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Produtores de café do Vale do Juruá conhecem experiências exitosas em Rondônia

O projeto se espelha em ação desenvolvida pela ABDI em Rondônia nos últimos três anos, auxiliando os produtores de café da região

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Comitiva de produtores de café do Vale do Juruá participam essa semana de visita técnica para conhecer experiências exitosas da cadeia produtiva do café em Cacoal, Rondônia. A atividade é resultado da parceria firmada em julho deste ano entre a Agência Brasileira de Desenvolvimento e Indústria (ABDI), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Cooperativa de Produtores de Café do Vale do Juruá (COOPERCAFÉ) e Prefeitura de Mâncio Lima, para execução de projeto que tem como foco o estímulo à agricultura familiar e ao desenvolvimento da cadeia produtiva do café no Vale do Juruá, com ganhos sociais para região, que deve beneficiar diretamente mais de uma centena de produtores.

O projeto se espelha em ação desenvolvida pela ABDI em Rondônia nos últimos três anos, auxiliando os produtores de café da região a conseguir a “Indicação Geográfica Matas de Rondônia” e a estruturar o Laboratório de Solos, iniciativas que trouxeram grandes benefícios para a produção, além de incremento de renda para as famílias daquele estado.

A programação teve início nesta quarta-feira (15) e se estende até sexta-feira (17), e vão desde visitas institucionais à Prefeitura de Cacoal e à Secretaria Municipal de Agricultura; visita à propriedade do cafeicultor e presidente da CAFERON – Cafeicultores Associados da Região Matas de Rondônia para conhecer a produção, beneficiamento e armazenamento do café; visita ao Laboratório de Solos, Tecido Vegetal e Metais Pesados do Instituto Federal de Rondônia; visita ao Campus Cacoal; e a produtores da região, ganhadores de prêmios estaduais, nacionais e internacionais como a Don Bento Café Especial Robusta Amazônico, Café da Luz; e ainda visita à Câmara Setorial do Café de Rondônia.

A diretora de Economia Sustentável e Industrialização da ABDI, ex-deputada federal do Acre Perpétua Almeida, destaca a importância da parceria para o desenvolvimento da região do vale do Juruá.

“É muito importante que a ABDI, uma empresa responsável pelo desenvolvimento industrial, tenha esse olhar atento para as economias regionais e ajuda as pequenas empresas, pequenas indústrias e o cooperativismo. No Acre, o projeto é muito mais avançado pois já vem com as preocupações ambientais e sociais e tem a preocupação de focar no cooperativismo. Estamos sendo convidados para ir ao Amazonas iniciar as discussões e se dividir”, informou a diretora.

Fortalecimento do cooperativismo

O presidente da Coopercafé, Jonas Lima, informou que a primeira etapa do projeto está sendo construída através dessa visita e ressaltou as dificuldades na produção do café que podem ser solucionados através desse conhecimento do projeto em Rondônia.

“O objetivo dessa viagem é acompanhar o início do projeto, estamos construindo a primeira etapa ao conhecer esse modelo em Rondônia para podermos executar o nosso. Temos um gargalo que é o beneficiamento do café, e neste projeto vamos adquirir o silo para secar o café e máquinas para pilar. Estamos muito otimistas e agradecidos a ABDI, a Prefeitura de Mâncio Lima e ao Sistema OCB pelo apoio, essa agenda é muito importante para o desenvolvimento do nosso trabalho”, ressaltou.

A secretária de Agricultura de Mâncio Lima e produtora de café Alana Souza, explicou que o projeto realizado em Rondônia é um sucesso, fortalece o cooperativismo e a vida dos produtores.

“Esse projeto já foi implantado em Rondônia e agregou muito na vida dos produtores. Viemos conhecer o modelo de produção deles, as últimas tecnologias, para desenvolvermos e colocarmos em prática na nossa região. Sem dúvida vai contribuir ainda mais para o sucesso da cafeicultura e do cooperativismo, que é um dos objetivos do projeto, e como objetivo geral é melhorar as condições de vida dos produtores”, explicou.

