Connect with us

Acre

Risco conhecido no Rio Iaco exige perícia sobre projeto, fundação e fiscalização da ponte em Sena Madureira

Published

on

A queda da ponte Frei Paolino Baldassari, no dia 5 de junho, em Sena Madureira, não deixou apenas concreto retorcido sobre o Rio Iaco e quatro pessoas feridas. O desabamento abriu uma investigação sobre uma pergunta mais dura do que a simples existência de erosão no barranco: o risco era conhecido, estava nos projetos e exigia respostas de engenharia, execução, fiscalização e controle tecnológico. Agora, a perícia precisa dizer se a solução executada pela Construtora Cidade e recebida pelo Estado foi compatível com esse risco.

O edital não tratava a margem como terreno comum

A ponte foi contratada para ligar o Centro de Sena Madureira ao Segundo Distrito, encurtando uma travessia que durante anos dependeu de catraias ou de um contorno pela BR-364 e pela Estrada Mário Lobão. O projeto base, entregue às concorrentes na abertura do edital, previa 232 metros de ponte e 352 metros no conjunto com rampas e acessos. Mas, desde o início, a margem esquerda do Rio Iaco, justamente o lado do Centro, aparecia como área sensível. No Volume I, a drenagem de águas pluviais entrou na obra “em função da grande erosão no barranco do Rio”, com previsão de bocas de lobo, tubulação de concreto e canaletas de descida d’água ao longo do barranco. No mesmo trecho, as fundações foram previstas como profundas, com estacas escavadas de concreto armado de 1,20 metro a 1,40 metro de diâmetro e profundidades variando de 20 a 30 metros. Se atentar exatamente a esse ponto, 1,20 metro a 1,40 metro de diâmetro.

A erosão, portanto, não era um episódio alheio ao projeto. Era condição de partida. A ponte não estava sendo lançada sobre uma margem neutra, seca e estável. Ela nascia em um ponto onde o rio já cobrava contenção, drenagem, fundação profunda e leitura geotécnica cuidadosa.

O Volume II reforçava o mesmo alerta em linguagem ainda mais direta. A drenagem dos acessos levou em conta a topografia, o clima da região e, principalmente, os tipos de solo ao longo do barranco do rio, onde já ocorriam “grandes erosões, com escorregamentos”, com destaque para a margem esquerda, do lado do Centro. A solução previa canaletas de concreto ao longo do barranco, ancoradas em blocos e fixadas em estacas metálicas cravadas. Essas estacas eram do tipo trilho TR-45, com profundidades variando de 12 a 20 metros, justamente para dar sustentação aos dispositivos de drenagem em uma encosta frágil.

Esse ponto muda o eixo da apuração. Não se trata apenas de perguntar se o Rio Iaco erodiu o barranco. O próprio projeto base já trabalhava com essa realidade. A pergunta passa a ser se a drenagem, a contenção, as fundações e a proteção da margem foram projetadas, executadas, medidas, fiscalizadas e mantidas com força suficiente para enfrentar o risco conhecido. Isso, quem pode responder é a investigação. 

Sondagens de 2009 

No Volume I há ainda as sondagens à percussão SP01 a SP06, usadas para caracterizar o subsolo na área da ponte,  realizadas pela O.P. Engenharia Técnica Ltda. A partir desses boletins foram definidas as características geotécnicas dos materiais onde seriam executadas as fundações.

Os boletins anexados ao projeto aparecem datados de abril de 2009, enquanto a licitação é de 2021 e o contrato foi firmado em 2022. A perícia precisa dizer se esses dados ainda eram suficientes mais de dez anos depois ou se a Construtora Cidade realizou novas sondagens antes de fechar o projeto executivo e executar a obra.

As sondagens ajudam a entender por que a solução base previa fundações profundas. Mas também abrem uma pergunta incômoda: em uma margem amazônica sujeita a cheias, secas, erosões, escorregamentos e deslocamento de barranco, o comportamento real do solo foi reavaliado antes da execução ou a obra avançou apoiada em informações antigas?

