O prefeito Zequinha Lima de Cruzeiro do Sul está em Pucallpa, na região do Ucayali, na Amazônia Peruana, participando do IV Encontro de Autoridades que visa discutir a criação do Corredor Rodoviário Lima-Pasco-Huánuco-Ucayali-Pucallpa 2023. Este encontro reúne representantes das regiões conectadas pela rodovia que liga a capital, Lima, à cidade de Pucallpa.
Zequinha Lima foi convidado a participar do evento pela deputada Antônia Sales e pela alcadeza (prefeita) Janeth Castagne de Coronel Portillo, a fim de representar Cruzeiro do Sul e a região do Juruá nessa reunião. O reunião faz parte das atividades da Semana do Jubileu de Pucallpa, na Província de Coronel Portillo, e ocorreu hoje, 11 de outubro de 2023, no Auditório da Universidade Nacional Intercultural da Amazônia – UNIA, no Distrito Yarinacocha.
O prefeito Zequinha Lima tem enfatizado a importância de abordar a questão da ligação rodoviária, levando em consideração tanto os impactos sociais e ambientais quanto os benefícios potenciais que essa conexão rodoviária pode trazer.
O prefeito Zequinha, em seu discurso, agradeceu a recepção da prefeita Janeth Castagne e cumprimentou a deputada Antônia Sales por este convite. Ele enfatizou a distância que separa as regiões: “Estamos tão perto, mas ao mesmo tempo tão longe. Estando a apenas 200 km de Cruzeiro do Sul, tivemos que viajar até Lima, estando a apenas 30 minutos de voo de Cruzeiro do Sul.” Em seu discurso, Zequinha destacou a importância da causa: “Sabemos da importância de nos conectarmos com o Juruá, o que fortalecerá a economia e se poderá ser um corredor industrial para o Brasil e os principais portos do Peru. São dois países com imensa riqueza cultural, e devemos estar mais próximos para aprender uns com os outros.”
Participação propositiva nas discussões para conectar regiões e promover crescimento conjunto de Zequinha Lima é destaque em Pucallpa
Zequinha falou sobre um voo de Cruzeiro do Sul a Pucallpa e afirmou que com união e parcerias, é algo que poderia ser implementado de maneira muito rápida. Ele destacou a necessidade da documentação da Vigilância Sanitária, do Ministério da Agricultura e da Alfândega para concretizar esse projeto. E enfatizou: ‘Esta é uma possibilidade que não devemos ignorar. É o momento de unir as classes políticas, deputados, senadores, para abrir nossos olhos. Haveria um ganho significativo nessa conexão, uma ponte aérea, e isso vem sendo discutido por muito tempo.'”
A Deputada Antônia Sales (MDB-Acre), que também está participando do encontro, declarou: “A estrada para nós significa uma esperança de uma relação bem próxima, porque todos estamos pensando da mesma maneira de ver esses dois povos que estão há muito tempo de costas um do outro, podendo se encontrar de frente e nos unir, nos integrar, porque nós precisamos uns dos outros. E pela BR 364, muitos estados estariam conectados de uma vez”, enfatizou a deputada.
A Alcadeza, Janeth Castagne, esclareceu que a integração entre Cruzeiro do Sul e Pucallpa abriria as portas para um corredor de exportação mais amplo. Isso ocorre devido à conexão com Lima, que proporcionaria acesso aos portos do Pacífico, incluindo o vasto mercado chinês. Esta integração representaria um marco fundamental para importantes regiões geográficas do Brasil e Peru. Não só nos permitiria exportar nossos produtos, mas também permitiria que os brasileiros trouxessem seus produtos para cá e acessassem os mercados do Pacífico de forma mais eficiente.”
Parabéns a deputada Antônia Sales, pela iniciativa. O encontro e as discussões realizadas ressaltam a importância da integração entre Cruzeiro do Sul e Pucallpa, bem como a visão de líderes como o prefeito Zequinha Lima. Seu compromisso em promover essa conexão, demonstrando habilidade no diálogo e capacidade de liderança, tem sido fundamental para preparar Cruzeiro do Sul e a região do Juruá para enfrentar esse horizonte. Essa integração não apenas fortalecerá as relações comerciais entre as regiões, mas também contribuirá para o crescimento econômico e a prosperidade mútua, trazendo os dois povos que estiveram separados por muito tempo para um futuro de cooperação e crescimento conjunto.
O Instituto Léo Moura Sports, responsável por projetos de escolinhas de futebol e outras atividades esportivas, entrou na mira do Tribunal de Contas da União por irregularidades encontradas na aplicação de recursos federais. A mesma entidade mantém relações documentadas com dois parlamentares do Acre: o senador Márcio Bittar indicou R$ 7,03 milhões para o instituto por meio de emenda de relator, enquanto o senador Alan Rick destinou emendas para projetos executados pela organização no estado.
