Connect with us

Cultura

Festival Acreano de Teatro Fetac em Cena: Feijó e Tarauacá recebem oficinas e espetáculos

Programação de Oficinas e Espetáculos acontecerá de 4 a 7 de Junho

Published

on

As cidades de Feijó e Tarauacá, no interior do Acre, receberão uma programação de oficinas e espetáculos durante o Festival Acreano de Teatro Fetac em Cena, promovido em parceria com a Federação de Teatro do Acre (Fetac). O evento ocorrerá entre os dias 4 e 7 de junho, abrangendo diversas escolas nos dois municípios e oferecendo acessibilidade em Libras, além de entrada franca ao público.

“A ideia é reunir os fazeres culturais e compartilhar com a população nossas criações artísticas no Estado. O Fetac em Cena também estabelece parcerias, como as edições realizadas com o Sesc em 2016 e 2022,”

Lenine Alencar, presidente da Fetac, destacou que o festival, idealizado em 2003, tem o objetivo de reunir e compartilhar a produção teatral local. A partir de 2019, o evento passou a ser realizado regionalmente, abrangendo diferentes regiões do Acre. Claudia Toledo, atriz e coordenadora do festival, ressaltou a importância do intercâmbio cultural e do aprendizado proporcionado pelo evento.

“Este trabalho é interessante porque leva nosso grupo para outros municípios, proporcionando aprendizado em produção, logística, difusão cultural e social, além de acolhimento. O intercâmbio com outros lugares enriquece nossas práticas.” Claudia Toledo

A programação desta edição inclui espetáculos teatrais e oficinas em teatros, escolas e outros espaços públicos, financiados pela Lei Paulo Gustavo (LPG) do Ministério da Cultura e pelo Fundo Estadual de Cultura. O festival conta com o apoio da Secretaria de Estado de Educação, Cultura e Esportes, da Secretaria de Cultura, Esporte e Turismo de Tarauacá, e do Serviço Social do Comércio (Sesc/Acre).

Programação em Feijó – 6 de Junho (Quinta-feira)

  • 15h – Escola de Ensino Médio e EJA José Gurgel Rabello: Espetáculo “Carcinoma” (Grupo Cia. Visse e Versa)
  • 15h30 – Unidade SESC: Espetáculo “Mala de Circo” (Grupo Palhaço Microbinho e sua Trupe)
  • 16h – Escola Estadual Integral Nanzio Magalhães: Espetáculo “Yne, Encantos, Cantos e Contos” (Grupo Teatro Experimental Vivarte)
  • 16h – Escola Imaculada Conceição: Espetáculos “D’Aquiry” e “Apurinã – O Ritual” (Grupo Cia Flor de Muçambê)
  • 16h – Pólo UFAC Feijó: Espetáculo “O Gato” (Grupo Macaco Prego da Macaca Colorida)

Oficina de Vivência Artística em Teatro

  • 9h às 12h – SESC LER: Claudia Toledo (Cia. Visse e Versa), Dani Mirini (Vivarte), Écio Rogério (Macaco Prego da Macaca Colorida)

Programação em Tarauacá

4 de Junho (Terça-feira)

  • 8h – Em frente ao Teatro José Potiguara: Cortejo Cênico Teatral (Coletivo FETAC)
  • 16h – Escola Adelmar de Oliveira: Espetáculo “El Teatrilho” (Grupo Teatro Experimental Vivarte)
  • 19h – Pólo UFAC Tarauacá: Espetáculo “Bloond o Vampiro Banguela” (Grupo Macaco Prego da Macaca Colorida)

5 de Junho (Quarta-feira)

  • 9h – Hospital Dr. Sansão Gomes: Espetáculo “Carcinoma” (Grupo Cia. Visse e Versa)
  • 10h – Escola Integral Djalma da Cunha Batista: Espetáculo “Personas” (Grupo O Barulho do Acre)
  • 10h – Escola Delzuite Barroso Braga de Araújo: Espetáculo “Mala de Circo” (Grupo Palhaço Microbinho e sua Trupe)
  • 15h – Escola Delzuite Barroso Braga de Araújo: Espetáculo “Uma História de Amor” (Grupo O Barulho do Acre)
  • 19h – Escola João Ribeiro – EJA: Espetáculo “Lepras” (Grupo Teatro GPT)

