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Política

Sessão Solene na Aleac celebra 108 anos da Polícia Militar no Acre

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Na manhã desta quinta-feira (23), a Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) realizou uma sessão solene em comemoração ao 108° aniversário da Polícia Militar do Acre. A solenidade foi promovida por meio de um requerimento do deputado Gene Diniz (Republicanos), reconhecendo a importância e os serviços prestados pela corporação à sociedade acreana.

A sessão contou com a presença de diversas autoridades, incluindo parlamentares, membros da Polícia Militar acreana, representantes do Executivo, do Ministério Público, Tribunal de Justiça e Defensoria Pública do Acre. O evento foi marcado por homenagens e discursos que ressaltaram o papel da PM na manutenção da ordem pública e na proteção dos cidadãos.

O presidente da Aleac, deputado Luiz Gonzaga (PSDB), destacou a relevância da Polícia Militar para a segurança e bem-estar da população acreana. Ele enfatizou que a corporação tem sido essencial na garantia da ordem pública ao longo de seus 108 anos no Estado, enfrentando diversos desafios com dedicação e coragem. Gonzaga também sublinhou a necessidade de fortalecer a cooperação entre as instituições para garantir um ambiente de segurança eficaz e transparente.

Gene Diniz, autor do requerimento, expressou sua honra em receber os policiais militares na Aleac, destacando a importância da corporação para a segurança e bem-estar da população acreana. Diniz, que serviu na Polícia Militar por 20 anos, compartilhou suas experiências e o respeito desenvolvido pelos colegas de farda e comandantes. Ele enfatizou que a celebração do aniversário da PM é também um momento de reconhecer aqueles que contribuíram para a história da corporação, ativos e reservistas.

O Coronel Atahualpa Rubera, representando a Secretaria de Segurança Pública do Estado, fez um discurso marcante, destacando a nobreza da profissão policial e a dedicação dos policiais militares na proteção da sociedade. Ele ressaltou a importância da cooperação entre as instituições para garantir a segurança pública e agradeceu a todos pela dedicação e compromisso.

O comandante-geral da PM, Coronel Luciano Dias Fonseca, ressaltou a conexão histórica entre a PM e o povo acreano, destacando o lema da corporação, “lei, ordem e justiça”, como guia para sua atuação nos três poderes do Estado. Ele enfatizou a importância da integração entre as instituições e a valorização dos policiais militares, destacando os desafios enfrentados na luta contra o narcotráfico e a necessidade de melhorias na remuneração dos profissionais para garantir sua motivação e eficiência.

Ao final da cerimônia, policiais militares foram homenageados por seus serviços exemplares e dedicação à corporação. As contribuições da Polícia Militar ao longo dos anos foram destacadas, enfatizando sua evolução e adaptação às novas demandas sociais e tecnológicas.

Com informações da Agência Aleac / Andressa Oliveira / Foto: Sérgio Vale

Política

Fim da escala 6×1 vira alvo de mobilização nacional para pressionar Senado

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Frentes Brasil Popular e Povo sem Medo convocaram para terça-feira, 30 de junho, uma mobilização nacional em defesa do fim da escala 6×1 e da redução da jornada de trabalho sem corte de salário. O objetivo dos atos, marcados em capitais de diferentes regiões do país, é pressionar o Senado a colocar em votação a PEC 221/2019, já aprovada pela Câmara dos Deputados, que prevê jornada máxima de 40 horas semanais com dois dias de descanso remunerado.

A convocação reúne centrais sindicais, movimentos sociais e militantes que defendem a mudança como uma pauta de qualidade de vida e ampliação de direitos. Entre os atos anunciados estão manifestações em Maceió, Salvador, Brasília, Belo Horizonte, João Pessoa, Curitiba, Rio de Janeiro, Natal, Porto Alegre, Florianópolis, Chapecó e São Paulo. Dirigentes petistas reforçaram o chamado para participação nas ruas e para a pressão sobre os senadores.

No Congresso, a proposta avançou após a aprovação na Câmara em 27 de maio. O texto prevê uma transição: dois meses depois da promulgação, trabalhadores regidos pela CLT passariam a ter dois dias de descanso semanal e jornada máxima de 42 horas. Após 14 meses, o limite cairia para 40 horas semanais. A proposta chegou ao Senado em 28 de maio e ainda não tem data fechada para votação.

