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Rio Acre mantém nível acima da cota de transbordo em Rio Branco

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O nível do Rio Acre registrou um aumento de três centímetros na manhã desta quinta-feira (20), atingindo a marca de 15,25 metros, segundo dados da Defesa Civil Municipal. Apesar da subida, a tendência observada nos últimos dias é de vazante. Na quarta-feira (19), o rio estava com 15,43 metros às 6h, reduzindo para 15,22 metros no mesmo horário desta quinta-feira.

Desde o dia 10 de março, o rio permanece acima da cota de transbordo, estabelecida em 14 metros. No dia 14 de março, ultrapassou os 15 metros e, no dia seguinte, subiu quase 60 centímetros. O pico mais alto registrado ocorreu no dia 17, com 15,88 metros.

O coordenador da Defesa Civil de Rio Branco, tenente-coronel Cláudio Falcão, informou que as águas podem voltar a subir devido ao volume que vem do interior. Ele destacou que o cenário muda conforme o comportamento dos rios da bacia, como o Riozinho do Rola, que teve retração lenta, e o Rio Xapuri, que voltou a subir.

O último boletim divulgado pela Defesa Civil aponta que 8,6 mil famílias foram diretamente afetadas pela enchente, totalizando mais de 31 mil pessoas. Há 171 famílias em abrigos e 598 desalojadas, além de 43 bairros atingidos. Entre as comunidades rurais, 19 foram afetadas, sendo três delas isoladas.

No interior, a medição mais recente indicou variações no nível dos rios. Em Porto Acre, o Rio Acre subiu 67 centímetros em 12 horas, atingindo 13,88 metros. Em Plácido de Castro, o Rio Abunã subiu 1 centímetro, marcando 13,03 metros. No município de Manoel Urbano, o Rio Purus aumentou 21 centímetros, chegando a 11,30 metros.

O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, decretou situação de emergência no dia 14 de março. O governador Gladson Cameli tomou a mesma medida para todo o estado devido à elevação dos rios Acre, Juruá, Purus e Envira. No dia 18, o decreto estadual foi alterado para incluir os rios Tarauacá, Abunã e Moa.

A Defesa Civil mantém o monitoramento e alerta que ainda não é o momento para a limpeza das residências atingidas, pois há risco de nova elevação do nível das águas.

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Prefeitura de Rio Branco intensifica tapa-buracos com estiagem e amplia frentes de recuperação de ruas

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A Prefeitura de Rio Branco intensificou a operação tapa-buracos com a chegada da estiagem e colocou equipes da Empresa Municipal de Urbanização (Emurb) em ruas de todas as regionais da capital para acelerar a recuperação asfáltica, melhorar a trafegabilidade e corrigir trechos comprometidos por infiltração e falhas de base, com serviços que incluem substituição de solo e recapeamento.

No bairro Jardim Tropical, três equipes com cerca de 50 trabalhadores atuam em pontos considerados críticos, como o cruzamento da Rua das Acácias com a Rua Jasmim, onde a deterioração do pavimento se agravou no período chuvoso. Morador antigo da área, o aposentado Francisco Araújo disse que o problema afetava a rotina de quem vive no entorno. “Eu moro aqui há bastante tempo, e esse buraco prejudicava muito os moradores. Agora, com esse trabalho, a situação vai melhorar. A prefeitura está de parabéns”, afirmou.

A Emurb informou que, em trechos danificados pela água, o reparo não fica restrito ao remendo superficial: a área comprometida é removida antes da aplicação do asfalto. O encarregado Nildomar Lima explicou que a intervenção busca aumentar a durabilidade do serviço. “Estamos realizando uma intervenção completa, removendo o material danificado pela ação da água da chuva para garantir maior durabilidade ao reparo”, disse.

Além do tapa-buracos, a prefeitura também executa obras mais profundas em locais onde a pavimentação anterior não tinha base adequada. No Jardim Tropical, equipes trabalham na Rua Dama da Noite com substituição de solo antes da recomposição do asfalto. O encarregado Pedro Carvalho afirmou que o objetivo é atacar a causa dos buracos recorrentes. “Aqui há uma grande concentração de tabatinga, o que faz com que os buracos surjam com frequência. Por isso, estamos realizando a substituição do solo e a construção de uma nova base antes da aplicação do asfalto”, declarou.

Com a estiagem, a prefeitura prevê ampliar as frentes de trabalho em diferentes bairros, com a expectativa de reduzir a reincidência de danos em vias que sofrem com infiltração e instabilidade do solo, além de melhorar o fluxo de veículos e a segurança de pedestres e motoristas nas áreas atendidas.

