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MEIO AMBIENTE

Cartilha detalha informações em apoio a Reservas Extrativistas para enfrentar desafios climáticos e ambientais

Um guia essencial para fortalecer comunidades e biodiversidade diante das adversidades do clima e do meio ambiente

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O Instituto de Estudos Avançados (IEA), em colaboração com entidades como Natividade Advogados, CNS, Environmental Defense Fund (EDF) e Instituto Clima e Sociedade (ICS), anunciou o lançamento de uma cartilha intitulada “Mudanças Climáticas e Pagamentos por Serviços Ambientais – PSA”. O material foi desenvolvido especificamente para comunidades situadas em Reservas Extrativistas.

O objetivo da cartilha é fornecer informações detalhadas sobre as mudanças climáticas e seus impactos, com ênfase especial nos desafios e soluções relacionados ao desmatamento e aquecimento global. Além disso, a publicação se aprofunda nos conceitos de Pagamentos por Serviços Ambientais (PSA) e no mecanismo de REDD+ (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação florestal), destacando sua importância para a proteção ambiental e sustentabilidade.

Essa iniciativa é parte de um esforço maior para capacitar as comunidades dessas reservas, permitindo que elas tomem decisões informadas e participem ativamente da implementação de políticas e projetos que valorizem os serviços ambientais prestados. A cartilha será utilizada em oficinas conduzidas pelo IEA, visando a disseminação de conhecimento e o fortalecimento da gestão ambiental nas comunidades.

A cartilha “Mudanças Climáticas e Pagamentos por Serviços Ambientais – PSA”, por exemplo, inclui informações detalhadas sobre os Serviços Ambientais. Estes são benefícios fornecidos pela natureza, essenciais para a vida humana e frequentemente não reconhecidos em seu valor integral.

Os Pagamentos por Serviços Ambientais (PSA) representam um estímulo financeiro para a conservação dos recursos naturais. Eles remuneram indivíduos ou entidades que mantêm os serviços ambientais, incentivando a conservação da natureza e a sustentabilidade. Essa abordagem é fundamental para a preservação das Reservas Extrativistas e para o apoio às comunidades tradicionais.

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Cartilha PDF Baixe aqui

Fonte: https://institutoestudosamazonicos.org.br/acervo/mudancas-climaticas-e-pagamentos-por-servicos-ambientais-psa/

Foto: Sérgio Vale / Vale Comunicação

MEIO AMBIENTE

Julie Messias assume como conselheira do Conselho de Meio Ambiente da FIESP para o mandato de 2026

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A diretora executiva da Aliança Brasil Nature-based Solutions (NBS), Julie Messias, foi designada como membro do Conselho Superior de Meio Ambiente (Cosema) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) para o período de 29 de janeiro a 31 de dezembro de 2026. A nomeação foi formalizada por meio da Resolução nº 007/26, datada de 29 de janeiro de 2026.

O Cosema é um fórum da FIESP voltado ao diálogo entre o setor industrial e os temas ambientais que impactam a competitividade da indústria brasileira. O colegiado é presidido pelo ex-ministro do Meio Ambiente, Joaquim Álvaro Pereira Leite, e conta como vice-presidente Marcelo Donnini Freire. O conselho reúne representantes do setor produtivo e especialistas para tratar de temas como sustentabilidade, inovação, eficiência produtiva e segurança regulatória.

Em publicação institucional, Julie Messias afirmou que assume o cargo com o objetivo de fortalecer a integração entre agenda climática, soluções baseadas na natureza e desenvolvimento econômico. “A indústria brasileira enfrenta um cenário de transformação estrutural, no qual descarbonização, rastreabilidade, segurança regulatória e acesso a mercados passam a ser fatores centrais de competitividade”, declarou. Segundo ela, a consolidação de uma economia de baixo carbono deve ser tratada como estratégia de posicionamento do Brasil no cenário internacional.

A Aliança Brasil NBS, entidade da qual Julie é diretora executiva, atua na promoção de soluções baseadas na natureza como instrumento para enfrentamento das mudanças climáticas e geração de oportunidades econômicas. A participação no Cosema amplia a interlocução da organização junto ao setor industrial paulista, que concentra parte relevante do Produto Interno Bruto nacional.

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MEIO AMBIENTE

Desmatamento na Amazônia Legal cai 50% e atinge menor taxa em 11 anos

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Dados divulgados nesta quinta-feira (12) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) indicam uma redução de 50% no desmatamento da Amazônia Legal no acumulado de 2025, na comparação com os índices de 2022. O levantamento aponta que a taxa de supressão da floresta é a menor registrada nos últimos onze anos, sinalizando uma reversão na tendência de alta observada na última década. A divulgação dos números ocorre em um momento de atenção global voltada para as políticas ambientais brasileiras e reflete o impacto das ações de monitoramento e controle implementadas na região norte do país.

