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Direto ao ponto

Seja a mudança e a transformação que deseja ver na política

Em um momento em que as eleições municipais se aproximam, é fundamental reconhecer a interseção entre arte, educação e política

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Em um momento em que as eleições municipais se aproximam, é fundamental reconhecer a interseção entre arte, educação e política.

Nossos prefeitos e vereadores são os legisladores e executivos da educação de nossos filhos. Eles moldam o ambiente educacional, decidindo sobre orçamentos, políticas e programas que impactam diretamente o ensino e o desenvolvimento das crianças.

Como destacado por Marilena Chauí, renomada filósofa brasileira, a arte desempenha um papel crucial na formação do pensamento crítico, uma habilidade essencial para a vida. Além disso, Muniz Sodré, teórico da comunicação, ressalta como a expressão artística pode ser um veículo poderoso para celebrar as diferenças e criar cidadãos do mundo.

Nesse contexto, é crucial ter uma bancada de vereadores diversificada, composta por representantes de diversos setores da sociedade, podendo ser os agentes de mudança que impulsionam uma agenda progressista na educação, defendendo políticas que promovam o acesso equitativo à arte e à educação de qualidade para todas as crianças. Essa diversidade de experiências e perspectivas é fundamental para garantir uma representação abrangente e eficaz dos interesses da comunidade.

Ao trazer pessoas de diferentes origens e áreas de atuação para a política, podemos promover uma governança mais inclusiva e sensível às necessidades de nossa sociedade. Ser candidato não significa apenas buscar cargos políticos, mas ser a mudança e a transformação que desejamos ver na política

E por isso, a importância das candidaturas de vários setores da sociedade não pode ser subestimada. Ao envolver uma gama diversificada de vozes no processo político, podemos construir comunidades mais justas, resilientes e culturalmente vibrantes. A cada eleição, temos a oportunidade nos unirmos para moldar o futuro de nossas cidades e garantir um ambiente educacional que nutra o potencial de cada criança e jovem.

Alexandre N Nobre
Foto Montagem: José Cruz, Elza Fiuza / Agência Brasil e Antônio Augusto TSE

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“O outro ofereceu namoro, ela pediu casamento” – A captura do MDB e a rebelião dos preteridos no palanque governista

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Na manhã desta quinta-feira (12), as portas do auditório Flaviano Melo, em Rio Branco, fecharam-se para consolidar o controle da chapa majoritária de 2026. A vice-governadora Mailza Assis (PP) garantiu a aliança com o MDB ao ceder a vaga de vice-governador à sigla. A ofensiva, arquitetada para neutralizar as movimentações do senador Alan Rick (Republicanos), provocou baixas imediatas no front governista. A ex-deputada Jéssica Sales e o ex-prefeito Marcus Alexandre parece terem aplicado a estratégia de esvaziamento da sessão ao não comparecerem à cerimônia, expondo a fratura na base do partido logo após o aperto de mãos da executiva.

A engenharia do acordo operou sob a lógica do pragmatismo puro. O cacique Vagner Sales justificou o alinhamento com a máquina do Estado e desferiu uma cutucada na hesitação dos adversários. “O outro ofereceu namoro, ela sentou conosco e pediu em casamento”, disparou o presidente estadual do MDB. A manobra assegura ao partido uma estrutura ampliada na disputa proporcional, com a projeção de filiar os deputados estaduais André Vale, Gilberto Lira, Adailton Cruz e Michele Melo, somando-os à bancada de Antônia Sales e Tanízio Sá. A frieza da matemática eleitoral, pautada na divisão de cadeiras na Assembleia Legislativa e garantia de palanque, foi contrastada por apelos emocionais nos discursos oficiais. Mailza convocou a união das trincheiras, afirmou que a composição vai turbinar o coração de 52% do eleitorado feminino do Acre e prometeu entregar “melhor saúde e melhor educação”.

