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Política

No Estaleiro Juruá, Lula anuncia pacote bilionário para infraestrutura, energia e desenvolvimento da Amazônia

Agenda no Amazonas reúne mais de R$ 7 bilhões em investimentos e coloca indústria naval, logística regional, BNDES e sustentabilidade no centro da estratégia federal para a região

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O Estaleiro Juruá foi escolhido como palco central da agenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Amazonas nesta quarta-feira, em uma programação marcada por anúncios que somam mais de R$ 7 bilhões para infraestrutura, energia, logística, desenvolvimento regional e produção de petróleo e gás no estado. Mais do que uma cerimônia de assinatura de atos, a visita ao Juruá consolida a indústria naval amazônica como peça estratégica para integrar produção, transporte, energia e sustentabilidade na região.

A agenda presidencial começou em Manaus, no Estaleiro Bertolini, com o anúncio de investimentos do Sistema Petrobras no Amazonas. Petrobras e Transpetro preveem mais de R$ 2,8 bilhões até 2030, incluindo a construção de 18 barcaças para transporte de combustíveis e a retomada de investimentos no Polo de Urucu, em Coari, com cerca de R$ 2,5 bilhões destinados à perfuração de novos poços. (Agência)

Mas é no Estaleiro Juruá, em Iranduba, que a agenda ganha dimensão mais ampla. Ali, o governo federal reúne anúncios do BNDES e dos ministérios dos Transportes, de Minas e Energia, e de Portos e Aeroportos. A escolha do estaleiro como cenário reforça a mensagem de que a Amazônia não será tratada apenas como território de preservação ou de desafios logísticos, mas como espaço de produção, emprego, engenharia, navegação, energia e inovação regional.

Com trajetória ligada à navegação e à construção naval no Norte do país, o Estaleiro Juruá tem origem na experiência empresarial de Francisco Cameli, o “Chiquinho”, cuja atuação no setor remonta aos anos 1980, com transporte de derivados de petróleo e construção de embarcações para a região. Instalado às margens do Rio Negro, em Iranduba, o estaleiro ocupa uma área de 144 mil metros quadrados e consolidou-se como uma empresa regional especializada na fabricação de balsas, empurradores, terminais portuários e outras estruturas voltadas à logística fluvial amazônica. Nos últimos anos, também ampliou investimentos em modernização industrial, governança e qualificação de mão de obra local, reforçando seu papel na cadeia produtiva do transporte hidroviário.

Entre os atos previstos no Juruá está o lançamento ao rio de uma embarcação financiada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. O gesto tem valor simbólico e econômico: aponta para a retomada da capacidade de financiamento público à indústria naval e para a valorização de soluções de transporte adaptadas à realidade amazônica, onde rios são corredores logísticos fundamentais.

A agenda também prevê a assinatura de R$ 150 milhões do Programa Desafios da Amazônia/Fundo Amazônia, iniciativa voltada a projetos capazes de combinar desenvolvimento regional, proteção ambiental e soluções produtivas para o bioma. Ao lado dos investimentos em energia e infraestrutura, o anúncio amplia o alcance do pacote ao associar crescimento econômico com instrumentos de sustentabilidade. (Serviços e Informações do Brasil)

Outro eixo da programação envolve a BR-319, ligação rodoviária entre Manaus e Porto Velho. Segundo o Ministério dos Transportes, estão previstas ordens de serviço para construção de pontes, contrato para melhorias na rodovia e medidas socioambientais para a estrada e seu entorno. A inclusão do tema no pacote busca responder a uma demanda histórica de integração do Amazonas, mas também coloca o governo diante do desafio de compatibilizar infraestrutura e proteção da floresta.

Ao destacar o Estaleiro Juruá, a agenda presidencial desloca o foco da simples soma de recursos para uma estratégia territorial: fortalecer a infraestrutura amazônica a partir de ativos locais. O estaleiro passa a representar a conexão entre financiamento público, indústria regional, transporte fluvial, geração de empregos e desenvolvimento com menor dependência de modelos importados de outras regiões do país.

Com o pacote, o governo Lula busca apresentar a Amazônia como fronteira de investimento produtivo, e não apenas como tema ambiental. No Juruá, a mensagem é direta: desenvolver a região exige infraestrutura, energia, logística e indústria — mas com planejamento, financiamento e responsabilidade socioambiental.

Com informações da Presidência da República/Secom, Ministério dos Transportes, Petrobras/Transpetro, BNDES e Estaleiro Juruá.

