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Economia e Empreender

Embrapa apresenta batata-doce BRS Prenda, biofortificada e com alta produtividade

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A Embrapa apresentou em março de 2026 a cultivar de batata-doce BRS Prenda, biofortificada e voltada ao consumo de mesa, com foco em elevar a produtividade no campo e ampliar a qualidade do produto entregue ao consumidor. Em condições de manejo adequadas, a variedade pode alcançar cerca de 50 toneladas por hectare e ultrapassar dois quilos por planta, com desempenho considerado elevado para a cultura.

A BRS Prenda tem polpa amarelo-intensa, característica associada a maior teor de carotenoides. A proposta é combinar rendimento com atributos nutricionais e facilidade de manejo. A arquitetura da planta, com ramas mais curtas e eretas, foi desenhada para reduzir o espalhamento no solo e facilitar operações de cultivo e colheita, um problema comum em materiais tradicionais.

No pacote agronômico, a Embrapa aponta resistência a pragas e doenças, com potencial de diminuir perdas e reduzir a necessidade de aplicações ao longo do ciclo. A cultivar tem ciclo estimado entre 120 e 140 dias, o que permite planejamento do produtor dentro de janelas já conhecidas para a batata-doce, inclusive em sistemas de diversificação de pequenas propriedades.

O pós-colheita aparece como um dos principais diferenciais. A Embrapa afirma que as raízes podem manter boas condições por até três meses, o que ajuda a diminuir desperdícios, estabilizar a oferta e ampliar a margem de comercialização, especialmente em mercados que dependem de armazenagem e venda escalonada. Após a colheita, a recomendação inclui um período de cura de 10 a 16 dias, etapa que contribui para melhorar a conservação e a qualidade sensorial do produto.

O pesquisador Luis Antônio Suíta de Castro, da Embrapa Clima Temperado, em Pelotas (RS), afirmou que o objetivo foi reunir demanda de quem produz e de quem compra. “Buscamos chegar a um material genético que apresentasse alta qualidade nutricional, boa aparência, tempo estendido de consumo após a colheita, e que fosse mais fácil de ser colhida, uma vez que as outras cultivares se espalham pelo solo.”

A nova cultivar foi selecionada a partir de material local do Sul do Brasil e passou por avaliações ao longo de oito safras, com análises de produtividade, características botânicas, qualidade nutricional, comportamento pós-colheita e resistência a pragas e doenças, com participação também da Embrapa Hortaliças. A apresentação pública ocorreu no calendário da Expoagro Afubra 2026, em Rio Pardo (RS), com expectativa de que mudas sejam disponibilizadas a multiplicadores credenciados para atender o plantio da safra 2026/27.

A aposta tem impacto direto para a cadeia da batata-doce, cultura relevante para a agricultura familiar e para a segurança alimentar por custo e versatilidade. Com maior rendimento por área e menor perda no armazenamento, a expectativa é de ganho de eficiência no campo e de maior regularidade na oferta ao mercado, com reflexos sobre renda do produtor e abastecimento ao consumidor.

Fonte: Embrapa

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Brasil busca plano para transformar terras raras em cadeia industrial até 2040

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O Brasil ganhou nesta semana um novo roteiro para ampliar a exploração de terras raras e transformar as reservas nacionais em uma cadeia produtiva de maior valor agregado até 2040. O plano foi lançado pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos, ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, e propõe que o país deixe de atuar apenas como fornecedor de matéria-prima para avançar em etapas como separação, refino, metalurgia, produção de componentes e reciclagem.

As terras raras reúnem 17 elementos químicos usados em produtos de alta tecnologia, como carros elétricos, turbinas eólicas, smartphones, equipamentos de defesa, catalisadores, ligas metálicas e ímãs permanentes. A demanda mundial por esses insumos cresceu com a transição energética e com a disputa entre países por segurança em cadeias de suprimento consideradas estratégicas.

O desafio brasileiro é converter potencial mineral em capacidade industrial. O país aparece entre os maiores detentores de reservas do mundo, mas ainda tem participação pequena na produção global e não ocupa posição relevante nas etapas mais rentáveis da cadeia, como o refino e a fabricação de componentes. Esse descompasso mantém o Brasil dependente da importação de itens de alto valor agregado, mesmo tendo recursos minerais no subsolo.

O mapa proposto para o período de 2026 a 2040 organiza a estratégia em frentes de curto, médio e longo prazo. Entre as medidas previstas estão a criação de uma governança nacional para terras raras e minerais críticos, a ampliação do mapeamento geológico, o apoio a projetos de mineração em estágio avançado, a implantação de uma planta industrial de separação, o desenvolvimento de refino de óxidos de alta pureza e a formação de mão de obra especializada.

A agenda também prevê linhas de financiamento, cooperação tecnológica com parceiros internacionais, integração com políticas de defesa e um programa de reciclagem de magnetos e resíduos eletrônicos. A proposta tenta posicionar o país em um mercado no qual a simples extração gera retorno menor do que a venda de produtos processados, componentes e equipamentos finais.

