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Direto ao ponto

Alianças Políticas no Acre: PT entre divergências

Debate interno, ou nem tanto, no PT do Acre sobre possíveis alianças políticas, com Cesário Braga sugerindo uma união com PP e MDB, enquanto Daniel Zen vê a chance como “muito improvável”

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Em meio ao cenário político dinâmico no Acre, as declarações de figuras-chave do Partido dos Trabalhadores (PT) ilustram o debate interno sobre possíveis alianças. Cesário Braga, presidente licenciado do PT do Acre e chefe do escritório do Ministério do Desenvolvimento Agrário no Acre, durante o anúncio de uma aliança entre PP e PT em Tarauacá, levantou a possibilidade de um bloco político em Rio Branco, que incluiria MDB, PP e PT, visando a oposição ao prefeito Tião Bocalom.

Em declaração para o site Notícias da Hora, Cesário Braga do PT lembra que “Eleição municipal, cada caso é um caso. Mas não deixa de apontar que as divergências já não são tão agudas a ponto de não permitir um diálogo. E como sempre disse sobre Rio Branco, nada melhor do que unir forças contra o retrocesso que tem sido a gestão Bocalom”, disse Cesário.

Por outro lado, em uma entrevista ao jornal A Gazeta do Acre, na quinta-feira, 18, o atual presidente do PT do Acre e ex-deputado estadual, Daniel Zen, expressou uma perspectiva diferente. Zen considerou “muito improvável” a concretização da aliança sugerida por Braga. “O que o Cesário tem dito é que ninguém deve fechar as portas. E nisso eu concordo com ele. Agora é muito improvável acontecer uma aliança entre PT e PP na capital. Eles já têm um problema para resolver, que é esse dilema entre a candidatura do Alysson e do Bocalom”, explicou Zen.

Além disso, Zen destacou a autonomia do MDB para formar uma chapa com Alysson Bestene e ressaltou que o PT não se oporia a essa decisão. Ele sublinhou a relevância do MDB nas eleições atuais, enfatizando que a aliança da qual o PT faz parte é liderada pelos emedebistas. “Descartar, eu não descarto. Mas acho pouco provável”, concluiu Zen.

A pergunta que fica é: para o público, quem fala pelo PT do Acre, “alguém fala pelo PT do Acre?”

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Nada de novo: Jéssica Sales confirma pré-candidatura e acirra disputa em Cruzeiro do Sul

Quem decide é o povo

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Nada de novo com o lançamento da pré-candidatura de Jéssica Sales à prefeitura pelo MDB em Cruzeiro do Sul, Acre, enfrentando o atual prefeito Zequinha Lima, que busca a reeleição.

Durante o anúncio, Jéssica Sales recebeu apoio de lideranças políticas locais e estaduais, incluindo o ex-prefeito de Cruzeiro do Sul e pai da pré-candidata, Vagner Sales, e o Senador Sérgio Petecão, que declarou: “Eu só quero dizer para você, é te desejar sucesso. Estamos juntos.”

Marcus Alexandre, pré-candidato a prefeito de Rio Branco pelo MDB, também esteve presente e ressaltou a tradição democrática do partido. “O MDB é um partido que sempre defendeu a democracia, a escolha dos líderes pelo voto. E o MDB não podia deixar de apresentar o que tem de melhor nessas eleições aqui em Cruzeiro do Sul. Tem jogo, sim. Ninguém vai ganhar eleição em Cruzeiro do Sul de W.O. Porque a Jéssica atendeu o chamado do povo que hoje está aqui”, afirmou Marcus, destacando a importância de uma eleição competitiva.

Em seu discurso, Jéssica Sales enfatizou seu compromisso com os cidadãos de Cruzeiro do Sul. “Eu acredito no meu povo, foram vocês que me chamaram. É por vocês que eu estou aqui. É por vocês que eu disse para minha família que serei pré-candidata da minha cidade de Cruzeiro do Sul. Porque eu não aguento mais ver o meu povo sofrer”, disse Jéssica, reforçando sua motivação para a candidatura.