Política

Acórdão do STJ contra Gladson abre fase de recursos e amplia impacto político no Acre

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A publicação do acórdão da Ação Penal 1.076 colocou em nova etapa o processo que condenou Gladson Cameli, ex-governador do Acre, a 25 anos e 9 meses de prisão, em regime inicial fechado, por fraude à licitação, peculato-desvio, corrupção passiva majorada, lavagem de dinheiro e organização criminosa. O julgamento ocorreu no Superior Tribunal de Justiça, em Brasília, e agora a íntegra da decisão passa a contar para os próximos movimentos da defesa, do Ministério Público Federal e dos tribunais.

O acórdão é a versão oficial e completa da decisão colegiada. Nele estão os fundamentos usados pelos ministros, as teses rejeitadas, os crimes reconhecidos e os efeitos da condenação. No caso de Gladson, o STJ também fixou indenização por danos materiais de R$ 11.785.020,31 e decretou a perda do cargo de governador, embora ele já tivesse renunciado ao mandato em 2 de abril de 2026 para cumprir prazo de desincompatibilização eleitoral.

A condenação nasce da Operação Ptolomeu e envolve o contrato nº 010/2019 da Seinfra, firmado com a empresa Murano. Para o STJ, o esquema tinha núcleos político, familiar, empresarial e operacional, com o objetivo de desviar recursos públicos do Estado do Acre. A Controladoria-Geral da União apontou sobrepreço de 51,65%, equivalente a R$ 8.875.292,68, em um contrato que recebeu R$ 17.183.528,91.

A Corte Especial entendeu que Gladson liderava a organização criminosa e era beneficiário central das vantagens indevidas. O acórdão relata desvios por meio de subcontratações, transferências para empresas ligadas ao esquema e operações usadas para esconder a origem do dinheiro. Parte dos valores, segundo a decisão, passou por empresas como Rio Negro e Seven e teria sido usada no pagamento de parcelas de apartamento de luxo em São Paulo e de veículo de alto padrão.

Com a publicação, começam a correr os prazos processuais a partir da intimação formal no sistema do tribunal. O primeiro caminho da defesa são os embargos de declaração, com prazo de 2 dias corridos em matéria penal. Esse recurso serve para apontar omissão, contradição, obscuridade ou erro material no acórdão. Não é, em regra, um novo julgamento sobre as provas.

Depois dos embargos, ou caso eles não sejam apresentados, a defesa pode tentar levar o caso ao Supremo Tribunal Federal por recurso extraordinário. O prazo aplicado a esse recurso é de 15 dias corridos, contado da publicação do acórdão ou da nova intimação após o julgamento dos embargos. No STF, a discussão precisa envolver matéria constitucional. O Supremo não funciona como uma nova instância para reexaminar todo o conjunto de provas.

O acórdão mostra que o STJ rejeitou as principais teses preliminares da defesa, como nulidade da Operação Ptolomeu, uso irregular de relatório financeiro do Coaf, usurpação de competência da Justiça Eleitoral, violação de domicílio, nulidade de busca e apreensão e quebra da cadeia de custódia de provas digitais. Para a Corte Especial, as provas eram válidas e suficientes para sustentar a condenação.

O impacto político é imediato. Mailza Assis assumiu o governo do Acre após a renúncia de Gladson, o que reduz o efeito administrativo da perda do cargo decretada pelo STJ. Mesmo assim, a condenação pesa diretamente sobre o futuro político do ex-governador. Uma decisão colegiada por crimes contra a administração pública e lavagem de dinheiro tende a abrir debate sobre inelegibilidade, embora qualquer decisão sobre candidatura dependa da Justiça Eleitoral no momento de eventual pedido de registro.

A partir de agora, o caso entra em uma etapa mais estreita. A condenação está definida no STJ, mas ainda pode ser questionada por recursos. Os prazos mais imediatos são de 2 dias corridos para embargos de declaração e, depois, de 15 dias corridos para eventual recurso extraordinário ao STF.

Foto: Secom/AC

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Política

Federação PSDB-Cidadania realiza Seminário Acre: Desenvolvimento e Oportunidades em Rio Branco

Evento acontece no dia 30 de maio, no auditório do Sebrae, com a presença de Tião Bocalom e lideranças políticas, empresariais e comunitárias

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A Federação PSDB-Cidadania no Acre realiza, no sábado, 30 de maio, em Rio Branco, o Seminário Acre: Desenvolvimento e Oportunidades. O encontro será realizado no Auditório do Sebrae, das 8h às 13h, e reunirá lideranças políticas, representantes de diversos setores da sociedade, empreendedores, estudantes e pessoas interessadas em contribuir com o futuro do estado.

