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Política

Debate na Aleac: porte de armas por agentes de segurança em ambientes com venda de bebidas alcoólicas

Mãe de vítima, Wesley, morto por policial em festa, expressa revolta na audiência, enfatiza busca por ajuda psicológica e condena violência

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Na manhã desta segunda-feira, dia 28, a Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) promoveu uma audiência pública que reuniu parlamentares, especialistas em segurança pública e representantes das forças policiais atuantes no estado. O foco desse encontro foi a discussão acerca do porte de armas por parte dos agentes de segurança pública durante seus períodos de folga, particularmente em ambientes festivos nos quais a venda de bebidas alcoólicas é autorizada. A iniciativa para debater esse assunto foi tomada pelo deputado Adailton Cruz (PSB), e ele trouxe à tona uma temática que abrange aspectos de segurança, legalidade e impacto na sociedade.

O deputado Adailton Cruz, responsável pelo requerimento que deu origem a essa audiência, inaugurou o evento destacando a importância de discutir esse tópico em um contexto em que a segurança dos cidadãos é uma preocupação constante. Ele salientou que, embora seja crucial garantir o direito dos agentes de segurança de se protegerem a si mesmos e aos outros, é essencial encontrar um equilíbrio entre esse direito e a manutenção da ordem pública e a prevenção de incidentes.

“Expresso nosso respeito e apreço pelos agentes, pois entendemos a árdua missão que é promover a segurança. Pessoalmente, não sou contrário ao porte de armas para os agentes, tanto em serviço quanto fora dele. Entretanto, o debate se faz necessário para ouvirmos aqueles que vivenciam essa realidade e compreendem o que é manter a ordem em nosso estado. Estamos aqui para discutir a disciplina e regulamentação do uso de armas fora do expediente de trabalho, especialmente em locais onde a venda e o consumo de bebidas alcoólicas ocorrem. Não devemos olhar para os agentes com medo, mas é indiscutível que uma pessoa embriagada portando uma arma causa apenas apreensão”, afirmou Adailton Cruz.

Durante a audiência, a mãe de Wesley Santos da Silva, de 20 anos, cuja vida foi tragicamente ceifada devido a disparos efetuados pelo policial penal Raimundo Neto durante a Expoacre 2023, expressou sua profunda revolta pela perda de seu filho e compartilhou como essa tragédia tem deixado um impacto avassalador na vida de sua família. Ela destacou enfaticamente a importância dos policiais com dificuldades psicológicas procurarem ajuda profissional adequada. “Aqui foi falada a questão psicológica dos policiais, mas se eles estão com o psicológico abalado, por que não procuram ajuda profissional? Por que vão a uma festa beber e importunar sexualmente mulheres? Foi o que aconteceu com o assassino do meu filho, um agente de segurança que em folga e portando uma arma, bebeu e importunou várias mulheres e matou uma pessoa de bem. Meu filho foi atingido por dois tiros e a namorada dele quatro.”

Foto: Sérgio Vale / Vale Comunicação

Política

CCJ avança com PECs que reduzem jornada e miram fim da escala 6×1 na Câmara

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A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira, 22 de abril de 2026, a admissibilidade de duas propostas de emenda à Constituição que reduzem a jornada semanal de trabalho e, na prática, abrem caminho para o fim da escala 6×1. A votação foi simbólica e unânime, e encerra a etapa em que a CCJ analisa apenas se o texto pode tramitar do ponto de vista constitucional, sem discutir o mérito.

Uma das propostas é a PEC 221/2019, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que prevê a redução gradual da jornada, das atuais 44 horas semanais para 36 horas, ao longo de dez anos. A outra é a PEC 8/2025, apresentada pela deputada Erika Hilton (Psol-SP), que estabelece uma semana de quatro dias de trabalho, também com limite de 36 horas semanais. As duas matérias seguem agora para uma comissão especial, onde o conteúdo será debatido e pode sofrer alterações antes de ser levado ao plenário.

