A Prefeitura de Rio Branco realizou a inauguração do mais recente Centro de Referência de Assistência Social (Cras), batizado como Cras Novo Horizonte. A nova unidade, anteriormente conhecida como Cras Tancredo Neves, adotou a nova identidade devido à mudança de endereço. O centro tem como objetivo principal oferecer assistência social às famílias em situação de vulnerabilidade e baixa renda na região.
Os Cras são unidades fundamentais do município, responsáveis por executar as políticas públicas de assistência social, com foco especial nos indivíduos cadastrados no CADÚnico, Bolsa Família e outros programas da rede socioassistencial. Com o novo Cras Novo Horizonte, já são oito unidades em funcionamento na cidade de Rio Branco, com um total de 77 mil usuários cadastrados.
Diferentemente do que muitas pessoas possam pensar, ao adentrar pelas portas de um Cras, as pessoas não recebem apenas auxílio material, como cestas básicas, mas também são acolhidas e recebem todo o suporte necessário para garantir seus direitos e bem-estar. A secretária Suellen Araújo detalhou que o Cras vai além da assistência material, proporcionando acolhimento, dignidade e respeito. No centro, são disponibilizados grupos de fortalecimento de vínculos, destinados a criar laços de amizade e apoio entre os usuários, incluindo grupos voltados para idosos, crianças e mulheres.
O novo Cras Novo Horizonte foi projetado visando o conforto e bem-estar da comunidade atendida. O espaço conta com salas arejadas e climatizadas, oferecendo um ambiente agradável para as atividades realizadas. Além disso, o centro dispõe de um amplo espaço de convivência, que inclui até uma piscina destinada a atividades em grupo.
A cerimônia de inauguração contou com a presença de secretários municipais, diretores, servidores e vereadores da Capital, demonstrando a relevância e o apoio da administração pública local à iniciativa.
“Meu negócio sempre foi cuidar de gente e quero continuar cuidando de gente.” Bocalom (Foto: Val Fernandes/Assecom)
Durante o evento, o prefeito ressaltou a importância do novo Cras Novo Horizonte, destacando o compromisso de sua gestão em cuidar das pessoas mais necessitadas. Ele enfatizou que o trabalho desenvolvido pelo centro beneficiará especialmente os mais humildes e carentes, demonstrando a preocupação do poder público com a população mais vulnerável.
Com essa nova estrutura e foco no acolhimento e assistência integral, o Cras Novo Horizonte se torna uma importante porta de entrada para os serviços e cuidados oferecidos pela Prefeitura de Rio Branco às famílias em situação de vulnerabilidade na região.
A Assembleia Legislativa do Acre avançou nesta quarta-feira, 17 de junho, na criação de uma comissão externa para acompanhar as investigações sobre o desabamento da Ponte Frei Paolino Baldassari, em Sena Madureira. A articulação foi puxada pelo deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB) e ganhou apoio acima do mínimo regimental depois do colapso da estrutura, registrado em 5 de junho, sobre o Rio Iaco.
A proposta não tem formato de CPI. A ideia é montar uma Comissão de Representação Externa para que o Legislativo acompanhe perícias, fiscalizações, contratos e documentos ligados à obra, com participação de um integrante da Mesa Diretora na presidência do colegiado. Nos últimos dias, parlamentares de diferentes bancadas passaram a defender publicamente a presença da Aleac no acompanhamento do caso.
A movimentação ocorre enquanto o governo do Acre mantém duas frentes oficiais de apuração. Uma delas é o Procedimento Administrativo de Responsabilização contra a Construtora Cidade Ltda., responsável pelo projeto e pela execução da ponte. A outra é a Comissão Especial de Análise Técnica, criada para investigar as causas do desabamento e produzir um relatório sobre falhas estruturais, fiscalização, manutenção e execução contratual. Paralelamente, a Polícia Civil informou que só vai apontar responsabilidades após a conclusão das perícias.
Inaugurada em dezembro de 2023, a ponte ligava o primeiro ao segundo distrito de Sena Madureira e atendia moradores da região que dependem da travessia para deslocamentos diários. Desde a queda da estrutura, o caso passou a pressionar o governo estadual, a empresa responsável pela obra e os órgãos de controle, além de abrir uma nova frente de cobrança política dentro da Assembleia.
A Câmara Municipal de Rio Branco aprovou nesta terça-feira o projeto do Executivo que concede reajuste linear de 5% aos servidores da Prefeitura. A proposta foi aprovada por unanimidade entre os 14 vereadores presentes, alcança cerca de 7 mil trabalhadores e agora segue para sanção do prefeito Alysson Bestene.
Durante a votação, os vereadores também aprovaram uma emenda do vereador Aiache, do PP, para incluir no texto a atualização do Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração dos servidores da RBTrans. Outra emenda, apresentada por Fábio Araújo, do MDB, previa reajuste de 7,52% para agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias, com aplicação imediata de 5% e o restante até novembro. A proposta foi rejeitada por 11 votos, com apoio apenas do autor e de Hildegard Pascoal.
Ao defender a rejeição da emenda, Aiache afirmou que a inclusão do novo índice no mesmo projeto poderia comprometer a sanção do reajuste geral e atrasar ainda mais a recomposição salarial, que, segundo ele, já deveria ter sido concedida no mês passado. O vereador disse ainda que a Câmara pretende discutir separadamente a situação dos agentes de saúde e de endemias, com participação de sindicatos, do Executivo e de representantes federais.
O projeto aprovado prevê a recomposição salarial para todas as categorias da administração municipal em um momento de transição no comando da Prefeitura de Rio Branco, hoje chefiada por Alysson Bestene.
O governo federal retirou nesta terça-feira, 16 de junho, o regime de urgência do projeto que trata do fim da escala de trabalho 6×1 e liberou a pauta do plenário da Câmara dos Deputados para a votação de outras propostas. A decisão foi discutida na reunião de líderes da Casa, em Brasília, e encerrou o travamento provocado pela urgência constitucional que incidia sobre a matéria.
Com a retirada da urgência, o projeto deixa de impedir a análise de outros textos e passa a tramitar em regime de prioridade. A proposta do Executivo, apresentada em abril, altera a Consolidação das Leis do Trabalho e outras normas para reduzir a duração normal da jornada e rever regras de descanso semanal remunerado em categorias específicas.
O destravamento da pauta também abriu espaço para negociações em torno de outros temas em análise na Câmara. Entre eles está o projeto que equipara a misoginia ao crime de racismo e torna a prática inafiançável e imprescritível. Apesar da expectativa de votação ainda nesta terça, o acordo entre líderes foi adiar a análise para a última semana de junho.
A mudança no calendário atende à articulação política do governo e da presidência da Câmara para reorganizar a agenda do plenário. Com isso, a Casa retoma a discussão de propostas que estavam paradas enquanto o projeto sobre a escala 6×1 mantinha a pauta bloqueada.