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Política

Mailza completa 30 dias no governo do Acre com pacote de R$ 144,9 milhões e ofensiva municipalista no interior

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Trinta dias após assumir o governo do Acre, em 2 de abril, Mailza Assis fechou o primeiro mês com um conjunto de medidas concentrado em obras, reforço de efetivo e entregas fora da capital, apostando em uma agenda de presença no interior para marcar ritmo e consolidar sustentação política. O Palácio Rio Branco soma mais de R$ 144,9 milhões em ações anunciadas no período, com foco em segurança pública, infraestrutura, saúde, educação e assistência social.

No eixo administrativo, o governo informou a contratação de 357 servidores em um mês, entre 49 efetivos e 308 temporários, para atender órgãos como Idaf, Iapen, Polícia Militar, Secretaria de Educação e Cultura e Saneacre. Ao justificar a linha de atuação, Mailza afirmou que “colocar as pessoas em primeiro plano significa dar oportunidades” e vinculou a política de recomposição de quadros à prestação de serviços e à geração de empregos.

A educação foi apresentada como uma das vitrines do início da gestão. Em 17 de abril, 142 novos servidores tomaram posse — 90 professores e 52 profissionais de apoio administrativo — para atuação em 15 municípios, incluindo áreas rurais. O governo também assinou ordens de serviço de R$ 13,4 milhões para manutenção de 32 escolas e incluiu a construção de três unidades, com investimento de R$ 2,44 milhões. Na mesma agenda de interiorização, foram entregues 10.497 kits escolares para estudantes de escolas indígenas, estaduais e municipais em Feijó, Tarauacá, Cruzeiro do Sul e Rodrigues Alves, com investimento acima de R$ 652,3 mil.

Na segurança pública, a gestão abriu o ciclo com um plano que prevê 118 entregas entre abril e junho, orçado em R$ 111,1 milhões, e reforçou a presença em municípios do interior com inaugurações e repasses de equipamentos. Em Feijó, Mailza entregou o Núcleo de Perícias do IML. Em Cruzeiro do Sul, em 24 de abril, o governo entregou três viaturas, um barco e equipamentos operacionais à Polícia Civil, além de sete computadores e um drone, em um pacote de R$ 623 mil. “Prezamos por uma Segurança Pública atuante, bem equipada e em diálogo com a população”, disse a governadora.

Na saúde, o governo associou o começo do mandato ao programa Opera Acre, com mutirões para reduzir filas de cirurgias eletivas. Em 11 de abril, a agenda na Fundhacre, em Rio Branco, registrou um mutirão com mais de 500 pacientes atendidos em um dia. No interior, a gestão concluiu em 30 de abril a reforma e ampliação do Hospital Geral de Feijó, com orçamento de R$ 5,27 milhões, classificada pelo Executivo como a primeira intervenção estrutural ampla na unidade em mais de quatro décadas.

O componente político da estratégia apareceu com força nas agendas municipalistas. Em Porto Walter, Mailza assinou em 18 de abril um convênio de R$ 1 milhão para recuperação de ramais e somou anúncios e entregas que chegaram a R$ 5 milhões, com pavimentação da Rua da Restinga, ordens de serviço para ampliar o CRAS e construir uma quadra poliesportiva, além da entrega de uma pá-carregadeira. Em Tarauacá, em 24 de abril, o governo lançou o Programa Estadual de Aquisição de Alimentos, com investimento de R$ 4,2 milhões para compra direta da produção de agricultores familiares, com previsão de beneficiar cerca de 1,5 mil famílias.

A agenda social também entrou no pacote de ações do primeiro mês, em meio a ocorrências de cheias e chuvas fortes no início de abril. O governo informou o envio de ajuda humanitária para Cruzeiro do Sul, Tarauacá e Brasiléia, com mais de 900 itens distribuídos, entre cestas básicas, colchões e água potável, e indicou que o apoio será estendido a outras cidades atingidas.