O tema ganhou impulso após mobilização de grupos como o movimento Vida Além do Trabalho, que defende reorganização do tempo de trabalho e ampliação do descanso semanal. A Constituição hoje limita a jornada normal a oito horas diárias e 44 horas semanais, mas não define o modelo de escala, o que sustenta a disputa política sobre como as empresas estruturam os dias de trabalho e folga.

Enquanto as PECs avançam, o governo federal tenta acelerar a discussão por outra via. Na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou ao Congresso um projeto de lei com urgência constitucional para acabar com a escala 6×1 e reduzir a jornada de 44 para 40 horas por semana. Com a urgência, a Câmara tem 45 dias para votar e, se o prazo vencer, a pauta do plenário fica trancada.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que o envio de proposta em urgência é prerrogativa do Executivo, mas indicou que a tramitação das PECs seguirá. O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, disse que o projeto do governo não concorre com as emendas e avaliou que a aprovação por lei tende a ser mais rápida, embora uma mudança constitucional possa dar mais estabilidade às regras. “Se a PEC for aprovada nesse prazo, evidentemente que o PL está prejudicado, não há mais necessidade. Mas o rito da PEC é mais demorado do que o PL”, afirmou.

Para virar regra, uma emenda à Constituição precisa de pelo menos 308 votos em dois turnos na Câmara. Até lá, a disputa se concentra na comissão especial e na articulação das bancadas, com potencial de mexer na rotina de trabalho de milhões de brasileiros e de influenciar o ritmo do plenário nas próximas semanas.

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Política

Bocalom defende destravar a Amazônia e aposta na produção rural como caminho para o Acre

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O ex-prefeito de Rio Branco e pré-candidato ao governo do Acre, Tião Bocalom, defendeu um modelo de desenvolvimento para o estado baseado na produção rural, na agricultura familiar e no aproveitamento econômico da região amazônica. Ele falou sobre o tema em entrevista ao podcast Encontro Marcado, apresentado por Raimundo Accioly, em Tarauacá. O vídeo foi publicado no YouTube na terça-feira (21).

Em viagem pelo Juruá, em agenda de pré-campanha, Bocalom afirmou que já passou por Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima e Rodrigues Alves, esteve em Tarauacá e seguiria para Feijó e Manoel Urbano. Ele disse que a caminhada pelo interior faz parte da estratégia de apresentar seu projeto a municípios fora da capital.

Ao tratar de desenvolvimento, o pré-candidato voltou ao lema “produzir para empregar”, usado por ele em outras disputas eleitorais e gestões anteriores. Para Bocalom, o Acre precisa reduzir a dependência de produtos que chegam de outros estados e fortalecer cadeias produtivas locais, citando itens como café, arroz, leite, feijão, milho, cacau, tomate e soja.

Na avaliação do ex-prefeito, o estado perde oportunidades ao importar alimentos que poderiam ser produzidos internamente. Ele apontou o café como exemplo e disse que a cultura já tem mudado a realidade de municípios acreanos, mencionando Acrelândia, Mâncio Lima, Assis Brasil, Brasileia, Sena Madureira e Manoel Urbano como locais onde a produção tem crescido.

Bocalom também defendeu mudanças na política ambiental para ampliar o uso econômico da terra. Ao comentar a situação da Amazônia, afirmou que é preciso “destravar essa Amazônia” e disse que o produtor rural precisa ter mais condições de trabalhar. Ele criticou o que considera excesso de restrições ambientais e afirmou que o Acre deve discutir alternativas para ampliar a produção e aproveitar o potencial agrícola, mineral e logístico, citando a ligação com o Peru pela região de Cruzeiro do Sul e a possibilidade de exploração de recursos na Serra do Divisor.

Na entrevista, o pré-candidato disse que o governo de Gladson Cameli deixou como um dos legados “deixar o povo trabalhar”, mas afirmou que ainda há medidas a serem tomadas para fortalecer o setor produtivo. Ele defendeu a recuperação de estruturas de apoio ao produtor, como assistência técnica e políticas voltadas à agricultura familiar.

