Connect with us

MEIO AMBIENTE

Prefeitura de Cruzeiro do Sul já abriga 9 famílias atingidas pela enchente do Rio Juruá

Em Cruzeiro do Sul o rio continua subindo e já tem cerca de 250 famílias sem energia elétrica

Published

on

Com o Rio Juruá marcando 13,78 metros, o prefeito de Cruzeiro do Sul, Zequinha Lima esteve nesta segunda, 4, na sala de situação e controle sob a coordenação da Defesa Civil Municipal que concentra o monitoramento do nivel do Rio Juruá e as ações de retirada de famílias das áreas alagadas, bem como remoção para abrigos. 9 famílias estão na Escola Corazita Negreiros.

“já estamos com 9 famílias no abrigo e temos chamados ainda para serem atendidos no decorrer do dia de hoje, levando em consideração que de ontem para hoje houve uma elevação do nível da água do Juruá. Nós já temos 12 bairros atingidos, várias comunidades urbanas e rurais também sendo atingidos. Estamos atentos e vigilantes juntamente com os bombeiros e todas as instituições. A sala de situação aqui é um ambiente que serve para que a gente monitorar a região do Juruá como um todo. A hora que precisarem de um socorro, de uma ajuda, nos chamem, chamem o Defesa Civil, chamem o Corpo de Bombeiro que estamos com as nossas equipes prontas para agir. No abrigo, na Escola Corazita as famílias recebem alimentação e todo o apoio necessário ”, destacou o prefeito Zequinha Lima.

O município recebeu no sábado, 2, um representante da Secretaria Nacional de Defesa Civil e da Secretaria Estadual, que garantiram apoio nas ações e repassaram orientações.
“Nós não precisamos mais decretar situação de emergência porque o Estado já fez e o Governo Federal já reconheceu a situação de emergência dos 19 municípios Acreanos. Nós estamos seguindo as orientações e tomando todas as providências possíveis” , pontuou o gestor.

O coordenador da Defesa Civil, José Lima ressaltou a importância da vigilância e do trabalho conjunto com o Corpo de Bombeiros e outras instituições para garantir a segurança das famílias afetadas pela enchente. Ele enfatizou que equipes de resgate estão prontas para agir diante de qualquer chamado de socorro.

“O rio continua subindo e já temos cerca de 250 famílias sem energia elétrica. Estamos com toda a nossa equipe, Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Exército brasileiro, mantendo todo o levantamento e as vistorias diárias e reunindo todos os dias pela manhã e tarde para dar a melhor resposta para essa população. São 9 comunidades e 12 bairros atingidos e nós ainda temos acumulado de chuva durante todo o mês de março. Vale ressaltar que março e abril ainda é inverno amazônico aqui para nós e até esse período a gente não pode deixar de estar em alerta. É alerta 24 horas”, concluiu o coordenador.

MEIO AMBIENTE

Seminário aborda desafios e políticas para os Povos Indígenas no Acre

Evento reúne lideranças e autoridades para discutir questões territoriais, educacionais e de saúde

Published

on

Nesta sexta feira, líderes, autoridades e representantes das comunidades indígenas se reuniram em um seminário no Dia dos Povos Indígenas para discutir políticas e desafios enfrentados por essas populações. Organizado pela Secretaria Extraordinária dos Povos Indígenas (Sepi), o evento abordou temas como gestão territorial, educação, saúde, cultura e direitos sociais. Durante os painéis realizados ao longo do dia, foi destacada a importância da criação de um grupo de trabalho para lidar com os impactos das inundações nas comunidades indígenas.

Uma das prioridades discutidas foi a necessidade de fortalecer as políticas públicas destinadas aos povos indígenas, considerando os desafios enfrentados, como a gestão territorial e os direitos sociais. A presença de representantes de instituições como o Instituto de Mudanças Climáticas e Regulação de Serviços Ambientais do Estado do Acre (IMC), a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e a Comissão Pró-Indígenas do Acre (CPI-AC) evidenciou a importância da colaboração entre diferentes órgãos na busca por soluções eficazes.

O evento também destacou a necessidade de enfrentar as ameaças à cultura indígena e promover ações que garantam a autonomia e os direitos dos povos originários. A criação de espaços de diálogo como esse seminário demonstra um compromisso com a construção de políticas inclusivas e respeitosas com as diversas comunidades indígenas do estado do Acre.

