A Prefeitura de Rio Branco inaugurou, no dia 14 de janeiro de 2026, o Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (CAPSi) Damião Nunes da Costa, no bairro Sobral, com o objetivo de ampliar a oferta de atendimento em saúde mental para crianças e adolescentes no município. A unidade passa a integrar a Rede de Atenção Psicossocial e funciona em modelo de porta aberta, sem necessidade de agendamento prévio, buscando facilitar o acesso de famílias que aguardavam por esse tipo de serviço na capital acreana.
O novo CAPSi foi implantado para atender uma demanda histórica relacionada ao cuidado em saúde mental infantojuvenil, em um contexto em que crianças e adolescentes enfrentam dificuldades emocionais e comportamentais que nem sempre são identificadas ou acompanhadas de forma contínua. O serviço oferece acolhimento de segunda a quinta-feira, das 7h às 17h, enquanto as sextas-feiras são destinadas ao alinhamento da equipe, estudos de casos e visitas direcionadas, conforme a necessidade dos usuários.
Durante a inauguração, o prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, afirmou que a entrega da unidade representa a ampliação da rede municipal voltada à saúde mental e reforça o compromisso da gestão com o atendimento a esse público. Segundo ele, o centro foi estruturado para oferecer acolhimento a crianças e adolescentes que necessitam de acompanhamento especializado, integrando cuidado clínico e suporte psicossocial.
O secretário municipal de Saúde, Rennan Biths, destacou que o CAPSi já iniciou as atividades com equipe completa e pacientes em acompanhamento. “Em 2026, priorizamos o cuidado com crianças e adolescentes, atendendo a uma demanda histórica da capital. O CAPSi já está em funcionamento, com equipe qualificada e os primeiros 40 pacientes em atendimento”, afirmou. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, a unidade conta com cerca de 12 profissionais, entre médicos, psicólogos, enfermeiros, assistentes sociais e arteterapeutas, oferecendo atendimentos individuais e em grupo.
A coordenação do CAPSi explicou que o foco do trabalho está na estabilização do quadro de crianças e adolescentes em sofrimento psíquico, com ações que favorecem o convívio social e a retomada da rotina escolar e familiar. A coordenadora Kelly Albuquerque ressaltou que o serviço inclui terapias em grupo, grupos operativos e atividades de arteterapia, além dos atendimentos individuais, de acordo com a necessidade de cada caso.
A inauguração também foi acompanhada por representantes do Legislativo municipal. O vereador João Paulo Silva afirmou que a implantação do CAPSi é resultado de anos de discussão sobre a efetivação das políticas de saúde mental no município e representa um avanço na consolidação dos dispositivos previstos pelo Sistema Único de Saúde.
A unidade recebeu o nome de Damião Nunes da Costa em homenagem à sua trajetória de atuação comunitária. Durante a solenidade, a filha homenageada, Sabrina Braga, afirmou que a escolha do nome reconhece o legado deixado por seu pai, que dedicou parte da vida a ações de apoio social no município.
O impacto do novo serviço já é percebido por famílias que aguardavam atendimento especializado. Moradora da Vila Acre, a dona de casa Avilene Silva relatou que esperava desde o ano anterior por uma vaga para a filha e foi informada do atendimento disponível com a abertura da unidade. Para ela, o funcionamento do CAPSi representa a possibilidade de acompanhamento contínuo e próximo da realidade das famílias.
A implantação do centro contou com investimento próprio de R$ 360 mil da Prefeitura de Rio Branco, voltado à adequação do espaço físico e à estruturação do serviço. A expectativa da gestão municipal é que o CAPSi contribua para reduzir a demanda reprimida por atendimento em saúde mental infantojuvenil e fortaleça a rede de cuidado no município, ampliando o acesso e a continuidade do acompanhamento para crianças e adolescentes.
O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) adotou medidas cabíveis e de forma célere diante das denúncias de violência doméstica supostamente praticada contra a ex-primeira-dama de Xapuri, Ana Carla Oliveira. O posicionamento institucional ocorreu nesta segunda-feira (2), dias após a exposição pública de uma série de agressões físicas e psicológicas atribuídas ao prefeito do município, Maxsuel Maia. O órgão tratou a situação como uma grave violação de direitos fundamentais, exigindo apuração rigorosa pelas autoridades competentes com observância ao devido processo legal e às garantias constitucionais da vítima.