Com o primeiro mês encerrado, o governo tenta sustentar uma narrativa de início acelerado com entregas e anúncios de curto prazo, ao mesmo tempo em que prepara a marca de 100 dias ancorada em obras e execução de investimentos. A tendência é que o ritmo de agendas no interior siga como eixo de disputa por protagonismo e de construção de base, especialmente em áreas de maior pressão pública, como segurança, saúde e infraestrutura.

Direto ao ponto

Reforma administrativa de Alysson Bestene: oportunidade de modernização e desafio de articulação política

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A reforma administrativa anunciada como possibilidade pelo prefeito Alysson Bestene abre uma discussão que vai além da criação de secretarias e das mudanças no primeiro escalão da Prefeitura de Rio Branco.

É legítimo e natural que o prefeito reorganize sua equipe e estabeleça novas prioridades. Mas há uma dimensão política que não pode ser ignorada: parte dos atuais auxiliares participou da construção do projeto que elegeu Bocalom e Alysson em 2024.

Isso não garante permanência a ninguém. Entretanto, mudanças administrativas também exigem diálogo, reconhecimento e capacidade de articulação política.

A questão é que a reforma pode representar algo maior do que uma reorganização de cargos.

A criação de uma Secretaria da Mulher, já mencionada por Alysson, poderia vir acompanhada de uma estrutura voltada à juventude, inteligência artificial, empreendedorismo, economia criativa e economia solidária.

O impacto estaria na conexão dessas políticas com a realidade econômica e social de Rio Branco.

Para os jovens, significaria ampliar oportunidades de qualificação, acesso à tecnologia e inserção no mercado de trabalho. Para as mulheres, fortalecer a autonomia econômica, o empreendedorismo e as políticas de proteção. Para os pequenos empreendedores e trabalhadores da economia criativa e solidária, abrir caminhos para capacitação, inovação, geração de renda e acesso a mercados.

A inteligência artificial, em particular, já transforma profissões, empresas e serviços públicos. Incorporá-la ao planejamento municipal permitiria preparar a população para essas mudanças e melhorar a eficiência da própria Prefeitura.

Rio Branco já possui uma secretaria com atribuições relacionadas ao desenvolvimento econômico, tecnologia e inovação. Portanto, o desafio não é simplesmente criar novas estruturas, mas avaliar como integrar essas agendas, com competências definidas e responsabilidade fiscal.

Uma reforma com esse alcance demonstraria que Alysson está atento não apenas às demandas imediatas de Rio Branco, mas também às transformações em curso no Acre, no Brasil e no mundo.

Há ainda a possibilidade de aproximação com políticas nacionais de economia solidária, inovação e inclusão produtiva, ampliando oportunidades de cooperação institucional e acesso a programas federais.

Alysson tem a prerrogativa de promover mudanças e a oportunidade de estabelecer prioridades próprias. O desafio é conciliar esse movimento com o reconhecimento da construção política que o levou à Prefeitura.

No fim, a reforma administrativa não deveria ser medida apenas por quem entra ou sai do governo, mas pelas políticas que consegue estruturar, pelas oportunidades que pode gerar e pelos resultados que entrega à população.

Modernizar a Prefeitura e preservar a capacidade de articulação política não são objetivos incompatíveis. Esse é o equilíbrio que a reforma precisa buscar.

Foto: Sérgio vale / Vale Comunicação

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Política

Alysson Bestene homenageia servidores públicos de Rio Branco e destaca compromisso com valorização profissional

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O prefeito de Rio Branco, Alysson Bestene (PP), prestou homenagem aos servidores municipais nesta quarta-feira (28), Dia do Servidor Público. Em mensagem divulgada nas redes sociais, o gestor agradeceu pelo trabalho dos profissionais que atuam na Prefeitura e falou sobre as medidas adotadas pela administração para garantir direitos e melhorar as condições de trabalho da categoria.

Na publicação, Alysson reconheceu a participação dos servidores no funcionamento da máquina pública e na execução dos serviços oferecidos à população. Para o prefeito, os resultados da administração municipal dependem diretamente do trabalho realizado pelos profissionais das diferentes secretarias e órgãos do município.

