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Caravana Embrapa chega ao Acre no início de março

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A Caravana Embrapa Fertbrasil inicia suas atividades em 2023 e a primeira parada será em terras acreanas e rondonienses, entre os dias 7 e 9 de março. A ação tem o objetivo de divulgar o uso adequado de fertilizantes e a importância do manejo sustentável dos solos para a boa produtividade das lavouras. A comitiva técnica realizará evento em Rio Branco (AC), na terça-feira (7). Depois irá para Rondônia, aportando em Ariquemes, na quarta-feira (8), e por último em Vilhena, na quinta-feira (9). As atividades acontecem das 7h30 às 12h30. Os interessados podem se inscrever gratuitamente pelo site www.embrapa.br/caravana-embrapa.

Durante o evento, temas sobre planejamento agrícola, boas práticas, uso de novos fertilizantes e insumos, utilização de ferramentas digitais e tecnologias sustentáveis de manejo serão abordados por pesquisadores espalhados por diversas Unidades da Embrapa pelo país. O público, composto por profissionais de assistência técnica e consultoria pública e privada e produtores rurais, poderá trocar experiências e sanar dúvidas na sessão de debates, no final das palestras.

Como resultado, a iniciativa busca promover uma economia de até 20% no uso deste tipo de insumo agropecuário no Brasil, já na safra 2022/23. A redução pode chegar em até um bilhão de dólares de economia para o produtor rural brasileiro.

A informação não para

A Caravana iniciou seu percurso no ano passado e já passou por 28 cidades em sete estados brasileiros. Este ano, continuará percorrendo as principais regiões agrícolas do país com o objetivo de levar informações e potencializar o uso de fertilizantes e insumos em um momento de menor oferta e aumento de preços no mercado.

A ação é uma realização da Embrapa e Rede Fertbrasil. A Caravana conta com os patrocinadores diamante Bioma, Climate Field View, Bayer e Rede ILPF. Os patrocinadores bronze são FertiSystem, Polli Fertilizantes e Arko. O evento tem ainda o apoio nacional da Sinprifert, Sistema OCB, CNA, Senar e Banco do Brasil.

Também tem apoio local da Federação da Agricultura do Estado do Acre (Faeac), Ufac, Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Rondônia (Faperon), Unifaema, Secretaria Municipal de Agricultura, Indústria e Comércio de Ariquemes (Semaic), Associação dos Produtores de Soja e Milho de Rondônia (Aprosoja Rondônia), Sebrae Rondônia, Emarter Rondônia, Sindicato dos Produtores Rurais de Vilhena e Sicoob Credisul.

Serviço

Caravana Embrapa Fertbrasil

Rio Branco – Acre

Data: 07/março (terça-feira)

Horário: 07h30 às 12h30

Local: Faeac – Rua Quintino Bocaiuva, 1779, Bosque

Inscrição: https://embrapa.br/caravana-fertbrasil/rio-branco

Ariquemes – Rondônia

Data: 08/março (quarta-feira)

Horário: 07h30 às 12h30

Local: Auditório da Unifaema – Av. Machadinho, 4349, Setor 6

Inscrição: https://embrapa.br/caravana-fertbrasil/ariquemes

Vilhena – Rondônia

Data: 09/março (quinta-feira)

Horário: 07h30 às 12h30

Local: Auditório do Sebrae – Rua José Ludwig, n° 415, Jardim América

Inscrição: https://embrapa.br/caravana-fertbrasil/vilhena
Fabiano Estanislau (Mtb 453-AC)
Embrapa Acre

Com informações da Assessoria

Rio Branco

Governo e Prefeitura anunciam emergência e retirada de comerciantes após avanço de desmoronamento no Mercado Velho

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O avanço do desmoronamento no calçadão do Novo Mercado Velho, às margens do Rio Acre, levou o governo estadual e a Prefeitura de Rio Branco a anunciarem, nesta quinta-feira (5), medidas emergenciais para evitar acidentes. Entre as providências estão a retirada preventiva de comerciantes, a interdição de áreas de risco e a realização de estudos técnicos para definir as intervenções necessárias.

O anúncio foi feito pela governadora Mailza Assis e pelo prefeito Alysson Bestene, durante entrevista coletiva. A governadora informou que aproximadamente 12 comerciantes ocupam a área externa afetada, sendo que quatro mantêm atividades diárias. Duas feirinhas próximas ao local também deverão ser transferidas para permitir os trabalhos de recuperação.

A retirada não inclui, neste primeiro momento, os comerciantes instalados dentro do prédio principal do Novo Mercado Velho. A estrutura continuará sendo acompanhada pelas equipes técnicas. “O mercado, por enquanto, continua seguro”, afirmou Mailza.

Uma comissão será responsável por avaliar as condições da área, estabelecer os limites da interdição e organizar o remanejamento dos trabalhadores. O Mercado dos Colonos está entre os locais considerados para receber temporariamente os comerciantes.

O governo também pretende solicitar apoio da Universidade Federal do Acre (Ufac) para realizar estudos complementares sobre as causas do desmoronamento. A Marinha deverá ser consultada sobre possíveis impactos na navegação e na circulação de embarcações no trecho do Rio Acre.

Outra medida anunciada é a notificação da empresa responsável pelas obras executadas anteriormente no local. A governadora afirmou que a intervenção realizada na primeira etapa não conseguiu impedir o avanço do problema. A empresa deverá apresentar esclarecimentos e informar quais providências poderão ser adotadas.

O prefeito Alysson Bestene afirmou que o município participará das ações por meio da Defesa Civil e das equipes de assistência social, especialmente no atendimento aos comerciantes que precisarão deixar seus pontos de trabalho.

