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Educação

Sisu 2026 abre inscrições nesta segunda com uso das três últimas notas do Enem

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As inscrições para a edição de 2026 do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) começam nesta segunda-feira, 19 de janeiro, e seguem até as 23h59 de sexta-feira, dia 23, no horário de Brasília, oferecendo mais de 274,8 mil vagas em cursos de graduação gratuitos em instituições públicas de todo o país, com uma mudança central nas regras: nesta edição, o sistema passará a considerar as notas das três últimas edições do Exame Nacional do Ensino Médio, de 2023, 2024 e 2025.

O Sisu é o principal processo seletivo para ingresso no ensino superior público e, segundo o Ministério da Educação (MEC), terá em 2026 a maior oferta de vagas de sua história, tanto para o primeiro quanto para o segundo semestre letivo. Ao todo, são 7.388 cursos disponibilizados por 136 instituições, distribuídas em 587 municípios brasileiros. As regras e o cronograma oficial constam no Edital nº 29/2025, publicado pelo MEC.

As inscrições devem ser feitas exclusivamente pela internet, por meio do Portal Único de Acesso ao Ensino Superior, na aba do Sisu. Cada candidato pode escolher até duas opções de curso e, no momento da inscrição, é obrigatório preencher também o cadastro socioeconômico. O MEC informou que “não há cobrança de taxa de inscrição dos candidatos”. Diferentemente de edições anteriores, o Sisu 2026 terá apenas uma etapa de inscrição, na qual os participantes concorrerão, em um único processo seletivo, às vagas ofertadas para todo o ano letivo.

Entre as vagas disponíveis, mais de 73 mil são destinadas a cursos presenciais de licenciatura. Os estudantes que optarem por essas formações poderão se inscrever no programa Pé-de-Meia Licenciaturas, que prevê incentivo financeiro mensal de R$ 1.050. O MEC alerta que é responsabilidade do candidato verificar previamente se o curso escolhido está incluído nessa iniciativa e destaca que não é possível escolher o semestre de ingresso, que será definido conforme a nota obtida.

O processo seletivo também incorpora as regras da Lei de Cotas e da Lei nº 14.945/2024, além das ações afirmativas próprias de cada instituição. No ato da inscrição, candidatos pretos, pardos, indígenas, quilombolas, pessoas com deficiência e aqueles que cursaram integralmente o ensino médio ou fundamental em escola pública devem indicar a modalidade de reserva de vagas à qual desejam concorrer. Será permitida apenas uma ação afirmativa do tipo bônus e uma do tipo reserva de vagas. A distribuição das vagas reservadas ocorre após a etapa de classificação, respeitando a proporção legal de estudantes de escolas públicas, de baixa renda e de grupos sociais específicos.

A classificação dos candidatos será feita com base no melhor desempenho obtido nas edições do Enem de 2023, 2024 ou 2025. Caso o participante tenha feito mais de uma prova, o sistema selecionará automaticamente a melhor média ponderada, considerando o curso escolhido e as ações afirmativas. Para concorrer, é necessário ter obtido nota superior a zero na redação e não ter participado como treineiro. Em situações de empate, será considerada a edição do Enem em que o candidato obteve maior nota em uma das disciplinas com maior peso para o curso pretendido.

O resultado da chamada regular será divulgado em 29 de janeiro de 2026. Os candidatos selecionados deverão realizar a matrícula na instituição de ensino a partir de 2 de fevereiro. Quem não for aprovado na chamada regular poderá manifestar interesse em participar da lista de espera entre 29 de janeiro e 2 de fevereiro, também pelo Portal Único de Acesso ao Ensino Superior. As instituições poderão utilizar essa lista ao longo de todo o ano para preencher vagas eventualmente não ocupadas. Para dúvidas, o MEC disponibiliza atendimento pelo telefone 0800-616161.

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Governo convoca aprovados da Educação e dá prazo até 8 de maio para assinatura de contrato

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O governo do Acre publicou nesta terça-feira (28) três editais de convocação de candidatos aprovados em processos seletivos simplificados para atuação na rede pública estadual, com prazo até 8 de maio de 2026 para entrega de documentos e assinatura de contrato. As chamadas, feitas pela Secretaria de Estado de Administração (Sead) e pela Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE), incluem vagas para educação regular, educação especial, educação do campo, Educação de Jovens e Adultos (EJA) e educação escolar indígena.

A maior convocação está no Edital nº 107/2026, que corresponde à 98ª chamada do processo seletivo regido por edital de 2023. O documento reúne cargos como professor, professor mediador e assistente educacional, com lotações em municípios como Cruzeiro do Sul, Xapuri, Feijó e Porto Acre, em frentes ligadas à educação regular e à educação especial.

O Edital nº 031/2026, por sua vez, trata da 25ª convocação para contratação de professores da educação escolar indígena. A convocação prevê atuação em comunidades indígenas no município de Jordão, com atendimento voltado às especificidades dessa modalidade.

Já o Edital nº 023/2026 é a 10ª convocação de um processo seletivo lançado em 2025 e mira a contratação de professores para programas como o Caminhos da Educação no Campo e para turmas de EJA. As vagas se concentram em áreas rurais de municípios como Cruzeiro do Sul, Xapuri, Plácido de Castro e Capixaba.

