Reunião realizada na sexta-feira, 14, contou com a participação de diversas instituições públicas ligadas direta e indiretamente a questão da proteção dos diretos das crianças e adolescentes, que reafirmaram o compromisso em estabelecer ações preventivas
Nesses dois últimos meses, o país sofreu com as perdas causadas por atentados contra as escolas. Para estabelecer ações permanentes de combate e prevenção a esse tipo de problema, a presidente do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), desembargadora Regina Ferrari, convidou para dialogar nesta sexta-feira, 14, diversas instituições públicas, e juntos todas aceitaram criar o Comitê Interinstitucional de Enfrentamento à Violência nas Escolas.
A reunião realizada na sede do 2º Grau do Judiciário contou com a participação de instituições envolvidas e relacionadas direta e indiretamente com a proteção das crianças e adolescentes. Por isso estavam presentes representantes do Tribunal de Contas do Estado (TCE/AC); do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC); Defensoria Pública estadual (DP/AC); secretárias estaduais e municipais de Educação, Saúde e Segurança Pública; Polícia Federal; Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Acre (OAB/AC); da Assembleia Legislativa do Estado do Acre (Aleac), juízes e juízas.
Durante o encontro, a presidente do Tribunal de Justiça, junto a Coordenadora Estadual de Mulheres em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Comsiv), desembargadora Eva Evangelista, e a supervisora do Justiça Restaurativa no Poder Judiciário do Acre, desembargadora Waldirene Cordeiro, apresentaram algumas das iniciativas realizadas pelo Judiciário que já cumprem esse papel de disseminar a cultura da pacificação social e formação de agentes de combate aos conflitos, e outras que estão sendo implementadas. Elas também pontuaram algumas outras ações que estão em implementação.
Este ano de 2023 foi instituído pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) como o ano da Justiça Restaurativa, assim, a presidente do TJAC ressaltou que todos os projetos e outras ações que poderão ser executadas a partir desse Comitê dialogam com essa política judiciária, que também busca promover a pacificação social, assim como, protegem as crianças e adolescentes.
Entre os projetos elencados estavam: o Programa Justiça e Cidadania na Escola; as palestras de conscientização realizadas nas Semanas da Justiça pela Paz em Casa; o Programa Radioativo; o projeto de Mediação de Conflitos nas Escolas; o Justiça Comunitária; Infância Literária; as ações do Grupo de Monitoramento e Fiscalização Carcerária e Socioeducativo (GMF); e as práticas da Justiça Restaurativa com os ciclos feitos com adolescentes em Cruzeiro do Sul e o convênio firmado com o Instituto Federal do Acre (Ifac) para implantar núcleos restaurativos nas unidades da instituição.
Para a desembargadora Regina Ferrari esse é o momento de conjugar os esforços, considerando todas as competências de cada órgão em benefício da proteção da infância e juventude. “Agora mais do que nunca nós precisamos educar para a paz e nós não temos salvação para além da educação. Temos ações repressivas, punitivas, mas temos as preventivas e é nelas que precisamos focar agora. O Poder Judiciário está pronto para o enfrentamento no que diz respeitos as repressivas, punitivas e educativas no que diz respeito a construção para a paz”.
A presidente ainda agradeceu a participação e envolvimento de todas as instituições, depois abriu a palavra onde cada instituição pode expor suas ações e se comprometeu a participar do Comitê. O secretário de Educação do Estado do Acre, Aberson Carvalho, elogiou a iniciativa do Judiciário e expôs que o momento é realmente de união de esforços para combater esse problema tão complexo e multifacetado que é a violência dentro das escolas.
Todos os representantes das instituições dialogaram sobre sua atuação, fizeram reflexões acerca do que pode ser construído como um trabalho conjunto e parabenizaram o Tribunal de Justiça do Acre pela iniciativa, concordando de imediato com a criação e adesão ao Comitê Interinstitucional de Enfrentamento à Violência nas Escolas.
O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, visitou nesta terça-feira (24) o Complexo de Agricultura Familiar, estrutura montada para beneficiar arroz, feijão e milho e que, segundo a prefeitura, recebeu investimento superior a R$ 20 milhões com recursos próprios. A unidade concentra, em um mesmo espaço, equipamentos e galpões voltados a dar escala e padrão industrial à produção de pequenos agricultores da capital.
Na vistoria, Bocalom acompanhou o funcionamento da linha de arroz, que já opera no local, e verificou o andamento das etapas de implantação das linhas de feijão e milho, ainda em fase de instalação. A prefeitura aposta que a combinação de processamento, seleção e padronização vai elevar o valor comercial do que é colhido na zona rural de Rio Branco e reduzir perdas no pós-colheita, ampliando a renda de quem produz.
