A Cooperativa de Laticínios do Estado do Acre (Coopel), que produz leite pasteurizado, doce de leite, manteiga e queijo, está com promoção em seus produtos. O foco da campanha é levar a conscientização da importância em comprar de produtores locais, pois valoriza a indústria acreana.
A Coopel vende no varejo para o consumidor final e também no atacado, para proprietários de lanchonetes, padarias, pizzarias, mercados, dentre outros. Para adquirir um produto basta ir até um dos pontos de vendas que ficam localizados na via Verde em frente ao Estrela Motel e no Ceasa, Box 10.
A Cooperativa está presente em oito municípios e seu parque industrial está localizado em Rio Branco.
Pesquisa revela que 92% dos MEIs estão em funcionamento, maior percentual da série histórica. Levantamento ouviu mais de 14 mil pequenos negócios em todo o país.
O Brasil alcançou um recorde no percentual de microempreendedores individuais (MEIs) em atividade. Pesquisa divulgada pelo Sebrae nesta quarta-feira (14) revela que 92% dos MEIs estão operando, o maior índice da série histórica. O resultado representa um crescimento de 20 pontos percentuais em relação a 2019, quando 72% dos empreendedores estavam em funcionamento.
Os números fazem parte da pesquisa Perfil do MEI e da MPE, que entrevistou mais de 14 mil pequenos negócios em todas as regiões do Brasil. O levantamento também mostra um aumento no tempo de permanência dos empreendedores no mercado.
Atualmente, 44% dos microempreendedores individuais atuam há mais de cinco anos. Já a proporção daqueles que mantêm seus negócios há mais de uma década chegou a 19%, também o maior percentual registrado na série histórica.
Entre as micro e pequenas empresas (MPEs), 97% dos estabelecimentos pesquisados estão em funcionamento. O percentual permaneceu estável em comparação com 2024, quando havia alcançado seu maior patamar. Nesse segmento, 34% das empresas operam há mais de dez anos.
O presidente do Sebrae, Décio Lima, relacionou os resultados ao desempenho da economia brasileira e à busca por novas oportunidades de geração de renda.
“Este é um reflexo do bom momento da nossa economia”, afirmou.
Para Décio Lima, o crescimento da atividade empreendedora também está relacionado às condições para a manutenção dos negócios, incluindo qualificação profissional, acesso ao crédito e capacidade de adaptação às mudanças do mercado.
O presidente do Sebrae explicou que a existência de um CNPJ não significa necessariamente que uma empresa esteja funcionando. Por isso, a pesquisa considera a atividade efetiva dos empreendimentos, permitindo avaliar quantos permanecem operando.
O levantamento também chama atenção para a permanência dos pequenos negócios no mercado. O aumento da proporção de MEIs com mais de dez anos de funcionamento mostra que uma parcela crescente dos empreendedores consegue manter suas atividades por períodos mais longos.
Para o Sebrae, o acesso ao crédito, a capacitação e um ambiente favorável aos negócios estão entre os fatores que contribuem para a continuidade dessas empresas, que participam da geração de renda e da movimentação das economias locais.
A Prefeitura de Rio Branco prepara o início das obras de revitalização do Calçadão da Quintino Bocaiúva, no centro da capital, com investimento de aproximadamente R$ 1,94 milhão. A previsão é que os serviços comecem em cerca de dez dias. O projeto inclui melhorias na drenagem, pavimentação, iluminação e construção de novos boxes para os comerciantes.
Nesta terça-feira (13), o prefeito Alysson Bestene visitou o Calçadão da Benjamin Constant, onde foram instalados 44 boxes provisórios para receber parte dos permissionários durante a execução da obra.
A revitalização será realizada por etapas para permitir que os trabalhadores continuem exercendo suas atividades comerciais. Atualmente, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Turismo, Tecnologia e Inovação mantém 118 permissionários cadastrados na Quintino Bocaiúva.
De acordo com o secretário adjunto de Infraestrutura e Mobilidade Urbana, Paulo Araújo, os primeiros 44 comerciantes serão transferidos para os espaços temporários da Benjamin Constant, liberando a área inicial das intervenções.
“A gente não vai fazer tudo ao mesmo tempo, vai ser em etapas. Nós temos aqui à disposição, no temporário, 44 boxes para permissionários. Então, inicialmente, vamos remanejar 44”, explicou o secretário.
