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Pedágio na BR-364 começa em janeiro e setor produtivo do Acre projeta impacto nos preços

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A cobrança de pedágio eletrônico na BR-364, em Rondônia, entra em vigor a partir de 12 de janeiro de 2026 e deve afetar diretamente o custo de transporte de mercadorias destinadas ao Acre, segundo avaliações da Federação das Indústrias do Estado do Acre (Fieac). O sistema adotado será o Free Flow, com cobrança automática por meio de pórticos ao longo da rodovia, sem praças físicas, em um trecho entre os municípios de Candeias do Jamari e Pimenta Bueno, principal corredor logístico utilizado para o abastecimento do estado acreano.

De acordo com as informações divulgadas, serão instalados sete pontos de cobrança ao longo do percurso, com tarifas calculadas conforme o trecho percorrido e o tipo de veículo. O valor não é pago no momento da passagem: a tarifa é registrada eletronicamente e deve ser quitada em até 30 dias, por meio de TAG, aplicativo, site da concessionária ou totens físicos. O não pagamento dentro do prazo pode resultar em multa e pontos na Carteira Nacional de Habilitação. Motocicletas, ambulâncias e veículos oficiais cadastrados estão isentos da cobrança.

A Fieac acompanha a implantação do pedágio com preocupação, principalmente pelo impacto esperado sobre os preços de produtos que chegam ao Acre. O estado depende quase integralmente da BR-364 para a entrada de alimentos, combustíveis, materiais de construção e insumos industriais, além do escoamento da produção. Segundo o presidente da entidade, José Adriano, qualquer aumento no custo do frete tende a ser repassado ao consumidor final. “Vai haver, sim, uma majoração nos nossos preços. Esse custo do frete acaba sendo incorporado ao valor das mercadorias”, afirmou em entrevistas à imprensa local.

Os cálculos apresentados pela federação indicam que o custo médio do pedágio deve girar em torno de R$ 0,19 por eixo, com previsão de aumento para R$ 0,21 por quilômetro rodado a partir do início da cobrança, o que representa um reajuste aproximado de 10%. Nesse cenário, um veículo de passeio pode pagar cerca de R$ 130 para percorrer o trajeto, enquanto caminhões do tipo bi-trem, amplamente utilizados no abastecimento do Acre, podem arcar com aproximadamente R$ 500 por viagem, chegando a R$ 1.000 considerando ida e volta.

Além do impacto financeiro, a Fieac também questiona a forma como o processo foi conduzido. Segundo a entidade, o Acre não participou de maneira efetiva das discussões que resultaram na concessão da rodovia, apesar de ser um dos estados mais dependentes do corredor. “O Acre sequer foi ouvido, mesmo sendo o estado que mais sente os efeitos dessa rodovia”, disse José Adriano, ao defender maior transparência nos critérios de reajuste e na execução do contrato de concessão.

A concessionária responsável pela BR-364 destaca que o modelo Free Flow pode reduzir filas, diminuir o consumo de combustível e contribuir para a redução de emissões. No entanto, representantes do setor produtivo avaliam que, até o momento, as intervenções anunciadas se restringem a serviços de manutenção básica, como conservação e tapa-buracos, sem a apresentação de um cronograma detalhado para obras estruturais de maior porte, como duplicações.

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MPAC adota medidas cabíveis após denúncias de agressão contra ex-primeira-dama de Xapuri

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O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) adotou medidas cabíveis e de forma célere diante das denúncias de violência doméstica supostamente praticada contra a ex-primeira-dama de Xapuri, Ana Carla Oliveira. O posicionamento institucional ocorreu nesta segunda-feira (2), dias após a exposição pública de uma série de agressões físicas e psicológicas atribuídas ao prefeito do município, Maxsuel Maia. O órgão tratou a situação como uma grave violação de direitos fundamentais, exigindo apuração rigorosa pelas autoridades competentes com observância ao devido processo legal e às garantias constitucionais da vítima.

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A crise conjugal ganhou repercussão estadual no fim de fevereiro, quando Ana Carla divulgou capturas de tela e vídeos para desmentir boatos de infidelidade de sua parte. O material exposto revelou uma rotina de controle, intimidação e agressões que incluíam tapas no rosto, tentativas de estrangulamento e ofensas verbais. A vítima detalhou que sua rotina era cerceada por exigências machistas e restrições impostas pelo ex-marido. “Eu não podia usar cropped tomara que caia, porque ele diz que é coisa de puta”, declarou Ana Carla. Ela explicou que sua saída de casa visou preservar a imagem do gestor municipal, mas o posterior silêncio dele diante dos julgamentos da sociedade a forçou a divulgar os reais motivos do término. “A pessoa se calou. E deixou eu ser apedrejada, julgada, mal falada”, relatou.

