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Prefeitura de Rio Branco reforça Plano de Contingência com monitoramento intensivo do Rio Acre

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A Prefeitura de Rio Branco reforçou, na noite de terça-feira, 13 de janeiro de 2026, o Plano de Contingência para enfrentar a elevação do Rio Acre e de igarapés da capital, em um cenário que pode resultar na sétima enchente registrada durante a atual gestão municipal. A decisão foi tomada após reunião no gabinete do prefeito, que reuniu o secretariado e a Defesa Civil Municipal para alinhar medidas de resposta imediata, monitoramento permanente e organização do acolhimento às famílias que vivem em áreas sujeitas a alagamentos.

O acionamento do plano ocorre em um contexto de atenção reforçada por parte da Defesa Civil, que acompanha a evolução do nível do rio em tempo real. Na quarta-feira, 14 de janeiro, o Rio Acre apresentou estabilidade em 13,32 metros, permanecendo a 18 centímetros da cota de alerta e a 68 centímetros da cota de transbordamento. Apesar da trégua momentânea, a Prefeitura mantém as equipes em prontidão diante da possibilidade de elevação rápida do nível das águas nos próximos dias, em razão do volume de chuvas e da chegada de águas provenientes do interior do estado.

Durante a reunião com o secretariado, o prefeito Tião Bocalom afirmou que a diretriz da administração é garantir atendimento contínuo às famílias atingidas. “Nossa preocupação é a mesma de sempre: queremos que as pessoas sejam tratadas com dignidade e sejam realmente acolhidas”, declarou. Segundo ele, as respostas adotadas em cheias anteriores servem como base para ajustes operacionais, conforme o comportamento do rio e a evolução das áreas alagadas.

O coordenador municipal da Defesa Civil, tenente-coronel Cláudio Falcão, explicou que o momento exige atenção redobrada e planejamento antecipado. Segundo ele, uma grande massa de água registrada recentemente em municípios como Brasiléia, além das cheias em Xapuri e Capixaba, deve alcançar Rio Branco nas próximas 48 a 50 horas, o que pode provocar nova elevação do nível do Rio Acre. “O rio está estável aqui em Rio Branco, mas nas próximas 48 horas essa água deve chegar, e com isso é a elevação maior do rio Acre”, afirmou.

Falcão destacou que o município entra em um período considerado crítico, com previsão de chuvas frequentes e solo já bastante encharcado. De acordo com a Defesa Civil, o índice de encharcamento do solo chega a cerca de 90%, fator que reduz a capacidade de absorção da água e aumenta o risco de alagamentos. “Nós vamos passar três meses de muita tensão, com risco iminente de alagação. Pode acontecer de sair e voltar de alagação mais de uma vez nesse período”, explicou o coordenador, ao contextualizar o planejamento adotado pela Prefeitura para o primeiro trimestre de 2026.

Como parte do Plano de Contingência, a Prefeitura mantém preparada a estrutura de acolhimento no Parque de Exposições Wildy Viana. Segundo a Defesa Civil, o espaço conta com 74 abrigos já montados, capazes de serem ativados em cerca de 12 horas, caso haja necessidade de remoção de moradores. A estrutura é considerada suficiente para atender desabrigados até que o rio atinja níveis mais elevados, com possibilidade de ampliação rápida caso o cenário se agrave. “Em questão de horas, o parque fica pronto para receber pessoas”, afirmou Falcão.

A logística prevista no plano inclui transporte de famílias e de seus pertences, oferta de alimentação, atendimento de saúde e suporte psicossocial, além da atuação integrada de diferentes secretarias municipais. Paralelamente, o monitoramento do nível do rio segue com medições frequentes ao longo do dia, permitindo que decisões sobre remoções e ativação de abrigos sejam tomadas de forma antecipada.

A Prefeitura orienta moradores de áreas de risco a acompanhar os comunicados oficiais e acionar os serviços de emergência ao perceberem a elevação das águas. A Defesa Civil Municipal atende pelo número 199 e o Corpo de Bombeiros pelo 193. A gestão municipal avalia que a combinação entre monitoramento técnico, planejamento prévio e organização da rede de acolhimento é fundamental para reduzir riscos e organizar a resposta do poder público durante o período de cheia.

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MPAC adota medidas cabíveis após denúncias de agressão contra ex-primeira-dama de Xapuri

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O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) adotou medidas cabíveis e de forma célere diante das denúncias de violência doméstica supostamente praticada contra a ex-primeira-dama de Xapuri, Ana Carla Oliveira. O posicionamento institucional ocorreu nesta segunda-feira (2), dias após a exposição pública de uma série de agressões físicas e psicológicas atribuídas ao prefeito do município, Maxsuel Maia. O órgão tratou a situação como uma grave violação de direitos fundamentais, exigindo apuração rigorosa pelas autoridades competentes com observância ao devido processo legal e às garantias constitucionais da vítima.

