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Economia e Empreender

Contrata+Brasil abre mercado para MEIs em serviços de manutenção em escolas públicas do Acre

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Mais de 1,2 mil escolas públicas de educação básica do Acre que recebem recursos do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) passaram a poder contratar serviços de manutenção e pequenos reparos por meio do Contrata+Brasil, plataforma gerida pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos. A medida amplia o acesso das unidades escolares a prestadores cadastrados e abre oportunidades para cerca de dois mil microempreendedores individuais (MEIs) no estado, que podem enviar propostas dentro do próprio sistema após serem avisados por WhatsApp quando surgirem demandas em sua região.

No Acre, o PDDE atende 485 escolas da rede estadual e 787 da rede municipal, somando mais de 225 mil estudantes, segundo dados citados no material que informa a integração do programa à plataforma. Em 2025, essas instituições receberam cerca de R$ 8,7 milhões para aplicação em necessidades autorizadas pelo PDDE, incluindo melhorias de infraestrutura como conserto de ventiladores, pintura de paredes e reforma de carteiras, exemplos de serviços que podem ser contratados via Contrata+Brasil.

O modelo prevê que as Unidades Executoras das escolas — como associações de pais e mestres e conselhos escolares com CNPJ ativo — acessem o sistema com login GOV.BR, registrem a demanda, recebam orçamentos e façam a escolha do prestador. O pagamento, no caso das escolas, tende a ser feito principalmente com o cartão do PDDE. O catálogo atual reúne 47 tipos de serviços credenciados, com limite de até R$ 12,5 mil por contratação, dentro de um fluxo digital padronizado.

A entrada das escolas acreanas ocorre em um momento de expansão do uso da plataforma no país. Em balanço divulgado pela Agência Sebrae de Notícias, o Sebrae informou que, em um ano de funcionamento, foram registradas 2.462 contratações de MEIs em órgãos públicos, com R$ 13.796.724,80 movimentados no período, e 8.129 MEIs cadastrados desde o lançamento, segundo dados atribuídos ao MGI. O mesmo texto aponta que a rede de compradores públicos já reunia 1.311 órgãos e entidades, entre prefeituras, governos estaduais, órgãos federais e outras instituições.

Para o presidente do Sebrae, Décio Lima, a plataforma se conecta a uma política de inclusão produtiva ao levar contratos a quem trabalha como microempreendedor. “O que pudermos fazer para incluir, gerar renda e promover o desenvolvimento devemos fazer por meio dos pequenos negócios. São homens e mulheres que acordam de manhã e nunca desistiram de fazer sua própria renda. É mais emprego e renda para uma das categorias mais fundamentais do nosso país, que é o microempreendedor individual”, afirmou.

No material voltado à orientação de empreendedores, a ASN registra que o Sebrae passou a disponibilizar conteúdos para quem pretende prestar serviços a órgãos públicos pela plataforma, incluindo o curso “Contrata Mais Brasil na prática: guia para o MEI”, além de cartilhas com passo a passo e orientações de precificação para propostas. A publicação também registra que, com a entrada do PDDE, o Contrata+Brasil passou a apoiar escolas públicas na contratação de serviços de manutenção e pequenos reparos e que, para 2026, está prevista a integração do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), para permitir compras ligadas à merenda escolar.

Ainda segundo a orientação publicada, o alcance da ferramenta foi ampliado no fim de 2025, e o coordenador nacional de compras públicas do Sebrae, Hudson Costa, citou a possibilidade de aquisição de alimentos com recursos do Programa de Aquisições de Alimentos (PAA), incluindo produtos da agricultura familiar, com participação de cooperativas, associações e outros fornecedores do segmento.

No Acre, além das escolas que operam com recursos do PDDE, o estado já contava com 63 órgãos e entidades públicas cadastradas na plataforma, aptas a publicar demandas por serviço, entre prefeituras, câmaras municipais e órgãos estaduais, federais e outras instituições, conforme o informe institucional que anunciou a integração.

