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Educação

Acre amplia matrículas em tempo integral na rede pública entre 2022 e 2024

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Dados do Censo Escolar 2024, divulgados pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), mostram que o Acre aumentou o percentual de matrículas em tempo integral na rede pública estadual de 8% em 2022 para 13,7% em 2024.

O crescimento foi registrado em todas as etapas da educação básica. Nas creches, o percentual subiu de 32,8% para 35,8%. Na pré-escola, houve avanço de 2,7% para 6,7%. No ensino fundamental, os anos iniciais passaram de 5,9% para 11,3% e os anos finais de 4,5% para 8,8%. No ensino médio, o percentual de matrículas em tempo integral saltou de 13,4% em 2022 para 23,7% em 2024.

O programa Escola em Tempo Integral, política implementada em articulação entre Governo Federal, estados e municípios, contabilizou 965 mil matrículas em tempo integral em todo o país no ciclo 2023-2024. Para o ciclo 2024-2025, foram pactuadas 943 mil matrículas, com prazo de declaração até 9 de maio.

No cenário nacional, o percentual de matrículas em tempo integral nas creches passou de 56,8% para 59,7%; na pré-escola, de 12,1% para 15,6%; no ensino fundamental, de 14,4% para 19,1%; e no ensino médio, de 20,4% para 24,2%. A média nacional, considerando todas as etapas, foi de 18,2% em 2022 para 22,9% em 2024.

Segundo o MEC, o programa promove a ampliação da jornada escolar para sete horas diárias ou 35 horas semanais, priorizando escolas com estudantes em situação de maior vulnerabilidade. A proposta pedagógica é alinhada à Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e conta com assistência técnica e financeira do Governo Federal.

Acre

Ifac leva estudantes dos seis campi para experiência internacional na Colômbia

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Um estudante de cada um dos seis campi do Instituto Federal do Acre (Ifac) foi selecionado para representar a instituição em uma experiência acadêmica internacional em Bogotá, na Colômbia. O grupo embarcou neste domingo (4) e ficará no país até 18 de outubro, participando de atividades voltadas à ciência, tecnologia, inovação e cultura.

A delegação reúne alunos dos campi Baixada do Sol, Cruzeiro do Sul, Rio Branco, Sena Madureira, Tarauacá e Xapuri. Todos cursam o Ensino Médio integrado a cursos técnicos do instituto e passaram por um processo seletivo antes da viagem.

Participam da programação Kayk Felismino Nogueira, da Baixada do Sol; Valéria da Costa Nicácio, de Cruzeiro do Sul; Luís Fernando Correia da Silva, de Rio Branco; Cauã Bezerra Maciel, de Sena Madureira; Anny Vitória de Araújo, de Tarauacá; e Anna Lya Menezes Cardoso, de Xapuri.

A seleção levou em consideração o desempenho escolar e outros critérios previstos em edital. Os candidatos precisavam ter entre 15 e 18 anos, média mínima de 7, matrícula regular e não poderiam apresentar reprovação no histórico. O processo ainda contou com análise documental, entrevista e avaliação de conhecimentos em espanhol.

Na Colômbia, os estudantes terão contato com estruturas acadêmicas da Universidad de La Sabana e da Universidad Nacional de Colombia. A agenda prevê atividades em laboratórios de eletrônica, espaços de fabricação digital, ambientes de simulação e projetos ligados às áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática.

A programação também amplia a experiência para além das salas de aula. Os acreanos devem visitar locais como o Jardim Botânico de Bogotá, o Museu do Ouro, o Museu Nacional, o Museu Botero, o Planetário e o Museu Maloka, além de pontos históricos e culturais da capital colombiana.

A viagem faz parte do Programa de Mobilidade STEM Internacional, realizado pelo Ifac em parceria com a AFS Intercultura Brasil. As despesas previstas no edital são custeadas pelo programa, que também assegura bolsa aos participantes.

Com representantes de todas as unidades do instituto no Acre, a iniciativa amplia a participação de estudantes da educação profissional em programas de mobilidade internacional e promove contato direto com universidades e centros de pesquisa fora do país.

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Educação

Brasil tem 9% dos professores da rede pública sem qualificação completa

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Nove por cento dos professores da educação básica pública no Brasil não tinham qualificação completa entre 2024 e 2025. O percentual ficou próximo da média dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), de 9,1%, conforme dados do relatório Panorama da Educação 2026.

