma pauta que nos une e nos impulsiona a buscar alternativas inovadoras”, declarou Nicolau durante a solenidade.

A fala foi feita no contexto da escolha da nova direção do Parlamento Amazônico, órgão vinculado à Unale que reúne deputados estaduais dos nove estados da Amazônia Legal. A entidade atua como espaço de articulação política e legislativa para tratar, de forma conjunta, temas como infraestrutura, meio ambiente, integração regional, políticas sociais, segurança e desenvolvimento econômico, com foco nas demandas da população amazônida. Ao longo dos anos, o colegiado tem sido utilizado como instrumento de diálogo entre os parlamentos estaduais e instâncias nacionais de decisão.

Nicolau destacou que as dificuldades de mobilidade e acesso entre os estados impactam diretamente a oferta de serviços públicos e o escoamento da produção, o que torna indispensável a construção de políticas integradas. Segundo ele, a articulação conjunta amplia a capacidade da região de buscar soluções estruturais junto ao governo federal e aos demais poderes. O deputado também ressaltou que a atuação coordenada dos estados fortalece a representação política da Amazônia nos debates nacionais.

A presença da delegação acreana na Conferência da Unale inclui 19 parlamentares. Para Nicolau, essa participação amplia o peso institucional do Acre nas discussões sobre o futuro da região, especialmente em pautas relacionadas a investimentos em infraestrutura, compensações ambientais e políticas de desenvolvimento regional.

Afonso Fernandes assume o Parlamento Amazônico para o biênio 2026/2027, após ser eleito por unanimidade pelos integrantes da entidade. Ele substitui o deputado Laerte Gomes, de Rondônia, e afirmou que pretende unificar os nove estados em torno das pautas prioritárias da região, com destaque para a defesa da floresta e a busca por mecanismos de compensação pelos serviços ambientais.

A nova composição da diretoria inclui representantes de todos os estados da Amazônia Legal e terá mandato até 2027. A expectativa é que o Parlamento Amazônico atue como canal de encaminhamento das demandas regionais para as instâncias federais, especialmente nas áreas de logística, meio ambiente, integração econômica e políticas sociais.

Política

CCJ adia de novo PEC que reduz maioridade penal e retoma debate nesta quarta

Published

on

A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara adiou nesta terça-feira, 9 de junho de 2026, a análise da PEC 32/2015, que reduz de 18 para 16 anos a maioridade penal. A discussão foi interrompida com o início da Ordem do Dia no plenário da Casa, e a retomada ficou marcada para a manhã de quarta-feira, 10 de junho. O texto está na fase de admissibilidade na CCJ, etapa que antecede a criação de uma comissão especial.

O parecer do relator, deputado Coronel Assis, é favorável à proposta. Durante a tramitação, ele retirou do texto o trecho que estendia aos jovens de 16 anos a possibilidade de casamento, celebração de contratos, obtenção de carteira de habilitação e voto obrigatório. Com isso, a discussão ficou concentrada na redução da maioridade penal e na continuidade da análise constitucional da proposta.

O tema voltou a dividir a comissão. Parlamentares contrários afirmam que a mudança não enfrenta as causas da violência e questionam a constitucionalidade da medida. Já os defensores da PEC dizem que adolescentes envolvidos em crimes graves devem ser submetidos a punições mais duras. Hoje, jovens com mais de 16 anos que cometem infrações graves podem cumprir medida socioeducativa de internação por até três anos.

A proposta ainda precisa passar pela CCJ e, se avançar, seguirá para uma comissão especial antes de eventual votação no plenário da Câmara. O novo adiamento prolonga um debate antigo no Congresso e mantém em aberto uma das discussões mais sensíveis da pauta criminal.

Continue Reading

Política

Sánchez vira sobre Keiko com 94% das urnas apuradas no Peru, mas resultado segue indefinido

Published

on

Roberto Sánchez assumiu nesta segunda-feira (8) a dianteira na apuração do segundo turno presidencial do Peru e abriu uma vantagem mínima sobre Keiko Fujimori, mas o resultado ainda permanece indefinido. Com cerca de 94% das urnas contabilizadas, a diferença entre os dois candidatos segue apertada, o que mantém a disputa em aberto no país.

A virada ocorreu depois de Keiko liderar nas primeiras horas da contagem. Com a entrada de votos de regiões do interior e de áreas rurais, Sánchez passou à frente e chegou a pouco mais de 50% dos votos válidos, enquanto Fujimori ficou ligeiramente abaixo desse patamar. A margem continua estreita e ainda pode oscilar com a incorporação das atas restantes.

A indefinição também se explica pelo ritmo da apuração peruana, que inclui votos do exterior e registros manuais. Por isso, a confirmação oficial do vencedor não deve ser imediata. A autoridade eleitoral trabalha com uma contagem mais demorada, e o desfecho pode levar dias.

A eleição deste ano volta a expor a divisão política no Peru. Fujimori concentrou força maior em áreas urbanas, especialmente em Lima, enquanto Sánchez avançou no interior. Quem vencer assumirá a Presidência em meio a um cenário de desgaste institucional e alta instabilidade, num país que tem trocado de comando com frequência nos últimos anos.

Continue Reading

Política

Entidades repudiam prisão de jornalista perseguido por Carla Zambelli

Published

on

Entidades ligadas ao jornalismo repudiaram neste domingo, 7 de junho, a decisão do Juizado Especial Criminal do Foro de Barra Funda, em São Paulo, que determinou a prisão em regime aberto do jornalista Luan Araújo por falta de pagamento de R$ 2.216,30 relativos a uma condenação por difamação em ação movida pela ex-deputada Carla Zambelli. O caso reacendeu a discussão sobre liberdade de expressão e sobre o episódio de 29 de outubro de 2022, quando Araújo foi perseguido com arma em punho pela então parlamentar nas ruas da capital paulista.

A manifestação foi assinada pela Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo e pela Comissão Nacional de Jornalistas pela Igualdade Racial da Federação Nacional dos Jornalistas. Em nota, as entidades classificaram a medida como injusta e criticaram o fato de a punição atingir o profissional que havia sido alvo da perseguição armada que teve repercussão nacional.

A ordem de prisão foi expedida pelo juiz José Fernando Steinberg. Na decisão, o magistrado converteu a pena restritiva de direitos em pena privativa de liberdade ao afirmar que o jornalista, apesar de intimado, não cumpriu a prestação pecuniária imposta no processo. Desempregado, Araújo disse não ter condições de arcar com o valor e chamou a condenação de injusta.

Em publicações nas redes sociais, Araújo afirmou estar triste com a repercussão do caso, mas acolhido pela mobilização em torno de seu nome. Ele relatou dificuldades financeiras, falta de oportunidades de trabalho e problemas psicológicos desde a condenação. Também comparou sua situação à de Zambelli, que teve o pedido de extradição negado pela Justiça italiana em 22 de maio de 2026 e passou a responder em liberdade no país europeu.

O episódio que deu origem ao caso ocorreu na véspera do segundo turno da eleição presidencial de 2022. Após um bate-boca, Zambelli sacou um revólver e perseguiu Araújo pelas ruas e dentro de uma lanchonete em São Paulo. Em agosto de 2025, o Supremo Tribunal Federal condenou a ex-deputada a cinco anos e três meses de prisão por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com emprego de arma.

Fonte: Agência Brasil

Continue Reading

Tendência