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Zequinha Lima: O Caminho para a reeleição em Cruzeiro do Sul

Com uma trajetória marcada por conquistas, Zequinha Lima busca novo mandato em Cruzeiro do Sul, junto com o desafio da renovação

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Há quem afirme que Cruzeiro do Sul está passando por uma fase transformadora sob a administração de Zequinha Lima. Seu estilo de gestão ativo e os programas implementados têm impactado diversas áreas no município. A parceria com o governador Gladson Cameli também tem sido vista como uma grande contribuição para esses avanços. Contudo, à medida que Zequinha se prepara para a reeleição, a questão crucial é: ele manterá o apoio diversificado que o levou ao cargo?

Zequinha Lima tem demonstrado, ao longo de sua gestão, bons resultados em áreas cruciais para o desenvolvimento de Cruzeiro do Sul. A zona rural, por exemplo, viu programas de apoio à agricultura que incluem mecanização agrária, suporte técnico e melhorias em ramais. Na área urbana, a atenção voltada para infraestrutura e educação reflete um comprometimento com a qualidade de vida dos munícipes.

Num cenário político frequentemente marcado por divisões partidárias, Zequinha optou por uma abordagem de diálogo e colaboração. Sua primeira eleição foi caracterizada por um palanque que incluía membros de diferentes partidos, como PSD, PT, PP, entre outros. Essa postura inclusiva resultou numa base sólida de apoio.

A parceria entre Zequinha Lima e Gladson Cameli tem sido um trunfo para Cruzeiro do Sul. Essa aliança estratégica permitiu acesso a recursos e políticas mais abrangentes, gerando impactos positivos em projetos e realizações. A cooperação entre os níveis municipal e estadual tem sido fundamental para o desenvolvimento de toda região do Juruá.

À medida que as eleições se aproximam, a incerteza paira sobre a possibilidade de Zequinha Lima garantir um segundo mandato. Sua gestão eficaz e a habilidade de transcender barreiras partidárias foram fatores determinantes em sua eleição. No entanto, a pergunta sobre sua reeleição agora foca na capacidade de renovar esse apoio diversificado que caracterizou seu palanque na primeira vez.

A trajetória de Zequinha Lima em Cruzeiro do Sul é marcada por conquistas, isso é inquestionável, mas os desafios da reeleição residem na capacidade de manter uma visão inclusiva e um compromisso contínuo com o progresso do município. O futuro político de Cruzeiro do Sul será moldado não apenas pelas realizações passadas, mas pela capacidade do prefeito de consolidar seu apoio em meio a um cenário político dinâmico e desafiador.

E mais, para alguns: “A decisão de saber mudar o que não deu certo na gestão atual, há quem muito atrapalhou…”

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O maior problema de Maílza não é político. É de liderança

Sua chegada ao governo expõe um desafio que o poder não resolve: liderança não se constrói em seis meses

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Assumir o governo de um estado, ainda que de forma circunstancial, costuma ser visto como uma oportunidade decisiva para quem pretende disputar uma eleição majoritária. A visibilidade aumenta, a presença institucional se fortalece e o acesso à máquina pública cria a sensação de que o jogo pode ser reorganizado a favor de quem está no poder. Mas há um limite claro nesse raciocínio: nem todo cargo produz liderança.

É exatamente esse desafio que se impõe à vice-governadora Maílza Assis ao assumir o governo do Acre neste momento decisivo do calendário eleitoral. Depois de já ter ocupado posições relevantes, como suplente de senadora, exercício de mandato no Senado e a própria vice-governadora, Maílza chega ao posto mais alto do Executivo estadual com a oportunidade de se projetar politicamente. O problema é que ocupar espaços não é o mesmo que construir liderança.

Liderança exige algo que não vem com a caneta nem com o cargo. Ela depende de trajetória reconhecida, identidade política clara e capacidade de se afirmar como referência perante seus pares e principalmente diante da população. E esses elementos, quando não são construídos ao longo do tempo, dificilmente surgem em poucos meses, por mais favorável que seja o contexto institucional.

Ao assumir o governo, Maílza tende a buscar ancoragem no capital político do atual governador Gladson Cameli, que deixa o cargo para disputar o Senado. Trata-se de um movimento natural do ponto de vista estratégico, mas que também evidencia uma fragilidade: quando a força política precisa ser transferida, é sinal de que ela ainda não se consolidou de forma autônoma.

O tempo, nesse caso, é um fator decisivo e adverso. São poucos meses até a eleição de outubro, um intervalo insuficiente para construir aquilo que, em regra, demanda anos de presença pública consistente. A disputa se desenha, ainda, em um cenário competitivo, no qual os principais adversários chegam com atributos que Maílza ainda tenta consolidar.