Participantes do intercâmbio

Além de Jonas lima e Alana Souza, participam também da visita técnica os representantes da ABDI, Antônio Tarufi e Eduardo Tosta; e do Acre, Francisco Romualdo da Silva – produtor de café, associado da Coopercafé e dono do Café Vô Raimundo; Lívia da Silva Cordeiro – produtora de café associado da Coopercafé; Leonardo Barreto Tavella – consultor da Coopercafé e professor da Universidade Federal do Acre.

Texto: Amanda Oliveira e Andréia Oliveira
Fotos: Assessoria

Rio Branco

Rio Branco mobiliza 300 trabalhadores para a Expoacre 2026

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A Prefeitura de Rio Branco mobilizou cerca de 300 trabalhadores e mais de 30 máquinas para reforçar a limpeza do Parque de Exposições Wildy Viana e das principais vias de acesso ao local antes da Expoacre 2026. A operação ocorre nesta semana e inclui retirada de entulhos, capina, roçagem, pintura de meios-fios e lavagem de ruas.

Os serviços alcançam as avenidas Amadeu Barbosa e Via Chico Mendes, a BR-364 e bairros próximos ao parque. Entre os equipamentos usados estão retroescavadeiras, pás-carregadeiras, caminhões-caçamba e caminhões-pipa.

De 11 a 28 de julho, as equipes retiraram 176 carradas de entulho do Parque de Exposições. O material ocupava 2.578 metros cúbicos e pesava aproximadamente 620 toneladas. Os resíduos eram de diferentes tipos e haviam sido descartados irregularmente.

A força-tarefa nos principais corredores viários começou na terça-feira (28) e tinha previsão de encerramento na noite desta quarta-feira (29). Outros pontos da região devem continuar recebendo os serviços nos próximos dias.

O prefeito Alysson Bestene afirmou que a operação também busca preparar os acessos ao parque e melhorar as condições da cidade durante o aumento do movimento provocado pela feira.

“A Expoacre é um patrimônio dos acreanos e um dos eventos mais importantes da nossa economia. Por isso, a Prefeitura está fazendo a sua parte, levando serviços de limpeza, conservação e revitalização para toda a região do Parque de Exposições e para os principais acessos”, disse.

O secretário municipal de Cuidados com a Cidade, Tony Roque, classificou a ação como uma das maiores operações de limpeza realizadas nos últimos anos naquela região. As equipes trabalham diariamente no parque, nos bairros vizinhos e nas vias usadas pelo público.

Durante a tradicional Cavalgada, a prefeitura também montará uma comitiva para acompanhar o percurso pela Via Chico Mendes. Logo após a passagem dos participantes, trabalhadores e máquinas iniciarão a lavagem da pista e o recolhimento dos resíduos.

A estratégia busca reduzir o tempo de interdição, liberar as vias mais rapidamente e normalizar o trânsito. A estrutura contará com caminhões-pipa, caminhões-caçamba, máquinas, equipes de limpeza e um carro de som.

A entrega do Parque de Exposições limpo ao Governo do Acre e à organização da Expoacre está prevista para sexta-feira (31).

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Acre

FEM seleciona 68 atrações locais para palcos alternativos da Expoacre 2026

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O governo do Acre abriu nesta quarta-feira (29), por meio da Fundação de Cultura Elias Mansour (FEM), as inscrições para músicos, bandas, DJs e grupos de dança interessados em participar da programação da Expoacre 2026, em Rio Branco. A seleção prevê 68 apresentações nos palcos Culturarte e Sertanejo durante a feira, que será realizada de 1º a 9 de agosto, no Parque de Exposições Wildy Viana.

As inscrições terminam às 16h desta quinta-feira (30). Os artistas devem preencher a ficha correspondente ao palco escolhido e enviar a documentação para o e-mail expoacrealternativo2026@gmail.com. Também é possível fazer a entrega presencialmente na sede da FEM, localizada no Museu dos Povos Acreanos, na Avenida Epaminondas Jácome, no Centro da capital.

No palco Culturarte, a seleção reúne apresentações de DJs, artistas de voz e instrumento, grupos, bandas acústicas e companhias de dança. A programação abrange estilos como MPB, samba, axé, rock, pop, jazz, fitdance, street dance, hip-hop e forró.

