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Política

Pop IntelBox abre série sobre pré-candidatos ao Governo com perfil de Thor Dantas

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Plataforma reúne dados públicos, histórico eleitoral, movimentações partidárias e leitura de cenário para ajudar o leitor a compreender a sucessão estadual

O Pop IntelBox abre a série especial sobre os nomes que se movimentam para disputar o Governo do Acre em 2026 com o perfil de Thor Dantas, médico infectologista, professor e pesquisador que aparece no debate eleitoral como pré-candidato ao Executivo estadual pelo PSB. A iniciativa acompanha a fase anterior à campanha oficial, quando partidos, lideranças políticas e grupos regionais começam a organizar alianças, testar nomes, medir presença pública e definir estratégias para a sucessão no Palácio Rio Branco.

Thor Dantas entra nesse cenário com uma trajetória pública vinculada principalmente à saúde, à docência universitária e à pesquisa científica. Sua atuação profissional passou por temas como infectologia, hepatologia, hepatites virais, medicina tropical e gestão pública na área da saúde. Esse percurso dá ao pré-candidato uma identidade associada ao debate sanitário, área sensível no Acre pela combinação entre concentração de serviços na capital, longas distâncias entre municípios, dificuldades de deslocamento em ramais e rios, além das demandas permanentes de comunidades urbanas, rurais, ribeirinhas, indígenas e extrativistas.

O principal registro eleitoral de Thor Dantas ocorreu em 2022, quando disputou uma vaga de deputado federal pelo PSB com o nome de urna Dr. Thor Dantas e o número 4040. Naquele pleito, recebeu 3.424 votos no Acre e não foi eleito. A maior parte da votação ficou concentrada em Rio Branco, onde obteve 2.894 votos. Em Cruzeiro do Sul, alcançou 82 votos. Em Senador Guiomard, somou 70 votos. Esses números formam a base inicial para compreender sua presença eleitoral: uma votação mais concentrada na capital e ainda limitada nos municípios do interior, aspecto relevante para qualquer projeto majoritário em um estado de forte diversidade territorial.

A partir de 2025, o nome de Thor passou a aparecer com mais frequência nas conversas sobre a sucessão estadual. Em setembro daquele ano, foi incluído em cenários da Paraná Pesquisas para o Governo do Acre. Em março de 2026, voltou a ser citado no ambiente político como pré-candidato ligado às articulações do campo progressista. Em abril de 2026, assumiu a presidência estadual do PSB no Acre, movimento que ampliou sua função dentro do partido e deu maior centralidade à sua pré-candidatura.

A presidência do PSB coloca Thor em uma posição diferente dentro do processo eleitoral. Além de figurar como nome possível para a disputa ao governo, passa a conduzir a organização partidária no estado, participar da construção de alianças, dialogar com lideranças municipais e contribuir para a definição do espaço político da legenda em 2026. Em uma eleição estadual, esse papel é decisivo porque a viabilidade de uma candidatura não depende apenas de projeção individual, mas também de capilaridade, composição política, tempo de exposição pública, estrutura partidária e capacidade de apresentar uma agenda compreensível para diferentes regiões do Acre.

O desafio de Thor Dantas está na passagem de uma trajetória técnica e acadêmica para uma disputa majoritária. A saúde pode ser um eixo importante de sua apresentação pública, sobretudo em um estado onde o acesso ao atendimento especializado ainda atravessa desigualdades entre capital e interior. Ao mesmo tempo, uma candidatura ao Governo do Acre exige posição sobre temas amplos, como desenvolvimento econômico, segurança pública, educação, infraestrutura, produção rural, proteção da floresta, sistemas agroflorestais, bioeconomia, servidores públicos, juventude, povos tradicionais e integração regional.

Nesse contexto, sua pré-candidatura será observada pela capacidade de ampliar presença fora de Rio Branco, construir diálogo com municípios do Vale do Acre, do Alto Acre, do Purus, do Tarauacá-Envira e do Juruá, além de transformar reconhecimento profissional em força política. O Acre tem uma dinâmica eleitoral marcada por relações locais, lideranças comunitárias, vínculos partidários, presença territorial e memória política. Para qualquer nome que pretenda disputar o governo, o desafio passa por alcançar eleitores que vivem realidades muito diferentes, das periferias da capital às margens dos rios, dos ramais produtivos aos territórios onde a floresta em pé ainda sustenta modos de vida e economias próprias.

O dossiê do Pop IntelBox registra também pontos que exigem checagem permanente. A série trabalha com bases oficiais, registros do TSE, fontes institucionais, documentos públicos e cruzamento de informações para oferecer ao leitor um retrato organizado dos nomes que entram no debate eleitoral.

O POP IntelBox, é uma iniciativa voltada à inteligência pública, monitoramento político, análise de dados e organização de informações eleitorais, lança uma série especial sobre os nomes que começam a se movimentar para disputar o Governo do Acre em 2026. O objetivo é oferecer ao leitor um retrato mais claro do cenário pré-eleitoral, reunindo informações verificáveis sobre trajetória pública, desempenho em eleições anteriores, presença territorial, articulações partidárias e desafios políticos de cada possível candidato.