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A crise conjugal ganhou repercussão estadual no fim de fevereiro, quando Ana Carla divulgou capturas de tela e vídeos para desmentir boatos de infidelidade de sua parte. O material exposto revelou uma rotina de controle, intimidação e agressões que incluíam tapas no rosto, tentativas de estrangulamento e ofensas verbais. A vítima detalhou que sua rotina era cerceada por exigências machistas e restrições impostas pelo ex-marido. “Eu não podia usar cropped tomara que caia, porque ele diz que é coisa de puta”, declarou Ana Carla. Ela explicou que sua saída de casa visou preservar a imagem do gestor municipal, mas o posterior silêncio dele diante dos julgamentos da sociedade a forçou a divulgar os reais motivos do término. “A pessoa se calou. E deixou eu ser apedrejada, julgada, mal falada”, relatou.

O prefeito Maxsuel Maia reagiu às publicações anunciando um novo noivado e rechaçando o histórico de agressividade. Nas conversas vazadas, ele tratou as queixas da ex-esposa como um exagero. Ao lado da atual companheira, o gestor municipal defendeu sua trajetória pessoal e profissional, transferindo o embate para o âmbito judicial. “Essas informações serão discutidas na via e no momento oportuno. A gente não vai discutir isso aqui nos tribunais das redes sociais”, afirmou Maia.

A movimentação do MPAC retira o caso do escrutínio exclusivo da internet e o insere na esfera legal, aumentando a pressão para que as instituições de Justiça do Acre entreguem uma resposta técnica a episódios de violência de gênero nas esferas de poder.

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Prefeitura de Rio Branco empossa conselheiras municipais dos Direitos das Mulheres para o triênio 2026-2029

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A Prefeitura de Rio Branco deu posse, na manhã desta segunda-feira (2), às novas integrantes do Conselho Municipal dos Direitos das Mulheres, que atuarão no triênio 2026-2029. A solenidade ocorreu na Casa Rosa Mulher, no Segundo Distrito da capital, com a participação da gestão municipal, representantes do Legislativo e integrantes de órgãos públicos e da sociedade civil.

Durante o evento, o prefeito Tião Bocalom afirmou que a política pública voltada às mulheres deve ser permanente e não restrita ao calendário de março. “O que queremos demonstrar é que o respeito pela mulher é algo permanente e vamos continuar com essa valorização em todas as esferas da nossa gestão”, disse. Ele também citou a presença feminina em áreas tradicionalmente ocupadas por homens, como transporte e construção civil, ao mencionar funções como motoristas de ônibus e caminhão e atuação em frentes de obra.

A diretora de Direitos Humanos, Suelen Araújo, disse que o conselho tem papel central no enfrentamento à violência contra a mulher, com atuação voltada a garantir segurança e dignidade às vítimas e a encaminhar denúncias aos órgãos competentes. Ela afirmou que fazia mais de cinco anos que as vagas não eram preenchidas e informou que o novo colegiado reúne 14 conselheiras que representam órgãos, secretarias e a sociedade civil.

A vereadora Lucilene Vale, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal de Rio Branco, relacionou a instalação do novo conselho ao debate sobre a violência contra a mulher no estado. “A violência contra a mulher é uma luta de todos. Temos discutido muito isso na Câmara, com projetos e apoio às mulheres violentadas. A cada dia, a violência só aumenta, e é uma grande preocupação para a nossa comunidade e as autoridades”, afirmou.

A prefeitura informou ainda que, ao longo de março, vai realizar homenagens e ações voltadas às mulheres, com encontros, debates e fóruns sobre igualdade de direitos e enfrentamento à violência, com a proposta de ampliar o diálogo e reforçar medidas públicas para o público feminino.

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Deracre finaliza tapa-buraco do km 30 a Porto Acre e retoma serviços no início da AC-10 em 4 de março

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O Deracre concluiu os serviços de tapa-buraco na AC-10 entre o km 30 e Porto Acre e informou que volta a atuar na rodovia na quarta-feira (4 de março), desta vez no trecho inicial, do km 0 ao km 26, entre Rio Branco e a Vila do V.

A etapa encerrada nesta segunda-feira (2) foi acompanhada pela presidente do órgão, Sula Ximenes, que esteve no local com equipe técnica para verificar os pontos recuperados até a entrada do município. O trabalho foi concentrado nos trechos com maior desgaste do pavimento.

“Concluímos o trecho do km 30 até Porto Acre e, na quarta-feira, retomamos do zero ao 26. Estamos atuando conforme a necessidade de cada ponto da estrada”, afirmou Sula Ximenes.

A AC-10 é um dos principais acessos entre Rio Branco e Porto Acre, com fluxo diário de moradores e produtores. A continuidade da manutenção busca reduzir danos na pista e melhorar as condições de tráfego e de transporte na região.

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