O prefeito afirmou que o arroz processado no complexo terá seleção eletrônica por cor para uniformizar o produto e melhorar a qualidade final. “Nosso produto vai sair com qualidade equivalente — ou até superior — à que vem de fora, com o diferencial de ter menos agrotóxicos”, disse.
De acordo com a prefeitura, o feijão passará por polimento para melhorar a apresentação e a regularidade do grão, enquanto o milho terá diferentes possibilidades de transformação, como moagem para fubá e xerém. A gestão também prevê ampliar a capacidade de produção com novos equipamentos, incluindo uma máquina para fabricação de flocos, para diversificar os itens que podem sair da unidade.
O pacote de investimentos inclui a construção de galpões, compra de máquinas, instalação de secadores e áreas de armazenamento, além de estruturas como o galpão de calcário. A unidade também deve contemplar o beneficiamento de leite de soja, inserido em ações associadas à segurança alimentar e ao abastecimento de programas públicos.
A prefeitura sustenta que a conclusão das linhas de processamento fortalece a agricultura familiar ao permitir que a produção local chegue ao consumidor com padrão de mercado, além de apoiar iniciativas voltadas a públicos atendidos por políticas sociais, como famílias em situação de vulnerabilidade, crianças em creches e pessoas em tratamento de saúde. Com a operação completa, a administração municipal espera ampliar emprego e renda no campo e diminuir a dependência de alimentos trazidos de outros estados.
O Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) lançou uma nova Página de Transparência com recursos de acessibilidade, reorganização de conteúdos e linguagem simplificada para facilitar o acesso do cidadão a informações públicas. A reformulação foi apresentada na segunda-feira (23), em Rio Branco, após mais de dois meses de trabalho conduzido pela Secretaria de Governança e Gestão Estratégica (Segov), pela Secretaria de Tecnologia da Informação e Comunicação (Setic) e por unidades administrativas do tribunal.
A atualização foi planejada para atender aos critérios do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que deve avaliar os portais de forma direta em 2026, simulando a navegação de um usuário comum. Durante a apresentação, o presidente do TJAC, desembargador Laudivon Nogueira, afirmou que a página passa a ser uma ferramenta voltada ao entendimento do público. “O Portal de Transparência deixa de ser apenas um repositório de documentos e passa a ser um instrumento ativo de transparência pública, pensado e construído na perspectiva do cidadão”, disse.
A nova estrutura foi desenhada para permitir que o usuário encontre as informações em até três cliques, além de concentrar conteúdos por temas para reduzir caminhos e repetição de páginas. Entre as ferramentas adicionadas estão leitura em áudio, comando de voz, ajuste de contraste e a simplificação de termos jurídicos, com o objetivo de tornar a consulta mais acessível a diferentes perfis de público.
A parte técnica do projeto ficou sob responsabilidade da Setic. O secretário de Tecnologia da Informação e Comunicação, Elson Correia, disse que a prioridade foi simplificar a experiência de consulta e melhorar os fluxos internos de disponibilização de dados. “A tecnologia, nesse processo, atua como ferramenta para aproximar o Judiciário da sociedade e garantir que a transparência seja, de fato, compreendida por quem acessa o portal”, afirmou.
A apresentação reuniu gestores e lideranças do TJAC, incluindo a juíza-auxiliar da Presidência, Zenice Mota, e representantes das áreas de governança, sistemas de informação e transformação digital. Com a nova página no ar, o tribunal espera ampliar a facilidade de consulta e atender aos parâmetros usados nas avaliações nacionais de transparência pública.
O governo do Acre elevou os valores das bolsas pagas a estagiários da administração estadual e confirmou que o novo valor começa a ser depositado já na folha de abril, com pagamento retroativo aos dias trabalhados desde 20 de março.
Com a atualização, estudantes do ensino médio passaram a receber R$ 544 por jornada de quatro horas diárias e R$ 792 por seis horas. Para o ensino superior, os valores ficaram em R$ 800 (quatro horas) e R$ 1.200 (seis horas), com cálculo proporcional à frequência mensal e desconto em caso de faltas não justificadas.
Além da bolsa, os estagiários seguem com auxílio-transporte de R$ 154 por mês, o equivalente a R$ 7 por dia útil, referente a duas passagens de transporte coletivo. O secretário-adjunto de Pessoal, Guilherme Duarte, afirmou que a mudança uniformiza critérios e dá mais previsibilidade ao pagamento dentro do Executivo estadual.
A norma entrou em vigor com a publicação e não alcança órgãos e entidades que mantêm programas próprios de estágio. Com o repasse retroativo prometido para abril, a medida deve repercutir diretamente no orçamento de estudantes que já atuam em secretarias e autarquias e, na prática, tende a elevar a procura por vagas em seleções futuras.