6 de Junho (Quinta-feira)

  • 10h – Escola Municipal Rilza Maria Daniel do Nascimento: Espetáculo “El Canto de Los Jichis” (Grupo Caminos Del Jaguar – Pando – Bolívia)
  • 16h – Escola Municipal Rilza Maria Daniel do Nascimento: Espetáculo “Acredite se Quiser” (Grupo Tropa Mamulungu)
  • 16h – Escola Integral Djalma da Cunha Batista: Espetáculo “Faces Distópicas” (Grupo Coletiva Es Tetetas)

7 de Junho (Sexta-feira)

  • 10h – Instituto São José: Espetáculo “El Canto de Los Jichis” (Grupo Caminos Del Jaguar – Pando – Bolívia)
  • 14h – Escola Tupanir Gaudêncio da Costa: Espetáculo “Liberdade, Liberdade” (Grupo Teatro Candeeiro)
  • 18h – Em frente ao Teatro José Potiguara: Espetáculo “Híbridos” (Cia. Visse e Versa)
  • 18h40 – Show Musical Diogo Soares
  • 19h – Grupo Cultural Junino Matutos pelo Avesso

Oficinas em Tarauacá

5 de Junho (Quarta-feira)

  • 18h30 às 21h30 – Pólo UFAC: Oficina de Iniciação à Acrobacia de Solo (Rogério Barcellos – Palhaço Microbinho)

6 de Junho (Quinta-feira)

  • 18h30 às 21h30 – Pólo UFAC: Oficina de Manipulação e Composição de Cena de Teatro de Mamulengo (Daniella Lopes – Tropa Mamulungu)

7 de Junho (Sexta-feira)

  • 8h às 11h – Escola Cívico Militar Plácido de Castro: Oficina de Trocas de Saberes e Fazeres das Dramaturgias Sonoras (Professor Écio Rogério da Cunha – Grupo Macaco Prego da Macaca Colorida)

A programação completa pode ser acompanhada na página do Instagram @fetac_acre.

Cultura

Angela Davis critica gentrificação em Paraty e cita intelectuais brasileiras na Flip 2026

Published

on

A filósofa, escritora e ativista norte-americana Angela Davis criticou a gentrificação e o racismo ambiental em Paraty, no litoral do Rio de Janeiro, durante uma participação na programação paralela da 24ª Festa Literária Internacional de Paraty, a Flip. O encontro gratuito ocorreu no sábado, 25 de julho, no Sesc Caborê, em uma conversa mediada pela jornalista Flávia Oliveira.

A atividade coincidiu com o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e com o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra. Diante do público, Angela relacionou a história de Paraty ao período da escravização e afirmou que a luta pela liberdade da população negra também passa pela música, pela arte e pela literatura.

A ativista disse ter ouvido moradores e jovens preocupados com as mudanças econômicas e ambientais na região. Ela criticou iniciativas que valorizam determinadas áreas, elevam o custo de vida e afastam famílias pobres dos territórios onde vivem há gerações.

“Queria falar sobre a gentrificação que está acontecendo em comunidades pobres aqui em Paraty. E também sobre o racismo ambiental”, afirmou. Angela declarou que a busca por lucro tem provocado a retirada de moradores de terras ligadas à história de seus antepassados.

Durante a conversa, a filósofa defendeu que a literatura não seja tratada apenas como expressão artística, mas também como instrumento de mobilização social. Para ela, livros, músicas e outras manifestações culturais alcançam dimensões que nem sempre aparecem no debate político tradicional.

Angela Davis também homenageou a escritora mineira Conceição Evaristo, que acompanhava o encontro na plateia. Ela comparou a importância da autora brasileira à da cantora Nina Simone e da escritora Toni Morrison, primeira mulher negra a receber o Prêmio Nobel de Literatura, em 1993.

