Foi aberta oficialmente na manhã desta terça-feira (1), pela Prefeitura de Rio Branco, a Semana Mundial de Aleitamento Materno na rede municipal de saúde. A campanha, que se estende até o próximo dia 07 de agosto, tem como objetivo intensificar as ações da atenção básica às mulheres grávidas e as que já estão amamentando.
Também chamado de “Agosto Dourado”, durante o mês as unidades básicas de saúde realizarão ações especiais alusivas à data, mas o atendimento ocorre o ano todo, conforme explicou a secretária municipal de Saúde, Sheila Andrade.
“O atendimento é muito simples. Não precisa ser consulta médica a não ser que haja necessidade real, uma gravidez de risco ou de alto risco. É uma consulta com a enfermagem e a própria enfermeira faz o pré-natal, já faz todas as orientações e tem um acompanhamento porque todo mês a mãe precisa ir fazer o pré-natal e tudo isso nós fazemos com muito carinho e com muito amor dentro da atenção básica”, frisou.
Com o tema “Possibilitando a Amamentação: faça a diferença para mães e pais que trabalham”, este ano o propósito é chamar a atenção para a necessidade da ampliação da licença maternidade remunerada e o apoio às mulheres que ainda amamentam no local de trabalho.
Segundo explicou a coordenadora da divisão técnica de saúde da criança da Semsa, enfermeira Maria Teresa Oliveira, uma das maiores causas de desmame precoce é justamente quando as mães retornam ao trabalho e não conseguem conciliar com a amamentação.
“Após a licença maternidade, ela tem que continuar porque a recomendação do Ministério da Saúde é que a criança seja amamentada exclusivamente até os seis meses de vida e até os dois anos com alimentação complementar. Então nós pedimos o apoio da sociedade e da população de um modo em geral que dê auxílio para essa mulher. Que os empresários criem uma sala de assistência à amamentação para que essa mulher se sinta bem acolhida e possa continuar amamentando o seu bebê”,
No ato de abertura da campanha, realizada na Policlínica Barral y Barral, as mulheres atendidas na unidade receberam um kit para recém-nascido, orientações sobre como retirar e armazenar o leite, palestra sobre a importância do aleitamento materno desde as primeiras horas de vida do bebê e também sobre os riscos de não amamentar, a exemplo do que aconteceu com a Hilary.
“Quando eu tive a minha primeira filha eu não consegui amamentar e eu tive muito o problema porque eu comecei a dar outro leite, daí ela teve prisão de ventre e teve muitos problemas”, contou
É o que reforça a neonatologista Ana Isabel. “A saúde da criança a gente tem que prevenir para não ter que lamentar. Então se você incentiva o aleitamento materno a criança cresce forte saudável forte, inteligente e as doenças que são ainda prevalentes no nosso estado, no nosso Brasil elas dependem da falta do aleitamento. A criança que vai para a escola é querida e tem mais facilidade para estudar. Também transfere amor e inteligência”, assinalou.
E para aquelas que tem dificuldades, a prefeitura também tem alternativa para garantir o precioso leite. “Nós temos no município de Rio Branco banco de leite que é uma coisa inovadora e a gestão procura incentivar essas mulheres grávidas a amamentar e também principalmente estamos procurando abrir um novo banco de leite para ajudar aquelas mães que não conseguem produzir seu próprio leite”, concluiu a secretária.
A paralisação de 31 linhas do transporte coletivo de Rio Branco neste sábado (14) levou o prefeito Tião Bocalom a convocar uma reunião emergencial com integrantes do primeiro escalão para discutir medidas e reduzir o impacto da suspensão do serviço na capital acreana.
No encontro, Bocalom reuniu o vice-prefeito Alysson Bestene, o superintendente da RBTrans, coronel Cláudio Coutinho, e auxiliares das áreas jurídica, comunicação, procuradoria e Casa Civil. A orientação definida foi abrir negociação com os trabalhadores do setor e buscar uma saída para restabelecer as linhas.
A RBTrans foi acionada para conversar diretamente com o sindicato e ouvir a categoria. Coutinho afirmou que recebeu a determinação de garantir que os trabalhadores não fiquem sem salários. “Vamos conversar com o pessoal do sindicato. O prefeito me determinou garantir que os trabalhadores não fiquem sem seus salários. Esta gestão estará sempre ao lado dos que mais precisam”, disse o superintendente.
A suspensão das linhas foi anunciada pela Ricco Transportes, que informou que a interrupção começou neste sábado (14) e atribuiu a decisão a um desequilíbrio econômico-financeiro que estaria afetando a operação do sistema em Rio Branco.
Do lado dos trabalhadores, o Sindicato dos Trabalhadores do Transporte de Passageiros e Cargas do Estado do Acre afirmou que os motoristas não foram comunicados oficialmente sobre a paralisação e citou a possibilidade de acionar a Justiça e pedir o bloqueio dos veículos caso não haja negociação com a empresa.
A prefeitura informou que mantém equipes mobilizadas e avalia medidas para destravar o impasse e evitar que a população fique sem o serviço, em um fim de semana em que a interrupção atinge deslocamentos de trabalhadores, estudantes e usuários que dependem do transporte público para circular pela cidade.
O Ministério Público Federal (MPF) entrou na Justiça com uma ação de danos morais coletivos contra o apresentador Carlos Massa, o Ratinho, e o Sistema Brasileiro de Televisão (SBT), após declarações feitas no programa do comunicador sobre a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), eleita presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara.