Imagens: internet

O diâmetro das estacas pode virar ponto decisivo

Os papéis técnicos trazem medidas que agora precisam ser comparadas com a obra executada. O projeto base previa estacas de 1,20 metro a 1,40 metro. Nas pranchas dos apoios P2 ou P5 aparecem três estacas escavadas de concreto Ø120 com camisa de aço e pilar Ø120. Nos apoios centrais P3 ou P4, a prancha mostra nove estacas escavadas de concreto Ø140, com 20 metros de profundidade e camisa de aço.

A perícia, portanto, precisa cruzar anteprojeto, projeto executivo, pranchas, memorial, boletins de execução, medições e “as built” para responder qual dimensão foi aprovada, qual dimensão foi efetivamente executada e se alguma alteração estrutural passou pela fiscalização.

A suspeita levantada por engenheiros ouvidos pelo ÉPop entra no caso como uma linha de apuração delicada, mas incontornável: imagens que circulam após o desabamento levantaram dúvida sobre o tamanho real de parte da fundação exposta da ponte sobre o Rio Iaco. Há quem diga que o diametro está por volta de 70 cm.

O projeto da ponte trabalhava com fundações robustas, dimensionadas para enfrentar o peso da estrutura, o tráfego, a força do rio e a instabilidade de um barranco que já aparecia nos documentos como área de erosões e escorregamentos. Por isso, a diferença de diâmetro não seria um detalhe de acabamento. Em uma peça circular, a área resistente não cai de forma proporcional simples; ela despenca com o quadrado do diâmetro. Uma seção de 1,40 metro tem cerca de 1,54 metro quadrado de área. Com 1,20 metro, essa área cai para aproximadamente 1,13 metro quadrado. Com 70 centímetros, desaba para perto de 0,38 metro quadrado, algo em torno de um quarto da área de uma peça de 1,40 metro.

Traduzindo para fora da linguagem dos cálculos: se uma estaca projetada para ter 1,40 metro tivesse sido executada com 70 centímetros, ela não perderia apenas metade do tamanho aparente. Perderia cerca de 75% da área da seção. Em uma obra fincada na margem de um rio amazônico, com solo frágil, erosão antiga e registro técnico de escorregamentos, essa diferença poderia alterar de forma profunda a capacidade de resistência da fundação. É por isso que a perícia precisa medir, comparar o executado com o projetado e responder se a ponte caiu apenas por causa das chamadas “terras caídas” ou se a natureza encontrou uma estrutura menor, mais vulnerável ou diferente daquela que deveria ter sido entregue.

O mesmo conjunto técnico exigia relatórios de execução para cada estaca, com dimensões, locação, cota do fundo, cota de arrasamento e outros dados. Também exigia levantamento “as built” para cada estaca ou bloco, com cotas, locação, dimensões e desaprumo, a ser verificado pela fiscalização.

Esse é um dos pontos mais fortes da apuração. Se esses relatórios existem, eles podem mostrar se a fundação executada correspondeu ao projeto. Se não existem, a ausência também vira fato relevante.

A contratação integrada aumenta o peso da Construtora Cidade no centro da apuração. A ponte sobre o Rio Iaco e seus acessos foram contratados por R$ 36 milhões no RDCi Eletrônico nº 005/2021, com a empresa responsável não apenas pela execução física da obra, mas também pelo desenvolvimento dos projetos de engenharia. No final, a execução passou dos R$ 45,3 milhões. Esse modelo entregava à contratada a elaboração do projeto básico, do projeto executivo e a execução completa da estrutura, incluindo sondagens geológicas, mapeamentos geotécnicos e estudos hidrológicos capazes de sustentar as soluções adotadas para aquele ponto do rio.

Esse é o nó técnico e jurídico do caso. A construtora não recebeu uma ponte pronta no papel para apenas erguer concreto e aço sobre o Iaco. Ela assumiu a concepção e a entrega da obra. Por isso, a investigação precisa chegar ao projeto executivo final, identificar quem assinou, quem aprovou, quais sondagens foram feitas, se houve mudança nas dimensões das fundações, se os apoios foram executados como estavam nas pranchas e como o Deracre recebeu cada etapa antes de liberar medições e aceitar a estrutura.

