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Prefeitura de Rio Branco acompanha comunidades rurais atingidas pela cheia do Rio Acre

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A Prefeitura de Rio Branco iniciou, no fim de dezembro de 2025, o monitoramento e a assistência a comunidades rurais atingidas pela cheia do Rio Acre, que alcançou 23 localidades até o momento, afetando diretamente a mobilidade e as condições de vida de agricultores familiares em diferentes regiões do município. As ações são conduzidas pela Secretaria Municipal de Agropecuária e pela Coordenadoria Municipal de Defesa Civil, com foco no acompanhamento contínuo do nível do rio, no transporte fluvial de moradores e no levantamento de demandas emergenciais nas áreas alagadas.

Na tarde de segunda-feira, 29 de dezembro, equipes da Prefeitura estiveram nas comunidades Belo Jardim e Panorama para verificar a situação local. Segundo a Secretaria Municipal de Agropecuária, cerca de 250 famílias vivem nessas regiões e em comunidades próximas, como Catuaba, que também sofrem impactos diretos quando o nível do rio sobe. O secretário Eracides Caetano afirmou que, após a redução das águas, são realizados atendimentos com a distribuição de sacolões, colchões, kits de limpeza e água potável, além de levantamentos para identificar perdas materiais. “Quando a enchente é grande, as famílias perdem praticamente tudo, e a Prefeitura faz o levantamento para garantir a ajuda necessária”, declarou.

De acordo com dados da gestão municipal, somente no início de 2025 foram distribuídos mais de 4.600 sacolões, colchões e kits de limpeza para comunidades rurais afetadas pela cheia. O trabalho envolve ainda a recuperação de pontos críticos de acesso, como pontes e bueiros, após o recuo das águas, além da garantia de transporte para moradores que ficam isolados durante o período de alagação. A orientação da Prefeitura, segundo o secretário, é manter a assistência às comunidades enquanto durar a situação de risco.

A Defesa Civil municipal informou que o nível do Rio Acre seguia em elevação nos últimos dias de dezembro, com expectativa de estabilização, embora sem confirmação. O coordenador da Defesa Civil, tenente-coronel Cláudio Falcão, explicou que algumas comunidades permanecem ilhadas e que foi adotada a estratégia de utilizar barqueiros da própria região para garantir a travessia de pessoas e manter a mobilidade local. “O rio continua subindo e ainda não estabilizou. Estamos acompanhando de perto e ampliando os recursos conforme a situação avança”, afirmou.

O cenário preocupa também pelo contexto histórico. Rio Branco não registrava uma cheia do Rio Acre no mês de dezembro há 50 anos. O último episódio semelhante ocorreu em 26 de dezembro de 1975. Segundo a Defesa Civil, o período de atenção deve se estender pelos próximos meses, já que o inverno amazônico costuma avançar até março. Há ainda a possibilidade de um novo transbordamento caso o nível do rio volte a subir após uma eventual estabilização.

Informações de monitoramento meteorológico indicam volumes elevados de chuva nas regiões andinas do Peru e da Bolívia, onde se localizam áreas de nascente do Rio Acre, o que pode agravar a situação ao longo do início de 2026. Mesmo com alguns dias de estiagem registrados em Rio Branco, a Defesa Civil avalia que não há expectativa de melhora imediata e que o município precisa permanecer em estado de atenção contínua. “Precisamos estar preparados para os próximos meses, com todos os equipamentos e o envolvimento das secretarias municipais”, disse Falcão.

As ações de resposta e assistência são coordenadas pela Prefeitura de Rio Branco, com apoio do Corpo de Bombeiros, e seguem concentradas na Defesa Civil municipal, responsável pelo planejamento operacional e pela articulação das equipes em campo. A gestão afirma que o acompanhamento das comunidades rurais continuará enquanto persistirem os riscos associados à cheia do Rio Acre.

Acre

Mailza lança Operação Verão 2026 com 40 obras simultâneas e mais de R$ 70 milhões no Acre

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A governadora Mailza Assis lançou a Operação Verão 2026 com a previsão de executar mais de 40 obras de forma simultânea nos 22 municípios do Acre, com investimentos superiores a R$ 70 milhões. A ação concentra serviços de infraestrutura durante o período de estiagem para acelerar a recuperação de ramais, pontes e vias urbanas e melhorar o acesso de moradores a comunidades rurais, escolas, unidades de saúde e áreas de produção.

A operação será conduzida pelo Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária do Acre, o Deracre, com cerca de 500 trabalhadores e mais de 400 máquinas e equipamentos distribuídos pelas regionais. A meta do governo é atender 12 mil quilômetros de ramais em parceria com as prefeituras, por meio de convênios para reforçar a atuação nos municípios.