O coordenador municipal da Defesa Civil, coronel Cláudio Falcão, explicou que a região é monitorada desde 2021, mas o agravamento recente do desmoronamento tornou necessária a adoção de medidas mais rigorosas. Uma das primeiras ações será o isolamento dos trechos considerados perigosos para impedir a circulação de pessoas.

A previsão anunciada pela governadora era de publicação do decreto de emergência e da notificação à empresa ainda nesta quinta-feira. Não há prazo definido para a recuperação do calçadão, que dependerá dos resultados das avaliações técnicas.

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Economia e Empreender

Alerta do governo Lula leva à operação contra bets ilegais que movimentaram R$ 1 bilhão

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Uma ação de fiscalização do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu origem à investigação que revelou um esquema bilionário de apostas ilegais no Brasil. A Operação Azzardo, deflagrada nesta quinta-feira (5), pela Polícia Civil do Distrito Federal, atingiu empresas suspeitas de movimentar cerca de R$ 1 bilhão e resultou em uma ordem judicial de bloqueio de bens e contas de até R$ 3,4 bilhões.

A investigação começou há aproximadamente cinco meses, depois que a Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda identificou plataformas de apostas que operavam sem autorização federal. As informações foram encaminhadas à Polícia Civil do Distrito Federal, responsável pela apuração criminal.

Durante a fiscalização, técnicos do Ministério da Fazenda realizaram simulações de pagamentos nas plataformas investigadas e descobriram que transferências por Pix eram direcionadas a contas de empresas sem relação com o setor de apostas. Entre os estabelecimentos identificados estavam uma suposta clínica de assistência psicossocial e uma loja de tarô, ambas com endereço no Distrito Federal.

As investigações descobriram uma rede de empresas de fachada utilizadas para receber dinheiro de apostadores, distribuir valores entre diferentes contas e realizar operações com criptomoedas. A movimentação financeira identificada nessas empresas chegou a aproximadamente R$ 739 milhões.

O esquema também envolvia uma instituição financeira de São Paulo, localizada na região da Avenida Faria Lima. As movimentações relacionadas à fintech e a empresas do mesmo grupo chegaram a cerca de R$ 1 bilhão.

A operação mobilizou aproximadamente 200 policiais civis no Distrito Federal e nos estados de São Paulo, Goiás, Paraná, Ceará e Rio Grande do Norte. A Justiça autorizou o bloqueio de ativos de 64 pessoas físicas e 120 empresas, até o limite de R$ 3,483 bilhões. O valor representa o teto da medida judicial, não o montante efetivamente recuperado.

A investigação ocorre em meio ao endurecimento da política federal contra as apostas eletrônicas. Em setembro, Lula assinou a Medida Provisória nº 1.394/2026, que proibiu a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de apostas de quota fixa em todo o país.

Na terça-feira (3), durante audiência pública no Supremo Tribunal Federal, o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, afirmou que o governo identificou uma relação entre empresas de apostas e organizações criminosas, especialmente em operações de lavagem de dinheiro.

A Operação Azzardo é mais um desdobramento do combate às apostas clandestinas. Embora a ação policial seja conduzida pelas autoridades do Distrito Federal, a identificação inicial das irregularidades pelo Ministério da Fazenda foi decisiva para a abertura da investigação.

Os envolvidos poderão responder por exploração de loteria não autorizada, fraude eletrônica, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e organização criminosa.

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Acre

Acre confirma primeiros focos de cancro cítrico em Brasileia e Epitaciolândia

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O Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf) confirmou, nesta quinta-feira (5), os primeiros focos de cancro cítrico no estado. A doença foi encontrada em propriedades rurais de Brasileia e Epitaciolândia, no Alto Acre, e levou o órgão a ampliar a fiscalização para impedir a disseminação da bactéria que atinge plantações de limão, laranja e outras frutas cítricas.

A contaminação foi descoberta durante inspeções realizadas por técnicos da Defesa Sanitária Vegetal. Os primeiros sintomas apareceram em frutos de limão-taiti, em uma propriedade de Brasileia. Após novas coletas, exames laboratoriais confirmaram a presença da bactéria Xanthomonas citri subsp. citri, responsável pela doença.

O Idaf investiga a possibilidade de a bactéria ter chegado ao Acre por meio de mudas introduzidas clandestinamente, provenientes de São Paulo. A suspeita surgiu a partir de relatos de produtores rurais, mas a origem da contaminação ainda não foi comprovada.

O cancro cítrico provoca lesões nas folhas, nos galhos e nos frutos, comprometendo a qualidade e a produtividade das plantações. A doença também pode causar prejuízos econômicos, principalmente pelas restrições à comercialização dos produtos afetados.

De acordo com o coordenador de Defesa Vegetal do Alto Acre, Darison Alencar, a identificação ocorreu durante o acompanhamento de propriedades cadastradas no órgão. O material coletado passou por análise laboratorial, e a documentação foi encaminhada ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que deverá definir, em conjunto com o Idaf, as medidas sanitárias necessárias.

Até o final de 2025, o Acre possuía 275 propriedades cadastradas no Programa Estadual de Sanidade Citrícola. O trabalho inclui inspeções, acompanhamento das lavouras e orientações aos agricultores sobre prevenção e controle de doenças.

Com a confirmação dos focos, o Idaf orienta os produtores a comprar mudas apenas de viveiros registrados e com certificação fitossanitária. O transporte de plantas contaminadas está entre as principais formas de propagação da bactéria.

A coordenadora estadual do programa, Ana Cláudia D’Abadia, pediu que os agricultores comuniquem imediatamente ao instituto qualquer sintoma suspeito. A medida busca permitir a identificação de novos focos e reduzir os riscos à produção de frutas cítricas no Acre.

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