A tramitação abriu uma disputa política e econômica. O Senado aprovou a realização de uma sessão temática para discutir os impactos sociais e econômicos da medida, enquanto representantes do setor produtivo pedem mais tempo para análise e afirmam que a mudança pode elevar custos e preços. A definição do cronograma depende agora das negociações entre a presidência da Casa e os líderes partidários.

Foto: Fábio Rodrigues/Agência Brasil

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Política

Ato em Rio Branco reúne entidades contra PDL 3/2025 e fim da escala 6×1

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Movimentos sociais, organizações feministas e representantes da Universidade Federal do Acre se reuniram na manhã deste sábado, 27 de junho, em frente ao Palácio Rio Branco, no Centro da capital acreana, em um ato unificado contra o PDL 3/2025 e em defesa do fim da escala 6×1. Com o nome “Nenhuma a Menos | Tempo é Vida”, a mobilização levou para a praça duas discussões que atravessam a vida cotidiana de mulheres, crianças, adolescentes e trabalhadores: a proteção institucional às vítimas de violência sexual e o tempo disponível para descanso, cuidado, convivência familiar e participação social.

A manifestação foi convocada inicialmente pelo Levante Feminista Acre, pelo Instituto Mulheres da Amazônia e pela Associação dos Docentes da Universidade Federal do Acre. Ao longo da articulação, outras organizações aderiram ao ato, que ocupou um dos pontos mais simbólicos do poder estadual, em frente ao Palácio Rio Branco. A escolha do local deu peso político à cobrança. No centro da cidade, as falas públicas ligaram a pauta nacional à realidade das famílias acreanas, onde a sobrecarga do trabalho remunerado e do trabalho doméstico recai, com mais frequência, sobre as mulheres.

O PDL 3/2025 susta os efeitos da Resolução 258/2024 do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, o Conanda. A resolução tratava de diretrizes para o atendimento de crianças e adolescentes vítimas de violência sexual, incluindo procedimentos de escuta especializada, notificação, atendimento sigiloso e proteção contra revitimização em serviços de saúde, assistência social e justiça. O Senado aprovou a sustação no dia 2 de junho de 2026, depois de a proposta ter passado pela Câmara dos Deputados, e o texto seguiu para promulgação.  

Para as entidades presentes no ato, a derrubada da resolução reduz a força de uma política pública construída para orientar o atendimento de meninas e meninos em situação de violência. A crítica não se limita ao debate sobre aborto legal, embora esse ponto esteja no centro da disputa nacional. A preocupação das organizações envolve também o caminho percorrido por uma criança ou adolescente depois da denúncia: quem acolhe, quem ouve, quem registra, quem encaminha, quem protege e como impedir que a vítima precise repetir a violência sofrida diante de várias instituições.

A segunda pauta do protesto, o fim da escala 6×1, entrou na mobilização como parte da mesma leitura sobre cuidado e tempo de vida. A proposta em debate no Congresso reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas e prevê dois dias de descanso remunerado por semana. A Câmara aprovou a PEC em dois turnos no dia 27 de maio de 2026, e o texto chegou ao Senado no dia seguinte. Pela versão aprovada, a transição ocorreria em 14 meses, sem redução salarial, mas a tramitação no Senado passou a depender da definição de rito e envio às comissões.  

Na avaliação das organizadoras, a escala de seis dias de trabalho por um de descanso pesa de forma desigual sobre as mulheres porque se soma à rotina de cuidado com filhos, idosos, casa e deslocamentos. A crítica aparece em um ponto concreto da vida de trabalhadoras do comércio, dos serviços, da limpeza, da alimentação e de outras áreas em que a folga única da semana muitas vezes é consumida por tarefas que ficaram acumuladas. O ato tratou o tempo livre não como privilégio, mas como condição mínima para saúde, participação familiar e presença na vida pública.

Durante a mobilização, Jade resumiu o sentido político do encontro ao defender a união de diferentes setores em torno das duas pautas. “O ato foi um momento de chamar várias áreas da esquerda para falar sobre esses dois temas que são fundamentais para todos nós!”, afirmou.

A presença de entidades feministas, docentes e movimentos sociais mostrou que as duas pautas, embora tramitem por caminhos diferentes em Brasília, foram lidas em Rio Branco como parte de uma mesma disputa sobre direitos. De um lado, a rede de proteção a crianças e adolescentes vítimas de violência sexual. De outro, a organização do trabalho e o direito ao descanso. No Acre, onde as distâncias sociais aparecem na rotina de quem depende de serviço público, transporte, escola, unidade de saúde e salário mensal, o debate saiu do vocabulário técnico do Congresso e ganhou forma de cobrança na rua.