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Cigarrinha-do-milho já causou prejuízo de US$ 25,8 bilhões ao Brasil em quatro anos

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A cigarrinha-do-milho, inseto que transmite os enfezamentos do milho, provocou perdas estimadas em US$ 25,8 bilhões entre as safras de 2020/2021 e 2023/2024 no Brasil, com redução média de 22,7% na produção nacional do grão no período. O cálculo equivale a uma queda anual de 31,8 milhões de toneladas e a cerca de 2 bilhões de sacas de 60 quilos que deixaram de ser colhidas.

Os dados integram um estudo conduzido por Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Embrapa e Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), com base em levantamentos do Projeto Campo Futuro em 34 municípios representativos das principais regiões produtoras. Em 79,4% das localidades avaliadas, produtores e especialistas relataram impacto relevante da praga na produtividade.

Além da queda no volume colhido, o avanço da cigarrinha elevou o custo de controle nas lavouras. Entre 2020/2021 e 2023/2024, o gasto médio com aplicações de inseticidas para tentar conter o inseto aumentou 19% e superou US$ 9 por hectare, segundo o levantamento, pressionando a margem do produtor.

A cigarrinha (Dalbulus maidis) se alimenta em plantas infectadas, adquire os patógenos e depois os transmite para plantas sadias, espalhando os enfezamentos pálido e vermelho, que alteram a coloração da planta, favorecem o surgimento de estrias e derrubam a formação de grãos. Sem tratamento curativo para a doença, as perdas podem chegar a 100% em situações de alta incidência, especialmente com híbridos mais suscetíveis.

No recorte anual, o prejuízo foi estimado em US$ 6,5 bilhões. O problema cresce em um país que figura entre os maiores produtores e exportadores globais de milho e depende do grão para abastecer cadeias como carnes, leite e biocombustíveis.

Para conter o avanço, as recomendações passam por eliminar o milho voluntário na entressafra para quebrar o ciclo do vetor e do patógeno, reduzir janelas longas de semeadura por meio da sincronização do plantio, ampliar o uso de cultivares resistentes ou tolerantes, reforçar o manejo nos estádios iniciais com controle químico e biológico e manter monitoramento coordenado entre propriedades vizinhas. Pesquisadores apontam que a intensificação dos surtos a partir de 2015 se relaciona a mudanças no sistema produtivo, como a expansão da safrinha e o cultivo de milho ao longo de quase todo o ano, o que favorece a sobrevivência do inseto e dos microrganismos associados.

Como o milho é base para a produção de proteína animal e energia, as quebras de safra tendem a pressionar custos na cadeia, com reflexos em preços ao consumidor e na previsibilidade do abastecimento, enquanto o setor busca ampliar o uso de materiais mais tolerantes e aperfeiçoar estratégias regionais de manejo para reduzir perdas nas próximas safras.

Fonte: Embrapa

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Produção de motos em Manaus sobe 12,1% e registra 2º melhor 1º trimestre da história, diz Abraciclo

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As fabricantes instaladas no Polo Industrial de Manaus produziram 561.448 motocicletas no primeiro trimestre de 2026, alta de 12,1% em relação ao mesmo período de 2025 e o segundo melhor resultado histórico para o intervalo, segundo a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), que completa 50 anos neste ano.

No acumulado de janeiro a março, os modelos de baixa cilindrada lideraram a produção, com 435.731 unidades, o equivalente a 77,6% do total. As motocicletas de média cilindrada somaram 110.405 unidades (19,7%), e as de alta cilindrada chegaram a 15.312 (2,7%).

A indústria teve um pico em março, quando saíram das linhas 212.716 unidades, avanço de 34,5% ante março de 2025 e de 29,6% na comparação com fevereiro. O volume foi recorde para o mês de março. “O resultado do primeiro trimestre foi extremamente positivo, com o melhor março histórico de produção”, disse o presidente da Abraciclo, Marcos Bento. Segundo a entidade, o Brasil é o sexto maior produtor de motocicletas do mundo.

No varejo, os licenciamentos também aceleraram. Entre janeiro e março, foram emplacadas 571.728 motocicletas, crescimento de 20,6% sobre o primeiro trimestre de 2025. Em março, os licenciamentos totalizaram 221.618 unidades, alta de 33,5% em relação ao mesmo mês do ano passado e de 29,2% ante fevereiro. Bento afirmou que a demanda segue firme “principalmente pelos atributos da motocicleta como economia, mobilidade urbana, menor custo de aquisição e uso profissional”, mas disse que o setor acompanha possíveis reflexos da guerra no Oriente Médio sobre petróleo, inflação e juros.

