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Notícias

Pontilhão de aço chega ao rio Caeté para garantir travessia durante reforma de ponte

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Uma estrutura de aço removível foi entregue nesta terça-feira (22) às margens do rio Caeté, em Sena Madureira (AC), para servir como alternativa de travessia enquanto a ponte principal passa por revisão em seus pilares.

O pontilhão, com 25 metros de comprimento e 4,5 metros de largura, foi transportado em carreta desde Cruzeiro do Sul até Sena Madureira. O trajeto durou cerca de uma semana, devido à necessidade de deslocamento em baixa velocidade e em horários de menor fluxo na rodovia BR-364.

Após o desembarque, a estrutura foi submetida a um teste de carga e suportou até 150 toneladas. A instalação será realizada assim que o nível das chuvas permitir condições seguras para o trabalho dos operários.

De acordo com o superintendente regional do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) no Acre, Ricardo Araújo, o tráfego não será interrompido durante a instalação da via alternativa. O pontilhão permitirá a passagem de veículos enquanto a ponte de concreto do rio Caeté passa por obras de reforço em pilares afetados pela erosão e pelas condições climáticas.

A ação integra os esforços do DNIT para assegurar a continuidade do trânsito na região, mesmo durante o período de obras.

Economia e Empreender

Empreendedorismo vira rota de saída para mulheres que buscam autonomia financeira após violência

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A busca por renda própria tem levado mulheres a abrir pequenos negócios como forma de reconstruir a vida depois de relações abusivas, com impacto direto na capacidade de romper ciclos de violência. O Sebrae Nacional afirma que a autonomia financeira amplia a margem de escolha de quem vive sob dependência econômica e, ao mesmo tempo, cria caminhos para retomar planos interrompidos e reconstruir redes de apoio. “Quando uma mulher conquista autonomia financeira, ela amplia sua capacidade de romper ciclos de violência, porque passa a ter mais condições concretas de decidir permanecer ou sair de uma relação abusiva”, diz Georgia Nunes, gerente de Empreendedorismo Feminino, Diversidade e Inclusão do Sebrae Nacional. Para ela, além da renda, o empreendedorismo pode reativar vínculos sociais e oferecer suporte emocional em um período marcado por medo, isolamento e recomeço. “Esses são fatores fundamentais nesse processo”, afirma.

A dependência financeira aparece como um dos principais entraves para a denúncia e para a ruptura do convívio com o agressor. Um estudo da Universidade de Brasília (UnB), citado pelo Sebrae, aponta que 61% das mulheres entrevistadas disseram que a falta de renda própria impede a denúncia. A pesquisa “Independência financeira e violência contra as mulheres: uma análise documental de relatórios institucionais brasileiros” foi apresentada por Carolina Campos Afonso, doutoranda da UnB, durante o 10º Congresso Internacional de Direitos Humanos de Coimbra, em Portugal.

Em Nossa Senhora do Livramento, em Mato Grosso, a empreendedora Érica Pereira relata que precisou deixar a cidade por medo de ameaças e passou a conviver com crises de pânico e ansiedade após encerrar um relacionamento abusivo. No retorno ao município, ela procurou o Centro de Referência de Assistência Social (Cras) para reorganizar a vida, com apoio social, Bolsa Família e atendimento psicológico. A virada veio quando buscou capacitações na área de beleza e entrou em programas de formação do Sebrae. “Fiz duas capacitações na área de beleza. Consegui um emprego como auxiliar em um salão e consegui montar um espaço dentro da minha casa. Hoje tenho uma renda melhor e consigo comprar coisas para minha filha. Antes não era possível”, conta.

Em Brasília, o Instituto RevEllas, criado a partir da experiência da advogada e delegada aposentada Patrícia Bozolan, atende mulheres com orientação jurídica e suporte psicológico, além de encaminhamentos relacionados a medidas protetivas. Bozolan afirma que, após o divórcio, a reorganização financeira pode ser um dos períodos mais difíceis, sobretudo para quem ficou anos fora do mercado. “Atendo mulheres que até têm um diploma, mas nunca exerceram a profissão porque eram dedicadas exclusivamente para a família”, diz. Segundo ela, o empreendedorismo surge com frequência como alternativa, principalmente entre mulheres de 45 a 55 anos, quando a reinserção formal pode ser mais lenta e marcada por barreiras.

