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Economia e Empreender

Tendências de consumo em 2026 redesenham vendas no varejo e nos serviços

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O consumo em 2026 consolida mudanças que já vinham aparecendo no comportamento do cliente e que agora interferem direto na forma como varejo e serviços atraem, atendem e fidelizam. Com mais comparação antes da compra e menos tolerância a erros de prazo, preço e atendimento, a decisão do consumidor tende a se apoiar em utilidade, previsibilidade e confiança, o que empurra empresas para ajustar jornada, comunicação e operação, do balcão ao digital, com foco em reduzir atrito e entregar o prometido. Esse movimento é apontado pelo Sebrae ao listar tendências e orientar pequenos negócios a responderem com ações práticas, não com discurso.

Uma das principais mudanças é o peso da transparência. Preço claro, condições objetivas, prazos cumpridos, troca simples e informação sobre o que está sendo vendido passam a funcionar como parte do produto. No varejo, isso aparece na exigência de políticas de devolução e logística reversa compreensíveis e executáveis; nos serviços, na necessidade de explicar escopo, etapas e custo antes do início. O efeito é direto: quanto mais incerta a experiência, maior a chance de abandono, principalmente em compras online ou em serviços contratados por mensagem.

A ideia de valor também se amplia. Em 2026, valor não se resume a desconto; envolve tempo do cliente, facilidade de pagamento, conveniência, consistência entre canais e pós-venda. Varejistas que organizam melhor o sortimento, deixam a escolha mais simples e sustentam atendimento após a compra tendem a competir mesmo sem ser os mais baratos. Em serviços, valor aparece em agenda organizada, resposta rápida, entrega no prazo e acompanhamento do resultado, o que transforma recorrência e indicação em parte central da receita.

A tecnologia segue como ferramenta, mas com papel mais delimitado: automatizar o que é repetitivo e melhorar a eficiência sem apagar o contato humano quando necessário. O que ganha espaço é o uso de automação e inteligência artificial para apoiar atendimento, organizar pedidos, reduzir tempo de resposta, produzir conteúdo e personalizar ofertas, com cuidado sobre dados e com revisões para evitar erro que comprometa a confiança. Para pequenos negócios, a recomendação recorrente é usar tecnologia para liberar tempo e manter a qualidade do relacionamento, não para criar um atendimento que o cliente não consegue resolver.

Outro ponto é a seletividade do orçamento. Leituras de mercado para 2026 indicam que despesas essenciais seguem dominando a prioridade do consumidor, o que reduz margem para compras por impulso e aumenta o peso de escolhas “não negociáveis” na rotina. Na prática, isso obriga empresas a provar por que um produto ou serviço merece entrar no orçamento e, quando entra, a sustentar a experiência para não perder o cliente na próxima compra. Em segmentos mais sensíveis a preço, a disputa tende a migrar para “custo total” — frete, tempo de espera, garantia, durabilidade, manutenção — e não apenas para o valor exibido na etiqueta.

No digital, o crescimento do e-commerce na região continua, mas com exigência maior por velocidade e previsibilidade de entrega. Isso cria uma pressão para operação: estoque, expedição e atendimento precisam estar alinhados com o que é anunciado. Quem vende por redes sociais ou marketplaces passa a competir não só por alcance, mas por capacidade de cumprir prazos, resolver devoluções e responder rápido em canais diferentes, com a mesma informação e o mesmo padrão.

Sustentabilidade permanece como critério, mas muda de formato. A tendência é o consumidor cobrar ações observáveis: redução de desperdício, embalagem mais simples, reutilização, refil, reaproveitamento de resíduos, cadeias mais curtas e rastreabilidade. Para varejo e serviços, isso se conecta com eficiência e custo, porque desperdício pesa no caixa. Também se conecta com reputação, porque práticas inconsistentes viram ruído e afetam confiança. A cobrança, nesse cenário, passa menos por slogans e mais por práticas que o cliente enxerga no ponto de venda, na entrega e no pós-venda.

O consumo também se desloca do descartável para o durável, com procura por vida útil, manutenção e reaproveitamento. Isso abre espaço para serviços de conserto, ajuste, personalização e planos de assinatura, além de estratégias de recompra e fidelização sustentadas por atendimento e garantia. Em 2026, cresce a importância de transformar uma venda em relação: manter histórico do cliente, oferecer suporte, facilitar retorno e criar rotina de contato que não dependa apenas de promoção.