O discurso de pacificação desmoronou com o levante de quadros decisivos da legenda. Dona do lema “minha palavra é uma bala, não tem volta”, Jéssica Sales recuou das tratativas. Apontada pelos articuladores como o nome ideal para formar uma chapa estritamente feminina, ela comunicou à cúpula o desinteresse em continuar na vida pública após a aliança ser selada, segundo fontes da imprensa local. O comando tentou abafar a crise creditando a ausência a um plantão médico.

Marcus Alexandre parece ter adotado a mesma tática de retaliação. O ex-prefeito faltou ao evento, utilizou o expediente na Secretaria de Obras como justificativa e desautorizou a própria direção. Ele declarou desconhecer qualquer negociação para assumir a vice, avisou que vai bater à altura nas ruas e firmou posição exclusiva como pré-candidato a deputado estadual.

A anexação do MDB ao projeto de Mailza Assis força a oposição a reconfigurar o cenário, mas entrega à vice-governadora um campo minado. A absorção de uma sigla histórica confere peso logístico e fundo eleitoral à campanha, porém a insubordinação de lideranças populares ameaça corroer os alicerces do acordo.

Foto: Sérgio Vale

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Direto ao ponto

Por que não uma chapa com Bocalom, Petecão e Eduardo Veloso?

Em um cenário ainda aberto para 2026 no Acre, uma chapa com Tião Bocalom ao governo e Sérgio Petecão e Eduardo Veloso ao Senado pode surgir como alternativa competitiva às pré-candidaturas já colocadas

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A corrida eleitoral para o governo do Acre em 2026 ainda está longe de estar definida. Embora alguns nomes já apareçam como pré-candidatos e comecem a ocupar espaço no debate político, o cenário segue aberto e sujeito a rearranjos. É nesse contexto que surge uma pergunta que começa a circular nos bastidores da política acreana: por que não uma chapa formada por Tião Bocalom para governador e pelos nomes de Sérgio Petecão e Eduardo Veloso para o Senado?

Hoje, o senador Alan Rick aparece como um dos principais nomes colocados para a disputa do governo. Com mandato em Brasília e presença frequente no noticiário, ele desponta como uma candidatura competitiva dentro do campo político que hoje governa o Estado. Ao mesmo tempo, a vice-governadora Mailza Assis também se movimenta politicamente e é vista como uma possível candidata à sucessão estadual.

No entanto, eleições majoritárias raramente seguem um roteiro previsível. Ao longo do processo, novas composições políticas podem surgir e alterar completamente o tabuleiro eleitoral.

É nesse ponto que a hipótese de uma chapa liderada por Tião Bocalom ganha relevância. Prefeito da capital e figura conhecida da política acreana, Bocalom reúne algumas características que historicamente pesam em disputas estaduais: visibilidade administrativa, presença diária no debate público e capacidade de apresentar resultados concretos de gestão.

Ao lado dele, a presença do senador Sérgio Petecão poderia representar a força de um político experiente, com trajetória consolidada e forte inserção no interior do estado. Petecão construiu ao longo dos anos uma base eleitoral sólida e mantém presença política constante em diferentes regiões do Acre.

Já Eduardo Veloso surge como um nome que dialoga com uma geração mais recente da política acreana, ampliando o alcance da chapa e contribuindo para construir pontes com setores urbanos, profissionais liberais e segmentos mais jovens do eleitorado.

Sob o ponto de vista eleitoral, a combinação teria uma lógica interessante: Bocalom representando o peso político da capital e a experiência administrativa; Petecão agregando capilaridade política no interior; e Veloso ampliando o diálogo com novos segmentos do eleitorado.

Enquanto isso, as candidaturas já colocadas, como as de Alan Rick ou de Mailza Assis, tendem a disputar em grande medida o mesmo campo político e eleitoral. Uma nova composição poderia reorganizar forças e apresentar ao eleitor acreano uma alternativa diferente dentro desse mesmo espectro.

