Na quinta-feira, 19 de outubro, a Prefeitura de Cruzeiro do Sul, no Acre, realizou a 1ª Conferência Regional de Segurança Alimentar e Nutricional, um evento que reuniu profissionais e autoridades para debater políticas públicas voltadas para a melhoria da segurança alimentar e nutricional no Juruá. A conferência contou com a presença de Caren Carvalho, representante do Governo do Estado do Acre, e destacou a importância desse tema crucial para o bem-estar da população.
A segurança alimentar é uma preocupação essencial para garantir a qualidade nutricional dos alimentos consumidos pela população, incluindo o aproveitamento de vitaminas presentes nas cascas de frutas, verduras e legumes. Durante o evento, Caren Carvalho enfatizou a necessidade de um planejamento estratégico que garanta o acesso a alimentos de qualidade para a população local.
Eidilamar Marques, nutricionista e coordenadora de alimentação escolar estadual, ressaltou a importância de estabelecer um marco que assegure a todos uma alimentação segura e justa. Nesse contexto, parcerias entre o estado e as prefeituras desempenham um papel fundamental na definição de parâmetros nutricionais que atendam às necessidades da população.
“O estado, em parceria com as prefeituras, determina um parâmetro nutricional para atender as necessidades da população.”
Leonardo Honorato, promotor de justiça, explicou que o conselho criado durante a conferência faz parte de uma política pública para identificar desafios e encontrar soluções na administração, garantindo um caminho melhor para as instituições envolvidas. Ele destacou que a região amazônica é rica em alimentos, mas tem perdido parte de seu potencial devido à crescente adoção de alimentos enlatados e industrializados, o que acarreta problemas como desnutrição, diabetes e obesidade precoce. A política pública desempenha um papel fundamental na melhoria da qualidade dos alimentos disponíveis no mercado e nas feiras públicas.
O vice-prefeito de Cruzeiro do Sul, Henrique Afonso, discutiu a importância das políticas públicas nacionais no combate à insegurança alimentar, apontando a necessidade de erradicar a fome. Ele destacou o Programa de Aquisição de Alimentos como uma iniciativa que não apenas fornece assistência social, mas também gera renda e empregos, contribuindo para o fortalecimento das políticas de segurança alimentar.
“Um dos maiores problemas que a população enfrenta é a falta de segurança alimentar, e precisamos de políticas públicas nacionais para erradicar a fome.” Henrique Afonso, Vice Prefeito de Cruzeiro do Sul
Afonso, lembra, que “Esse processo de enfrentamento da fome deve ser coordenado, visando não apenas proporcionar assistência social para que o alimento chegue, mas também gerar renda e emprego, como é o caso do Programa de Aquisição de Alimentos, que é um parâmetro para o amadurecimento dessas políticas.”
O evento serviu como um importante fórum de discussão para promover a segurança alimentar e nutricional na região, ressaltando a necessidade de ação conjunta entre governos, sociedade e instituições para enfrentar os desafios que afetam a alimentação da população. A conferência encerrou-se com um chamado à reflexão e à ação, destacando o compromisso do Ministério Público em apoiar as iniciativas necessárias para alcançar uma alimentação mais saudável e acessível para todos.
A Câmara Municipal de Rio Branco aprovou nesta terça-feira o projeto do Executivo que concede reajuste linear de 5% aos servidores da Prefeitura. A proposta foi aprovada por unanimidade entre os 14 vereadores presentes, alcança cerca de 7 mil trabalhadores e agora segue para sanção do prefeito Alysson Bestene.
Durante a votação, os vereadores também aprovaram uma emenda do vereador Aiache, do PP, para incluir no texto a atualização do Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração dos servidores da RBTrans. Outra emenda, apresentada por Fábio Araújo, do MDB, previa reajuste de 7,52% para agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias, com aplicação imediata de 5% e o restante até novembro. A proposta foi rejeitada por 11 votos, com apoio apenas do autor e de Hildegard Pascoal.
Ao defender a rejeição da emenda, Aiache afirmou que a inclusão do novo índice no mesmo projeto poderia comprometer a sanção do reajuste geral e atrasar ainda mais a recomposição salarial, que, segundo ele, já deveria ter sido concedida no mês passado. O vereador disse ainda que a Câmara pretende discutir separadamente a situação dos agentes de saúde e de endemias, com participação de sindicatos, do Executivo e de representantes federais.
O projeto aprovado prevê a recomposição salarial para todas as categorias da administração municipal em um momento de transição no comando da Prefeitura de Rio Branco, hoje chefiada por Alysson Bestene.
O governo federal retirou nesta terça-feira, 16 de junho, o regime de urgência do projeto que trata do fim da escala de trabalho 6×1 e liberou a pauta do plenário da Câmara dos Deputados para a votação de outras propostas. A decisão foi discutida na reunião de líderes da Casa, em Brasília, e encerrou o travamento provocado pela urgência constitucional que incidia sobre a matéria.
Com a retirada da urgência, o projeto deixa de impedir a análise de outros textos e passa a tramitar em regime de prioridade. A proposta do Executivo, apresentada em abril, altera a Consolidação das Leis do Trabalho e outras normas para reduzir a duração normal da jornada e rever regras de descanso semanal remunerado em categorias específicas.
O destravamento da pauta também abriu espaço para negociações em torno de outros temas em análise na Câmara. Entre eles está o projeto que equipara a misoginia ao crime de racismo e torna a prática inafiançável e imprescritível. Apesar da expectativa de votação ainda nesta terça, o acordo entre líderes foi adiar a análise para a última semana de junho.
A mudança no calendário atende à articulação política do governo e da presidência da Câmara para reorganizar a agenda do plenário. Com isso, a Casa retoma a discussão de propostas que estavam paradas enquanto o projeto sobre a escala 6×1 mantinha a pauta bloqueada.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, convocou para esta terça-feira, 16 de junho, às 14h, uma reunião do colégio de líderes para discutir o Projeto de Lei 1838/26, que trata do fim da escala 6×1. A proposta fixa em até 40 horas semanais a jornada normal de trabalho, e o relator, deputado Leo Prates, deverá apresentar esclarecimentos sobre o parecer antes da análise em plenário. Como o texto tramita em regime de urgência, ele bloqueia a pauta da Casa até ser votado.
A articulação ocorre poucos dias depois de Motta escolher Leo Prates para relatar a proposta. A intenção da cúpula da Câmara é manter no projeto a mesma linha da proposta de emenda à Constituição aprovada pelos deputados em 27 de maio, que reduziu a jornada semanal de 44 para 40 horas e trocou a escala de seis dias de trabalho por um de descanso pelo modelo de cinco dias de trabalho e dois de folga. Essa PEC já seguiu para análise do Senado.
Além do projeto sobre jornada de trabalho, os líderes também devem discutir o PL 896/23, que equipara a misoginia ao crime de racismo. A expectativa da presidência da Câmara é votar as duas matérias ainda nesta semana para destravar a pauta do plenário e abrir espaço para outros temas pendentes.