Foto Capa de Arison Jardim

Política

Fachin suspende afastamento de Andrei Rodrigues da PF e leva caso ao plenário do STF

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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, suspendeu nesta quarta-feira (9) a decisão do ministro André Mendonça que afastou preventivamente Andrei Rodrigues da direção-geral da Polícia Federal e Leandro Almada da Diretoria de Inteligência Policial. Fachin também interrompeu os efeitos da decisão de Flávio Dino que havia determinado a reintegração dos dois delegados e convocou uma sessão extraordinária do plenário para 15 de setembro.

Na prática, Andrei Rodrigues e Leandro Almada permanecem nos cargos enquanto o caso é analisado pela Presidência do Supremo. Fachin deu prazo de 48 horas para que o diretor-geral da PF apresente informações relacionadas aos relatórios de inteligência que deram origem à disputa.

A intervenção ocorreu após decisões conflitantes dentro do próprio STF. Mendonça determinou na terça-feira (8) o afastamento dos dois integrantes da cúpula da Polícia Federal. Horas depois, nesta quarta-feira, Dino derrubou a medida e determinou a reintegração dos delegados. Fachin suspendeu os dois atos.

O presidente do Supremo afirmou que a sequência de decisões criou um conflito entre determinações judiciais sobre o mesmo tema. Ele também suspendeu temporariamente o andamento do processo sob relatoria de Mendonça e concentrou na Presidência da Corte medidas relacionadas a possíveis investigações que envolvam ministros do STF.

Mendonça afastou Andrei e Almada ao questionar a produção e o uso de relatórios de inteligência da Polícia Federal. O ministro afirmou ter sido alvo de monitoramento irregular ao lado do advogado-geral da União, Jorge Messias. A medida também determinava a abertura de apuração sobre a atuação dos dirigentes da corporação.

A decisão de Mendonça chegou a receber votos favoráveis de integrantes da Segunda Turma do STF, mas o julgamento foi interrompido após pedido de vista do ministro Gilmar Mendes. Paralelamente, a Advocacia-Geral da União recorreu contra o afastamento e questionou a interferência na direção de um órgão subordinado ao Poder Executivo.

A disputa está relacionada aos desdobramentos das investigações envolvendo o Banco Master e a atuação de autoridades citadas em documentos reunidos durante as apurações. O caso aumentou a tensão interna no Supremo e provocou uma sequência de decisões envolvendo integrantes da Corte e a cúpula da Polícia Federal.

Com a intervenção de Fachin, o plenário do STF deverá analisar o caso em sessão extraordinária marcada para 15 de setembro. Até lá, a Presidência da Corte ficará responsável pelas principais deliberações relacionadas ao impasse.

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Política

TRE-AC rejeita recurso de Gladson Cameli e mantém decisão em processo de registro de candidatura

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O juiz-membro Thalles Vinicius de Souza Sales, do Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC), rejeitou os embargos de declaração apresentados por Gladson de Lima Cameli no processo de registro de candidatura nº 0600481-67.2026.6.01.0000. Com a decisão, proferida nesta sexta-feira (4), permanece válida a determinação anterior que encerrou a fase de instrução e estabeleceu as regras para o andamento do caso, que deverá ser submetido ao Plenário da Corte Eleitoral.

A defesa de Cameli alegava omissões e obscuridades na decisão anterior. Entre os questionamentos estavam a competência para analisar uma questão de prevenção do processo, os efeitos de uma eventual mudança de relatoria, a possibilidade de apresentar novos documentos depois do encerramento da instrução e a aplicação de regras da resolução do Tribunal Superior Eleitoral que disciplina os registros de candidatura.

Um dos pontos levantados pela defesa envolvia o artigo 50, parágrafo 5º, do Regimento Interno do TRE-AC. O dispositivo estabelece que dúvidas relacionadas à distribuição e à classificação dos processos devem ser resolvidas pela Presidência do tribunal. A defesa sustentava que a questão envolvendo a prevenção deveria ter sido encaminhada imediatamente à Presidência.

Thalles Vinicius rejeitou essa interpretação. Para o magistrado, a regra tem natureza administrativa e se aplica a dúvidas relacionadas à autuação, classificação e distribuição inicial dos processos. Ela não transfere à Presidência a competência para decidir, de forma isolada, questões jurisdicionais sobre prevenção ou competência em processos que já foram distribuídos.

O magistrado também manteve o entendimento de que cabe ao próprio relator analisar inicialmente as questões relacionadas à sua competência e que a discussão poderá ser submetida ao Plenário. O processo de registro de Cameli possui impugnação e notícia de inelegibilidade, circunstâncias que, na avaliação apresentada no processo, afastam a possibilidade de uma decisão final monocrática sobre o pedido.

Outro questionamento apresentado nos embargos tratava do que aconteceria com os atos processuais já realizados caso o Plenário reconhecesse eventual alteração de competência. O pedido para que esses efeitos fossem definidos antecipadamente também foi rejeitado. A validade e o aproveitamento dos atos deverão ser analisados pelo julgador competente caso essa situação efetivamente ocorra.

