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Um tuk tuk em Marechal é sinal de inovação e empreendedorismo

A história de Orleir Vasconcelos da Silva é um reflexo da capacidade de adaptação e empreendedorismo encontrada nos recantos mais desafiadores do Brasil

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Localizado no estado do Acre, Marechal Thaumaturgo é uma cidade acessível somente por vias fluviais e aéreas. A região, marcada por sua rica biodiversidade e desafios logísticos, é palco de uma história de inovação de um de seus moradores, é simples mas vale o relato. Orleir Vasconcelos da Silva, mais conhecido como Zoma, é um barqueiro que tem revolucionado o transporte local com uma iniciativa singular.

Inicialmente, o serviço de Zoma se limitava a transportar passageiros e suas bagagens da margem do Rio Amônia, onde se localiza o aeródromo, até o centro da cidade. Contudo, observando as dificuldades enfrentadas pelos passageiros, especialmente aqueles com mobilidade reduzida, ele decidiu expandir sua atuação, que já chega a 11 anos de muito trabalho.

Marechal Thaumaturgo, cidade acessível somente por vias fluviais e aéreas, revela uma história de superação e inovação

A inspiração veio de um modelo de transporte comum em países como o Peru: o tuk tuk. “Eu vi a dificuldade do pessoal para andar essa distância aqui caminhando, aí eu lembrei que tinha visto falar [sic] que existia essas motos tuk tuk no Peru”, relata Orleir.

Após pesquisar e enfrentar desafios para adquirir o veículo, Orleir implementou o uso do tuk tuk em sua rotina de trabalho. A distância de cerca de 300 metros, anteriormente percorrida a pé sob sol ou chuva, agora é feita confortavelmente com a motinha. “Essa distância é muito longa”, ele explica, destacando a necessidade de uma alternativa mais cômoda para o trajeto.

O novo serviço tem sido bem recebido pela comunidade e visitantes. “Hoje quase todo voo que está chegando aqui, eu estou dando duas viagens no tuk tuk”, conta Orleir, indicando o sucesso de sua inovação. Além de facilitar o transporte de passageiros, o tuk tuk tem se mostrado útil no transporte de cargas e pessoas com necessidades especiais, como gestantes e idosos. “Eu carrego a carga do avião, e o tuk tuk ainda carrega três passageiros. Tá bom demais”, afirma.

Orleir revela também sua visão de futuro: “Eu estou pretendendo, em nome de Jesus, comprar um novo [tuk tuk].” Seu empreendedorismo não se limita apenas à melhoria do serviço oferecido, mas também à constante busca por inovações que possam beneficiar a comunidade. “Pensei também nos parceiros de algumas comunidades indígenas, que quando vem, trazem muita coisa para os trabalhos que estão realizando. Além dos turistas que trazem muita bagagem também, investi pensando em trabalhar com eles, sempre manter e segurar o meu trabalho”, finaliza.

A história de Orleir Vasconcelos da Silva é um reflexo da capacidade de adaptação e empreendedorismo encontrada nos recantos mais desafiadores do Brasil. Quando for em Marechal Thaumaturgo, e precisar de logística, é só falar com o Zoma, também Orleir Vasconcelos: +55 068 99237-7931.

Foto de capa: Poyowari Piyãko

Rio Branco

Saúde Rural realiza mais de 3,5 mil procedimentos no Projeto Colibri, em Rio Branco

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A Prefeitura de Rio Branco realizou 3.521 procedimentos de saúde no sábado (4), durante a sétima parada do programa Saúde Rural – Edição Terrestre, no Projeto de Assentamento Colibri, na região do Ramal Limoeiro, zona rural da capital. A ação levou atendimentos médicos, odontológicos e outros serviços básicos às famílias que vivem em áreas mais distantes da rede urbana de saúde.

A estrutura montada na comunidade ofereceu consultas médicas e de enfermagem, atendimento odontológico, vacinação, testes rápidos, entrega de medicamentos, exame preventivo do colo do útero, inserção de Implanon e acompanhamento das condicionalidades do Bolsa Família. Também houve ações voltadas ao combate à malária e à leishmaniose.

O prefeito Alysson Bestene afirmou que o programa busca manter a presença do poder público nas comunidades rurais. “Essa já é a sétima parada do Saúde Rural – Edição Terrestre. É uma marca da Prefeitura de Rio Branco, levando atendimentos de saúde para as famílias que residem na zona rural. Nosso objetivo é garantir dignidade e continuar com essa assistência que é tão importante para as famílias”, disse.

O secretário municipal de Saúde, Rennan Biths, afirmou que os serviços levados ao Projeto Colibri fazem parte da rotina das unidades de saúde da capital. “Todos os serviços que funcionam nas unidades de saúde da capital são trazidos para essas ações. Hoje tivemos atendimento médico, enfermagem, odontologia, vacinação, farmácia completa e até a inserção do Implanon, ampliando o acesso da população rural a serviços essenciais de saúde”, disse.