O levantamento considera como profissionais sem qualificação completa aqueles que não possuem diploma, certificação exigida ou formação pedagógica adequada. A contratação desses docentes ocorre principalmente em locais onde há dificuldade para preencher vagas com profissionais que atendam a todos os requisitos.

No Brasil, a falta de professores é maior em determinadas regiões e áreas de ensino. As dificuldades de contratação atingem principalmente localidades remotas ou socialmente vulneráveis, além de disciplinas como matemática e ciências naturais.

Mesmo com a redução do número de estudantes, o país ampliou a quantidade de professores nos anos iniciais do ensino fundamental. Entre 2015 e 2024, o total de docentes cresceu 4%, enquanto o número de matrículas caiu 7%.

A permanência dos profissionais na carreira também aparece como um dos desafios. Em 2022, 10,3% dos professores brasileiros plenamente qualificados deixaram a rede pública por aposentadoria ou desligamento. O percentual não significa necessariamente abandono da profissão, já que parte desses docentes pode ter migrado para escolas privadas ou outras redes de ensino.

As condições de trabalho e a remuneração também aparecem entre os fatores relacionados à atratividade da carreira. Em 2022, 44,3% dos professores brasileiros dos anos finais do ensino fundamental declararam satisfação com as condições de trabalho. Entre os países da OCDE, a média era de 68,4%.

Quando o assunto é salário, 22,3% dos docentes brasileiros disseram estar satisfeitos, enquanto a média registrada entre os países da organização chegou a 38,7%.

O Ministério da Educação informou que mantém ações voltadas à formação e valorização dos profissionais, entre elas o programa Mais Professores para o Brasil e o Pé-de-Meia Licenciaturas. O piso nacional do magistério está atualmente em R$ 5.130,63.

Dados do governo federal apontam ainda crescimento na procura pelas licenciaturas entre estudantes com melhor desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio. Entre 2024 e 2026, houve aumento de 106% nas matrículas desse grupo em cursos destinados à formação de professores.

A OCDE também aponta a entrada de profissionais vindos de outras áreas como uma alternativa para reduzir a falta de docentes. Em 2024, 11,5% dos professores brasileiros dos anos finais do ensino fundamental estavam na docência como segunda carreira, acima da média de 8,4% registrada entre os países da organização.

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Educação

Mais de 10 mil professores são selecionados com nota da Prova Nacional Docente

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Mais de 10 mil professores já foram selecionados por estados e municípios que adotaram a nota da Prova Nacional Docente (PND) em concursos e processos seletivos para a rede pública de ensino. Os dados fazem parte de um balanço do Ministério da Educação sobre a primeira edição do exame, realizada em 2025.

A prova foi criada para servir de apoio às redes públicas na contratação de docentes. Cada governo estadual ou prefeitura pode definir, em edital próprio, de que forma o resultado da PND será utilizado no processo de seleção.

Na primeira edição, 1.508 redes municipais e 22 estaduais aderiram à avaliação. Mais de 1 milhão de candidatos fizeram inscrição, e cerca de 760 mil compareceram para realizar a prova.

Do total de participantes, aproximadamente 492 mil alcançaram o nível de proficiência estabelecido na avaliação. O número supera a estimativa de demanda anual por novos professores nas redes públicas de ensino do país.

Cerca de 220 mil participantes também se inscreveram em seleções abertas por estados e municípios que decidiram utilizar a nota da PND como parte do processo de contratação.

O Ministério da Educação reforça que a participação na prova, por si só, não garante vaga. A contratação depende das regras de cada edital, do número de vagas disponíveis e dos critérios definidos por cada rede de ensino.

A adesão ao exame cresceu em 2026. Neste ano, mais de 2 mil entes federativos decidiram utilizar a PND, incluindo a maior parte dos estados e das capitais brasileiras.

A segunda edição da prova reuniu mais de 625 mil inscritos e foi aplicada em centenas de municípios. A avaliação contempla diferentes áreas de licenciatura e é voltada tanto para estudantes em fase de conclusão dos cursos quanto para profissionais já formados.

A Prova Nacional Docente é realizada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e integra as ações do programa Mais Professores para o Brasil.

A PND não substitui concursos ou processos seletivos. A nota funciona como um dos instrumentos que podem ser utilizados pelos governos estaduais e municipais para avaliar candidatos interessados em atuar na educação pública.

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