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Internacional

Planalto reage aos EUA e diz que Brasil decide como classifica e combate o crime

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O Palácio do Planalto afirmou nesta sexta-feira, 29 de maio, em Brasília, que cabe ao Brasil definir como o crime organizado será classificado e combatido dentro do próprio território, em reação à decisão dos Estados Unidos de enquadrar o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras.

Em nota, o governo disse que o país mantém combate permanente contra facções e milícias, mas separou a atuação desses grupos do terrorismo internacional ligado a motivações ideológicas, políticas ou religiosas. O texto também sustentou que medidas unilaterais adotadas fora de negociação com o Brasil podem enfraquecer a cooperação policial, afetar o sistema financeiro e atingir mecanismos nacionais como o Pix.

A manifestação também elevou o tom político ao acusar integrantes da família Bolsonaro de buscar interferência estrangeira em assuntos internos do país. O Planalto classificou como deplorável a atuação de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro nos Estados Unidos e afirmou que a segurança pública não pode ser usada em disputa política.

No texto, o governo federal disse ainda que aprovou uma nova lei de combate a facções e milícias, com penas que chegam a 80 anos de prisão, e citou o programa Brasil contra o Crime Organizado como eixo da estratégia nacional. A nota acrescenta que o país apresentou, em 16 de abril, uma proposta ao Departamento de Estado dos EUA voltada à ampliação da cooperação em inteligência, ao controle da lavagem de dinheiro no exterior e ao enfrentamento do tráfico de armas para o Brasil.

A reação ocorre um dia depois de Washington anunciar que PCC e CV passarão a ser tratados como Organizações Terroristas Estrangeiras, medida com entrada em vigor prevista para 5 de junho. O governo vigor prevista para 5 de junho. O governo brasileiro vê risco de prejuízo à soberania nacional e ao intercâmbio de informações entre os dois países caso a mudança altere o padrão de cooperação já existente.

Foto e fonte: Agência Brasil

Internacional

OMS alerta que Europa pode ter semanas mais mortais com nova onda de calor

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A Organização Mundial da Saúde alertou nesta terça-feira (7) que a Europa pode enfrentar novas semanas de aumento da mortalidade por causa do calor extremo, com uma nova onda de calor em formação sobre o Atlântico e previsão de temperaturas de até 43°C em Portugal e no sul da Espanha nos próximos dias.

O alerta ocorre após uma onda de calor registrada entre 20 e 28 de junho, tratada por especialistas como a mais severa já observada no continente. O período provocou interrupções na geração de energia, danos à infraestrutura e pressão sobre sistemas de saúde. Em algumas regiões europeias, os termômetros chegaram a 40°C.

A França, a Holanda e a Bélgica registraram 3.700 mortes adicionais durante o episódio recente. As autoridades ainda consideram os números preliminares, com possibilidade de aumento à medida que os dados forem revisados. Cientistas associam o calor extremo às mudanças climáticas, que ampliam a frequência, a duração e a intensidade desses eventos.

O diretor regional da OMS para a Europa, Hans Kluge, reuniu representantes de 41 países, da Comissão Europeia e de organizações da sociedade civil em uma teleconferência de emergência para avaliar falhas na resposta à onda de calor de junho e preparar os sistemas de saúde para o novo episódio.

Países com planos de ação para enfrentar temperaturas extremas responderam com mais rapidez e conseguiram proteger melhor a população. Menos da metade dos Estados-membros europeus da OMS, no entanto, tem esse tipo de plano em vigor.

Entre os grupos mais vulneráveis estão idosos, moradores de lares de longa permanência, pessoas em situação de rua e idosos socialmente isolados. A OMS cobra ações mais consistentes para reduzir mortes evitáveis, reforçar estruturas de atendimento e ampliar medidas de prevenção antes da chegada das próximas ondas de calor.

Kluge afirmou que o trabalho precisa corrigir falhas recentes e preparar os sistemas de saúde para lidar com o calor extremo de forma permanente. A avaliação da OMS é que o calor já deixou de ser apenas um evento meteorológico e passou a ser uma emergência de saúde pública na região.

Foto: Jonathan Sarago/MEAE

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Internacional

Chanceler alemão defende valores democráticos em acordos comerciais

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O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Johann Wadephul, defendeu em São Paulo que acordos internacionais devem ser firmados com governos democráticos, confiáveis e previsíveis, em um momento de maior tensão no comércio global. A declaração foi feita durante painel do AHK Business Breakfast, promovido pela Câmara Brasil-Alemanha de São Paulo, em agenda oficial no Brasil.