O ato também mostrou a tentativa das organizações de impedir que temas nacionais fiquem restritos aos plenários de Brasília. Ao levar o PDL 3/2025 e a escala 6×1 para o Centro de Rio Branco, os grupos buscaram transformar decisões legislativas em assunto de conversa pública, pressão política e mobilização local. A mensagem central foi direta: direitos de crianças e adolescentes e tempo de vida das trabalhadoras não devem ser tratados como pautas separadas da realidade das famílias.

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Política

Bocalom recebe alunos do Ieptec em plantio de café e defende cafeicultura no Acre

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O ex-prefeito de Rio Branco Tião Bocalom recebeu, nesta terça-feira (23), alunos concluintes do Curso Técnico em Agronegócio do Ieptec de Acrelândia e Plácido de Castro em sua propriedade rural, no Sítio Paraná, no Ramal do Bigode, em Acrelândia, para um dia de campo voltado à produção de café. A atividade teve como objetivo aproximar os estudantes da rotina da lavoura, com acompanhamento de técnicas de manejo, irrigação, colheita, pós-colheita e gestão rural.

Bocalom apresentou aos alunos áreas do plantio em diferentes fases de produção e defendeu a cafeicultura como alternativa econômica para produtores do Acre. “É um prazer muito grande receber esses alunos do Ieptec de Plácido de Castro e Acrelândia. Eles vieram observar na prática o que é realmente o plantio de café. Estão se preparando para serem gestores do agronegócio, e nós precisamos muito disso. Gostaria de ver cada um gerindo o seu próprio negócio. O café é uma grande saída para o Acre”, afirmou.

Durante a visita, o ex-prefeito falou sobre os resultados alcançados na lavoura e relacionou a produtividade ao cuidado com o solo, à adubação, ao controle de pragas e doenças e ao manejo adequado. “Quando você cuida bem da lavoura, faz a adubação correta, o controle de pragas e doenças e executa o manejo de forma adequada, a produtividade aparece. Esta lavoura produziu 50 sacas por hectare no primeiro ciclo, depois chegou a 140 sacas e agora a expectativa é ultrapassar 180 sacas por hectare, podendo chegar a mais de 200 sacas”, explicou.

Bocalom também apresentou práticas usadas na propriedade, entre elas a cobertura plástica no solo, técnica comum em outras culturas e aplicada no café como forma de melhorar o desempenho da plantação. “Estamos fazendo algumas coisas diferentes aqui. O uso do plástico, por exemplo, é muito comum em outras culturas, mas estamos aplicando também no café. Inovar o tempo todo faz parte do processo e ajuda a alcançar resultados cada vez melhores”, disse.

A programação reuniu estudantes e professores em uma atividade de imersão no campo. Para o professor Hadamés Wilson, a visita ajudou a conectar a formação técnica à realidade produtiva do estado. “Eu sempre digo aos alunos que o Acre é um lugar de oportunidades. Muitos sonham em sair daqui, mas existem condições para crescer e se desenvolver no nosso estado. Estar em uma propriedade que é referência na produção de café mostra que é possível construir uma carreira de sucesso no campo e contribuir para o desenvolvimento do Acre”, afirmou.

Os alunos também acompanharam a colheita e ouviram explicações sobre custos, produtividade e renda. Bocalom apresentou números da produção de 2025 e disse que a lavoura gerou lucro líquido de cerca de R$ 400 mil em quatro hectares de café. Ele afirmou que a produtividade maior deve compensar a queda no preço da saca neste ano. “Só que como a minha produtividade aumentou muito, evidentemente que meus lucros também não serão iguais ao ano passado, mas serão muito parecidos, porque nós tivemos produtividade a maior”, declarou.

Para os estudantes, a visita serviu como complemento às aulas do curso técnico. O aluno Jason Segóbia, de Plácido de Castro, afirmou que a experiência ampliou a visão sobre o setor. “Eu nunca tinha visitado um plantio como este. Está sendo uma experiência excelente. Pelo que foi explicado para nós, o café é uma boa fonte de renda e mostra que existe um grande potencial para quem deseja investir no setor”, comentou.

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