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MEIO AMBIENTE

Após declarar emergência devido à seca, Governo do Acre adota medidas para enfrentar a Crise Ambiental

Distribuição de água, apoio à agricultura, prevenção de incêndios florestais e conscientização são algumas das estratégias em pauta

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No último sábado, 7 de outubro, o governo do Acre com a coordenação da Semapi, em conjunto com os órgãos de comando e controle (Imac, BPA, Ciopaer, CBM/AC, Sejusp, BPA, Ibama e ICMBIO, Sepi) reuniu para discutir e implementar estratégias em resposta ao recente Decreto N° 11.338, que declara a situação de emergência no estado devido às condições climáticas adversas. A medida foi tomada em virtude da seca que assola a região, desencadeada pela influência prolongada do fenômeno El Niño, e à ameaça iminente de desastre devido à escassez de água no sistema estadual de abastecimento.

O Decreto 11.338, emitido pelo governador Gladson Cameli na sexta-feira, fundamenta-se em uma série de fatores críticos, incluindo a diminuição das chuvas que resultou em níveis baixos nos rios Acre, Purus, Juruá, Tarauacá, Envira, Iaco e Moa. Esta situação tem impactos significativos no fornecimento de água para a população, bem como na agricultura e pecuária nessas regiões.

Ações Imediatas para Mitigar a Crise

Em face dessas adversidades, o governo está considerando uma série de medidas cruciais para enfrentar a seca e seus impactos:

  1. Distribuição de Água: Garantir o fornecimento de água potável para as comunidades afetadas pela seca, por meio de caminhões-pipa ou outras medidas emergenciais.
  2. Apoio à Agricultura: Oferecer suporte aos agricultores locais, como subsídios ou assistência técnica, para minimizar as perdas nas colheitas.
  3. Prevenção de Incêndios Florestais: Reforçar as medidas de prevenção e combate a incêndios florestais, que podem ser mais frequentes durante períodos de seca.
  4. Campanhas de Conscientização: Educar a população sobre o uso responsável da água e a importância da conservação dos recursos naturais.
  5. Monitoramento e Alertas: Implementar sistemas de monitoramento meteorológico para prever e acompanhar a seca, permitindo a tomada de decisões informadas.
  6. Busca por Recursos Externos: Buscar assistência financeira ou recursos adicionais do governo federal ou de organizações internacionais para enfrentar a seca.

A reunião realizada neste sábado contou com a participação de representantes de diversas instituições governamentais e teve como foco principal a elaboração de estratégias concretas para enfrentar os desafios impostos pela seca. A colaboração de todas as partes interessadas, incluindo a sociedade civil, será fundamental para superar os desafios impostos pela seca e proteger as comunidades afetadas.

O Secretário de Estado de Governo, Alysson Bestene, ressaltou a urgente necessidade de colaboração entre as instituições para assegurar a segurança hídrica do estado e salvaguardar a população contra os impactos adversos da seca. Ele enfatizou que a situação exige ação imediata e coordenação efetiva, destacando que o governo estadual está se mobilizando de maneira integrada e unida para enfrentar esse desafio de magnitude significativa.

“Trabalhamos com o embasamento de informações técnicas, com inteligência em nível nacional, para uma melhor atuação no momento crítico” – Julie Messias

A titular da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Julie Messias, enfatiza a importância crucial da informação técnica no enfrentamento dessa crise ambiental. Ela destaca que a equipe está firmemente embasada em informações técnicas respaldadas por inteligência em nível nacional, sublinhando que esse embasamento é fundamental para orientar a resposta do governo no momento crítico. Essa abordagem baseada em dados é essencial para garantir que as ações adotadas sejam eficazes e alinhadas com as necessidades da população e do meio ambiente.