Ao falar sobre a “escrevivência”, conceito desenvolvido por Conceição Evaristo a partir das experiências e narrativas de mulheres negras, Angela lembrou que o reconhecimento do direito de pessoas negras contarem as próprias histórias ocorreu após um longo processo de luta.

A pesquisadora brasileira Beatriz Nascimento também foi citada. Angela relacionou a expressão “eu sou atlântica”, usada pela intelectual, à construção de vínculos entre populações negras de diferentes países e continentes. Ela contou que sua própria formação política ganhou força quando conheceu a luta dos argelinos contra a repressão na França.

Outro nome lembrado foi o da antropóloga e ativista Lélia Gonzalez. Angela elogiou o conceito de amefricanidade, que conecta as experiências de populações negras e indígenas nas Américas. Para ela, a luta contra o racismo não pode ser separada da crítica ao capitalismo e à exploração dos recursos naturais.

A ativista afirmou que a concentração de riqueza nas mãos de bilionários e trilionários amplia a desigualdade e ameaça o futuro do planeta. Segundo Angela, o modelo econômico transforma terras, recursos ambientais e pessoas em fontes de lucro, sem considerar as consequências sociais.

A ascensão de governos autoritários na Europa, nos Estados Unidos e na América Latina também entrou na conversa. Angela declarou que movimentos populares precisam impedir o avanço de candidatos ligados ao fascismo e mencionou as eleições brasileiras de 2026.

A redução da jornada de trabalho foi apresentada como uma medida capaz de garantir aos trabalhadores mais tempo para o descanso, o lazer e o acesso à cultura. Angela também lembrou as mudanças ocorridas nas universidades brasileiras desde suas primeiras visitas ao país, quando havia poucos estudantes negros no ensino superior.

Ela reconheceu o impacto das políticas que ampliaram o acesso da população negra às universidades, mas afirmou que as conquistas não encerram a luta contra as desigualdades raciais.

Ao recordar o período em que esteve presa nos Estados Unidos, Angela atribuiu sua libertação à mobilização internacional. Perseguida por sua atuação política, ela foi acusada de conspiração, sequestro e homicídio e chegou a enfrentar a possibilidade de pena de morte, antes de ser absolvida.

Angela disse que a experiência na prisão e a convivência com outras mulheres encarceradas mudaram sua trajetória acadêmica e política. Para ela, a mobilização de pessoas em diferentes países mostrou que a ação coletiva pode impedir violações praticadas por autoridades.

A filósofa também falou sobre sua defesa da Palestina, iniciada na década de 1960. Ela afirmou que mudanças na opinião pública mundial, antes consideradas improváveis, mostram que situações políticas aparentemente permanentes podem ser transformadas.

A violência contra as mulheres foi outro tema abordado. Angela defendeu que o debate inclua, além das agressões domésticas, a violência policial, o encarceramento e outras ações praticadas pelo Estado. Ela afirmou que mulheres negras e mulheres trans negras estão entre os grupos mais atingidos.

Angela ainda homenageou a vereadora Marielle Franco, assassinada em 2018, e agradeceu sua contribuição para a luta por direitos. Ela também mencionou o trabalho de Anielle Franco na continuidade do legado da irmã.

O encontro estava previsto para contar com a presença do escritor nigeriano Wole Soyinka, primeiro africano a receber o Nobel de Literatura, mas ele não participou por questões de saúde. A Flip 2026 terminou neste domingo, 26 de julho.

Fonte e foto: Agência Brasil

Continue Reading

Cultura

Hip hop avança no Congresso como manifestação da cultura nacional

Published

on

O hip hop deu mais um passo para entrar formalmente na lista de manifestações reconhecidas como parte da cultura nacional. A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira, 15 de julho, em Brasília, o Projeto de Lei 3839/24, que dá esse status ao movimento e envia a proposta para análise do Senado.

A aprovação muda o tratamento legislativo dado ao tema. Em vez de limitar o hip hop a um gênero musical, o texto reconhece o movimento como expressão cultural ampla, formada por linguagem artística, identidade coletiva e atuação social. A alteração foi feita no substitutivo apresentado pelo deputado Inácio Arruda, do PCdoB do Ceará, relator da proposta em plenário.

