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Política

Aleac discute orçamento de 2026 em audiência pública aberta à população

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A Assembleia Legislativa do Acre realizou, em 11 de dezembro, uma audiência pública para analisar o Projeto de Lei nº 150/2025, que define a previsão de receitas e despesas do Estado para 2026. O encontro ocorreu no plenário da Aleac, com participação de parlamentares, representantes do governo, órgãos de controle e movimentos sociais. A iniciativa buscou ampliar o debate público sobre a distribuição dos recursos estaduais e aproximar diferentes setores do processo de construção do orçamento anual.

O orçamento analisado na audiência foi elaborado de acordo com a Lei de Diretrizes Orçamentárias, o Plano Plurianual e a Agenda Acre 10 Anos. Para 2026, a previsão total ultrapassa R$ 13,8 bilhões, crescimento de 13,63% em relação ao ano anterior, somando R$ 9,3 bilhões em recursos próprios e R$ 4,4 bilhões de outras fontes. O relator da Comissão de Orçamento e Finanças, deputado Tadeu Hassem, afirmou que a etapa é essencial para garantir transparência e controle social. Ele destacou que a Aleac cumpre as exigências constitucionais ao abrir espaço para o diálogo. “Aqui é a Casa do Povo, onde todos os poderes estão representados”, declarou durante a sessão.

A apresentação técnica destacou parâmetros utilizados na elaboração do projeto, projeções de arrecadação, áreas prioritárias e limites legais de despesas. Representando a Secretaria da Fazenda, Clóvis Monteiro explicou que o orçamento organiza não apenas quanto o Estado deve arrecadar, mas também orienta como os recursos serão aplicados. Ele afirmou que decisões técnicas e políticas se cruzam na definição das prioridades públicas. “A construção orçamentária é coletiva, envolve técnica, diálogo e responsabilidade com os recursos da população”, disse.

Órgãos de controle e instituições do sistema de justiça também participaram do debate. O procurador Cristóvão Moura, da Casa Civil, destacou que a presença de diferentes setores fortalece a participação institucional. O Tribunal de Contas, representado por Gustavo Maia, reforçou que atua além da fiscalização, oferecendo orientação técnica aos gestores. A Defensoria Pública, que ultrapassou 205 mil atendimentos em 2024, destacou que o aumento de recursos tem permitido ampliar o alcance do serviço, com expectativa de chegar a 220 mil atendimentos até o fim do ano. O Ministério Público e o Tribunal de Justiça apresentaram suas demandas e defenderam a importância da discussão para garantir condições de funcionamento de suas estruturas em 2026.

A audiência também recebeu movimentos sociais e servidores. Entre as participações, a professora aposentada Sheila, do Movimento Cabeça Branca, relatou dificuldades enfrentadas por aposentados que buscam correção salarial há três anos. Ela afirmou que parte da categoria enfrenta restrições financeiras que afetam inclusive o acesso a medicamentos. “Vivemos um tempo difícil; há colegas adoecendo e até falecendo por falta de condição de comprar remédio”, disse ao cobrar respostas do governo.

O secretário de Planejamento, Ricardo Brandão, apresentou dados econômicos recentes do Acre e destacou indicadores de crescimento e arrecadação. O estado registrou aumento de 14,7% no PIB de 2023, elevação de 11% no valor bruto da produção agrícola entre 2023 e 2024 e ampliação das exportações, que passaram de US$ 46 milhões para US$ 91 milhões. Brandão ressaltou ainda redução da taxa de desemprego e queda de 27,6% no desmatamento. Na projeção para 2026, o governo estima crescimento de 2,44% do PIB, inflação de 3,6% e receita do Tesouro de R$ 11,18 bilhões. Ele afirmou que a definição das despesas seguirá os limites estabelecidos pela legislação e exigirá diálogo entre os poderes para equilibrar demandas e disponibilidade financeira.

Ao encerrar o encontro, Tadeu Hassem afirmou que a audiência demonstra o comprometimento dos órgãos públicos com o debate das diretrizes orçamentárias. Informou que a Comissão de Orçamento deverá apresentar seu parecer final na semana seguinte, com votação prevista para quarta-feira, encerrando a tramitação da peça orçamentária antes do recesso legislativo.