A análise da série histórica revela que a retomada da governança ambiental foi determinante para a mudança do cenário. Após anos consecutivos de elevação nos alertas de desmate, a curva de destruição do bioma apresentou recuo consistente. Os satélites do sistema de monitoramento registraram uma diminuição na área de vegetação nativa derrubada, aproximando os índices atuais das metas climáticas assumidas pelo Brasil em acordos internacionais. O recuo na taxa de desmatamento reposiciona o país no debate sobre conservação e uso do solo, afastando o risco de sanções comerciais ligadas a commodities produzidas em áreas de desmate ilegal.

A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, atribuiu o resultado à reestruturação dos órgãos de fiscalização e à estratégia de “asfixia financeira” de infratores ambientais. Segundo a pasta, a queda nos números é consequência direta da atuação intensiva do Ibama e do ICMBio, que ampliaram a presença em áreas críticas, aliada ao bloqueio de crédito rural para imóveis com irregularidades ambientais e embargos remotos. O uso de tecnologia de ponta para detecção de focos de desmate em tempo real permitiu que as equipes de campo atuassem com maior precisão, desmobilizando acampamentos e apreendendo equipamentos utilizados na extração ilegal de madeira e garimpo.

As projeções do governo federal indicam que, caso o ritmo de queda e a rigidez na fiscalização sejam mantidos nos próximos meses, o ano de 2026 poderá encerrar com a menor taxa de desmatamento de toda a série histórica do Inpe, iniciada em 1988. A confirmação dessa perspectiva depende da capacidade do Estado de manter as operações de comando e controle e de avançar na regularização fundiária. O cenário também favorece a atração de investimentos externos para o Fundo Amazônia e para projetos de bioeconomia, consolidando a preservação da floresta como ativo econômico e estratégico para o desenvolvimento regional.

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MEIO AMBIENTE

SGB e Inpa firmam acordo para ampliar monitoramento hidrológico e climático na Amazônia

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O Serviço Geológico do Brasil (SGB) e o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) firmaram, em 30 de janeiro de 2026, em Manaus (AM), um Acordo de Cooperação Técnica para fortalecer o monitoramento hidrológico e climático na região amazônica, com ampliação do compartilhamento de dados e integração de prognósticos climáticos e análises das bacias monitoradas.

O acordo formaliza uma parceria que já vinha sendo realizada no âmbito do Sistema de Alerta Hidrológico. Com a assinatura do documento, as instituições passam a estruturar de forma oficial a troca de informações voltadas à produção de boletins e à análise de cenários hidrológicos e meteorológicos. Segundo a pesquisadora do SGB Jussara Cury, superintendente regional de Manaus, “o acordo vem justamente para oficializar essa grande parceria com o Inpa, que colabora com os boletins e prognósticos climáticos. O instituto reúne informações, que nos ajudam a compreender o cenário climático e transmitir esse conhecimento para a sociedade”.

Pelo modelo estabelecido, o Inpa contribui com prognósticos climáticos e análises meteorológicas, enquanto o SGB é responsável pela análise das bacias monitoradas, acompanhamento das cotas fluviométricas, elaboração de gráficos das estações representados em hidrogramas e aplicação de modelos de previsão que resultam nos boletins hidrológicos semanais . A integração desses dados busca ampliar a capacidade de monitoramento dos rios amazônicos, região marcada por cheias e vazantes que impactam áreas urbanas, comunidades ribeirinhas, atividades econômicas e infraestrutura.

De acordo com o pesquisador do Inpa Renato Senna, a cooperação entre as duas instituições reforça o papel da pesquisa aplicada na gestão de riscos. “É muito importante para o Instituto ter seu trabalho integrado aos órgãos operacionais, tornando nossas pesquisas úteis à segurança e ao desenvolvimento das comunidades amazônicas. Esse documento representa a formalização de anos de parceria institucional, cooperando na divulgação de informações relevantes para a segurança, a economia e o desenvolvimento da Amazônia Ocidental”, afirmou.

Além do intercâmbio de dados, o Acordo de Cooperação Técnica prevê a realização de pesquisas conjuntas, treinamento de pessoal e estímulo à publicação técnico-científica nas áreas de hidrologia, climatologia e geociências. O instrumento tem vigência de cinco anos, com possibilidade de prorrogação, e não prevê transferência de recursos financeiros entre as instituições.

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Foto: Sérgio Vale

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