O debate ocorre em paralelo à tramitação do Projeto de Lei 2.780 de 2024, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos e o Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos, vinculado à Presidência da República. A proposta já passou pela Câmara dos Deputados e aguarda despacho no Senado. O texto prevê instrumentos para fomentar pesquisa, extração, beneficiamento e transformação de minerais considerados essenciais para a transição energética, a segurança nacional e setores-chave da economia.

A escolha agora é industrial. Sem escala, financiamento, tecnologia e coordenação pública e privada, o país tende a repetir nas terras raras o modelo de exportação de commodities aplicado a outros recursos naturais. Com planejamento e investimento, a exploração pode abrir espaço para uma nova base produtiva ligada à energia limpa, à defesa, à eletrônica e à indústria de alta tecnologia.

Fonte: Agência Brasil – Foto: Carta Capital

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Desenrola Adimplentes reduz juros para trabalhadores informais com contas em dia

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O governo federal lançou nesta segunda-feira, 29 de junho, o Desenrola Adimplentes, uma nova etapa do Novo Desenrola Brasil voltada a trabalhadores informais que mantêm empréstimos em dia ou com atraso de até 90 dias. A medida busca reduzir o custo das dívidas, preservar a capacidade de pagamento e ampliar o acesso a crédito em condições mais favoráveis.

A iniciativa atende trabalhadores sem vínculo CLT, fora do serviço público e que não recebem aposentadoria ou pensão do INSS. Para participar, é preciso ter uma operação de crédito pessoal com saldo devedor, já ter pago ao menos quatro parcelas e manter a dívida em situação regular ou com atraso limitado a 90 dias.

A principal mudança está na taxa de juros. Trabalhadores que antes pagavam entre 6% e 12% ao mês poderão migrar a dívida para uma linha com juros de até 1,99% ao mês. A nova operação será usada para quitar integralmente o débito anterior, com prestação limitada a 90% do valor da parcela original.

O programa também permite crédito adicional de até 50% do saldo devedor restante da dívida antiga, desde que o valor total da nova parcela caiba no limite estabelecido. O objetivo é dar fôlego financeiro ao trabalhador informal sem elevar o risco de inadimplência.

O Desenrola Adimplentes integra um pacote que também inclui o Fies Empreendedor e novas regras para uso do FGTS como garantia no Crédito do Trabalhador. A nova etapa amplia o alcance do Novo Desenrola Brasil, criado para reorganizar dívidas de famílias, estudantes, microempreendedores individuais, pequenos negócios e outros públicos.

A medida chega em um cenário de informalidade ainda elevada no país. No trimestre encerrado em janeiro, os trabalhadores informais representavam 37,5% da população ocupada, o equivalente a 38,5 milhões de pessoas. O percentual ficou abaixo dos 37,8% do trimestre móvel anterior e dos 38,4% registrados no mesmo período de 2024.

Para o Sebrae, a redução dos juros pode ajudar esse público a manter as contas em dia e avançar na formalização. “Essa medida é importante porque traz para a visibilidade esse público e possibilita que eles possam respirar e ter mais tranquilidade para quitar suas dívidas. Além disso, o Sebrae trabalha para impulsionar a formalização deste público e garantir mais qualidade de vida e possibilidade de ampliar seus ganhos”, afirmou o presidente do Sebrae, Rodrigo Soares.

Fonte: Sebrae

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Conexões Produtivas orienta pequenos negócios sobre vendas para a União Europeia

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Donos de micro e pequenas empresas participaram, nesta sexta-feira, 26, em São Paulo, da primeira edição do Conexões Produtivas, encontro voltado a empresários interessados em aproveitar oportunidades de exportação criadas pelo Acordo Mercosul-União Europeia. A programação ocorreu no World Trade Center São Paulo e reuniu especialistas, instituições de apoio e representantes do setor produtivo.

A iniciativa é promovida pela ApexBrasil, com participação do Sebrae, e busca aproximar pequenos negócios das exigências e possibilidades do mercado europeu. A abertura contou com a presença do presidente do Sebrae, Rodrigo Soares, do presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e de ministros ligados ao empreendedorismo, comércio exterior e desenvolvimento produtivo.

O encontro teve debates sobre os impactos do acordo, painéis temáticos e relatos de empresas brasileiras que já exportam para a União Europeia. A programação também tratou de demandas do mercado europeu, com foco nos setores industrial e agrícola, além de orientações sobre estratégias de internacionalização.

No período da tarde, os empresários participaram de workshops sobre efeitos práticos do acordo comercial, programas de apoio à exportação e ferramentas para ampliar a presença de pequenos negócios no exterior. Especialistas do Sebrae, ApexBrasil, ABDI, INPI, Inmetro e BNDES integraram a agenda de orientação aos participantes.

Os empreendedores também tiveram acesso a atendimentos individuais para tirar dúvidas e receber orientações sobre preparação para exportar, adequação de produtos, exigências técnicas e caminhos de acesso ao mercado internacional. Representantes de instituições parceiras, como a Fiesp, participaram da agenda.

O Conexões Produtivas faz parte de uma série de sete agendas regionais que vão percorrer o país para apresentar ao setor produtivo brasileiro as oportunidades ligadas ao Acordo Mercosul-União Europeia. Depois de São Paulo, as próximas edições confirmadas serão realizadas em Rio Branco, no dia 30 de junho, e em Itajaí, no dia 2 de julho.

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