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Direto ao ponto

Uma pergunta: É hora de Mailza se postar como candidata a governadora?

Política, liderança e escolhas

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A sabedoria popular destaca que a política não se constrói apenas com ideias e aspirações individuais, mas sim por meio de liderança, diálogo e, como expresso de maneira folclórica, “ajuntando, feito bicho de ruma, não é rastando pra fora.” Nesse contexto, é questionado por alguns o que faz a vice-governadora, Mailza Assis, para ser governadora de todos, ou da maioria?


Qual a necessidade de Mailza Assis considerar a possibilidade de tornar-se governadora, quando já ocupa tal posição? O próprio Gladson Cameli expressou publicamente a harmonia ao tê-la ao seu lado, sinalizando um ambiente propício para a colaboração e cooperação.
”Política não se constrói com meras concepções do que se acredita possuir.” Ela se forja por meio de liderança, diálogo e a utilização efetiva dos recursos disponíveis. Nesse sentido parece que o ambiente no governo do Gladson Cameli, segue bem.

Compreender que a política não depende apenas do poder e da imposição, mas sim da atenção e do cuidado com os interesses coletivos, é crucial. A distinção entre “velha” e “nova” política, frequentemente mencionada, pode ser vista como principalmente uma questão de palavras, já que a eficácia política está centrada na representação e na participação ativa.

A “nova” política, frequentemente associada à publicidade, acaba sendo mais uma etiqueta do que algo concreto. O verdadeiro ponto de virada está no que acontece após a conquista do poder, não nas promessas de campanha. Candidatos que usam discursos da “velha” política dificilmente adotarão práticas substancialmente diferentes quando estão no poder. Fácil encontrar exemplos em assembleias, prefeituras e ou governos.

A busca por mudanças reais exige uma compreensão clara de que, independentemente dos rótulos usados, a essência da política está na participação, representação e tomada de decisões conjunta. Rotular a política como “nova”, “velha”, “azul” ou “vermelha” torna-se menos relevante quando confrontado com o cerne do processo político.

Como já foi sabiamente expresso, “Se realmente quiser mudar alguma coisa, você é que deve entrar de vez na política e participar dela.” A responsabilidade recai sobre cada um de nós, independentemente de afiliações partidárias ou retóricas de campanha, para moldar ativamente o futuro político e, consequentemente, o destino coletivo.

Mas se algo é certo, Mailza Assis, tem pouco tempo para decidir o seu futuro político. E que parece promissor, parece. Se será, não faço ideia.

Direto ao ponto

Comunicação que não converte: pesquisas expõem fragilidade estratégica do governo Lula em 2026

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AtlasIntel/Bloomberg e Real Time Big Data mostram liderança numérica, mas revelam empate técnico no segundo turno, desaprovação elevada e dificuldade de expansão eleitoral

Por Zé Américo Silva*

As análises recentes sobre a sucessão presidencial de 2026 estão ancoradas, principalmente, em dois levantamentos nacionais divulgados nos últimos dias: a pesquisa AtlasIntel em parceria com a Bloomberg e a pesquisa Real Time Big Data, registrada sob o nº BR-09353/2026 e divulgada em 03 de março de 2026.

Os dois estudos convergem num ponto central: Lula mantém posição competitiva no primeiro turno, mas enfrenta forte estreitamento quando o cenário evolui para o segundo turno — especialmente diante de Flávio Bolsonaro.

Na pesquisa Real Time Big Data, realizada com 2.000 entrevistas, margem de erro de dois pontos percentuais e 95% de confiança, Lula aparece entre 39% e 40% nos cenários estimulados de primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro oscila entre 32% e 34%. A vantagem existe, mas não é confortável.

No cenário de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o levantamento aponta 42% para Lula e 41% para o adversário — empate técnico dentro da margem de erro. Trata-se de um dado politicamente relevante: um presidente no exercício do mandato, com ampla exposição institucional, não consegue abrir distância consistente no confronto direto.

A pesquisa também revela um indicador estrutural preocupante: 51% dos entrevistados desaprovam o governo federal, enquanto 44% aprovam. Na avaliação qualitativa, 46% classificam a gestão como ruim ou péssima, contra 26% que a consideram ótima ou boa.

Esses números ajudam a explicar por que a vantagem numérica no primeiro turno não se converte automaticamente em segurança eleitoral.