Wadephul afirmou que a aproximação entre países deve se apoiar em legalidade, segurança jurídica e igualdade de direitos fundamentais. Para o chanceler, esse alinhamento ganhou peso diante de um cenário internacional marcado por desconfiança e disputas comerciais. Ele citou a política de impostos dos Estados Unidos, sob Donald Trump, como exemplo de desorganização rejeitada pela Alemanha.

O representante alemão também tratou da relação com a China. Ele disse que Berlim continuará investindo em cooperação com o país asiático, mas que é necessário avaliar os efeitos da expansão chinesa sobre setores estratégicos da economia alemã. Wadephul afirmou que, em alguns momentos, a China atua como competidora, sobretudo diante da exportação de automóveis a preços mais baixos.

O Brasil foi citado como parceiro próximo da Alemanha. “Faz parte da nossa família”, afirmou o chanceler. A fala reforça o interesse alemão em ampliar relações econômicas e industriais com o país, especialmente em meio à busca por parceiros estáveis fora dos eixos tradicionais de comércio.

Durante o painel, Svenja Ahlburg, porta-voz do Wilo Group, afirmou que o Brasil tem peso maior para a indústria alemã do que costuma aparecer no debate público. Ela defendeu a geração de valor local, mais competitividade e inovação para que o país deixe de ser visto apenas como mercado consumidor e passe a atuar como hub industrial.

A Alemanha é a maior economia da Europa, a terceira maior do mundo e o quarto principal parceiro comercial do Brasil. A relação bilateral movimenta US$ 21 bilhões. O estoque de investimentos diretos alemães no país chega a US$ 44 bilhões, o que coloca a Alemanha em sétimo lugar entre os maiores investidores no Brasil.

A aproximação ocorre após a assinatura, em maio, do Acordo Mercosul-União Europeia, voltado à cooperação em áreas como defesa, inteligência artificial, tecnologias quânticas, infraestrutura, economia circular, eficiência energética, bioeconomia e pesquisa climática e oceânica.

A relação entre Brasil e Alemanha também passa pela agenda ambiental. O governo alemão está entre os principais financiadores de projetos ligados a desmatamento, restauração florestal e produção sustentável no Fundo Amazônia. Desde 2010, a Alemanha contribuiu com R$ 387,8 milhões ao fundo e, em abril, assumiu compromisso de R$ 2,94 bilhões para o Fundo Clima.

Fonte e foto: Agência Brasil

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Internacional

Onda de calor deixa 1 mil mortos na França e pressiona sistemas de energia na Europa

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A onda de calor que atinge a Europa deixou cerca de 1 mil mortos na França neste domingo (28), em meio a temperaturas que chegaram a 40°C em algumas regiões do continente. A maior parte das vítimas é formada por idosos que viviam em instituições de cuidados ou em residências particulares. O calor extremo começou em 20 de junho e já é tratado por cientistas como o pior episódio do tipo já registrado na Europa.

O impacto da alta temperatura se espalhou por diferentes países. Recordes foram superados na Áustria, República Tcheca, Alemanha e Polônia. Ao mesmo tempo, tempestades atingiram partes da França e agravaram problemas no transporte e no fornecimento de energia. No norte e no centro do país, 36 mil residências estavam sem luz na tarde de domingo.

A onda de calor também afetou escolas, hospitais, redes elétricas e a circulação de trens. Na Alemanha, serviços ferroviários foram reduzidos em uma linha importante na Renânia do Norte-Vestfália, enquanto bondes deixaram de circular em Leipzig. Em várias cidades, moradores evitaram sair de casa durante o período mais quente do dia.

Os rios europeus também sofrem com a combinação de baixa vazão e aquecimento da água. Na Hungria, a usina nuclear de Paks pode ter de reduzir novamente a produção por causa da temperatura elevada do rio Danúbio, usado no sistema de resfriamento. Na Itália, o rio Pó perdeu volume, o que permitiu o avanço da água do mar por até 18 quilômetros para o interior e aumentou a preocupação com áreas agrícolas e zonas úmidas protegidas.

Na França, o calor perdeu força em boa parte do território, mas regiões do nordeste ainda permanecem em alerta. A ministra da Saúde, Stephanie Rist, afirmou que os efeitos do episódio podem continuar por até dez dias depois da melhora do tempo. “O episódio ainda não acabou”, disse.

A previsão aponta para temporais em partes da França e da Alemanha nos próximos dias, com queda de temperatura em grande parte da Europa Ocidental. A massa de calor, no entanto, avança em direção à Europa Central e aos Bálcãs.

Fonte: Agência Brasil

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