Naturalmente, política não se faz apenas com hipóteses. Ela depende de alianças, circunstâncias e do sentimento do eleitor ao longo da campanha. Mas é justamente no início do processo eleitoral que surgem as ideias que, mais adiante, podem ganhar corpo e se transformar em projetos concretos.

Por isso, a pergunta é pertinente: em um cenário ainda em construção para 2026, por que não Bocalom para governador, com Petecão e Eduardo Veloso ao Senado?

Na política, muitas vezes, as alternativas mais interessantes começam exatamente com uma pergunta desafiadora.

Foto: Luciano Tavares, do Notícias da Hora

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“Temos que eleger barba, cabelo e bigode” – A máquina governista e o cerco para monopolizar o poder no Acre

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O xadrez político para as eleições de 2026 no Acre ganhou contornos de batalha campal com o avanço da aliança entre Progressistas (PP), Partido Liberal (PL) e União Brasil (UB). O foco do bloco governista é claro: capturar todas as oito cadeiras da bancada acreana na Câmara dos Deputados, além de garantir o controle do Palácio Rio Branco e as vagas no Senado. A estratégia de terra arrasada sobre os adversários foi exposta pelo governador Gladson Cameli ao cobrar o que chama de trabalho de formiguinha das bases aliadas nas ruas do estado. A movimentação aciona o alerta da vigilância pública, uma vez que o uso do maquinário estatal e a aglutinação de forças buscam anular o oxigênio da oposição e de correntes divergentes dentro da própria direita. A responsabilidade diante da população cresce na mesma proporção em que as portas se fecham para o debate plural.

Nos bastidores da capital, a tática de esvaziamento das frentes concorrentes opera em alta rotação. O senador Márcio Bittar, marchando ao lado de Cameli e da vice-governadora Mailza Assis, puxou o tapete de nomes como Jéssica Sales, Mara Rocha, Petecão e Eduardo Velloso ao cravar publicamente que a direita possui apenas dois pré-candidatos ao Senado. A manobra tenta asfixiar candidaturas independentes e forçar uma polarização direta com a esquerda, resgatando a memória política de que apenas o atual governador e Jair Bolsonaro foram capazes de quebrar a antiga hegemonia do Partido dos Trabalhadores no estado. Com 18 das 22 prefeituras acreanas sob a órbita de influência dessa coalizão, o grupo joga com o peso do trator institucional para varrer o mapa eleitoral. O campo de batalha está desenhado: quem não estiver no palanque oficial corre o risco de entrar no pleito sem estrutura e sem legenda.

Os números apontam a frieza técnica da operação em contraste absoluto com os discursos emocionais de palanque. Historicamente, a pulverização dos votos sempre garantiu uma divisão proporcional das oito cadeiras federais do Acre entre diferentes correntes. Agora, a matemática do bloco governista exige um alinhamento cego de recursos e influência regional para atingir um monopólio inédito no Congresso Nacional. Enquanto os líderes políticos discursam sobre a necessidade de união para garantir melhor saúde e melhor educação, a engenharia eleitoral atua para blindar o poder em um grupo restrito, cobrando lealdade total da militância que deverá subir e descer rios para garantir a vitória nas urnas. As manobras de bastidor vão ser publicadas e acompanhadas passo a passo, pois o fardo financeiro e estrutural dessa concentração de forças sempre recai sobre o pagador de impostos.

O impacto prático dessa tentativa de monopólio legislativo será medido pela capacidade das instituições e da sociedade civil de vigiar a máquina governamental até outubro de 2026. A imposição de um rolo compressor eleitoral pode silenciar minorias e extinguir a diversidade de pautas enviadas a Brasília em nome do Acre. O avanço do calendário mostrará se o governo conseguirá consolidar o controle absoluto das chapas ou se surgirão baixas na base aliada diante da disputa interna pelo fundo eleitoral.

O eleitor, no fim da linha, terá de decidir se entrega as chaves de todas as esferas do poder para um único agrupamento político ou se impõe freios e contrapesos na composição da próxima legislatura.

Foto: Sérgio Vale

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