Do lado do governo, a resposta pública ainda se apoia na espera pelo laudo. A presidente do Deracre, Sula Ximenes, esteve no local com representantes da Construtora Cidade e afirmou que não há como apresentar uma conclusão sem estudo técnico. “Não podemos dar respostas rápidas sem um laudo técnico. É preciso estudo para saber se o desbarrancamento foi consequência da ponte ou da oscilação do rio, que é o mais provável. Técnicos qualificados vão analisar o caso para que possamos ter um diagnóstico preciso”, declarou.

A fala abriu duas hipóteses: o barranco pode ter cedido por influência da própria obra ou pela oscilação natural do Rio Iaco. Mas mesmo a segunda possibilidade não fecha a conta. Se o rio foi o agente principal, ainda será preciso responder como esse comportamento entrou nos cálculos do projeto, nas fundações, na drenagem, na proteção dos taludes e no monitoramento depois da entrega. Em uma margem já descrita como área de erosões e escorregamentos, a força do rio não era uma visitante inesperada.

A Construtora Cidade sustenta que a ponte foi atingida por uma movimentação significativa de massa de terra, com fraturas e rachaduras nas barrancas, fenômeno tratado pela empresa como “terras caídas”. Raul Santos, sócio da construtora, afirmou que os estudos geotécnicos e as sondagens exigidos pelas normas foram realizados e que esse tipo de movimento é difícil de prever com precisão quanto ao local e ao momento. 

O Ministério Público do Acre abriu apuração para examinar possível falha de projeto, execução, fiscalização ou uso de material inadequado. Na esfera criminal, o caso também passou a ser tratado como possível omissão ligada à execução e à fiscalização da obra. O Núcleo de Apoio Técnico do MPAC foi acionado para responder questões que atingem o centro da engenharia da ponte: se os projetos atendiam à melhor técnica, se a execução seguiu o que foi aprovado, se houve alteração estrutural sem autorização, se os materiais eram adequados, se existiam responsáveis técnicos e fiscais públicos atuando de fato e se o colapso causou dano ambiental ou mudança no leito e nas margens do Rio Iaco.

O governo criou ainda uma comissão especial com representantes de órgãos estaduais e nomes externos indicados por entidades técnicas, como CREA, Confea e Ibape. A missão é examinar a estrutura, as condições geotécnicas, o projeto, a execução, as inspeções feitas depois da entrega e os laudos produzidos após a queda. Nenhuma hipótese pode ser enterrada antes das medições, dos documentos e da análise de campo.

A gravidade do caso não está apenas na imagem de uma ponte nova partida sobre o Rio Iaco. Está na trilha anterior ao desastre. A engenharia contratada, fiscalizada e recebida pelo Estado enfrentou de verdade o risco que já estava escrito nos projetos ou a ponte caiu diante de um perigo que todos sabiam que existia?

Acre

Acre envia ao MMA seis cidades prioritárias no combate a incêndios

Published

on

O governo do Acre encaminhou ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) uma relação com seis municípios considerados prioritários para reforçar as ações de prevenção e combate a queimadas e incêndios florestais. A medida ocorre em meio ao período de estiagem, quando o risco de propagação do fogo aumenta no estado, e busca concentrar esforços nas regiões com maior histórico de ocorrências.

A relação reúne Feijó, Tarauacá, Sena Madureira, Rio Branco, Cruzeiro do Sul e Manoel Urbano. Os seis municípios concentraram 65% do impacto das queimadas registrado no Acre em 2024, conforme levantamento produzido a partir de dados ambientais do estado.

A definição considera o histórico de focos de calor, áreas atingidas pelo fogo e a vulnerabilidade dos territórios durante os meses mais secos. Feijó, Tarauacá, Sena Madureira, Rio Branco, Cruzeiro do Sul e Manoel Urbano aparecem de forma recorrente entre as cidades acreanas mais afetadas por queimadas nos últimos anos.