Tião Bocalom, atual prefeito de Rio Branco, é um nome conhecido, testado e reconhecido como liderança por parcela significativa do eleitorado. Alan Rick, por sua vez, construiu popularidade na comunicação antes de ingressar na política institucional e reforçou sua presença ao longo do mandato no Senado. Ambos entram na disputa com um ativo essencial em eleições majoritárias: reconhecimento.

E é justamente aí que reside o ponto central dessa eleição. O eleitor não escolhe apenas um projeto administrativo ou uma proposta de governo. Ele escolhe, sobretudo, quem considera capaz de liderar.

Nesse tipo de disputa, o marketing político tem um papel importante, mas limitado. Ele pode organizar a comunicação, ajustar a narrativa e ampliar a visibilidade do candidato. O que não pode fazer é criar, em curto prazo, densidade política, identidade pública e liderança reconhecida. Esses atributos não são produtos de campanha; são resultados de construção ao longo do tempo.

O risco, portanto, é evidente. A ampliação da exposição institucional pode não ser acompanhada pela consolidação de uma imagem de liderança. O eleitor passa a ver mais a candidata, mas não necessariamente passa a reconhecê-la como líder. E, em política, essa diferença é decisiva.

Maílza Assis entra na disputa com estrutura, apoio político e o peso do governo nas mãos. Mas enfrenta um desafio que não pode ser resolvido apenas com estratégia de campanha: transformar uma posição circunstancial de poder em liderança efetiva.

Em recente publicação nas redes sociais, o publicitário e profissional de marketing político Zé Américo resumiu assim o desafio da liderança: “No fim das contas, eleição majoritária não é apenas sobre quem ocupa o cargo. É sobre quem o eleitor acredita que pode exercê-lo com autoridade. E liderança, como a política costuma demonstrar, não se improvisa.”

Foto: Sérgio Vale

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A direita acreana está sem herdeiro? Bocalom entrou no jogo para valer

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Bocalom não está tentando parecer novo; está tentando parecer viável. Seu movimento recente não foi o do simbolismo, dos ataques ou das desculpas, mas o da perseverança: renunciou, filiou-se, assumiu partido e passou a dialogar com setores que ajudam a dar densidade social e econômica a uma candidatura estadual.

Tião Bocalom decidiu abandonar de vez a condição de hipótese. Em poucas semanas, fez quatro movimentos que não combinam com hesitação: anunciou a pré-candidatura ao governo, filiou-se ao PSDB, formalizou a renúncia à Prefeitura de Rio Branco e assumiu a reorganização partidária da nova legenda no estado. Não é um gesto para produzir encanto. É um movimento para produzir nitidez.

O dado político mais relevante não está na retórica, mas na escolha do caminho. Durante meses, havia quem apostasse que Bocalom não teria partido, ou que tentaria prolongar ao máximo a ambiguidade de sua candidatura. O que ocorreu foi o contrário: buscou abrigo formal, aceitou o custo de deixar o cargo e passou a construir uma candidatura com base partidária e interlocução objetiva com setores do empresariado, do agro e do empreendedorismo urbano. Pode-se discordar da direção desse projeto. O que não parece razoável é tratá-lo como improviso.

Bocalom talvez não ofereça, neste momento, a imagem mais sedutora da política acreana. Mas oferece outra coisa, que também pesa numa disputa majoritária: método. Ao trocar a proteção do mandato pela exposição da disputa, a incerteza partidária por um endereço político claro e o isolamento por articulação com setores organizados da sociedade, deixa de ser apenas um prefeito em fim de ciclo e passa a se apresentar como candidato em construção. Porque, em política, ninguém se viabiliza sozinho e até aqui Bocalom dá sinais de que entendeu isso.

Num cenário em que parte dos pré-candidatos ainda testa discurso, mede conveniência e espera que a eleição se resolva por inércia, Bocalom fez o oposto: assumiu ônus, escolheu lado e começou a construir base. Alan Rick aparece como um dos nomes mais competitivos nas pesquisas, e Mailza Assis tenta se firmar como herdeira do campo governista; justamente por isso, o movimento de Bocalom ganha relevância, porque ele não ficou esperando a política lhe entregar uma vaga aberta, foi tentar ocupá-la. No Acre de 2026, isso já o distingue dos que ainda parecem mais interessados em calcular a disputa do que em enfrentá-la.

E, em política, às vezes é justamente essa nitidez, e não o brilho, que reorganiza o jogo.