As exportações de motocicletas produzidas em Manaus somaram 11.441 unidades no primeiro trimestre, aumento de 18,6% na comparação anual. Em março, foram embarcadas 4.606 unidades, 13,9% acima do registrado em março de 2025 e 29,1% superiores ao volume de janeiro. “Houve crescimento novamente para a América do Sul, com o primeiro lugar liderado pela Argentina, provocada pela recuperação da economia”, disse o presidente da entidade.

Para 2026, a Abraciclo projeta produção de 2,07 milhões de motocicletas, alta de 4,5%, e licenciamentos de 2,3 milhões de unidades, avanço de 4,6%. A estimativa para as exportações é de 45 mil unidades, crescimento de 4,4%. A combinação de produção em alta, recordes de emplacamentos e expansão dos embarques mantém o setor atento à conjuntura internacional e aos efeitos sobre combustíveis, inflação e condições de crédito.

Fonte e foto: Agência Brasil

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Feira da Embrapa leva a Brasília alimentos de todos os biomas e amplia vitrine da diversidade brasileira

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Brasília vai receber, de 23 a 25 de abril, a Feira Brasil na Mesa, evento que reúne alimentos de diferentes regiões do país e coloca a diversidade brasileira no centro da discussão sobre produção, consumo e sustentabilidade. A programação ocorre das 9h às 18h, na Embrapa Cerrados, em Planaltina (DF), com entrada gratuita e atividades voltadas a aproximar produtores, pesquisadores, empresas, gestores públicos e consumidores.

A feira aposta em uma vitrine que junta sabores ligados à sociobiodiversidade e produtos da agricultura familiar, com degustações e comercialização direta. Entre os itens apresentados estão frutas nativas e regionais como butiá, açaí, bacuri, mangaba, pequi, babaçu, sapoti, umbu, araçá, pitaya e mirtilo, além de alimentos e bebidas feitos a partir desses ingredientes, como jujubas de cupuaçu, castanha de baru, geleias de umbu-cajá, jamelão e mangaba, cafés especiais robustas amazônicos, produtos com fibra de caju, sucos e cremes de butiá, cuscuz de milho crioulo, energético de guaraná e carne de cordeiro.

A área de feira de produtores vai funcionar no formato de feira livre, com 30 pontos de atendimento, dedicada a alimentos exclusivamente da agricultura familiar. A proposta é ampliar o contato do público com ingredientes e preparos que nem sempre chegam às grandes redes de varejo e, ao mesmo tempo, abrir espaço para discutir caminhos de escoamento e mercado para essa produção.

A gastronomia entra como eixo de conexão entre território e alimento. O evento terá cozinha show em dois ambientes. No pavilhão principal, chefs e convidados preparam receitas ao vivo e oferecem degustações diárias com foco em alimentos nativos e produtos da agricultura familiar. Na praça de alimentação, a programação traz receitas ligadas a saberes de povos e comunidades tradicionais, com ingredientes como farinha de buriti, polpa de pequi e paçoca do Cerrado.

A feira também inclui trilha e visitas a áreas demonstrativas, com apoio de transporte interno, para apresentar variedades e sistemas produtivos trabalhados no Cerrado. Entre os destaques estão cultivos como o maracujá pérola e a pitaya e modelos de produção que combinam espécies e atividades, como o consórcio de café com castanha de baru e a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta, que vem sendo adotada em larga escala no país.

A presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, afirma que o evento foi desenhado como ponto de encontro entre ciência, mercado, produtores, consumidores e políticas públicas. “O evento traz o conceito de que o futuro da alimentação passa pela valorização da agricultura familiar, da sociobiodiversidade e dos territórios brasileiros, com foco na sustentabilidade e no enfrentamento às mudanças climáticas”, disse.

Além das atividades abertas ao público, a programação inclui seminários técnicos e uma rodada de negócios voltada ao setor de frutas industrializadas, com reuniões entre empresas e a presença de compradores internacionais. O encerramento, no dia 25, também marca a celebração do aniversário de 53 anos da Embrapa, com cerimônia prevista dentro do evento.

Fonte: Embrapa

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