A entrada de Jéssica Sales na corrida eleitoral confirma o início de uma campanha que promete ser polarizada. Os eleitores se veem diante não apenas da escolha entre candidatos, mas de um veredito sobre o futuro da gestão municipal. De um lado, o atual prefeito Zequinha Lima tenta consolidar seu trabalho e conquistar um novo mandato. Do outro, questiona-se se Jéssica Sales terá paz e o apoio familiar necessário para uma boa gestão, a liberdade para realizar suas propostas e se poderá estar presente em Cruzeiro do Sul o tempo necessário, evitando governar de uma ponte aérea Goiás-Cruzeiro do Sul e delegando suas responsabilidades a terceiros.

Nos bastidores e em grupos de WhatsApp, comenta-se que o que está em jogo é dar continuidade a uma gestão de trabalho e muitas transformações no município, que alcançou tanto a zona urbana quanto rural, ou apostar em uma aventura que faz parte de um grupo que já esteve na gestão e pouco se fez. Resta aguardar para ver o que será apresentado e o que o povo decidirá nas urnas.

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Marcha para Jesus: Fé ou Política?

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Tensões surgiram na Marcha para Jesus deste ano com a presença da vice-governadora Mailza Assis, gerando debates nos bastidores. Enquanto líderes religiosos reiteravam que o propósito do evento era exclusivamente celebrar a fé em Jesus Cristo, a demonstração de apoio político, evidenciada pelo boné que ela usou com o nome do ex-presidente não reeleito em 2022, desviou o foco para questões partidárias e ideológicas.

“A presença da vice-governadora Mailza Assis na Marcha para Jesus não foi apenas uma participação comum, mas sim uma demonstração de apoio político.” Para alguns líderes, essa atitude desviou o foco do evento religioso para questões políticas, indo contra a decisão dos organizadores de que a marcha seria exclusivamente para Jesus e não um desfile de políticos ou posições políticas ideológicas.

Lideranças comentavam nos bastidores que a atitude da vice-governadora sugere que “ou ela não foi devidamente informada sobre a natureza do evento, o que seria impossível pela sua formação e conduta.”

“É essencial que nossos líderes políticos reconheçam os limites entre expressar suas crenças pessoais e respeitar o propósito de eventos religiosos.” Alguns citaram que outros políticos estiveram presentes, mas se colocaram em anonimato.

Questionada por jornalista, Mailza Assis afirmou que escolheu o boné aleatoriamente: “Eu sempre gosto de sair na Marcha Para Jesus com boné, peguei o primeiro que vi pela frente. Foi aleatório”, garantiu.

Foto: Sérgio vale / Vale Comunicação

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Acre alcança queda recorde de 28% no desmatamento em 2023, aponta relatório

Esforços governamentais e união de órgãos resultam em redução expressiva, recolocando o estado como referência ambiental

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O Acre registrou uma queda de 28% na área desmatada em 2023 em comparação com o ano anterior, o que representa a maior queda da taxa de desmatamento desde 2019, conforme dados da Secretaria do Meio Ambiente (Sema). A área desmatada totalizou 601 km², contra os 840 km² de 2022, colocando o estado 23% abaixo da meta estabelecida pelo Plano Estadual de Prevenção e Controle de Desmatamento e Queimadas (PPCDQ-AC).

Os dados de abril deste ano também mostram uma redução expressiva de 64% nos alertas de desmatamento em comparação com o mesmo período do ano anterior. No entanto, questões sobre a consistência e a motivação por trás das políticas ambientais do governo podem ser questionadas.

Com este resultado positivo, o Acre retoma o protagonismo quando a questão é ambiental. Mas, medidas adicionais, como a implementação de leis mais rigorosas e programas de reflorestamento e fiscalização serão necessárias para garantir que o progresso alcançado seja mantido.

É importante reconhecer o papel da Secretária do Meio Ambiente, Julie Messias, e de outros envolvidos nesse processo. No entanto, a verdadeira medida do compromisso do Governo do Acre com a preservação ambiental será determinada pela continuidade e pela coerência das ações em prol da sustentabilidade a longo prazo.

Os números são comemorados pelo Governo como resultado de esforços no combate aos crimes ambientais e na intensificação das ações em períodos críticos. No entanto, é importante lembrar que a mudança aparente na política ambiental do Governo do Acre durante o mandato atual do governador Gladson Cameli, contrastando com seu primeiro mandato, marcado por políticas mais flexíveis em relação ao desmatamento e à exploração de recursos naturais, ainda causa dúvidas e inseguranças.

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