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Política

Mailza Assis fecha primeira semana no governo do Acre com recomposição do comando e ajuste com a base aliada

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Mailza Assis encerra a primeira semana completa à frente do governo do Acre consolidando o comando no Palácio Rio Branco, em uma sequência de movimentos voltados mais à reorganização política e administrativa do que a uma mudança de rota na gestão. Empossada em 2 de abril, após a renúncia de Gladson Camelí para cumprir o prazo de desincompatibilização eleitoral, a governadora atravessou os últimos dias reforçando o núcleo de confiança, recompondo áreas estratégicas e alinhando a relação com a base na Assembleia Legislativa.

A semana começou na segunda-feira, 6 de abril, com um gesto direto ao Legislativo. Mailza chamou parte dos deputados estaduais ao Palácio Rio Branco para ajustar a relação entre Executivo e Aleac e abrir um canal de interlocução logo no início do mandato. A mensagem foi de harmonia institucional, com defesa de atuação conjunta para viabilizar projetos e ações voltadas à população, em uma sinalização de continuidade das pautas do governo.

O ponto de maior peso político veio na quarta-feira, 8, quando a governadora mexeu no tabuleiro sem desmontar a estrutura. Ela manteve a maior parte do desenho administrativo, mas trocou nomes em áreas consideradas centrais, com mudanças na Saúde, na pasta da Mulher, na Assistência Social, na Casa Militar, na Polícia Civil e no Iapen. No mesmo dia, encaminhou à Aleac a indicação do procurador Mário Sérgio para uma vaga no Tribunal de Contas do Estado, combinando reorganização interna com um movimento institucional de alcance amplo.

Na quinta-feira, 9, o governo tratou de dar forma e foco à nova etapa. A gestão divulgou a construção de um plano de prioridades para os primeiros 100 dias, com atenção concentrada em Segurança, Saúde, Educação, Produção e Meio Ambiente. Na mesma agenda, Mailza anunciou 5 mil vagas do CNH Social 2026, incluindo cota para mulheres vítimas de violência, autorizou nomeações para reforçar o sistema penitenciário e recebeu representantes do Grupo Bauminas, que estimam investir cerca de R$ 30 milhões no Acre, com previsão de 60 empregos diretos.

O dia também foi marcado pela tentativa de conter ruídos provocados pelas mudanças no primeiro escalão, principalmente na Saúde. Ao justificar as trocas, Mailza disse que a escolha de secretários é prerrogativa do governo, afirmou que precisava de uma equipe de confiança e sinalizou que, por ora, não pretende fazer novas alterações. Em outra declaração, indicou que o MDB seguirá com espaço na estrutura governista, em gesto de acomodação política.

Nesta sexta-feira, 10, o discurso foi de pacificação interna e organização do comando. Pela manhã, Mailza reuniu todo o primeiro escalão para alinhar diretrizes e reiterou a manutenção da linha de trabalho em áreas como saúde, educação, segurança pública e assistência social. Em seguida, iniciou uma rodada de visitas institucionais à Casa Militar, à Semulher e à SEASDH, como sinal de aproximação com as equipes. Ao longo do dia, reforçou a ideia de que o foco imediato é arrumar a máquina e a base de sustentação, deixando o calendário eleitoral em segundo plano. “Momento de escuta e alinhamento”, disse durante a agenda nas secretarias. Na reunião com o secretariado, afirmou que estão “prontos para trabalhar a todo vapor” e que se sente “muito segura e confiante em minha missão”. Ao tratar do entendimento com a base, resumiu: “Me reuni com a Assembleia […] ficou alinhado, entendido”. E, ao definir a prioridade do mandato neste começo, cravou: “o meu foco estará voltado para as prioridades do nosso governo”.

Ao fim da semana, Mailza deixa como marca um início de governo centrado na instalação de poder: recompôs o núcleo de confiança, buscou estabilizar a relação com a Aleac, reafirmou autonomia para montar a equipe e apresentou uma agenda de curto prazo para os 100 dias, enquanto tenta reduzir tensões internas e preservar a governabilidade no período em que a política eleitoral pressiona os bastidores.

Política

Jornalistas sofreram mais de 14 mil ataques nas redes durante o primeiro turno das eleições

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A violência contra jornalistas nas redes sociais ganhou força durante a campanha eleitoral de 2026. Entre 16 de agosto e 4 de outubro, foram registrados 14.182 ataques contra profissionais de imprensa e veículos de comunicação no Brasil. As mulheres foram as principais vítimas das agressões direcionadas individualmente a jornalistas, concentrando quase 65% dos casos.

Os números fazem parte de um levantamento da Coalizão em Defesa do Jornalismo (CDJor), em parceria com o Laboratório de Internet e Ciência de Dados (Labic), da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), e o Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio (ITS Rio).

Durante os 50 dias de monitoramento, a pesquisa analisou aproximadamente 3,7 milhões de publicações no X e no Instagram. A média foi de 283 ataques por dia, envolvendo desde tentativas de desacreditar reportagens até ofensas pessoais, ameaças e mensagens de intimidação.

A quantidade de ataques cresceu com a aproximação da votação. Nos primeiros 15 dias analisados, foram contabilizadas 2.630 ocorrências. Na quinzena seguinte, o número subiu para cerca de 4,4 mil, aumento de 67,3%. Somente na última semana antes do primeiro turno, foram registrados 4.537 ataques.