Com a presença de Tião Bocalom, presidente da Federação PSDB-Cidadania Acre, o seminário terá como foco o debate de propostas voltadas ao desenvolvimento econômico, social e sustentável do Acre. A programação será composta por seis painéis temáticos, abordando temas como agronegócio, indústria, infraestrutura, inteligência artificial, juventude, mulheres, saúde, segurança pública, turismo, esporte, cultura e meio ambiente.

A proposta do evento é promover um espaço de escuta, diálogo e construção coletiva, reunindo ideias que possam contribuir para o fortalecimento das cidades acreanas e para a criação de novas oportunidades para a população.

Logo na abertura, às 8h, o seminário inicia os debates com o Painel 1, que tratará sobre agronegócio, indústrias e infraestrutura para fortalecer a economia, com participação de Tião Bocalom, Oswaldo Dias, Alysson Bestene e Jorge Moura.

Às 9h, será realizado o Painel 2, com o tema novos negócios e qualificação profissional na era da inteligência artificial, reunindo Sérgio Silva e Henry Nogueira. Em seguida, às 9h45, o Painel 3 discutirá a força da juventude e das mulheres para a construção de um novo Acre, com Juliet Matos, Henrefany Costa, Kelen Bocalom, Roberta Bestene e Irinéia Barbosa.

A partir das 10h30, o seminário retoma com o Painel 4, que abordará saúde de qualidade e saneamento para todos, com participação de Pedro Pascoal, Suellen Carlos, Rennan Biths e Enoque Pereira.

Às 11h15, o Painel 5 discutirá segurança e desenvolvimento social para os acreanos, com Delegado Cabral, Leandro Costa, João Marcos e Ezequiel Bino. Já às 12h, o Painel 6 tratará de turismo, esporte, cultura e meio ambiente para um Acre com mais qualidade de vida, com Klosbey Pereira, Ezequiel Bino, liderança do esporte e liderança indígena.

O encerramento está previsto para 12h30, com a participação de Tião Bocalom, Alysson Bestene e Juliet Matos.

Com a chamada “Trabalho que transforma, resultados que a cidade vê”, o evento reforça a proposta da Federação PSDB-Cidadania de ouvir a sociedade e construir alternativas para o desenvolvimento do Acre.

Serviço

Evento: Seminário Acre: Desenvolvimento e Oportunidades
Data: sábado, 30 de maio
Horário: das 8h às 13h
Local: Auditório do Sebrae
Cidade: Rio Branco — Acre
Realização: Federação PSDB-Cidadania Acre


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Política

Jéssica Sales descarta vice de Mailza e foca em pré-candidatura ao Senado ou Deputada Federal

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A ex-deputada federal Jéssica Sales (MDB) afirmou que não vai disputar a vice-governadoria na chapa da governadora Mailza Assis (PP) e disse que segue com o nome colocado para a eleição ao Senado no Acre. A declaração foi dada ao Blog do Crica, do ac24horas, em meio às articulações para a formação das chapas majoritárias no estado.

Jéssica disse que não considera a hipótese de compor como vice e afirmou que sua prioridade continua sendo a disputa ao Senado, sobretudo em um cenário em que o ex-governador Gladson Cameli fique fora da corrida eleitoral. “Se o Gladson não puder ser candidato ao Senado, eu entro na disputa”, declarou.

Na avaliação da ex-deputada, seu nome representa o Vale do Juruá em uma eventual vaga aberta na disputa. Ela afirmou que tem atuação política em todos os municípios do Acre, com presença mais concentrada na região do Juruá, e reiterou que sua posição, desde o início, foi de pré-candidata ao Senado.

Com a declaração, Jéssica retira seu nome das especulações sobre a composição da chapa de Mailza e mantém o foco em uma candidatura majoritária. Ela também admitiu outro caminho eleitoral caso Gladson confirme entrada na disputa pelo Senado. Nesse cenário, disse que pode avaliar uma candidatura à Câmara dos Deputados.

Ao tratar da possibilidade de Gladson ser candidato, Jéssica afirmou que, nessa hipótese, não entraria na corrida ao Senado. “Só não entrarei na disputa se o meu primo Gladson sair”, disse.

A ex-deputada também respondeu a comentários sobre seu afastamento do debate político nas últimas semanas. Segundo ela, a rotina tem sido dedicada ao trabalho como médica, com plantões no Hospital Santa Juliana e atendimentos em Sena Madureira voltados ao pré-natal de alto risco.

Jéssica afirmou ainda que mantém independência política e financeira e disse que vai esperar o período definido pela legislação eleitoral para entrar de forma mais direta no processo de campanha. “O momento certo para começar a campanha tem data, tem calendário”, afirmou.

Foto: Sérgio Vale

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