A cobrança do TCU consta no Acórdão nº 1.770/2026, aprovado pelo plenário da corte. A fiscalização alcançou 22 termos de fomento firmados pelo Instituto Léo Moura Sports entre 2020 e 2022, com valor total próximo de R$ 69,2 milhões. Os recursos chegaram à entidade por meio de emendas parlamentares destinadas ao financiamento de projetos esportivos.
O tribunal determinou que o Ministério do Esporte conclua as análises das prestações de contas e dos processos de responsabilização relacionados aos instrumentos. Entre os 22 termos, 11 tiveram as contas reprovadas, com aproximadamente R$ 3,38 milhões em despesas impugnadas. Oito casos deram origem a tomadas de contas especiais, procedimento usado para identificar responsáveis, calcular prejuízos e cobrar a devolução de recursos públicos.
A Controladoria-Geral da União aprofundou a fiscalização sobre quatro termos de fomento, que receberam juntos R$ 25.262.860,28. Os projetos foram executados no Rio de Janeiro e no Amapá e não incluíam ações desenvolvidas no Acre.
A auditoria encontrou propostas de preços atribuídas a empresas que negaram ter apresentado os orçamentos, fornecedores que não funcionavam nos endereços informados, ausência de comprovantes de entrega, estoques inferiores às quantidades faturadas e falhas nos registros usados para comprovar o número de crianças atendidas.
A CGU calculou R$ 373,7 mil em sobrepreço e cerca de R$ 2,69 milhões em superfaturamento na amostra examinada. Os valores envolviam materiais esportivos, uniformes, serviços, locações e itens de premiação.
Um dos instrumentos alcançados pela cobrança do TCU é o Termo de Fomento nº 930688/2022, destinado a um projeto no Amapá. O tribunal determinou que o Ministério do Esporte anulasse o termo ou adotasse uma medida para impedir novos repasses.
No Acre, o Instituto Léo Moura Sports executou o Termo de Fomento nº 918665/2021, assinado em 31 de dezembro de 2021. O acordo, no valor de R$ 349.520,02, financiou o projeto Passaporte para Vitória 7 – AC e tinha o Ministério da Cidadania como concedente.
A origem parlamentar do dinheiro destinado a esse termo específico não está identificada nas informações disponíveis. O instrumento confirma, porém, que o instituto já recebia recursos federais para atuar no Acre durante o mesmo período alcançado pela fiscalização geral do TCU.
A relação da entidade com Márcio Bittar aparece no Ofício nº 476/2021, encaminhado pelo gabinete do senador ao então Ministério da Cidadania em dezembro de 2021.
O documento colocou o Instituto Léo Moura Sports como beneficiário de uma indicação de R$ 7.032.116,62. O recurso estava vinculado à ação orçamentária 20JP, destinada a projetos esportivos, na modalidade de custeio.
A indicação foi feita por meio das emendas de relator identificadas pelo código RP9, mecanismo que ficou conhecido como orçamento secreto. O ofício traz o nome da entidade, o CNPJ e o valor solicitado ao governo federal.
A relação de Alan Rick com o instituto ocorreu por meio do financiamento e da divulgação dos projetos desenvolvidos no Acre. Em 2021, ainda como deputado federal, o parlamentar participou do anúncio da implantação das escolinhas ligadas ao projeto Passaporte para a Vitória.
A parceria continuou durante o mandato de Alan Rick no Senado. Emenda individual apresentada por ele em 2023 destinou R$ 700 mil para ações de esporte comunitário. Desse total, R$ 698.344 foram pagos posteriormente como restos a pagar ao Instituto Léo Moura Sports.
Os projetos alcançaram municípios como Rio Branco, Cruzeiro do Sul, Sena Madureira, Senador Guiomard e Mâncio Lima. As ações incluíram escolinhas de futebol e um núcleo de vôlei instalado na capital.
Em 2024, o parlamentar participou de inaugurações e anunciou recursos para a manutenção e a ampliação das atividades. Em 2025, o gabinete informou a destinação de mais R$ 2,058 milhões para os projetos, com previsão de 1.330 vagas para crianças e adolescentes em Rio Branco, Sena Madureira e Senador Guiomard.
A investigação do TCU trata da execução dos termos de fomento firmados pelo Instituto Léo Moura Sports e não atribui irregularidades aos senadores Márcio Bittar e Alan Rick.
A ligação dos dois parlamentares com a entidade ocorre em campos distintos. Bittar indicou o instituto como beneficiário de R$ 7,03 milhões de uma emenda de relator. Alan Rick destinou emendas e manteve parceria pública com os projetos executados pela organização no Acre.