A ação foi protocolada depois de Ratinho questionar, no ar, a escolha de Erika Hilton para comandar o colegiado e afirmar: “Não achei muito justo, não. Com tanta mulher, por que vai dar para uma mulher trans? A Erika Hilton. Ela não é mulher, ela é trans”. Para o MPF, a fala configura discurso transfóbico.
Além da condenação por danos coletivos no valor de R$ 10 milhões, o MPF pediu que a emissora retire imediatamente o trecho das redes sociais e do site e solicitou que o apresentador publique uma retratação.
A manifestação do MPF ocorre após a deputada anunciar que também acionou a Justiça contra Ratinho. Em publicação nas redes sociais, Erika Hilton afirmou: “Sim, estou processando o apresentador Ratinho”, e disse que as declarações atingiram mulheres trans e mulheres cis que não menstruam, não têm útero ou precisaram removê-lo por razões de saúde.
A eleição de Erika Hilton para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher ocorreu na quarta-feira, 11 de março, com 11 votos e 10 em branco. No discurso de posse, ela disse que a condução do colegiado será baseada em diálogo e defesa dos direitos das mulheres e citou como foco de trabalho a fiscalização da rede de proteção e das Casas da Mulher Brasileira, o enfrentamento da violência política de gênero e a promoção de políticas de saúde integral para as mulheres.
A escolha provocou críticas de parlamentares da oposição durante a instalação do colegiado, com questionamentos sobre a presidência ser ocupada por uma mulher trans. Também houve manifestações em defesa da legitimidade do resultado e do funcionamento da comissão como espaço de atuação voltado às mulheres brasileiras.
Procurado, o SBT afirmou que as declarações feitas ao vivo “não representam a opinião da emissora” e declarou que repudia “qualquer tipo de discriminação e preconceito”, acrescentando que o episódio “está sendo analisado pela direção da empresa” para tratamento interno.
Com a ação do MPF e o processo anunciado pela deputada, o caso deve avançar em duas frentes — coletiva e individual —, com possíveis determinações judiciais sobre retirada de conteúdo, retratação pública e indenização, além de repercussões sobre a conduta de apresentadores e políticas internas de emissoras em programas ao vivo.
A Câmara dos Deputados aprovou na terça-feira, 10 de março de 2026, um projeto de lei que torna obrigatória a determinação de uso imediato de tornozeleira eletrônica para agressores em casos de violência doméstica e familiar quando houver alto risco atual ou iminente à vida ou à integridade física ou psicológica da mulher e de seus dependentes. A votação ocorreu em Brasília e a proposta segue agora para análise do Senado.
O texto aprovado é o PL 2942/2024, de autoria dos deputados Fernanda Melchionna (PSol-RS) e Marcos Tavares (PDT-RJ), e passou com substitutivo da relatora, deputada Delegada Ione (Avante-MG). Pela regra, além dos casos classificados como de alto risco, a tornozeleira também vira prioridade quando houver descumprimento de medidas protetivas já impostas. Se o juiz decidir interromper o monitoramento, terá de justificar expressamente os motivos.
A proposta se apoia na lógica de reforçar a efetividade das medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha. Melchionna afirmou que apenas 6% das medidas protetivas hoje contam com monitoramento eletrônico e defendeu a ampliação do instrumento. “Não dá mais para a gente ver várias mulheres sob medidas protetivas sem medidas protetivas efetivas”, declarou.
Um dos pontos centrais do projeto é o recorte para municípios sem comarca, onde não há juiz. Nesses casos, o delegado de polícia poderá determinar a instalação da tornozeleira, com comunicação ao Ministério Público e à Justiça em até 24 horas. Atualmente, segundo o texto, a medida imediata disponível ao delegado nessas localidades se limita ao afastamento do agressor do lar.
O projeto também prevê que a vítima receba um dispositivo portátil de rastreamento. O equipamento deverá emitir um alerta automático e simultâneo para a mulher e para a polícia quando o agressor violar a área de restrição fixada judicialmente, com a finalidade de permitir monitoramento ativo do cumprimento das medidas.
Na parte penal, o texto aumenta de um terço à metade a pena de reclusão de 2 a 5 anos para quem descumprir medida protetiva ao se aproximar da vítima ou ao remover a tornozeleira sem autorização judicial. Tavares comemorou a aprovação nas redes sociais: “Quem agride precisa ser vigiado. E quem sofre violência precisa ser protegido.”
A proposta ainda eleva de 5% para 6% a parcela do Fundo Nacional de Segurança Pública destinada a ações de enfrentamento da violência contra a mulher, com prioridade para compra e manutenção das tornozeleiras e dos dispositivos entregues às vítimas. O texto também prevê campanhas com orientações sobre procedimentos e abordagens policiais, prevenção à revitimização e funcionamento das medidas protetivas e do monitoramento eletrônico.
A tramitação no Senado será o próximo passo antes de eventual sanção presidencial. Se houver alterações, o projeto volta para nova análise da Câmara. A discussão ocorre sob a pressão dos números do feminicídio: em 2025, o país registrou 1.568 vítimas, alta de 4,7% em relação a 2024, e o mesmo levantamento aponta que, em 2024, 13,1% das mulheres assassinadas tinham medida protetiva em vigor.