Com informações da Agência de Notícias do Acre / Foto: Alexandre Noronha

MEIO AMBIENTE

Brasil reduz emissão de gases de efeito estufa em 9% e registra menor nível desde 2012

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O Brasil registrou, em 2025, o menor volume de emissões líquidas de gases de efeito estufa dos últimos 13 anos. A redução foi de 9% em comparação com 2024, impulsionada principalmente pela queda do desmatamento. Os números foram divulgados nesta quarta-feira (21) pelo Observatório do Clima, na 14ª edição do Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa (Seeg).

O levantamento mostra que o país emitiu 1,41 bilhão de toneladas líquidas de dióxido de carbono equivalente (CO₂e) no ano passado, contra 1,489 bilhão em 2024. O resultado representa o menor patamar desde 2012 e dá continuidade à trajetória de redução das emissões brasileiras.

Considerando as emissões brutas, sem descontar o carbono absorvido pela vegetação em regeneração e pelas áreas protegidas, o volume passou de 2,19 bilhões para 2,06 bilhões de toneladas de CO₂e, uma redução de 6%. Esse também foi o menor resultado desde 2018.

A diminuição do desmatamento foi o principal fator responsável pela queda. As emissões brutas relacionadas às mudanças no uso da terra recuaram 15%, passando de 957 milhões de toneladas em 2024 para 814 milhões em 2025.

No cálculo das emissões líquidas desse setor, a redução chegou a 48%, com o volume caindo de 311 milhões para 162 milhões de toneladas. Foi o menor resultado registrado em toda a série histórica do Seeg.

De acordo com o coordenador do levantamento e pesquisador do Instituto de Energia e Meio Ambiente (Iema), David Tsai, o Brasil conseguiu reduzir em aproximadamente 25% suas emissões brutas nos últimos quatro anos. O movimento contrasta com o crescimento de dois terços registrado nos 13 anos anteriores.

Apesar da redução geral, outros setores da economia apresentaram pouca mudança. A agropecuária diminuiu suas emissões em apenas 0,1%, enquanto o setor de energia registrou crescimento de 1,2%, chegando a 427 milhões de toneladas de CO₂e.

A gestão de resíduos apresentou a maior alta proporcional, de 3,6%, passando de 92 milhões para 96 milhões de toneladas. As atividades industriais tiveram aumento de 0,2%.

Com o resultado de 2025, o Brasil se aproximou da meta climática estabelecida em seu primeiro compromisso internacional de redução de emissões, apresentado em 2015. O objetivo era limitar as emissões líquidas a 1,32 bilhão de toneladas, mas o país encerrou o período aproximadamente 85 milhões de toneladas acima do limite.

Para 2030, o compromisso brasileiro estabelece uma faixa de emissões entre 850 milhões e 1,05 bilhão de toneladas de CO₂e. O cumprimento dessa meta dependerá de novas reduções tanto no desmatamento quanto nas atividades agropecuárias, industriais, energéticas e de gestão de resíduos.

As estimativas preliminares para 2026 apontam continuidade da redução das emissões associadas ao desmatamento. Entretanto, o Observatório do Clima alerta que a queda concentrada na preservação das florestas não será suficiente para garantir, isoladamente, o cumprimento dos próximos compromissos climáticos do país.

Foto: Agência Brasil

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MEIO AMBIENTE

Liderança Ashaninka alerta para degradação de rios e invasão de nascentes no Acre

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A liderança indígena Moisés Piyãko, do povo Ashaninka, alertou nesta quarta-feira (21) para a degradação dos rios, a invasão de nascentes e os impactos das atividades ilegais na região de fronteira entre o Acre e o Peru. A manifestação faz parte da oitava edição do projeto Recado Selvagem, iniciativa que reúne conhecimentos indígenas e reflexões sobre a preservação ambiental.

Gravado às margens do Rio Amônia, no município de Marechal Thaumaturgo, o depoimento aborda os efeitos da poluição, do uso de produtos químicos, do desmatamento e da exploração ilegal dos recursos naturais sobre as comunidades que vivem na floresta.