O Acre atravessa desde maio um período reconhecido pelo governo federal como de emergência ambiental por risco de incêndios florestais. A situação abrange as regiões do Vale do Acre e Vale do Juruá e permanece válida até dezembro de 2026, período que engloba a fase mais crítica da estiagem amazônica.

Além das medidas estaduais, o governo federal mantém programas voltados ao fortalecimento da prevenção e do combate ao fogo na Amazônia. Entre as ações estão o apoio à estruturação de brigadas, aquisição de equipamentos, monitoramento de áreas vulneráveis e elaboração de planos municipais de prevenção e resposta aos incêndios florestais.

Em agosto, os 22 municípios acreanos também tiveram reconhecida pelo governo federal a situação de emergência provocada pela seca. O reconhecimento amplia a possibilidade de articulação entre Estado, prefeituras e União para enfrentar os efeitos da estiagem e preparar as equipes para ocorrências de maior proporção durante os próximos meses.

Continue Reading

Acre

Especial SESI 80 anos: Exposição dos 80 anos do SESI revisita trajetória no Acre

Financiada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), mostra reúne documentos, fotografias e relatos de trabalhadores para contar como o SESI se tornou parte da vida de gerações de acreanos.

Published

on

| Exposição Conexão SESI 80 anos – Raizes que constroem o futuro

Em cada fotografia, uma lembrança. Em cada documento, um capítulo. E, nas vozes de quem estudou, trabalhou ou construiu parte da vida dentro da instituição, a confirmação de que a história do Serviço Social da Indústria não cabe apenas em uma linha do tempo.

O lançamento da Exposição comemorativa alusiva aos 80 anos do Serviço Social da Indústria — SESI transformou o passado em ponto de encontro. A mostra reúne registros nacionais e locais, recupera marcos da atuação no Acre e aproxima diferentes gerações em torno de uma trajetória ligada à educação, à saúde, ao esporte, ao lazer e à vida dos trabalhadores da indústria.

Financiada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), a exposição parte de um conceito que conecta os diferentes tempos dessa caminhada:

História que constrói o presente. Inovação que transforma o futuro.

Foram cerca de três meses de pesquisa e organização até que fotografias, documentos e lembranças ganhassem espaço na exposição. Luziane Mesquita, Coordenadora Ginásio do Sesi/ AC, que trabalha há 23 anos na instituição e participou da construção da mostra, resume o caráter coletivo do projeto.

“A história está sendo contada em cada cantinho que vocês veem. Tem um pedacinho de alguém.” Luziane Mesquita

Uma história construída por muitas mãos

Criado em 1946, o SESI chega aos 80 anos com presença em todos os estados brasileiros. Ao longo desse percurso, sua atuação pode ser traduzida por sete ações: educar, cuidar, proteger, inspirar, movimentar, incluir e transformar. No Acre, a exposição refaz o caminho percorrido pela instituição e por empresários, trabalhadores e colaboradores que participaram da implantação e da ampliação de seus serviços.

Para Luziane Mesquita, recuperar esse percurso foi também uma forma de compreender a dimensão do legado recebido pelas equipes atuais.

“Contar essa história foi um presente para a gente, porque vamos resgatar como tudo começou e o trajeto que esses empresários fizeram para construir toda a estrutura que temos hoje. Quem conheceu o nosso complexo no passado vê que ele está extremamente modificado e modernizado.”

Mais do que olhar para trás, a mostra estabelece uma ligação entre a memória e a estrutura atual. O compromisso com a indústria, os empresários e os trabalhadores permanece como o eixo dessa trajetória, afirma Luziane.

“Essa é a nossa essência: atender e servir essas pessoas. A gente precisa manter o legado que muitos deixaram para que hoje conseguíssemos chegar aqui e apresentar toda essa história e toda essa cultura.”

Do resgate nacional à trajetória acreana

A história nacional aparece ao lado de um recorte dedicado ao Acre. Entre os marcos lembrados está a estruturação do Departamento Regional, em 1973, etapa que consolidou a atuação local e acompanhou o desenvolvimento industrial do estado.