Entre os moradores atendidos estava a aposentada Terezinha Gondim, de 76 anos, que participou da ação pela primeira vez. Ela buscou renovação de receita médica e orientações sobre um procedimento oftalmológico. “Para nossa comunidade é importantíssimo, porque o acesso é muito difícil. Vim renovar minha receita, buscar orientação sobre a minha cirurgia da vista e achei maravilhoso ter esse atendimento tão perto da gente. A comunidade precisa muito desse tipo de ação”, afirmou.

Moradora da região há 35 anos e presidente da Associação Colibri, Antônia Menezes, de 68 anos, disse que a comunidade se mobiliza quando recebe a confirmação de uma nova edição do programa. “Tem muitas pessoas que têm dificuldade para se consultar e fazer exames na cidade. Quando sabemos que a ação vai acontecer, mobilizamos todo mundo, porque é uma oportunidade muito importante para a comunidade. Só temos a agradecer por esse cuidado com quem mora na zona rural”, disse.

A nova etapa do Saúde Rural reforça a estratégia de atendimento itinerante em Rio Branco, com oferta de serviços de atenção primária diretamente nas comunidades rurais. A proposta é reduzir a distância entre os moradores do campo e a rede municipal de saúde, principalmente em regiões onde o deslocamento até as unidades urbanas exige mais tempo e custo.

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Justiça do Acre

TJAC arquiva mais de 900 processos em 15 dias com unidades de assessoria virtual

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O Tribunal de Justiça do Acre produziu e arquivou mais de 900 processos em 15 dias, em uma ação iniciada em 11 de junho pela Assessoria de Apoio à Jurisdição e pela Secretaria de Apoio à Jurisdição. O trabalho atendeu 33 varas do Judiciário acreano, na capital e no interior, com foco na redução do acervo processual e na maior rapidez dos julgamentos.

A iniciativa é coordenada pela juíza auxiliar da Presidência do TJAC, Zenice Cardozo, e busca elevar o Índice de Atendimento à Demanda das varas e comarcas do Acre. O indicador, usado pelo Conselho Nacional de Justiça, mede a capacidade de cada unidade judiciária de julgar volume equivalente ao de novos casos que entram no sistema.

A atuação conjunta da Assaj e da Seaju faz parte das medidas adotadas pelo Judiciário para ampliar a produtividade das unidades jurisdicionais, reduzir processos acumulados e cumprir metas nacionais do CNJ. As equipes trabalham na elaboração de minutas e no apoio às unidades com maior demanda represada, para organizar a tramitação dos processos dentro dos prazos legais.

O chefe da Assaj, Joaquim Meireles, afirmou que o resultado decorre do planejamento e da integração entre os setores. “Com as diretrizes estabelecidas pela nossa coordenadora-geral, a juíza Zenice, conseguimos elaborar um plano de ação e estruturar um corpo técnico altamente eficiente para atuar de forma integrada nos dois setores. Essa engrenagem tem funcionado de maneira harmoniosa e vem produzindo resultados positivos para o Poder Judiciário”, disse.

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Educação

Prouni 2026 abre inscrições gratuitas para bolsas do 2º semestre nesta terça

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As inscrições gratuitas para o processo seletivo do Programa Universidade para Todos (Prouni) do segundo semestre de 2026 começam nesta terça-feira, 7 de julho, e seguem até sexta-feira, 10 de julho, em todo o país. O cadastro deve ser feito exclusivamente pelo Portal Único de Acesso ao Ensino Superior, do Ministério da Educação, para candidatos que buscam bolsas em instituições privadas de ensino superior.

O programa oferece bolsas integrais, que cobrem 100% da mensalidade, e parciais, de 50%, em cursos de graduação e sequenciais de formação específica. No momento da inscrição, o candidato deve escolher se concorrerá pela ampla concorrência ou pelas vagas reservadas a pessoas com deficiência e autodeclarados indígenas, pretos ou pardos.

Para participar, é necessário ter concluído o ensino médio, ter feito o Exame Nacional do Ensino Médio em 2024 ou 2025, alcançar média mínima de 450 pontos nas cinco provas e não ter zerado a redação. Candidatos que fizeram o Enem como treineiros não podem se inscrever.

Também é preciso se enquadrar em pelo menos uma das condições previstas pelo programa, como ter cursado o ensino médio integralmente em escola pública, ter estudado em escola privada com bolsa integral ou parcial, ter feito parte da formação em escola pública e parte em escola privada, ser pessoa com deficiência ou ser professor da rede pública em exercício que busca vaga em licenciatura ou pedagogia. Para professores da rede pública que concorrem nessas áreas, não há exigência de limite de renda.

As bolsas integrais são destinadas a candidatos com renda familiar bruta mensal de até 1,5 salário mínimo por pessoa. Para as bolsas parciais, o limite é de até três salários mínimos por pessoa. A classificação levará em conta a melhor média obtida pelo estudante no Enem, considerando a edição de 2024 ou de 2025, além do curso, turno, local de oferta, instituição e modalidade de concorrência escolhidos.

O resultado da primeira chamada será divulgado em 15 de julho. Os pré-selecionados nessa etapa deverão comprovar as informações entre 15 e 24 de julho. A segunda chamada está prevista para 5 de agosto, com comprovação entre 5 e 14 de agosto. A manifestação de interesse na lista de espera ocorrerá nos dias 26 e 27 de agosto, e o resultado da lista será publicado em 1º de setembro.

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