Foto: Sérgio Vale

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Jorge Viana entre a memória e o futuro

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A diferença não estará no peso da biografia, mas na coragem de romper com a lógica tradicional da política acreana

Dias atrás, um articulista acreano chamou atenção para a seguinte formulação: nas eleições de 2026, os chamados “velhos caciques” são, curiosamente, a “grande novidade” do tabuleiro político local. A tese, longe de ser mero recurso retórico, ajuda a compreender o reposicionamento de figuras que, dadas como fora do jogo, reaparecem com protagonismo, como é o caso do ex-senador, ex-governador e ex-prefeito de Rio Branco Jorge Viana. Como ouvi também de um militante raiz e histórico do PT que cravou “Se corre o bicho pega, se ficar o bicho come… não tem jeito é isso mesmo, é o que temos.”

Jorge Viana, não era um nome dado como certo, tampouco inevitável. Surge, portanto, como novidade no timing e no contexto. Mas é justamente aí que reside o ponto central: ser novidade circunstancial não basta. A pergunta é se essa candidatura virá acompanhada de inovação política real ou se se limitará à repetição de fórmulas já conhecidas?

Jorge construiu uma trajetória que dialoga com diferentes setores. Governador bem avaliado, senador com trânsito institucional e, mais recentemente, gestor à frente da ApexBrasil com reconhecimento inclusive no meio empresarial, reúne atributos raros num cenário marcado por polarizações simplificadoras. Não por acaso, sua imagem extrapola o campo progressista tradicional.

Mas é exatamente por isso que dele se espera mais.

Se pretende representar uma alternativa qualificada, capaz de reposicionar o campo progressista no Acre, Jorge Viana tem diante de si uma oportunidade concreta de sinalizar ruptura com práticas envelhecidas, e isso pode começar pela composição de sua chapa.

O eleitor vota em um nome ao Senado, mas, na prática, elege também dois suplentes quase sempre desconhecidos do grande público. São eles que, em caso de afastamento, licença ou qualquer outra intercorrência, assumem o mandato e passam a representar o estado.

Não se trata de detalhe, mas de substância democrática. Saber quem são esses nomes, de onde vêm e a que interesses estão vinculados é fundamental para compreender o verdadeiro sentido de cada candidatura. Ignorar isso é abrir espaço para distorções graves, em que a vontade do eleitor pode ser substituída por arranjos que jamais passariam pelo crivo das urnas. Trazer esse debate para o centro da campanha não apenas qualifica a disputa, como também impõe um novo padrão de responsabilidade política. 

O padrão é conhecido: parentes, aliados de carreira, financiadores ou nomes sem densidade eleitoral, mas úteis à engrenagem tradicional. É o que se vê, por exemplo, nos bastidores de outras candidaturas, onde as suplências tendem a reproduzir a lógica de sempre, muitas vezes, inclusive, com figuras alheias à realidade local. 

Romper com isso exigiria coragem e visão. A escolha do suplente, pode se transformar em um gesto de alto impacto.

Ao optar por uma jovem liderança, alguém sem mandato, mas com atuação consistente no campo progressista, oriunda dos movimentos sociais, da academia, do empreendedorismo ou das novas agendas urbanas, Jorge Viana não apenas renovaria sua chapa, mas reposicionaria o debate político no estado. Mais do que um gesto simbólico, seria um recado claro: a política pode, sim, abrir espaço para novas vozes sem abrir mão da experiência. Foi essa a mensagem projetada na posse do terceiro mandato, quando Lula subiu a rampa do Palácio do Planalto ao lado de representantes da sociedade civil, numa cena que reafirmava que a política só volta a fazer sentido quando se reconhece no povo real.

Essa escolha teria ainda um efeito estratégico relevante. Em vez de disputar apenas no terreno da memória, onde sua trajetória já é conhecida, Jorge Viana passaria a dialogar também com o futuro. Incorporaria à sua candidatura um elemento de oxigenação capaz de mobilizar segmentos hoje distantes da política tradicional, especialmente os mais jovens.

Num cenário em que muitos candidatos ainda sequer revelaram seus suplentes e, quando o fizerem, provavelmente seguirão o script convencional, inovar pode ser o verdadeiro diferencial competitivo.

No fim das contas, os velhos caciques são, sim, a novidade. Mas apenas aqueles que entenderem o espírito do tempo conseguirão ir além. Isso vale para todos os que estão diante de uma encruzilhada clássica da política. No caso de Jorge Viana, de quem se espera mais, a escolha é clara: Pode viver da própria memória ou pode escrever uma história melhor do que a que já escreveu.

Nomes não faltam. Nas conversas com o articulista e com os militantes, surgem referências como Medusa, Rodrigo Forneck e Cleson, cada um com sua própria trajetória, caminhada de luta, militância e reconhecimento, alguns com impedimentos por idade, mas são lembrados.. Desta vez, a escolha não é apenas eleitoral. É histórica.

Foto: Sérgio Vale

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