Rosemere Azevedo, gerente do SSI do SESI/AC, destaca que a presença em todo o território brasileiro permitiu ao SESI levar serviços de saúde, lazer e educação às indústrias e aos trabalhadores. No Acre, esse percurso também passa pela educação, pelo esporte, pela promoção da saúde e pela segurança no trabalho.

“O que mais nos orgulha é atender os trabalhadores da indústria no Brasil inteiro. Em todos os estados estamos presentes para atender as indústrias e os trabalhadores. O que nos orgulha é levar serviços de saúde, lazer e educação para a indústria brasileira.”

Parte dessa transformação pode ser observada na própria estrutura do SESI no Acre. O complexo reúne ginásio revitalizado e climatizado, escola de referência, centro de promoção da saúde, academia, atividades físicas, natação, pilates, clínica odontológica e serviços de saúde ocupacional e segurança no trabalho.

“Tudo isso foi construído com muito amor, dedicação e qualidade nos serviços prestados à comunidade acreana e, principalmente, à indústria”, afirma Rosemere.

Um SESI moldado pela realidade amazônica

O percurso do SESI no Acre não foi uma simples reprodução do modelo nacional. Em um país de dimensões continentais, a atuação precisou considerar as particularidades da Amazônia, as condições locais e as necessidades dos trabalhadores acreanos.

Para João Paulo de Assis, presidente da FIEAC em exercício, essa capacidade de adaptação ajuda a explicar a presença conquistada pela instituição no estado.

“Hoje, o SESI Acre é adaptado às nossas necessidades. É prestigiado pela população, pelos empresários e pelos industriais. Dentro do nosso espaço circulam mais de 3 mil pessoas por dia. Isso é a marca do sucesso.”

Ao mesmo tempo, a história permanece em construção. A aceleração tecnológica, as mudanças na comunicação e os novos desafios relacionados à saúde e ao trabalho exigem respostas atualizadas. Segundo João Paulo, estar atento a essas transformações será determinante para os próximos anos.

“O mundo está vivendo uma transformação tecnológica alucinante. O SESI precisa estar atento a essas necessidades para continuar desenvolvendo e protegendo os nossos trabalhadores.” João Paulo de Assis

Quando a instituição se torna parte da vida

Datas e documentos dão contorno à história, mas são as vozes de quem viveu o SESI que revelam sua dimensão mais afetiva. Durante o lançamento, os presentes foram convidados a traduzir em palavras o significado da instituição em suas vidas.

As respostas vieram espontâneas, como pequenos retratos de uma relação construída ao longo do tempo. Competência, seriedade, equilíbrio, saúde, segurança, educação, crescimento, aprendizado, acolhimento e amizade foram alguns dos significados reunidos. Em meio a tantas definições, uma ideia apareceu como ponto de encontro: para muitos, o SESI é uma segunda casa.

Os relatos deram forma a uma instituição que ultrapassa os espaços de trabalho e de formação. Um lugar de convivência e pertencimento, onde o tempo transforma colegas em amigos, equipes em família e experiências cotidianas em histórias de vida.

As memórias compartilhadas atravessaram gerações. A escola de 1975 reapareceu nas lembranças de quem iniciou ali a vida estudantil e, anos mais tarde, retornou para colaborar com a instituição. Os campeonatos de futebol da década de 1980 também voltaram à cena, trazendo recordações das empresas que se encontravam nas quadras e nos campos e de uma cidade que acompanhava o crescimento do SESI.

São lembranças de infância, trabalho, esporte e aprendizado que se misturam à própria trajetória de Rio Branco e do Acre. Reunidas na exposição, elas mostram que os 80 anos do SESI também podem ser contados pelas relações construídas, pelos reencontros e pelas marcas deixadas na vida de quem passou pela instituição.

Uma exposição sobre o passado — e sobre continuidade

Ao reunir memórias institucionais e histórias pessoais, a exposição apresenta os 80 anos do SESI não como uma narrativa encerrada, mas como um legado que continua sendo construído. É uma trajetória de trabalho, educação, saúde, inovação e desenvolvimento para o Acre. O passado aparece nos painéis, o presente circula pelos espaços modernizados e o futuro surge nos desafios de acompanhar as novas necessidades da indústria e dos trabalhadores.