O prefeito Maxsuel Maia reagiu às publicações anunciando um novo noivado e rechaçando o histórico de agressividade. Nas conversas vazadas, ele tratou as queixas da ex-esposa como um exagero. Ao lado da atual companheira, o gestor municipal defendeu sua trajetória pessoal e profissional, transferindo o embate para o âmbito judicial. “Essas informações serão discutidas na via e no momento oportuno. A gente não vai discutir isso aqui nos tribunais das redes sociais”, afirmou Maia.

A movimentação do MPAC retira o caso do escrutínio exclusivo da internet e o insere na esfera legal, aumentando a pressão para que as instituições de Justiça do Acre entreguem uma resposta técnica a episódios de violência de gênero nas esferas de poder.

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Prefeitura de Rio Branco empossa conselheiras municipais dos Direitos das Mulheres para o triênio 2026-2029

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A Prefeitura de Rio Branco deu posse, na manhã desta segunda-feira (2), às novas integrantes do Conselho Municipal dos Direitos das Mulheres, que atuarão no triênio 2026-2029. A solenidade ocorreu na Casa Rosa Mulher, no Segundo Distrito da capital, com a participação da gestão municipal, representantes do Legislativo e integrantes de órgãos públicos e da sociedade civil.

Durante o evento, o prefeito Tião Bocalom afirmou que a política pública voltada às mulheres deve ser permanente e não restrita ao calendário de março. “O que queremos demonstrar é que o respeito pela mulher é algo permanente e vamos continuar com essa valorização em todas as esferas da nossa gestão”, disse. Ele também citou a presença feminina em áreas tradicionalmente ocupadas por homens, como transporte e construção civil, ao mencionar funções como motoristas de ônibus e caminhão e atuação em frentes de obra.

A diretora de Direitos Humanos, Suelen Araújo, disse que o conselho tem papel central no enfrentamento à violência contra a mulher, com atuação voltada a garantir segurança e dignidade às vítimas e a encaminhar denúncias aos órgãos competentes. Ela afirmou que fazia mais de cinco anos que as vagas não eram preenchidas e informou que o novo colegiado reúne 14 conselheiras que representam órgãos, secretarias e a sociedade civil.

A vereadora Lucilene Vale, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal de Rio Branco, relacionou a instalação do novo conselho ao debate sobre a violência contra a mulher no estado. “A violência contra a mulher é uma luta de todos. Temos discutido muito isso na Câmara, com projetos e apoio às mulheres violentadas. A cada dia, a violência só aumenta, e é uma grande preocupação para a nossa comunidade e as autoridades”, afirmou.

A prefeitura informou ainda que, ao longo de março, vai realizar homenagens e ações voltadas às mulheres, com encontros, debates e fóruns sobre igualdade de direitos e enfrentamento à violência, com a proposta de ampliar o diálogo e reforçar medidas públicas para o público feminino.

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Deracre finaliza tapa-buraco do km 30 a Porto Acre e retoma serviços no início da AC-10 em 4 de março

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O Deracre concluiu os serviços de tapa-buraco na AC-10 entre o km 30 e Porto Acre e informou que volta a atuar na rodovia na quarta-feira (4 de março), desta vez no trecho inicial, do km 0 ao km 26, entre Rio Branco e a Vila do V.

A etapa encerrada nesta segunda-feira (2) foi acompanhada pela presidente do órgão, Sula Ximenes, que esteve no local com equipe técnica para verificar os pontos recuperados até a entrada do município. O trabalho foi concentrado nos trechos com maior desgaste do pavimento.

“Concluímos o trecho do km 30 até Porto Acre e, na quarta-feira, retomamos do zero ao 26. Estamos atuando conforme a necessidade de cada ponto da estrada”, afirmou Sula Ximenes.

A AC-10 é um dos principais acessos entre Rio Branco e Porto Acre, com fluxo diário de moradores e produtores. A continuidade da manutenção busca reduzir danos na pista e melhorar as condições de tráfego e de transporte na região.

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