O projeto prevê a demolição das estruturas antigas, retirada do pavimento existente, implantação de uma nova rede de drenagem, instalação de piso e construção de boxes, além da reorganização dos espaços destinados ao comércio.
Segundo Paulo Araújo, a primeira etapa já conta com investimento licitado e contratado de aproximadamente R$ 1,94 milhão. Há ainda cerca de R$ 2,125 milhões sujeitos à reprogramação e previsão de aplicação de mais R$ 1,8 milhão na continuidade das melhorias da Benjamin Constant, no trecho em direção ao Terminal Urbano.
O secretário explicou que a prioridade dada à Quintino Bocaiúva busca evitar danos ao pavimento da Benjamin Constant, que poderia ser comprometido pela circulação de máquinas e equipamentos durante a execução dos serviços.
Durante a visita, Alysson Bestene afirmou que a revitalização pretende melhorar as condições de trabalho dos comerciantes e a circulação de consumidores pela região central.
“É importante a gente estar ouvindo os comerciantes locais, sentindo essa rua que é tradição, é histórica. A Benjamin Constant, junto com a Quintino Bocaiúva, tem um comércio pulsante”, declarou o prefeito.
A representante do Sindicato dos Camelôs, Elizana Teles, conhecida como Neguinha, afirmou que a categoria aguardava a realização das melhorias.
“Isso é muito importante para nós, porque estamos almejando isso já faz muito tempo. Nada melhor do que uma revitalização agora, neste momento”, disse.
A intervenção faz parte de um conjunto de projetos da administração municipal para a região central, que também inclui a reconstrução do Mercado Municipal Elias Mansour e a implantação de um novo Terminal Urbano, cujo processo deverá avançar para a fase de licitação.
A Prefeitura pretende integrar as melhorias dos dois calçadões às demais intervenções previstas para o centro, com o objetivo de ampliar a acessibilidade, melhorar a infraestrutura urbana e fortalecer as atividades comerciais.
O Acre registra 62,79% dos bebês acompanhados em aleitamento materno exclusivo até os seis meses de idade, percentual superior à média brasileira de 57,48%. Apesar do resultado, o estado contabilizou 1.816 crianças de até cinco anos com peso baixo ou muito baixo para a idade em 2025. Os números fazem parte do painel Primeira Infância em Dados, que reúne informações sobre alimentação e condições nutricionais da população infantil.
O percentual de crianças abaixo do peso adequado chegou a 3,92% entre as avaliadas no Acre, também acima da média nacional de 3,40%. O levantamento mostra que os problemas nutricionais atingem diferentes grupos da população infantil, mesmo com a taxa de amamentação exclusiva superior à registrada no país.
Além das crianças com baixo peso, outras 2.925 apresentaram peso elevado para a idade, correspondendo a 6,31% do total acompanhado. Os dados consideram crianças de zero a cinco anos atendidas pelos serviços de saúde.
A situação também aparece nos indicadores de crescimento. Entre as crianças avaliadas no estado, 15,26% apresentaram altura baixa ou muito baixa para a idade. Desse total, 8,67% estavam na faixa de altura baixa e 6,59% na classificação de altura muito baixa. As demais 84,74% apresentaram crescimento dentro dos parâmetros considerados adequados.
Em Rio Branco, o índice de aleitamento materno exclusivo foi de 61,48%, também superior à média nacional. Na capital, 2,25% das crianças avaliadas apresentaram baixo peso, enquanto 7,01%, o equivalente a 757 crianças, estavam com peso elevado para a idade.
Quanto à altura, 89,52% das crianças acompanhadas na capital apresentaram medidas adequadas. Outras 6,42% foram classificadas com altura baixa e 4,05% com altura muito baixa.
O Acre possui uma população estimada de 100.818 crianças de zero a seis anos, correspondente a 11,40% dos habitantes do estado.
O Ministério da Saúde recomenda que os bebês recebam exclusivamente leite materno durante os primeiros seis meses de vida, sem oferta de água, chás ou outros alimentos. Após esse período, a orientação é iniciar a alimentação complementar e manter a amamentação até os dois anos ou mais.
Os indicadores foram reunidos a partir de informações do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan), com dados divulgados em julho de 2026. O levantamento considera os registros feitos pelos serviços municipais de saúde e não representa a totalidade das crianças residentes no estado.