A mostra ficará aberta à comunidade durante 15 dias, em horário comercial. As visitas poderão ser feitas diretamente no complexo ou mediante agendamento com a equipe do SESI.

“A gente aproveita para convidar as pessoas a vir conhecer e participar. É uma oportunidade de mostrar essa história tão bonita, construída para toda a comunidade”, reforça Luziane.

A mensagem que sintetiza o sentido dessa caminhada: 80 anos cuidando de pessoas, fortalecendo famílias e construindo futuros.

Exposição Conexão SESI 80 Anos – Raízes que constroem o futuro

A exposição apresenta uma trajetória marcada por histórias, conquistas e contribuições para o desenvolvimento da indústria e da sociedade.

Realizada no SESI, em Rio Branco, a mostra teve a pesquisa, o conceito, o design e o layout desenvolvidos pela equipe da Agência Cidade Publicidade, sob a direção do publicitário Wagner Lucena. A exposição contou ainda com fotografias de Sérgio Vale e com o apoio da Assessoria de Comunicação da FIEAC.

Serviço

Visitação: de 1º a 18 de setembro
Horários: das 8h às 10h e das 14h às 17h
Agendamento: (68) 99911-9017

Continue Reading

Acre

Senac oferece 50 vagas gratuitas em cursos de informática e cuidador infantil em Assis Brasil

Published

on

O Senac Acre vai abrir, de 2 a 4 de setembro, inscrições para 50 vagas gratuitas em cursos de informática e cuidador infantil em Assis Brasil, no interior do Acre. As oportunidades fazem parte do Programa Senac de Gratuidade (PSG) e são voltadas a pessoas de baixa renda. A inscrição será presencial, por ordem de chegada, na Câmara Municipal de Assis Brasil.

Do total de vagas, 20 são para o curso de Aplicativos Básicos em Informática: MS Office e 30 para Cuidador Infantil. As aulas das duas turmas estão previstas para começar em 21 de setembro e serão realizadas na Escola Estadual Iris Célia Cabanellas Zannini, no Centro da cidade.

O curso de informática terá carga horária de 40 horas. Podem participar candidatos a partir dos 14 anos, com Ensino Fundamental incompleto. As aulas serão realizadas das 13h às 17h, às segundas, terças e quintas-feiras. A formação inclui edição de textos e documentos, uso de fórmulas, elaboração de tabelas e gráficos e preparação de apresentações nos aplicativos do pacote Office.

Para o curso de Cuidador Infantil, é necessário ter pelo menos 18 anos e Ensino Fundamental completo. A formação terá 160 horas, com aulas das 18h às 22h. O conteúdo prepara os participantes para atuar nos cuidados com crianças, incluindo aspectos relacionados a higiene, alimentação, conforto, mobilidade, saúde e desenvolvimento físico e psicossocial.

As inscrições serão realizadas das 8h às 12h e das 14h às 17h na Câmara Municipal, localizada na Avenida Raimundo Chaar, nº 372, no Centro. O preenchimento das vagas seguirá a ordem de inscrição e os requisitos de cada curso.

Os candidatos devem apresentar carteira de identidade e CPF, com original e cópia, comprovante de endereço emitido há no máximo 90 dias e cópia do comprovante de escolaridade ou histórico escolar. Também será necessário preencher a documentação do Programa Senac de Gratuidade.

Para participar, a renda familiar mensal por pessoa não pode ultrapassar dois salários mínimos. As vagas atendem estudantes ou pessoas que já concluíram a educação básica e trabalhadores empregados ou desempregados, com prioridade para quem reúne as condições de aluno e trabalhador.

Depois do preenchimento das vagas, será formada uma lista de espera para eventuais desistências ou cancelamentos. Os cursos serão realizados na Escola Estadual Iris Célia Cabanellas Zannini, situada na Rua Eneide Batista, nº 185, no Centro de Assis Brasil. O benefício garante a gratuidade da formação, mas não inclui auxílio para transporte ou alimentação.

Continue Reading

Tendência