Trabalhadores da cultura de mais de dez municípios participaram na noite de quarta-feira, 10 de junho, de um fórum na Filmoteca Acreana, em Rio Branco, para discutir o Plano Anual de Investimentos de 2026 e as diretrizes dos editais do Fundo Estadual de Cultura. O encontro, em formato presencial e virtual, vai embasar a versão final dos editais do Funcultura, que somam R$ 3,1 milhões para o setor.
A reunião reuniu artistas, produtores, gestores e representantes do movimento cultural para discutir a distribuição dos recursos e o alcance das políticas públicas no estado. A proposta foi recolher sugestões antes da publicação dos editais e ajustar critérios para ampliar a participação de projetos de diferentes regiões do Acre.
No encontro, o presidente do Conselho Estadual de Cultura, Coracy Saboia, defendeu o fórum como espaço de escuta e negociação entre o poder público e a comunidade cultural. Já o presidente da Fundação de Cultura Elias Mansour, Matheus Gomes, afirmou que o desafio é ampliar o alcance dos recursos, inclusive fora dos grandes centros, e buscar novas parcerias para reforçar os investimentos.
Camila Cabeça, coordenadora do Escritório do Ministério da Cultura no Acre, também entrou no debate sobre a necessidade de considerar os custos e as distâncias da região amazônica na formulação das políticas culturais. Após o fórum, ela publicou que a plenária levou para a gestão “reflexões essenciais sobre como o nosso Estado pode e deve prosperar através da cultura”.
Na mesma manifestação, Camila associou a Política Nacional Aldir Blanc à ampliação do peso da cultura na agenda pública e defendeu investimentos permanentes no setor. “A cultura brasileira é um ativo para o desenvolvimento, e os estados precisam incorporar esse patamar, trazendo-a como motor de toda a cadeia produtiva da economia criativa”, escreveu.
O fórum também abriu espaço para cobranças sobre o fortalecimento institucional da política cultural no Acre. Entre os pontos levados ao debate estiveram o descongelamento dos recursos do Funcultura e o cumprimento da regra que prevê o financiamento do fundo com 0,5% da receita tributária líquida do Estado.
A expectativa do setor é que as contribuições apresentadas no encontro influenciem a redação final dos editais de 2026 e ampliem o acesso aos recursos por artistas e produtores de diferentes territórios acreanos.