Parte dos recursos será usada na recuperação de ramais e pontes, enquanto outra fatia será destinada a obras em Cruzeiro do Sul. O planejamento do governo é aproveitar os meses de verão amazônico, quando as condições das estradas permitem ampliar o ritmo dos serviços e alcançar trechos que ficam comprometidos no inverno.

No lançamento, Mailza afirmou que a prioridade é garantir o escoamento da produção rural, melhorar o transporte escolar e facilitar o deslocamento da população que depende dos ramais no dia a dia. A governadora também disse que todas as regionais do Deracre estarão mobilizadas para ampliar o alcance das ações ao longo da estiagem.

A presidente do Deracre, Sula Ximenes, afirmou que o cronograma foi definido após reuniões com prefeitos e representantes de comunidades, com uma escala de prioridades para os próximos meses. Segundo ela, nos locais onde o órgão não atuar diretamente, o Estado vai ceder equipamentos às prefeituras para reforçar as frentes de trabalho.

Moradores de áreas rurais e lideranças de municípios defenderam a operação como medida para fortalecer a agricultura familiar, garantir melhores condições de tráfego e reduzir dificuldades no acesso a serviços públicos. Em regiões produtivas, a recuperação dos ramais é vista como essencial para o transporte de alimentos e a circulação diária das famílias que vivem no interior.

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Rio Branco

Prefeitura de Rio Branco avalia primeira etapa do Prefeitura nas Ruas e reforça ações integradas nos bairros

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A Prefeitura de Rio Branco avaliou na sexta-feira, 29 de maio, a primeira etapa do programa Prefeitura nas Ruas e alinhou a ampliação dos serviços em diferentes regiões da capital. A reunião, conduzida pelo prefeito Alysson Bestene, reuniu secretarias municipais para discutir o andamento das ações e definir as próximas frentes de trabalho nos bairros.

O programa concentra serviços de forma integrada, com atuação em áreas como limpeza urbana, drenagem, manutenção de vias e intervenções de infraestrutura. A proposta é levar equipes de várias pastas ao mesmo tempo para acelerar o atendimento e ampliar a presença da gestão municipal nas comunidades.

Durante o encontro, o secretário municipal de Cuidados com a Cidade, Tony Roque, afirmou que o modelo tem melhorado a resposta da prefeitura às demandas locais e fortalecido o trabalho conjunto entre os setores da administração.

Alysson Bestene disse que o acompanhamento das necessidades dos bairros tem orientado serviços como pavimentação, recuperação de ruas, calçamento e limpeza. A avaliação da prefeitura é que a articulação entre as equipes ajuda a dar mais agilidade às ações e a ampliar o alcance do programa nas áreas com maior necessidade de atendimento.

Na mesma reunião, a gestão municipal também confirmou a realização da ciclística educativa “Olhar que Salva” para este domingo, 31 de maio. A atividade faz parte das ações de conscientização sobre segurança no trânsito e incentivo a hábitos saudáveis.

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Acre

Indígena Huni Kuĩ vira professor federal no Acre aos 24 anos e reforça representatividade no ensino

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Aos 24 anos, Muru Inu Bake, nome indígena de Clécio Ferreira Nunes, assumiu uma vaga de professor federal no Instituto Federal do Acre, no campus de Cruzeiro do Sul, e passou a integrar um grupo ainda raro de docentes indígenas na rede pública federal no estado. Formado em Letras Inglês pela Universidade Federal do Acre, ele chegou à sala de aula levando, junto com a formação acadêmica, a própria vivência como sujeito indígena em um espaço onde essa presença ainda é pouco comum.

A entrada de Muru no Ifac amplia a representatividade dos povos originários no ensino superior e na educação profissional no Acre. Além da atuação como professor, ele cursa mestrado em Letras, com pesquisa voltada para línguas e literaturas indígenas brasileiras contemporâneas, o que reforça a presença indígena também na produção de conhecimento dentro da universidade.

No início da trajetória docente, ele resumiu o peso dessa chegada ao dizer: “Não falo só como docente, falo como sujeito Huni Kuĩ indígena”. A frase condensa o alcance da nomeação. Mais do que ocupar uma vaga, Muru passa a atuar em um lugar de referência para estudantes que, durante muito tempo, atravessaram a formação escolar sem encontrar professores indígenas em sala.

No campus de Cruzeiro do Sul, ele assumiu aulas de inglês e começou a desenvolver atividades com dinâmicas e jogos para aproximar os alunos do conteúdo. A atuação marca uma mudança simbólica e prática: os povos indígenas deixam de aparecer apenas como objeto de estudo e ganham espaço crescente como professores, pesquisadores e formuladores de conhecimento nas instituições públicas.

A presença de Muru no quadro federal também reforça um movimento mais amplo de ampliação do acesso indígena à educação superior no Acre. Em um estado com forte presença de povos originários, a chegada de docentes indígenas à rede pública representa não só inclusão, mas também uma mudança no perfil de quem ensina, pesquisa e ajuda a formar novas gerações.

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