Política

Aleac avança com comissão externa para acompanhar apuração sobre ponte de Sena Madureira

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A Assembleia Legislativa do Acre avançou nesta quarta-feira, 17 de junho, na criação de uma comissão externa para acompanhar as investigações sobre o desabamento da Ponte Frei Paolino Baldassari, em Sena Madureira. A articulação foi puxada pelo deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB) e ganhou apoio acima do mínimo regimental depois do colapso da estrutura, registrado em 5 de junho, sobre o Rio Iaco.

A proposta não tem formato de CPI. A ideia é montar uma Comissão de Representação Externa para que o Legislativo acompanhe perícias, fiscalizações, contratos e documentos ligados à obra, com participação de um integrante da Mesa Diretora na presidência do colegiado. Nos últimos dias, parlamentares de diferentes bancadas passaram a defender publicamente a presença da Aleac no acompanhamento do caso.

A movimentação ocorre enquanto o governo do Acre mantém duas frentes oficiais de apuração. Uma delas é o Procedimento Administrativo de Responsabilização contra a Construtora Cidade Ltda., responsável pelo projeto e pela execução da ponte. A outra é a Comissão Especial de Análise Técnica, criada para investigar as causas do desabamento e produzir um relatório sobre falhas estruturais, fiscalização, manutenção e execução contratual. Paralelamente, a Polícia Civil informou que só vai apontar responsabilidades após a conclusão das perícias.

Inaugurada em dezembro de 2023, a ponte ligava o primeiro ao segundo distrito de Sena Madureira e atendia moradores da região que dependem da travessia para deslocamentos diários. Desde a queda da estrutura, o caso passou a pressionar o governo estadual, a empresa responsável pela obra e os órgãos de controle, além de abrir uma nova frente de cobrança política dentro da Assembleia.

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Política

Câmara de Rio Branco aprova reajuste de 5% para servidores da Prefeitura

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A Câmara Municipal de Rio Branco aprovou nesta terça-feira o projeto do Executivo que concede reajuste linear de 5% aos servidores da Prefeitura. A proposta foi aprovada por unanimidade entre os 14 vereadores presentes, alcança cerca de 7 mil trabalhadores e agora segue para sanção do prefeito Alysson Bestene.

Durante a votação, os vereadores também aprovaram uma emenda do vereador Aiache, do PP, para incluir no texto a atualização do Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração dos servidores da RBTrans. Outra emenda, apresentada por Fábio Araújo, do MDB, previa reajuste de 7,52% para agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias, com aplicação imediata de 5% e o restante até novembro. A proposta foi rejeitada por 11 votos, com apoio apenas do autor e de Hildegard Pascoal.

Ao defender a rejeição da emenda, Aiache afirmou que a inclusão do novo índice no mesmo projeto poderia comprometer a sanção do reajuste geral e atrasar ainda mais a recomposição salarial, que, segundo ele, já deveria ter sido concedida no mês passado. O vereador disse ainda que a Câmara pretende discutir separadamente a situação dos agentes de saúde e de endemias, com participação de sindicatos, do Executivo e de representantes federais.

O projeto aprovado prevê a recomposição salarial para todas as categorias da administração municipal em um momento de transição no comando da Prefeitura de Rio Branco, hoje chefiada por Alysson Bestene.

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Política

Câmara destrava pauta após governo retirar urgência de projeto que acaba com escala 6×1

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O governo federal retirou nesta terça-feira, 16 de junho, o regime de urgência do projeto que trata do fim da escala de trabalho 6×1 e liberou a pauta do plenário da Câmara dos Deputados para a votação de outras propostas. A decisão foi discutida na reunião de líderes da Casa, em Brasília, e encerrou o travamento provocado pela urgência constitucional que incidia sobre a matéria.

Com a retirada da urgência, o projeto deixa de impedir a análise de outros textos e passa a tramitar em regime de prioridade. A proposta do Executivo, apresentada em abril, altera a Consolidação das Leis do Trabalho e outras normas para reduzir a duração normal da jornada e rever regras de descanso semanal remunerado em categorias específicas.

O destravamento da pauta também abriu espaço para negociações em torno de outros temas em análise na Câmara. Entre eles está o projeto que equipara a misoginia ao crime de racismo e torna a prática inafiançável e imprescritível. Apesar da expectativa de votação ainda nesta terça, o acordo entre líderes foi adiar a análise para a última semana de junho.

A mudança no calendário atende à articulação política do governo e da presidência da Câmara para reorganizar a agenda do plenário. Com isso, a Casa retoma a discussão de propostas que estavam paradas enquanto o projeto sobre a escala 6×1 mantinha a pauta bloqueada.

Fonte e foto: Agência Brasil

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