No conjunto, as tendências de consumo para 2026 empurram varejo e serviços para decisões que parecem simples, mas exigem método: simplificar a jornada, comunicar com clareza, cumprir prazos, resolver problemas com rapidez, usar tecnologia para ganhar eficiência e organizar a operação para reduzir falhas. Para quem vende, o desafio central deixa de ser apenas atrair atenção e passa a ser sustentar confiança na experiência inteira, do primeiro contato ao pós-venda.

Fontes: Sebrae

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Cigarrinha-do-milho já causou prejuízo de US$ 25,8 bilhões ao Brasil em quatro anos

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A cigarrinha-do-milho, inseto que transmite os enfezamentos do milho, provocou perdas estimadas em US$ 25,8 bilhões entre as safras de 2020/2021 e 2023/2024 no Brasil, com redução média de 22,7% na produção nacional do grão no período. O cálculo equivale a uma queda anual de 31,8 milhões de toneladas e a cerca de 2 bilhões de sacas de 60 quilos que deixaram de ser colhidas.

Os dados integram um estudo conduzido por Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Embrapa e Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), com base em levantamentos do Projeto Campo Futuro em 34 municípios representativos das principais regiões produtoras. Em 79,4% das localidades avaliadas, produtores e especialistas relataram impacto relevante da praga na produtividade.

Além da queda no volume colhido, o avanço da cigarrinha elevou o custo de controle nas lavouras. Entre 2020/2021 e 2023/2024, o gasto médio com aplicações de inseticidas para tentar conter o inseto aumentou 19% e superou US$ 9 por hectare, segundo o levantamento, pressionando a margem do produtor.

A cigarrinha (Dalbulus maidis) se alimenta em plantas infectadas, adquire os patógenos e depois os transmite para plantas sadias, espalhando os enfezamentos pálido e vermelho, que alteram a coloração da planta, favorecem o surgimento de estrias e derrubam a formação de grãos. Sem tratamento curativo para a doença, as perdas podem chegar a 100% em situações de alta incidência, especialmente com híbridos mais suscetíveis.

No recorte anual, o prejuízo foi estimado em US$ 6,5 bilhões. O problema cresce em um país que figura entre os maiores produtores e exportadores globais de milho e depende do grão para abastecer cadeias como carnes, leite e biocombustíveis.

Para conter o avanço, as recomendações passam por eliminar o milho voluntário na entressafra para quebrar o ciclo do vetor e do patógeno, reduzir janelas longas de semeadura por meio da sincronização do plantio, ampliar o uso de cultivares resistentes ou tolerantes, reforçar o manejo nos estádios iniciais com controle químico e biológico e manter monitoramento coordenado entre propriedades vizinhas. Pesquisadores apontam que a intensificação dos surtos a partir de 2015 se relaciona a mudanças no sistema produtivo, como a expansão da safrinha e o cultivo de milho ao longo de quase todo o ano, o que favorece a sobrevivência do inseto e dos microrganismos associados.

Como o milho é base para a produção de proteína animal e energia, as quebras de safra tendem a pressionar custos na cadeia, com reflexos em preços ao consumidor e na previsibilidade do abastecimento, enquanto o setor busca ampliar o uso de materiais mais tolerantes e aperfeiçoar estratégias regionais de manejo para reduzir perdas nas próximas safras.

Fonte: Embrapa

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Produção de motos em Manaus sobe 12,1% e registra 2º melhor 1º trimestre da história, diz Abraciclo

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As fabricantes instaladas no Polo Industrial de Manaus produziram 561.448 motocicletas no primeiro trimestre de 2026, alta de 12,1% em relação ao mesmo período de 2025 e o segundo melhor resultado histórico para o intervalo, segundo a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), que completa 50 anos neste ano.

No acumulado de janeiro a março, os modelos de baixa cilindrada lideraram a produção, com 435.731 unidades, o equivalente a 77,6% do total. As motocicletas de média cilindrada somaram 110.405 unidades (19,7%), e as de alta cilindrada chegaram a 15.312 (2,7%).

A indústria teve um pico em março, quando saíram das linhas 212.716 unidades, avanço de 34,5% ante março de 2025 e de 29,6% na comparação com fevereiro. O volume foi recorde para o mês de março. “O resultado do primeiro trimestre foi extremamente positivo, com o melhor março histórico de produção”, disse o presidente da Abraciclo, Marcos Bento. Segundo a entidade, o Brasil é o sexto maior produtor de motocicletas do mundo.