De acordo com os editais, os convocados devem comparecer das 7h30 às 13h30, até o dia 8 de maio, aos locais informados nos próprios documentos, levando a documentação exigida para formalização do vínculo. Entre os itens solicitados estão documento de identificação, comprovante de escolaridade, certidões negativas, declarações obrigatórias e atestado médico admissional. As declarações exigidas ficam disponíveis no site da Sead. Para esclarecimentos, a SEE orienta contato pelo telefone (68) 3213-2331 e pelo e-mail concursos.gov@gmail.com.

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Isenção da taxa do Enem 2026: prazo para pedir gratuidade termina em 30 de abril

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O prazo para solicitar a isenção da taxa de inscrição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026 termina às 23h59 desta quinta-feira, 30 de abril. O pedido precisa ser feito exclusivamente na Página do Participante, com login Gov.br, e o mesmo prazo vale para quem teve isenção no Enem 2025, faltou aos dois dias de provas em novembro e agora quer voltar a pedir a gratuidade para 2026.

A gratuidade está prevista para estudantes matriculados no último ano do ensino médio em escola pública em 2026, para quem cursou todo o ensino médio em escola pública ou como bolsista integral em escola privada e tem renda familiar de até um salário mínimo e meio, para inscritos no Cadastro Único (CadÚnico) em situação de vulnerabilidade socioeconômica e para participantes do programa Pé-de-Meia, do Ministério da Educação. O Inep alerta que a falta de atualização no CadÚnico pode levar ao indeferimento do pedido.

O calendário prevê a divulgação do resultado das solicitações em 13 de maio. Quem tiver o pedido negado poderá apresentar recurso de 13 a 19 de maio, com resultado final em 25 de maio. O instituto também informou que não enviará correspondência para comunicar os resultados e que a consulta deve ser feita pelo próprio participante na Página do Participante.

Mesmo com a isenção aprovada, a inscrição no Enem continuará obrigatória e será aberta em data a ser divulgada em edital. Se o recurso contra a negativa for recusado em definitivo em 25 de maio, o candidato precisará pagar a taxa para se inscrever no exame.

O Enem segue como uma das principais portas de entrada para o ensino superior no país, com uso das notas em programas federais como Sisu, Prouni e Fies. Desde 2025, o exame também voltou a permitir a certificação de conclusão do ensino médio para maiores de 18 anos que atinjam a pontuação mínima exigida nas áreas e na redação, e as notas ainda podem ser aproveitadas em processos seletivos de instituições de Portugal conveniadas ao Inep.

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STF derruba lei do Amazonas que proibia debate de gênero e vetava linguagem neutra nas escolas

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O Supremo Tribunal Federal declarou inconstitucional a Lei Estadual nº 6.463/2023, do Amazonas, que proibia debates sobre identidade de gênero e vedava o uso de linguagem neutra em escolas públicas e privadas. A decisão foi tomada na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7644, relatada pelo ministro Flávio Dino, e teve o acórdão publicado no Diário Oficial da União em 24 de abril de 2026, o que retirou a norma do ordenamento e derrubou as punições previstas contra instituições de ensino.

No julgamento, o STF concluiu que o Amazonas invadiu competência privativa da União ao legislar sobre diretrizes e bases da educação nacional, ao interferir em parâmetros de conteúdo pedagógico e em regras aplicáveis ao currículo. O tribunal também reafirmou que estados não podem impor normas próprias para disciplinar o uso da língua no ambiente escolar quando isso se conecta a diretrizes educacionais gerais definidas em âmbito federal.

A lei amazonense havia sido aprovada em 2023 e previa sanções administrativas às escolas que descumprissem as proibições. Com a decisão, redes públicas e privadas deixam de estar submetidas às restrições e penalidades criadas pela norma, e o tema volta a ficar sob as regras e diretrizes nacionais que orientam a educação básica.

A derrubada da lei se insere em uma sequência de decisões do Supremo contra iniciativas estaduais e municipais que tentam restringir discussões sobre gênero e sexualidade ou proibir a chamada “linguagem neutra” no ensino, com base no entendimento de que essas matérias não podem ser reguladas por legislação local quando atingem a estrutura curricular e a autonomia pedagógica prevista nas normas nacionais.

Pesquisas em educação e direitos humanos associam esse tipo de iniciativa a efeitos práticos no cotidiano escolar. Um dos principais apontamentos é o aumento de autocensura de professores e gestores diante do risco de punições, com redução do espaço para debates e para ações de prevenção de discriminação e violência. Em paralelo, estudos acadêmicos sobre linguagem e psicologia social têm descrito que escolhas linguísticas influenciam percepções e estereótipos, o que ajuda a explicar por que regras sobre formas de tratamento e pronomes se tornam alvo de disputas políticas e acabam judicializadas. Na área de saúde pública, análises sobre ambientes institucionais mais restritivos para pessoas LGBT+ também discutem efeitos indiretos sobre o bem-estar de jovens, especialmente quando há diminuição de apoio e aumento de estigma no entorno escolar.

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