Foto: Neto Lucena/Secom

Continue Reading

MEIO AMBIENTE

Encontro Transfronteiriço Debate Desafios Climáticos e Proteção aos Povos da Floresta das regiões do Acre e Ucayali

Organizações indígenas e aliados unem esforços para enfrentar ameaças e exigem ações dos governos brasileiro e peruano

Published

on

Entre os dias 10 e 14 de março deste ano, em Cruzeiro do Sul, Acre, Brasil, ocorreu o encontro “Diálogo Transfronteiriço: impactos climáticos e ameaças aos povos da floresta do Acre/Ucayali”, reunindo membros da Comissão Transfronteiriça Yurúa/Alto Tamaya/Alto Juruá. A organização é por conta da Organização dos Povos Indígenas do Rio Juruá (OPIRJ), Associação Ashaninka do Rio Amônia (Apiwtxa), Organização Asociación de Comunidades Nativas Para el Desarrollo Integral del Yurua – Yono – Sharakoiai (ACONADIYSH) e Organización Regional AIDESEP Ucayali (ORAU).

Este encontro teve como foco debater as principais ameaças às áreas protegidas e estratégias para sua conservação, destacando a colaboração entre organizações indígenas e instituições desde a década de 1990.

Durante o evento, foram discutidos os impactos negativos das construções de estradas e concessões florestais, especialmente no Peru, e como essas ações afetam ambos os lados da fronteira. Os participantes expressaram preocupações sobre como tais ameaças violam direitos fundamentais, incluindo a consulta livre, prévia e informada, conforme estabelecido pela Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e pela Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas.

O encontro resultou em uma Carta Aberta aos governos e à sociedade, apontando perigos como o Projeto de Lei nº 6960/2023, em tramitação no Congresso Peruano, que propõe a pavimentação da estrada “Pucallpa-Nueva Itália-Sawawo-Breu”, que nega direitos indígenas e impacta modos de vida tradicionais, nos dois países, na fronteira nas regiões de Marechal Thaumaturgo, pelo lado brasileiro, e no Ucayali, no Peru.

Outras questões levantadas incluem a construção ilegal de estradas, o aumento da presença de não indígenas, impactos ambientais e sociais negativos, e a necessidade de proteção contra a exploração ilegal de recursos naturais. A carta enfatiza a importância do diálogo entre os governos do Brasil e do Peru com as organizações indígenas para o desenvolvimento regional e a implementação de políticas públicas transparentes.

As organizações indígenas e aliados estratégicos que assinam a carta pedem que os governos respeitem e cumpram os direitos indígenas, realizem estudos ambientais adequados e garantam a proteção dos territórios e biodiversidade. Além disso, exigem o arquivamento do Projeto de Lei nº 6960/2023 e apelam ao Governo do Peru para alinhar suas ações com as Prioridades Climáticas da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas.

Confira a carta completa no site opirj.org

Continue Reading

MEIO AMBIENTE

Cidade limpa: Secretarias unem esforços para combater riscos à saúde da população

Mutirão de limpeza em Cruzeiro do Sul busca reduzir riscos pós-enchentes

Published

on

A Prefeitura de Cruzeiro do Sul está promovendo um mutirão de limpeza nos bairros afetados pelas enchentes. O trabalho é realizado em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde e Meio Ambiente. A operação, chamada de ‘Cidade Limpa’, visa remover entulhos, destroços e lama, além de desobstruir córregos e sarjetas para reduzir os riscos de doenças causadas pelo acúmulo de resíduos nas ruas.

O Secretário Municipal de Meio Ambiente e Limpeza Pública, Ygoor Neves, anunciou a mobilização de 14 máquinas pesadas e mais de 150 pessoas para trabalhar em 38 bairros, 19 avenidas, sete vilas e nove conjuntos habitacionais. O objetivo é prevenir doenças e problemas de saúde relacionados ao acúmulo de entulhos após as enchentes.

Durante o mutirão, os agentes também fornecerão orientações à população sobre os riscos de doenças como infecções diarreicas, leptospirose e hepatite A. A Secretária Municipal de Saúde, Valéria Lima, ressaltou a importância da iniciativa conjunta das duas secretarias para minimizar o impacto das enchentes na saúde pública.

O Prefeito Zequinha Lima enfatizou o compromisso da gestão municipal em garantir a saúde e o bem-estar das famílias afetadas pelas enchentes do Rio Juruá. Ele destacou a necessidade de cuidados durante o retorno das famílias às suas casas após a inundação, para evitar problemas de saúde. O mutirão começou pelo bairro Boca do Moa, com a colaboração dos moradores na remoção dos entulhos de seus quintais para as ruas.

Continue Reading

Tendência