Ao falar sobre ações na área rural, Bocalom citou iniciativas realizadas em Rio Branco, como distribuição de calcário e mecanização agrícola. Segundo ele, políticas do tipo podem aumentar a produtividade de culturas como mandioca, café, arroz e feijão.

O tom eleitoral também apareceu ao longo da conversa. Bocalom afirmou que sua candidatura entra em uma nova fase e disse que pretende percorrer todos os municípios acreanos. Ao comentar a disputa pelo Palácio Rio Branco, afirmou que “a eleição começa agora”.

O pré-candidato relacionou a viagem pelo Juruá à disputa de 2010, quando concorreu ao governo e perdeu por pequena diferença. Segundo ele, iniciar a agenda pela região tem significado político porque foi no Juruá que sua candidatura teve maior dificuldade naquele ano.

No encerramento, Bocalom disse que pretende levar ao governo a experiência acumulada como empresário, professor, prefeito de Acrelândia e prefeito de Rio Branco. Ele afirmou que sua prioridade é gestão com resultado e repetiu que acredita no potencial econômico do estado. “O Acre tem jeito”, disse.

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Política

Mailza Assis avalia plano de 100 dias da Sejusp com 118 entregas e R$ 111,1 milhões no Acre

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A governadora do Acre, Mailza Assis, visitou na manhã desta quarta-feira (22) a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), em Rio Branco, e acompanhou a apresentação do planejamento estratégico da pasta para os primeiros 100 dias de gestão. Recebida pelo secretário José Américo Gaia, a governadora participou de uma reunião com diretores e secretários para detalhamento das prioridades que vão orientar as ações até junho.

O plano reúne um mapa de medidas consideradas prioritárias e prevê 118 entregas entre abril e junho, com orçamento estimado em R$ 111,1 milhões. Entre os eixos, o planejamento mira o fortalecimento da atuação integrada das instituições que formam o Sistema Integrado de Segurança Pública do Acre (Sisp), com foco na redução da criminalidade e na ampliação da sensação de segurança da população.

Durante o encontro, Mailza afirmou que a área está entre as frentes centrais do governo. “Parabenizo pelo trabalho e compreendo essa atuação da Segurança Pública. Essa é uma grande frente do nosso governo. Prezamos por uma Segurança Pública atuante, bem equipada e em diálogo com a população, garantindo maior cuidado e proteção”, disse. A governadora também vinculou a agenda de segurança ao desempenho de outras políticas públicas. “Com segurança, fica mais fácil trabalhar educação, saúde e assistência social. Segurança pública precisa ser prioridade. Vamos continuar avançando para garantir direitos, como o direito de ir e vir, e assegurar mais qualidade de vida para nossa sociedade”, afirmou.

José Américo Gaia disse que o trabalho será intensificado em várias frentes e apontou o enfrentamento à violência contra a mulher como uma das preocupações da gestão. “Estamos empenhados para atuar em todas as frentes de segurança, principalmente no combate à violência contra a mulher, uma grande preocupação do nosso governo. Estamos atuando em todos os municípios, com iniciativas como o Acre Pela Vida, prezando pela integração social”, declarou.

Segundo o secretário, apesar de o documento organizado para o início da gestão concentrar entregas no período até junho, as ações estão projetadas até o fim do ano, com metas voltadas à melhoria contínua dos indicadores. “Nosso grande objetivo é alcançarmos os melhores índices já registrados e avançar ainda mais. Sabemos que temos muito a contribuir para melhorar a qualidade de vida da nossa sociedade. Segurança é base para que outras áreas avancem”, afirmou.

A agenda na Sejusp marca o início da execução do cronograma apresentado ao Palácio Rio Branco, com entregas previstas para os próximos meses e desdobramentos ao longo de 2026, em um calendário que inclui ações em todos os municípios e medidas de integração entre forças e programas estaduais.

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