A AtlasIntel/Bloomberg, divulgada no fim de fevereiro, apresentou tendência semelhante: Lula lidera cenários iniciais, mas aparece em empate técnico em eventual segundo turno contra Flávio Bolsonaro. O padrão se repete — base consolidada, porém dificuldade de expansão.

Quando se analisam os recortes da Real Time Big Data, o diagnóstico se aprofunda. Lula mantém ampla vantagem no Nordeste, mas enfrenta disputa mais equilibrada no Sudeste, Sul e Centro-Oeste . Entre eleitores de renda mais alta, a diferença diminui significativamente. A rejeição consolidada também é elevada: parcela expressiva declara conhecê-lo e não votar nele.

Esses dados não apontam derrota iminente, mas evidenciam limitação estratégica. O problema não está apenas na matemática eleitoral, mas na conversão comunicacional. Um governo com orçamento robusto, presença institucional diária e máquina pública operando deveria apresentar indicadores de aprovação capazes de ampliar sua margem.

A troca recente no comando da comunicação federal tinha como objetivo reverter ruídos, ampliar presença digital e melhorar performance nas redes sociais. Contudo, as pesquisas indicam que a percepção pública permanece tensionada. A narrativa governamental continua enfrentando dificuldade para transformar realizações administrativas em sentimento majoritário de aprovação.

A conclusão que emerge da combinação AtlasIntel/Bloomberg + Real Time Big Data é inequívoca: Lula permanece competitivo, mas vulnerável. Lidera, mas não consolida hegemonia. Avança no primeiro turno, mas encontra barreira no segundo.

Em termos estratégicos, a comunicação segue sendo o ponto mais sensível do governo. E em uma eleição polarizada, vulnerabilidade narrativa pode custar mais caro do que qualquer oscilação conjuntural de dois ou três pontos percentuais.

*Zé Américo Silva é jornalista e consultor de marketing político

Foto: Ricardo Stuckert / PR

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Direto ao ponto

“Infelizmente eles não aprovam a nossa candidatura”: Bocalom é rifado pelo PL por Bittar e companhia

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O prefeito de Rio Branco, Tiago Bocalom, confirmou nesta terça-feira que está fora dos planos do Partido Liberal (PL) para a disputa ao Governo do Estado em 2026, após receber um telefonema direto do presidente nacional da legenda, Valdemar da Costa Neto. A decisão isola o atual gestor da capital dentro da sigla que ele considerava seu porto seguro ideológico e interrompe a estratégia de utilizar a estrutura bolsonarista como trampolim para o Palácio Rio Branco. A manobra, selada em Brasília com a participação decisiva dos senadores Márcio Bittar e Rogério Marinho, retira o tapete de Bocalom no momento em que ele buscava consolidar sua viabilidade eleitoral, forçando o prefeito a admitir publicamente a derrota interna e a necessidade de buscar uma “nova sigla” para manter o projeto político de pé.

O revés de Bocalom expõe o pragmatismo das cúpulas partidárias sobre as afinidades doutrinárias, uma vez que o prefeito fez questão de ressaltar sua trajetória na antiga Arena e no PDS para reivindicar o posto de legítimo representante da direita no Acre. “Se existe alguém de direita nesse Estado, sou eu”, desabafou o gestor em suas redes sociais, visivelmente abatido pelo movimento tático que o deixou sem legenda. Enquanto Bocalom aposta no apelo emocional e na união com seus seguidores, os números e as movimentações de bastidores mostram que o jogo de forças pendeu para o lado da governabilidade e das alianças de conveniência. O PL nacional priorizou a interlocução com Bittar, que detém o controle das rédeas partidárias no estado, esvaziando a pré-candidatura do prefeito antes mesmo da abertura da janela partidária.

A queda de braço que resultou na exclusão de Bocalom é o capítulo final de uma aliança que nasceu por necessidade e morreu por estratégia. O senador Márcio Bittar, que outrora foi o principal fiador da reeleição de Bocalom à prefeitura e responsável por sua filiação ao PL, agora opera em sentido oposto. Bittar rifou o antigo aliado para se aproximar definitivamente do grupo político do governador Gladson Cameli. O objetivo central dessa manobra é pavimentar o caminho para a candidatura da vice-governadora Mailza Assis, e garantir a segunda vaga no senado para Bittar, garantindo que o grupo governista chegue a 2026 com uma base coesa e sem as turbulências que uma candidatura independente de Bocalom pode causar neste campo da direita.