A defesa também pediu esclarecimentos sobre a apresentação de documentos e fatos novos depois do encerramento da instrução, incluindo uma certidão atualizada de objeto e pé relacionada à Ação Penal nº 1.076, que tramita no Supremo Tribunal Federal.

O encerramento da instrução não impede Cameli de apresentar documentos referentes a mudanças posteriores que possam beneficiá-lo. A legislação eleitoral permite a consideração de fatos supervenientes capazes de afastar eventual inelegibilidade, inclusive dentro do marco temporal previsto para o processo eleitoral. A obtenção e apresentação dessas provas, porém, são de responsabilidade do próprio candidato.

Caso decisões posteriores de instâncias superiores modifiquem a situação jurídica de Cameli, a defesa poderá juntá-las ao processo sem necessidade de autorização judicial prévia. A mesma regra foi aplicada à eventual apresentação de uma nova certidão referente à ação penal.

Os embargos também questionavam a utilização do artigo 62 da Resolução TSE nº 23.609/2019. A norma disciplina situações em que o relator pode decidir individualmente processos de registro de candidatura. O entendimento mantido no processo é que registros com impugnação ou notícia de inelegibilidade precisam ser analisados pelo órgão colegiado.

A Procuradoria Regional Eleitoral havia pedido a aplicação de multa por considerar que os embargos teriam caráter manifestamente protelatório. O pedido foi negado. Thalles Vinicius considerou que o recurso representou exercício regular do direito de defesa e que não houve demonstração de intenção de atrasar o andamento do processo.

Com a rejeição dos embargos, nenhuma alteração foi feita na decisão anterior. O processo de registro de candidatura continua em tramitação e a decisão desta sexta-feira não representa julgamento definitivo sobre o deferimento ou indeferimento da candidatura de Gladson Cameli.

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Política

Fachin diz que STF seguirá legalidade em crise envolvendo Moraes e Banco Master

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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, afirmou nesta sexta-feira (4), em Brasília, que o Judiciário vai seguir os procedimentos previstos na Constituição na análise dos fatos relacionados ao caso Banco Master e às mensagens atribuídas ao ministro Alexandre de Moraes e ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A manifestação ocorre em meio ao aumento da tensão dentro do Supremo e à apresentação de pedidos de investigação envolvendo ministros da Corte.

Fachin defendeu o respeito ao devido processo legal e às garantias constitucionais durante a apuração. “A gravidade dos fatos não autoriza atalhos”, afirmou. O presidente do STF acrescentou que as instituições devem cumprir suas atribuições dentro dos limites estabelecidos pela legislação, independentemente da repercussão política do caso.

As declarações foram feitas no Palácio do Planalto, durante uma cerimônia de sanção de leis que criam e reestruturam fundos destinados à Justiça Federal, ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), à Defensoria Pública da União (DPU) e ao Ministério Público da União (MPU). As mudanças buscam ampliar fontes de recursos para modernização das instituições e expansão do acesso à Justiça.

Fachin também afirmou que nenhuma autoridade ou Poder da República está acima da Constituição. Em outro trecho da manifestação, disse que o Supremo vai atuar no momento e pelos procedimentos determinados pelo ordenamento jurídico. “Faremos o que é certo, no tempo e pela forma que a ordem jurídica exige”, declarou.

Durante o mesmo evento, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a legislação deve ser aplicada de forma igual a todos os cidadãos, independentemente do cargo ocupado. Lula disse que agentes públicos não podem utilizar suas funções em benefício pessoal e cobrou transparência na condução dos episódios que provocaram a atual crise no Judiciário.

O presidente da República também criticou vazamentos seletivos de informações de investigações e a disseminação de notícias falsas. Lula afirmou que práticas motivadas por interesses políticos ou econômicos podem comprometer a credibilidade das instituições e criar riscos para o funcionamento da democracia.

A crise ganhou força depois que o ministro André Mendonça encaminhou a Fachin um pedido de abertura de inquérito contra Alexandre de Moraes. A iniciativa ocorreu após um relatório da Polícia Federal apontar indícios de relação entre Moraes e Daniel Vorcaro, investigado no caso envolvendo o Banco Master.

Na quarta-feira (3), Moraes reagiu encaminhando ao presidente do STF um pedido de investigação sobre a atuação de André Mendonça na relatoria de processos relacionados às operações Sem Desconto e Compliance Zero, da Polícia Federal. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, também pediu a anulação da investigação envolvendo conversas atribuídas a Moraes e Vorcaro.

Nesta sexta-feira, Fachin estabeleceu prazo de cinco dias para que André Mendonça e Paulo Gonet apresentem manifestações sobre o caso. A condução dos procedimentos passou a ocupar o centro das atenções no Supremo diante do cruzamento de acusações, pedidos de investigação e questionamentos sobre a atuação de integrantes do próprio Judiciário.

Fonte: Agência Brasil

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