“Um rio é como um povo”, afirma Moisés Piyãko, ao relacionar a preservação dos cursos d’água à sobrevivência das populações indígenas. Para a liderança, a destruição dos rios ameaça não apenas o meio ambiente, mas também os modos de vida, a cultura e os conhecimentos tradicionais transmitidos entre gerações.

Moisés também chama a atenção para os problemas ambientais que ultrapassam as fronteiras nacionais. Na região do Alto Juruá, o avanço de atividades ilegais e a presença de organizações criminosas preocupam comunidades indígenas brasileiras e peruanas, que dependem dos rios para alimentação, transporte e manutenção de seus territórios.

O alerta ocorre em um contexto de denúncias de invasões e ameaças contra os Ashaninka. Em julho deste ano, homens armados entraram na Terra Indígena Kampa do Rio Amônia, em Marechal Thaumaturgo. O episódio levou representantes indígenas a Brasília para cobrar medidas de segurança e maior cooperação entre os governos do Brasil e do Peru.

A declaração integra o Ciclo das Águas, programa de estudos lançado em 2026 pela Associação Selvagem. A iniciativa reúne conteúdos educativos gratuitos e promove o diálogo entre conhecimentos indígenas, pesquisas científicas e ações de conservação ambiental.

O vídeo, intitulado “Águas transfronteiriças”, tem lançamento previsto para esta quarta-feira, às 18h, no horário de Brasília, no canal da Associação Selvagem no YouTube.

Moisés Piyãko também participa da Comissão Transfronteiriça Juruá-Yurúa-Alto Tamaya, articulação formada por organizações e comunidades indígenas dos dois países para discutir a proteção dos territórios, dos rios e da biodiversidade amazônica.

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Focos de incêndio na Amazônia quase dobram após o primeiro turno das eleições

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A Amazônia Legal registrou 3.695 focos de calor na semana seguinte ao primeiro turno das eleições de 2026, realizado em 4 de outubro. O número representa um aumento de 99,3% em relação aos 1.854 registros da semana anterior, conforme dados de satélite do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). A maior concentração das queimadas ocorreu nos estados do Amazonas e do Pará.

O crescimento dos incêndios coincide com um período de seca agravado pelo fenômeno climático El Niño, que reduz as chuvas e aumenta a vulnerabilidade da vegetação ao fogo. Pesquisadores também apontam indícios de queimadas provocadas para ocupação irregular de terras públicas e avanço de atividades econômicas sobre áreas de floresta.

Entre as regiões mais afetadas estão os municípios próximos a Manaus, no Amazonas, e as áreas de Santarém, da rodovia BR-163, da Terra do Meio e da Transamazônica, no Pará.

A diretora de Ciência do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), Ane Alencar, afirmou que o uso do fogo para renovação de pastagens, comum nesta época do ano, amplia o risco de incêndios florestais. A combinação de temperaturas elevadas, vegetação seca e queimadas pode favorecer a propagação das chamas para áreas preservadas.

Além das condições climáticas, os pesquisadores identificaram focos em regiões de florestas públicas, especialmente na margem direita do rio Amazonas, em frente a Manaus. A localização dessas ocorrências levanta suspeitas de tentativas de ocupação irregular e grilagem de terras.

O ministro interino do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, afirmou que as autoridades identificaram incêndios dentro de áreas de floresta preservada, o que reforça as suspeitas de atuação criminosa.

O governo federal investiga a possibilidade de ações coordenadas para provocar incêndios, em situação semelhante à registrada em 2019, quando uma série de queimadas no Pará ficou conhecida como Dia do Fogo.

O avanço das chamas também preocupa comunidades indígenas. Nas terras Menkragnoti e Baú, no Pará, integrantes do povo Kayapó acompanham o crescimento dos incêndios e do desmatamento no entorno de seus territórios.

Especialistas alertam que a continuidade da estiagem e o uso do fogo podem ampliar os danos ambientais nos próximos meses. Eles defendem medidas de fiscalização, combate às queimadas e responsabilização dos envolvidos em incêndios criminosos.

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