A violência contra mulheres jornalistas também chamou a atenção dos pesquisadores. Dos 3.106 ataques direcionados a profissionais identificados individualmente, 2.013 tiveram mulheres como alvo. As agressões incluíram ofensas misóginas, insultos sexuais e ameaças de violência física.

A disputa presidencial concentrou quase 80% dos ataques em que foi possível identificar o contexto eleitoral. Parte das publicações buscava associar jornalistas e veículos a interesses partidários, utilizando acusações de manipulação de informações e divulgação de notícias falsas.

O levantamento também identificou episódios de intimidação contra profissionais durante a apuração de reportagens. Em alguns casos, jornalistas passaram a ser atacados depois de procurar fontes para entrevistas ou solicitar esclarecimentos sobre assuntos de interesse público.

A Coalizão em Defesa do Jornalismo reúne organizações como a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e a Repórteres sem Fronteiras.

Para as entidades, o crescimento das agressões digitais durante as eleições representa uma ameaça à liberdade de imprensa. Além de atingir diretamente os profissionais, os ataques podem dificultar o trabalho de apuração e o acesso da população a informações sobre candidatos, governos e processos eleitorais.

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Senado marca para quarta-feira votação da PEC que acaba com a escala 6×1

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O Senado Federal deve votar na próxima quarta-feira (14) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 no Brasil. A data foi definida pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), e marca o início da votação em plenário de uma das principais pautas trabalhistas defendidas pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A PEC 221/2019 estabelece dois dias de descanso remunerado por semana e reduz a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem diminuição dos salários. A mudança substituiria a escala de seis dias de trabalho por um de folga pelo modelo de cinco dias de trabalho e dois de descanso.

A implementação seria gradual. Nos primeiros 60 dias após a promulgação da emenda constitucional, a jornada máxima passaria para 42 horas semanais, com a garantia de duas folgas. Após mais 12 meses, o limite cairia para 40 horas. O texto também prevê regras específicas para determinadas categorias profissionais.

Ao anunciar a votação, Alcolumbre afirmou que está cumprindo o compromisso de colocar a proposta em pauta “com responsabilidade, diálogo e respeito ao rito regimental”.

A proposta já foi aprovada em dois turnos pela Câmara dos Deputados, em maio deste ano, e recebeu parecer favorável da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado em setembro. Agora, precisa conquistar pelo menos 49 votos favoráveis entre os 81 senadores, em duas votações.

A votação ocorre em meio à disputa presidencial entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), que se enfrentam no segundo turno das eleições, marcado para 25 de outubro. A base governista busca acelerar a tramitação para concluir a votação antes da eleição, enquanto integrantes da oposição questionam a mudança no calendário e defendem alternativas para a organização da jornada de trabalho.

A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), trabalha para reunir apoio a um calendário especial que permita antecipar a segunda votação. Pelo rito normal, a PEC precisa passar por três novas sessões de discussão após a aprovação em primeiro turno.

Caso receba os votos necessários nas duas etapas, sem alterações em relação ao texto aprovado pela Câmara, a proposta poderá ser promulgada pelo Congresso Nacional, sem necessidade de sanção presidencial.

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Política

Números de 13 e 22 Bolsonaro somam mais de 29 mil votos nulos para governador no Acre

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Mais de 29 mil eleitores acreanos digitaram os números 13 e 22 na votação para governador no primeiro turno das eleições de 2026, realizado no último domingo (4). Como nenhum candidato ao governo estadual concorria com essas numerações, os votos foram anulados. Os dois números são associados aos partidos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de Flávio Bolsonaro (PL), que disputam a Presidência da República.

Ao todo, foram registrados 29.085 votos nulos com essas duas numerações. O número 22 apareceu 19.428 vezes, enquanto o 13 foi digitado por 9.657 eleitores. Os dados fazem parte de um levantamento realizado a partir dos Registros Digitais de Voto (RDVs) do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), abrangendo 2.270 seções eleitorais dos 22 municípios do Acre.

A quantidade de votos registrados com esses números chama a atenção porque nenhum dos dois partidos apresentou candidato próprio ao governo estadual. O PL integra a coligação da governadora Mailza Assis (PP), enquanto o PT participou da disputa por meio da Federação Brasil da Esperança, que apoiou a candidatura de Thor Dantas (PSB).

Os registros não permitem identificar se os eleitores confundiram os números utilizados na eleição presidencial com os da disputa estadual ou se decidiram anular o voto de maneira intencional. O sistema eleitoral preserva o sigilo das escolhas e não permite relacionar os votos de uma mesma pessoa para diferentes cargos.

Na disputa pelo Governo do Acre, Mailza Assis terminou o primeiro turno com 218.760 votos, equivalentes a 49,76% dos válidos. Alan Rick (Republicanos) recebeu 141.859 votos, ou 32,27%. Os dois candidatos disputarão o segundo turno no próximo dia 25 de outubro.

Os votos nulos não entram no cálculo dos votos válidos, utilizado pela Justiça Eleitoral para definir os resultados. A anulação do voto para governador também não interfere na votação para presidente, senador ou deputado, já que cada cargo é contabilizado separadamente.

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