Essa reconfiguração do xadrez político acreano obriga Bocalom a iniciar do zero a montagem de um novo arco de alianças, em um cenário onde o tempo e o orçamento partidário são ativos escassos. O próximo passo de Bocalom definirá se ele conseguirá sobreviver como uma força dissidente ou se será engolido pelo bloco liderado por Cameli e Bittar.

Infográfico Timeline Bocalom

A Rota de Colisão: Do Refúgio ao Isolamento

Março de 2024

Escanteado pelo PP, Bocalom filia-se ao PL. Ato é apadrinhado por Márcio Bittar e chancelado por Bolsonaro, garantindo estrutura para a reeleição.

Outubro de 2024

Com apoio da máquina e aliança pragmática com o governador Gladson Cameli, Bocalom vence eleição no 1º turno e infla projeto para o Governo.

Fim de 2025

Prefeito pavimenta internamente seu nome como via da “direita raiz” para 2026. Movimentação entra em atrito com planos do grupo governista.

Fevereiro de 2026

Márcio Bittar avança em negociações com o Palácio Rio Branco e asfixia espaço de Bocalom no PL, priorizando aliança com Cameli.

3 de Março de 2026

A guilhotina desce. Valdemar da Costa Neto comunica que o PL fechou as portas para Bocalom. Prefeito é rifado e busca nova legenda.

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Direto ao ponto

“Não existe talvez alguém mais direita do que eu” – A cartada em Brasília para dobrar o PL e implodir o cerco de Márcio Bittar

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Nesta segunda-feira (2), o prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, colocou as cartas na mesa sobre o seu futuro político e o racha interno no Partido Liberal a poucos dias do fechamento da janela partidária, em entrevista a Contilnet. A disputa pelo controle da chapa majoritária para o governo do Acre em 2026 converteu os bastidores da sigla em um campo de batalha entre o gestor municipal e o grupo político comandado pelo senador Márcio Bittar. A guerra interna ocorre em um cenário onde o domínio do maior fundo eleitoral do país (um montante que chegou a R$ 886 milhões distribuídos nacionalmente pela sigla no último pleito) e a hegemonia do tempo de televisão definem o poder de fogo para a corrida eleitoral no estado.

A crise de poder arrasta o peso da história política do prefeito. Com raízes que remontam à Arena em 1983 e ao PDS, Bocalom ancora sua permanência na legenda na identificação ideológica. Na trincheira do discurso, ele apela aos sentimentos do eleitorado conservador ao afirmar que “não existe talvez alguém mais direita” do que ele próprio. A tática de Bocalom confronta a frieza dos cálculos e dos orçamentos partidários com uma retórica focada na defesa da família, no combate às drogas e na aversão ao aborto. Do outro lado, a máquina do diretório estadual opera uma estratégia de isolamento para barrar a pré-candidatura ao governo. A pancada veio na forma de uma carta da executiva local, despachada para constranger e forçar a saída do prefeito da legenda.

A principal batalha por essa fatia de poder saiu da capital acreana e foi travada diretamente em Brasília. Ao perceber a manobra para puxar o tapete do seu projeto majoritário, Bocalom entregou a carta do diretório nas mãos do presidente nacional do partido. A tática de esvaziamento das lideranças estaduais quebrou o sigilo das costuras feitas às portas fechadas. O comando nacional “ficou até mesmo triste em ver aquela carta” e colocou o senador Márcio Bittar contra a parede para dar explicações. A partir de agora, os movimentos internos perdem o escudo do sigilo e vão ser publicados e jogados no debate popular. Se os caciques locais optarem por sufocar a candidatura, terão de assumir a responsabilidade diante da população e justificar a derrubada de um aliado.

O relógio corre até o dia 4 de abril, data que encerra o prazo para as filiações. Se o bloqueio continuar e a zebra se confirmar na permanência no PL, a resposta automática é a desfiliação. A rota alternativa está desenhada por meio de alinhamentos com o Avante e com o presidente nacional do PSDB, Aécio Neves. A concretização dessa debandada redesenha o mapa de alianças no Acre, cria uma nova força de embate aos planos da atual base governista e fragmenta a estrutura de votos conservadores, elevando o custo político para a ocupação do Palácio Rio Branco.

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