“Uma das coisas que a vida me ensinou foi que ninguém faz nada sozinho”, afirmou o prefeito ao agradecer aos trabalhadores municipais.

Alysson também mencionou o pagamento dos salários dentro do prazo, o cumprimento da data-base e a melhoria das condições de trabalho como compromissos assumidos pela gestão. Segundo ele, essas medidas fazem parte da política de valorização dos servidores adotada pela Prefeitura de Rio Branco.

A homenagem ocorre durante a semana em que a administração municipal realiza atividades voltadas aos servidores. A Prefeitura também transferiu o ponto facultativo referente à data para sexta-feira (30), conforme o Decreto Municipal nº 2.032, mantendo a previsão de funcionamento dos serviços essenciais.

O Dia do Servidor Público é celebrado anualmente em 28 de outubro e reconhece o trabalho dos profissionais responsáveis pela prestação de serviços à população nas administrações municipal, estadual e federal.

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Política

É fake que governo recuou do fim da escala 6×1 após eleições; mudança está garantida na Constituição

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O governo federal desmentiu, nesta terça-feira (27), informações falsas que circulam nas redes sociais afirmando que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria desistido de acabar com a escala de trabalho 6×1 após as eleições. A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) esclareceu que a mudança na jornada de trabalho permanece garantida pela Emenda Constitucional nº 141, promulgada pelo Congresso Nacional em 16 de outubro de 2026, e não sofreu nenhuma alteração depois do resultado eleitoral.

As publicações começaram a circular no período pós-eleitoral e afirmam que o governo estaria preparando mudanças para permitir a continuidade da escala de seis dias de trabalho para apenas um de descanso, além de excluir determinadas categorias profissionais das novas regras. As alegações são falsas.

“É falsa a afirmação de que, após as eleições, o governo recuou do fim da escala 6×1”, afirmou a Secom em nota oficial. O órgão também esclareceu que não existe nenhuma proposta em discussão no Executivo para retirar os direitos trabalhistas estabelecidos pela emenda constitucional.

A mudança foi aprovada pelo Congresso Nacional e incorporada à Constituição Federal. A legislação assegura dois dias de repouso semanal remunerado, sem redução salarial, substituindo a escala 6×1 pela jornada 5×2, observadas as regras de transição e os regimes específicos previstos no próprio texto.

O novo modelo começa a valer em 15 de dezembro de 2026, após o período de transição de 60 dias contado da promulgação. Nessa primeira etapa, a jornada máxima semanal será reduzida das atuais 44 horas para 42 horas. Doze meses depois, o limite passará para 40 horas semanais, também sem redução dos salários.

A emenda permite diferentes formas de distribuição das folgas, inclusive mediante acordos ou convenções coletivas. Nessas situações, a compensação deverá garantir, em média, dois dias de descanso remunerado por semana ao longo do mês, com pelo menos um dia de repouso a cada período máximo de sete dias.

O texto constitucional também estabelece regras específicas para determinadas categorias, incluindo prazos diferenciados de adaptação para trabalhadores terceirizados da administração pública. Essas disposições já estavam previstas na emenda aprovada pelo Congresso e não representam alterações feitas após as eleições.

A Secom explicou que as conversas do governo com representantes dos setores econômicos tratam exclusivamente da aplicação das regras aprovadas. Como a mudança foi promulgada pelo Congresso Nacional, o presidente da República não pode vetar ou modificar unilateralmente a emenda constitucional.

Além dos boatos envolvendo a jornada de trabalho, o governo também desmentiu publicações que anunciam cortes no Bolsa Família e no Gás do Povo. Os dois programas continuam funcionando, sem suspensão dos pagamentos ou redução dos benefícios, conforme comunicado oficial.

O governo orienta os trabalhadores e beneficiários de programas sociais a consultar os canais oficiais antes de compartilhar informações sobre mudanças na legislação ou nos pagamentos. A recomendação é verificar a origem das publicações, especialmente aquelas divulgadas nas redes sociais sem documentos ou informações que comprovem as alegações.

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