A crise conjugal ganhou repercussão estadual no fim de fevereiro, quando Ana Carla divulgou capturas de tela e vídeos para desmentir boatos de infidelidade de sua parte. O material exposto revelou uma rotina de controle, intimidação e agressões que incluíam tapas no rosto, tentativas de estrangulamento e ofensas verbais. A vítima detalhou que sua rotina era cerceada por exigências machistas e restrições impostas pelo ex-marido. “Eu não podia usar cropped tomara que caia, porque ele diz que é coisa de puta”, declarou Ana Carla. Ela explicou que sua saída de casa visou preservar a imagem do gestor municipal, mas o posterior silêncio dele diante dos julgamentos da sociedade a forçou a divulgar os reais motivos do término. “A pessoa se calou. E deixou eu ser apedrejada, julgada, mal falada”, relatou.
O prefeito Maxsuel Maia reagiu às publicações anunciando um novo noivado e rechaçando o histórico de agressividade. Nas conversas vazadas, ele tratou as queixas da ex-esposa como um exagero. Ao lado da atual companheira, o gestor municipal defendeu sua trajetória pessoal e profissional, transferindo o embate para o âmbito judicial. “Essas informações serão discutidas na via e no momento oportuno. A gente não vai discutir isso aqui nos tribunais das redes sociais”, afirmou Maia.
A movimentação do MPAC retira o caso do escrutínio exclusivo da internet e o insere na esfera legal, aumentando a pressão para que as instituições de Justiça do Acre entreguem uma resposta técnica a episódios de violência de gênero nas esferas de poder.
A Prefeitura de Rio Branco deu posse, na manhã desta segunda-feira (2), às novas integrantes do Conselho Municipal dos Direitos das Mulheres, que atuarão no triênio 2026-2029. A solenidade ocorreu na Casa Rosa Mulher, no Segundo Distrito da capital, com a participação da gestão municipal, representantes do Legislativo e integrantes de órgãos públicos e da sociedade civil.
Durante o evento, o prefeito Tião Bocalom afirmou que a política pública voltada às mulheres deve ser permanente e não restrita ao calendário de março. “O que queremos demonstrar é que o respeito pela mulher é algo permanente e vamos continuar com essa valorização em todas as esferas da nossa gestão”, disse. Ele também citou a presença feminina em áreas tradicionalmente ocupadas por homens, como transporte e construção civil, ao mencionar funções como motoristas de ônibus e caminhão e atuação em frentes de obra.
A diretora de Direitos Humanos, Suelen Araújo, disse que o conselho tem papel central no enfrentamento à violência contra a mulher, com atuação voltada a garantir segurança e dignidade às vítimas e a encaminhar denúncias aos órgãos competentes. Ela afirmou que fazia mais de cinco anos que as vagas não eram preenchidas e informou que o novo colegiado reúne 14 conselheiras que representam órgãos, secretarias e a sociedade civil.
A vereadora Lucilene Vale, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal de Rio Branco, relacionou a instalação do novo conselho ao debate sobre a violência contra a mulher no estado. “A violência contra a mulher é uma luta de todos. Temos discutido muito isso na Câmara, com projetos e apoio às mulheres violentadas. A cada dia, a violência só aumenta, e é uma grande preocupação para a nossa comunidade e as autoridades”, afirmou.
A prefeitura informou ainda que, ao longo de março, vai realizar homenagens e ações voltadas às mulheres, com encontros, debates e fóruns sobre igualdade de direitos e enfrentamento à violência, com a proposta de ampliar o diálogo e reforçar medidas públicas para o público feminino.
O Deracre concluiu os serviços de tapa-buraco na AC-10 entre o km 30 e Porto Acre e informou que volta a atuar na rodovia na quarta-feira (4 de março), desta vez no trecho inicial, do km 0 ao km 26, entre Rio Branco e a Vila do V.
A etapa encerrada nesta segunda-feira (2) foi acompanhada pela presidente do órgão, Sula Ximenes, que esteve no local com equipe técnica para verificar os pontos recuperados até a entrada do município. O trabalho foi concentrado nos trechos com maior desgaste do pavimento.
“Concluímos o trecho do km 30 até Porto Acre e, na quarta-feira, retomamos do zero ao 26. Estamos atuando conforme a necessidade de cada ponto da estrada”, afirmou Sula Ximenes.
A AC-10 é um dos principais acessos entre Rio Branco e Porto Acre, com fluxo diário de moradores e produtores. A continuidade da manutenção busca reduzir danos na pista e melhorar as condições de tráfego e de transporte na região.