O Instituto Léo Moura Sports permanece responsável por apresentar as prestações de contas dos recursos recebidos e comprovar a execução das atividades contratadas. O Ministério do Esporte deverá concluir a análise dos instrumentos e adotar as medidas determinadas pelo Tribunal de Contas da União.
A Assembleia Legislativa do Acre aprovou, nesta quarta-feira, 8 de julho, em Rio Branco, o projeto de lei que reduz de 40 para 30 horas semanais a jornada de trabalho dos assistentes sociais do Poder Executivo estadual. Com uma emenda aprovada em plenário, a medida também passou a contemplar psicólogos que atuam nos órgãos e entidades da administração pública estadual.
A proposta ajusta a carga horária dos assistentes sociais à legislação federal que estabelece jornada de 30 horas semanais para a categoria. O texto teve origem em um anteprojeto apresentado pelo deputado estadual Arlenilson Cunha, do PL, e depois foi acolhido e encaminhado pelo governo do Estado à Aleac.
A redução da jornada ficará condicionada à manutenção da produtividade dos servidores enquadrados nas Leis estaduais nº 2.179 e nº 2.180, ambas de 10 de dezembro de 2009. Caso haja queda de desempenho, o órgão ou entidade poderá restabelecer a jornada de 40 horas semanais, sem acréscimo na remuneração.
A inclusão dos psicólogos no projeto ocorreu por meio de emenda modificativa apresentada pelos deputados Eduardo Ribeiro, do Republicanos, e Edvaldo Magalhães, do PCdoB. A mudança ampliou o alcance da proposta e garantiu tratamento igualitário entre as categorias no serviço público estadual.
Durante a discussão, Edvaldo Magalhães afirmou que o texto foi construído de forma coletiva e reconheceu a participação de Arlenilson Cunha na abertura do debate. O parlamentar também defendeu que a jornada de 30 horas seja levada a profissionais de outros poderes e instituições, como Ministério Público, Tribunal de Justiça e Tribunal de Contas.
O deputado Manoel Moraes, do União Progressista, afirmou que a aprovação corrige distorções enfrentadas por servidores estaduais e fortalece a valorização de assistentes sociais e psicólogos. Para ele, a medida também abre caminho para a análise de outras demandas do funcionalismo público.
A Assembleia Legislativa do Acre aprovou por unanimidade, nesta quarta-feira, 8, em Rio Branco, o projeto que atualiza o Estatuto dos Servidores Públicos Civis do Estado e acaba com a restrição que impedia servidores do Quadro Provisório, em extinção, de receber vantagens previstas nos planos de carreira. A mudança atinge profissionais vinculados à administração estadual, especialmente da área da Saúde, e busca corrigir uma diferença histórica no tratamento dado a essa categoria.
O texto aprovado revoga o § 4º do artigo 282 da Lei Complementar nº 39, de 1993. O dispositivo barrava o acesso dos servidores do Quadro Provisório às vantagens financeiras e gratificações previstas nos planos de cargos e carreiras das repartições públicas estaduais. Com a alteração, esses trabalhadores passam a ter direito às mesmas regras remuneratórias aplicadas aos demais servidores das categorias correspondentes.
A proposta foi enviada ao Legislativo pela governadora Mailza Assis e chegou à Aleac com a justificativa de adequar a legislação estadual ao entendimento mais recente dos tribunais superiores. A medida foi tratada como uma atualização necessária para alinhar o Estatuto dos Servidores aos princípios constitucionais de isonomia e valorização do funcionalismo público.
Durante a votação, o presidente da Aleac, deputado Nicolau Júnior, afirmou que o texto foi construído a partir do diálogo entre o Parlamento e o governo. Ele citou a participação de representantes do Executivo em reuniões sobre a situação dos servidores e disse que a aprovação marcou a regularização de direitos para trabalhadores que aguardavam a mudança.
O deputado Eduardo Ribeiro também defendeu a proposta em plenário e afirmou que a votação corrige uma injustiça com servidores que dedicaram anos ao serviço público estadual. A aprovação ocorreu em uma sessão acompanhada por trabalhadores de diferentes categorias, que se mobilizaram na Aleac para pressionar pela análise das matérias ligadas ao funcionalismo.
A votação fez parte de um pacote de projetos apreciados antes do recesso parlamentar. Além da mudança no Estatuto dos Servidores, os deputados também aprovaram propostas ligadas à jornada de trabalho de assistentes sociais e psicólogos e à atualização de normas da Polícia Civil. No caso do Quadro Provisório, o texto segue para os trâmites finais e passa a valer após a publicação oficial.