O projeto é de autoria do deputado Pastor Henrique Vieira, do Psol do Rio de Janeiro. A proposta reconhece o hip hop a partir de seus cinco elementos mais conhecidos: DJ, breaking, MC, grafite e conhecimento. A redação também reforça a presença do movimento nas periferias urbanas e sua ligação com jovens negros, comunidades populares e espaços de criação coletiva.

No debate em plenário, Inácio Arruda comparou o caminho do hip hop ao de outras manifestações culturais que passaram de expressões marginalizadas a referências da arte brasileira. “O hip hop tem uma relação direta com o repente e com manifestações que, antes, não eram reconhecidas e foram reconhecidas por força da sua presença na cultura e na arte do povo brasileiro”, afirmou.

Pastor Henrique Vieira defendeu que o reconhecimento nacional também tem peso simbólico para artistas, coletivos e batalhas de rima que ainda enfrentam resistência em diferentes cidades. “Muitas rodas de rima no meu estado, o Rio de Janeiro, convivem com o preconceito e a falta de estrutura, de valorização e de visibilidade”, disse. “Aprovar o hip hop como manifestação da cultura nacional é mudar essa chave”.

O parlamentar lembrou que o hip hop nasceu nos anos 1970 em comunidades afro-americanas e latinas de Nova York, especialmente no Bronx. No Brasil, a cultura ganhou força nos anos 1980, com encontros de jovens em São Paulo, em locais como a Rua 24 de Maio e a estação São Bento do metrô, pontos que ajudaram a consolidar a cena nacional.

A sessão também teve homenagem ao rapper e ativista cultural Rivas Alves, o Rivas Álibi, morto na semana passada em Brasília, aos 56 anos, em decorrência de câncer. O deputado Rodrigo Rollemberg, do PSB do Distrito Federal, lembrou a trajetória do artista e sua participação na criação da Casa do Hip Hop de Ceilândia.

Com a aprovação na Câmara, o texto ainda depende de votação no Senado. Se passar pelos senadores e for sancionado, o hip hop terá reconhecimento legal como manifestação da cultura nacional.

Fonte e foto: Agência Brasil

Continue Reading

Cultura

Justiça extingue ação do Bloco 6 É D+ sobre resultado do Carnaval de Rio Branco

Published

on

A Justiça do Acre extinguiu a ação movida pelo Bloco 6 É D+ para rever o resultado do concurso de blocos do Carnaval 2026 de Rio Branco. A decisão manteve a discussão na esfera administrativa e afastou a possibilidade de o Judiciário substituir a comissão responsável pela apuração e aplicação das regras do desfile.

O caso começou após a divulgação do resultado da competição. O 6 É D+ chegou a ser anunciado como campeão, mas o Unidos do Fuxico apresentou recurso à Fundação Garibaldi Brasil e à Comissão do Carnaval. Após a análise do pedido, a organização alterou a classificação e reconheceu o Unidos do Fuxico como vencedor da disputa.

A mudança provocou reação do 6 É D+, que contestou a decisão administrativa e alegou falhas no procedimento, principalmente pela falta de oportunidade para apresentar defesa antes da alteração do resultado. A agremiação também questionou a penalidade ligada ao carro alegórico e sustentou que não houve atraso nem prejuízo para os demais blocos.

Na avaliação judicial, a revisão da pontuação, dos critérios do edital e da atuação da comissão julgadora não deve ser feita pelo Judiciário quando não houver ilegalidade evidente capaz de justificar intervenção. Com isso, a ação foi encerrada sem mudança no resultado definido pela organização do Carnaval.

A disputa marcou a apuração do Carnaval 2026 em Rio Branco. O impasse envolveu a Fundação Garibaldi Brasil, a comissão organizadora, o Bloco 6 É D+ e o Unidos do Fuxico, que passou a ser reconhecido oficialmente como campeão depois do recurso administrativo.

Continue Reading

Tendência