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Economia e Empreender

Feira da Embrapa leva a Brasília alimentos de todos os biomas e amplia vitrine da diversidade brasileira

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Brasília vai receber, de 23 a 25 de abril, a Feira Brasil na Mesa, evento que reúne alimentos de diferentes regiões do país e coloca a diversidade brasileira no centro da discussão sobre produção, consumo e sustentabilidade. A programação ocorre das 9h às 18h, na Embrapa Cerrados, em Planaltina (DF), com entrada gratuita e atividades voltadas a aproximar produtores, pesquisadores, empresas, gestores públicos e consumidores.

A feira aposta em uma vitrine que junta sabores ligados à sociobiodiversidade e produtos da agricultura familiar, com degustações e comercialização direta. Entre os itens apresentados estão frutas nativas e regionais como butiá, açaí, bacuri, mangaba, pequi, babaçu, sapoti, umbu, araçá, pitaya e mirtilo, além de alimentos e bebidas feitos a partir desses ingredientes, como jujubas de cupuaçu, castanha de baru, geleias de umbu-cajá, jamelão e mangaba, cafés especiais robustas amazônicos, produtos com fibra de caju, sucos e cremes de butiá, cuscuz de milho crioulo, energético de guaraná e carne de cordeiro.

A área de feira de produtores vai funcionar no formato de feira livre, com 30 pontos de atendimento, dedicada a alimentos exclusivamente da agricultura familiar. A proposta é ampliar o contato do público com ingredientes e preparos que nem sempre chegam às grandes redes de varejo e, ao mesmo tempo, abrir espaço para discutir caminhos de escoamento e mercado para essa produção.

A gastronomia entra como eixo de conexão entre território e alimento. O evento terá cozinha show em dois ambientes. No pavilhão principal, chefs e convidados preparam receitas ao vivo e oferecem degustações diárias com foco em alimentos nativos e produtos da agricultura familiar. Na praça de alimentação, a programação traz receitas ligadas a saberes de povos e comunidades tradicionais, com ingredientes como farinha de buriti, polpa de pequi e paçoca do Cerrado.

A feira também inclui trilha e visitas a áreas demonstrativas, com apoio de transporte interno, para apresentar variedades e sistemas produtivos trabalhados no Cerrado. Entre os destaques estão cultivos como o maracujá pérola e a pitaya e modelos de produção que combinam espécies e atividades, como o consórcio de café com castanha de baru e a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta, que vem sendo adotada em larga escala no país.

A presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, afirma que o evento foi desenhado como ponto de encontro entre ciência, mercado, produtores, consumidores e políticas públicas. “O evento traz o conceito de que o futuro da alimentação passa pela valorização da agricultura familiar, da sociobiodiversidade e dos territórios brasileiros, com foco na sustentabilidade e no enfrentamento às mudanças climáticas”, disse.

Além das atividades abertas ao público, a programação inclui seminários técnicos e uma rodada de negócios voltada ao setor de frutas industrializadas, com reuniões entre empresas e a presença de compradores internacionais. O encerramento, no dia 25, também marca a celebração do aniversário de 53 anos da Embrapa, com cerimônia prevista dentro do evento.

Fonte: Embrapa

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Sebrae lança 13ª edição do Prêmio Sebrae de Jornalismo e abre disputa com foco em empreendedorismo

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O Sebrae lançou nesta terça-feira, 7 de abril de 2026, a 13ª edição do Prêmio Sebrae de Jornalismo (PSJ) e abriu as inscrições para profissionais e universitários, em uma iniciativa marcada para o Dia do Jornalista e voltada a ampliar a cobertura sobre empreendedorismo e pequenos negócios no Brasil.

A premiação recebe reportagens publicadas ou exibidas entre 9 de junho de 2025 e 7 de junho de 2026. Para jornalistas, o PSJ terá as categorias Texto, Áudio, Vídeo e Fotojornalismo. Para estudantes, a disputa ocorre na categoria Jornalismo Universitário, destinada a trabalhos produzidos no ambiente acadêmico.

A seleção será feita em três fases. Os trabalhos inscritos passam primeiro pela etapa estadual, que define os classificados para a fase regional. Os vencedores regionais avançam, então, para a final nacional, onde serão escolhidos os premiados da edição.

O regulamento prevê uma lista de recortes temáticos sugeridos para as matérias, incluindo bioeconomia, negócios verdes e sustentabilidade, acesso a crédito e gestão financeira, produtividade e competitividade, inclusão produtiva e desenvolvimento territorial, transformação digital, empreendedorismo feminino, políticas públicas e legislação, inovação e startups, empreendedorismo social e educação empreendedora.

Na edição anterior, realizada em 2025, o prêmio registrou 3.442 matérias inscritas em todo o país, no terceiro recorde consecutivo de participação. Com a abertura de uma nova temporada, o Sebrae busca manter o crescimento do concurso e ampliar o número de reportagens que acompanhem de perto o papel dos pequenos negócios na geração de renda, na criação de empregos e na dinâmica econômica local.

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