A avaliação do Sebrae é que atividades de baixo investimento inicial e baseadas em habilidades já existentes costumam ser a porta de entrada para quem precisa recomeçar com pouco capital. Áreas como beleza, alimentação, artesanato, moda, revendas e serviços digitais aparecem entre as escolhas mais comuns, em parte pela possibilidade de iniciar dentro de casa e reduzir custos. Com o avanço das vendas online e do trabalho remoto, a criação de renda pode ganhar escala mais rápido, encurtando o tempo em que a dependência econômica mantém vítimas presas a relações violentas e permitindo que a decisão de sair de casa deixe de ser apenas um desejo para virar um plano viável.

Fonte: Sebrae

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Notícias

Prefeitura de Rio Branco inicia instalação de equipamentos de polo agroindustrial para processamento de grãos

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A Prefeitura de Rio Branco iniciou a instalação dos equipamentos da futura indústria de processamento de grãos voltada à agricultura familiar, com foco no beneficiamento de arroz, milho e feijão produzidos por agricultores da capital e de municípios vizinhos. A montagem das máquinas começou enquanto avançam as obras do galpão agroindustrial que vai abrigar o polo, cuja entrada em operação está prevista para o fim de março de 2026.

Na manhã de sexta-feira, 13 de março de 2026, o prefeito Tião Bocalom esteve no local para acompanhar a instalação e disse que a estrutura integra uma estratégia para fortalecer a produção agrícola e ampliar emprego e renda no campo. “O nosso objetivo é fortalecer toda a cadeia produtiva. Começamos abrindo ramais, mecanizando áreas e incentivando o plantio. Agora estamos avançando para o beneficiamento. Hoje, Rio Branco não tem beneficiadora de arroz, feijão e milho, mas agora terá”, afirmou.

Segundo a prefeitura, o polo deve atender produtores de Rio Branco e também de cidades próximas, como Senador Guiomard, Bujari, Porto Acre e Acrelândia, além de municípios da regional do Alto Acre. A administração municipal informa que a planta vai permitir processamento em padrão industrial para elevar a qualidade do produto local e ampliar competitividade no mercado consumidor, reduzindo a dependência de grãos beneficiados fora do Acre.

A construção do Galpão Agroindustrial da Agricultura Familiar e a aquisição dos equipamentos somam investimento de aproximadamente R$ 20 milhões, com recursos próprios do município. O presidente da Câmara Municipal de Rio Branco, Joabe Lira, afirmou que o empreendimento pode puxar novos negócios ligados à produção agrícola e à industrialização de alimentos. “Essa indústria de beneficiamento de arroz e milho é um marco para o nosso estado. É o início de um processo que pode impulsionar o desenvolvimento econômico, fortalecer o agronegócio e gerar oportunidades”, disse.

Com a previsão de começar a funcionar até o fim de março, a expectativa da prefeitura é que o polo aumente a capacidade de comercialização dos grãos produzidos por agricultores familiares, ampliando a oferta de alimentos processados no Acre para o mercado regional e consolidando uma cadeia que vai da abertura de ramais e mecanização até o beneficiamento final.

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Economia e Empreender

Safra do Acre em fevereiro é estimada em 204,2 mil toneladas e supera produção de 2025, diz IBGE

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A produção acreana de cereais, leguminosas e oleaginosas em fevereiro de 2026 deve chegar a 204.246 toneladas, acima do registrado no ano passado, quando o volume ficou em 186.972 toneladas. A estimativa é do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), do IBGE, divulgado na sexta-feira, 13 de março, e aponta alta de 9,2% na comparação anual.

O avanço aparece também na área plantada, que subiu de 62.804 hectares para 66.325 hectares no período analisado. No recorte por culturas, mandioca e milho seguem como as principais produções do estado, com 501.922 toneladas e 137.689 toneladas, respectivamente, além de banana (87.352), soja (59.724), cana-de-açúcar (10.289) e café (6.969), entre outros itens monitorados pelo levantamento.

A secretária estadual de Agricultura, Temyllis Silva, atribuiu o resultado ao trabalho conjunto no campo e ao papel do governo no fomento ao setor. “Nada disso seria possível sem a resiliência dos produtores rurais, que enfrentam os desafios climáticos com apoio de assistência técnica, insumos, mecanização e bons projetos”, afirmou. Ela também disse que o estado tem atraído interesse do agronegócio com desempenho acima da média nacional: “O estado surpreende em todos os sentidos. Nossos índices estão acima da média brasileira, o que torna a região atrativa para novos investimentos no agronegócio, graças às características únicas que possuímos.”

Para 2026, a Secretaria de Agricultura trabalha com metas de ampliar em 12% a produção total, atender 20% mais produtores com extensão rural e expandir a agricultura familiar sustentável e de baixo carbono, num cenário em que a área plantada já cresce e a expectativa de safra aponta para novo patamar de volume no estado.

Fonte e foto: Secom/AC

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