No varejo, os licenciamentos também aceleraram. Entre janeiro e março, foram emplacadas 571.728 motocicletas, crescimento de 20,6% sobre o primeiro trimestre de 2025. Em março, os licenciamentos totalizaram 221.618 unidades, alta de 33,5% em relação ao mesmo mês do ano passado e de 29,2% ante fevereiro. Bento afirmou que a demanda segue firme “principalmente pelos atributos da motocicleta como economia, mobilidade urbana, menor custo de aquisição e uso profissional”, mas disse que o setor acompanha possíveis reflexos da guerra no Oriente Médio sobre petróleo, inflação e juros.

As exportações de motocicletas produzidas em Manaus somaram 11.441 unidades no primeiro trimestre, aumento de 18,6% na comparação anual. Em março, foram embarcadas 4.606 unidades, 13,9% acima do registrado em março de 2025 e 29,1% superiores ao volume de janeiro. “Houve crescimento novamente para a América do Sul, com o primeiro lugar liderado pela Argentina, provocada pela recuperação da economia”, disse o presidente da entidade.

Para 2026, a Abraciclo projeta produção de 2,07 milhões de motocicletas, alta de 4,5%, e licenciamentos de 2,3 milhões de unidades, avanço de 4,6%. A estimativa para as exportações é de 45 mil unidades, crescimento de 4,4%. A combinação de produção em alta, recordes de emplacamentos e expansão dos embarques mantém o setor atento à conjuntura internacional e aos efeitos sobre combustíveis, inflação e condições de crédito.

Fonte e foto: Agência Brasil

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Feira da Embrapa leva a Brasília alimentos de todos os biomas e amplia vitrine da diversidade brasileira

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Brasília vai receber, de 23 a 25 de abril, a Feira Brasil na Mesa, evento que reúne alimentos de diferentes regiões do país e coloca a diversidade brasileira no centro da discussão sobre produção, consumo e sustentabilidade. A programação ocorre das 9h às 18h, na Embrapa Cerrados, em Planaltina (DF), com entrada gratuita e atividades voltadas a aproximar produtores, pesquisadores, empresas, gestores públicos e consumidores.

A feira aposta em uma vitrine que junta sabores ligados à sociobiodiversidade e produtos da agricultura familiar, com degustações e comercialização direta. Entre os itens apresentados estão frutas nativas e regionais como butiá, açaí, bacuri, mangaba, pequi, babaçu, sapoti, umbu, araçá, pitaya e mirtilo, além de alimentos e bebidas feitos a partir desses ingredientes, como jujubas de cupuaçu, castanha de baru, geleias de umbu-cajá, jamelão e mangaba, cafés especiais robustas amazônicos, produtos com fibra de caju, sucos e cremes de butiá, cuscuz de milho crioulo, energético de guaraná e carne de cordeiro.

A área de feira de produtores vai funcionar no formato de feira livre, com 30 pontos de atendimento, dedicada a alimentos exclusivamente da agricultura familiar. A proposta é ampliar o contato do público com ingredientes e preparos que nem sempre chegam às grandes redes de varejo e, ao mesmo tempo, abrir espaço para discutir caminhos de escoamento e mercado para essa produção.

A gastronomia entra como eixo de conexão entre território e alimento. O evento terá cozinha show em dois ambientes. No pavilhão principal, chefs e convidados preparam receitas ao vivo e oferecem degustações diárias com foco em alimentos nativos e produtos da agricultura familiar. Na praça de alimentação, a programação traz receitas ligadas a saberes de povos e comunidades tradicionais, com ingredientes como farinha de buriti, polpa de pequi e paçoca do Cerrado.

A feira também inclui trilha e visitas a áreas demonstrativas, com apoio de transporte interno, para apresentar variedades e sistemas produtivos trabalhados no Cerrado. Entre os destaques estão cultivos como o maracujá pérola e a pitaya e modelos de produção que combinam espécies e atividades, como o consórcio de café com castanha de baru e a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta, que vem sendo adotada em larga escala no país.

A presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, afirma que o evento foi desenhado como ponto de encontro entre ciência, mercado, produtores, consumidores e políticas públicas. “O evento traz o conceito de que o futuro da alimentação passa pela valorização da agricultura familiar, da sociobiodiversidade e dos territórios brasileiros, com foco na sustentabilidade e no enfrentamento às mudanças climáticas”, disse.

Além das atividades abertas ao público, a programação inclui seminários técnicos e uma rodada de negócios voltada ao setor de frutas industrializadas, com reuniões entre empresas e a presença de compradores internacionais. O encerramento, no dia 25, também marca a celebração do aniversário de 53 anos da Embrapa, com cerimônia prevista dentro do evento.

Fonte: Embrapa

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