O palco Sertanejo receberá DJs, apresentações de voz e instrumento, grupos e bandas ligados ao country, sertanejo, forró e suas vertentes. Os formulários de inscrição são diferentes para cada espaço e devem ser preenchidos conforme a categoria pretendida.

Entre os dados exigidos estão nome completo, nome artístico, telefone com WhatsApp, CPF ou CNPJ e descrição da experiência profissional. Os candidatos também precisam anexar portfólio com fotos, músicas, vídeos ou outros materiais que comprovem a atuação artística.

A FEM informou que não fornecerá alimentação nem estacionamento aos artistas e às equipes. Os dias, horários e valores das apresentações serão definidos em reunião com a comissão organizadora da Expoacre, prevista para sexta-feira (31).

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Acre

Pesquisa encontra 396 novos geoglifos e amplia mapa arqueológico do Acre

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Pesquisadores brasileiros e finlandeses localizaram 396 novos geoglifos no sudoeste da Amazônia, principalmente no Acre, por meio de mapeamento aéreo com tecnologia a laser. O levantamento, publicado nesta quarta-feira, 29 de julho, na revista científica Nature, ampliou de 36 para 432 o número de estruturas conhecidas dentro da área examinada.

Os geoglifos são construções de terra formadas por valas, elevações e recintos geométricos, principalmente círculos e quadrados. Os arqueólogos relacionam essas estruturas a cerimônias, reuniões políticas e atividades comunitárias realizadas por populações que viveram na região antes da chegada dos europeus.

A pesquisa usou a tecnologia LiDAR, que dispara pulsos de laser para mapear o relevo mesmo sob a vegetação fechada. O equipamento permitiu encontrar estruturas que não podiam ser vistas por imagens comuns de satélite nem por observações feitas no solo.

A equipe analisou 4.497 quilômetros quadrados em áreas próximas a Rio Branco, no Acre, e aos municípios amazonenses de Boca do Acre, Lábrea e Carauari. As estruturas localizadas variam entre 0,35 e 14 hectares. O maior geoglifo já conhecido na região ocupa quase 50 hectares.

A partir da quantidade encontrada, os pesquisadores calculam que podem existir entre 24 mil e 30 mil estruturas semelhantes em uma área de aproximadamente 183 mil quilômetros quadrados do sudoeste amazônico. Essa projeção ainda depende de novos levantamentos em áreas cobertas pela floresta.

Os autores associam os geoglifos à chamada civilização Aquiry, formada por comunidades que ocuparam a região durante o período pré-colonial. O estudo calcula que essa população pode ter alcançado entre 1,25 milhão e 3 milhões de habitantes em seu período de maior ocupação, entre os anos 100 e 300 depois de Cristo. Os números são estimativas baseadas na quantidade de estruturas, no tempo de uso dos sítios e na força de trabalho necessária para construí-los.

A descoberta amplia o conhecimento sobre a organização das sociedades que viveram na Amazônia antes da colonização. A quantidade e o tamanho das estruturas mostram comunidades capazes de planejar obras coletivas, abrir caminhos, organizar espaços de encontro e modificar partes da paisagem.

O número de 36 geoglifos conhecidos antes da pesquisa se refere apenas à área percorrida no novo levantamento. Em todo o Acre, mais de mil estruturas arqueológicas já foram registradas. Rio Branco possui pelo menos 81 sítios desse tipo.

O Acre concentra o maior número de geoglifos catalogados no Brasil. As primeiras estruturas ganharam atenção científica após sobrevoos em áreas desmatadas, quando as formas geométricas passaram a ser vistas com maior clareza. O uso do LiDAR permite agora procurar novos sítios sem a retirada da cobertura florestal.

A expansão do mapa arqueológico também aumenta a necessidade de proteger as áreas localizadas. Estradas, atividades agropecuárias e movimentações de terra podem destruir estruturas que permaneceram preservadas durante séculos. O Geoglifo Jacó, em Rio Branco, foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, mas grande parte dos sítios ainda precisa de estudos, delimitação e medidas específicas de proteção.

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