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Jovens indígenas são capacitados para usar mídias sociais

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Trinta jovens da Terra Indígena Campinas Katukina, distante 60 quilômetros de Cruzeiro do Sul, no Acre, participaram esta semana (de 19 a 22 de junho) do curso “Mídias Sociais: planejamento, implementação, monitoramento”, ministrado pela jornalista Andréia Oliveira, especialista na área.

A capacitação está prevista no Plano Básico Ambiental (CI-PBA) do Licenciamento Ambiental para a implantação da Linha de Transmissão de Energia Elétrica 230 KV do trecho Feijó-Cruzeiro do Sul, que atravessa a Terra Indígena Campinas Katukina.

O objetivo do curso é capacitar os jovens para a utilização de ferramentas tecnológicas e das mídias sociais com vistas a disseminação da cultura e de atividades diversas desenvolvidas na terra indígena.

A facilitadora da capacitação, jornalista Andréia Oliveira, destacou o potencial do uso das redes sociais para disseminar a cultura indígena e torná-la mais conhecida e respeitada.

“A internet transformou a vida das pessoas, as novas tecnologias tem impactado a forma como nos comunicamos, como nos relacionamos, portanto, preparar esses jovens para a utilização correta dessas ferramentas é muito importante, embora a maioria deles já conhece e utiliza algumas redes sociais, o curso serviu para expandir o horizonte desses jovens, sobretudo, para o uso mais profissional e comercial das ferramentas digitais, apresentamos o potencial das redes para que eles possam disseminar a cultura indígena, divulgar e vender seus produtos para o mundo através da internet”, disse.

Powa Katukina, liderança geral do povo Katukina, que reúne 11 comunidades, agradeceu a iniciativa e enfatizou a importância de formar jovens para o uso das novas tecnologias.

“Nós vivemos aqui com a presença de duas culturas, a nossa, indígena e a cultura dos brancos, temos que aprender a conviver e respeitar as duas. Essa formação será muito importante para os nossos jovens porque eles precisam conhecer e estarem preparados para as novidades do mundo moderno, isso vai ajudar a difundir nossa cultura, nossa medicina, nossas danças, costumes e nossas lutas”, disse.

Para o cacique Elano de Souza Luiz, participar do curso lhe possibilitou conhecer um novo mundo. “Foi muito enriquecedor pra mim, eu já conhecia e utilizava algumas dessas redes sociais, mas aqui tivemos a oportunidade de conhecer novas ferramentas, saber para que servem, como podem e devem ser utilizadas, muita coisa nova que vai nos ajudar muito”, enfatizou.

Sobre a Terra Indígena

A Terra Indígena Campinas Katukina fica localizada na Rodovia BR 364, km 60, sentido Cruzeiro do Sul – Rio Branco-AC, e possui 11 aldeias, com um total de mais de 800 indígenas. As aldeias pertencentes a terra indígena são : VARIPE’O, PINO HOSHOYA, VARI ISKO, MANIYA, SAMAÚMA, VARINAWA, SATANAWA, WANINAWA, SHAVA VENA, MASHEYA, KAMANAWA.

Assessoria

Economia e Empreender

Prefeitura de Rio Branco intensifica limpeza da Ceasa e mercados para a 15ª Feira do Peixe

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A Prefeitura de Rio Branco iniciou nesta terça-feira, 25 de março de 2026, uma força-tarefa de limpeza e organização na Central de Abastecimento (Ceasa), no Distrito Industrial, e em mercados públicos da capital para a realização da 15ª Feira do Peixe, programada para os dias 1º, 2 e 3 de abril, durante a Semana Santa.

Os serviços incluem varrição, retirada de resíduos e ajustes na estrutura de atendimento, com o objetivo de preparar os pontos de venda para o aumento da procura por pescado típico do período. A ação reúne equipes das secretarias municipais de Cuidados com a Cidade e de Agropecuária.

O secretário municipal de Cuidados com a Cidade, Tony Roque, afirmou que a orientação é manter um padrão de preparação nos diferentes locais de comercialização. “Essa é uma determinação do prefeito Tião Bocalom para a programação da Semana Santa, visando atender a população com espaços limpos e organizados. Estamos mantendo o planejamento em todos os locais que vão receber o público, tanto para a compra quanto para o consumo de pescado”, disse.

Além da Ceasa, a feira terá pontos nos bairros Elias Mansour, São Francisco, Rui Lino, Estação Experimental e Universitário, que volta a receber o evento neste ano. A expectativa é ampliar a oferta com a participação de piscicultores de Rio Branco e de cooperativas de municípios vizinhos, como Bujari, Acrelândia e Brasiléia, além de produtores de Rondônia.

O gerente operacional da Ceasa, Aersso Felipe, afirmou que a presença de produtores de diferentes regiões deve reforçar o abastecimento, principalmente no Distrito Industrial. “Teremos produtores de Bujari, Acrelândia, Brasiléia e até de Rondônia, garantindo uma grande quantidade de pescado para comercialização, principalmente na Ceasa”, declarou.

A organização estima a comercialização de cerca de 146 toneladas de peixe ao longo dos três dias e prevê também a oferta de produtos da agricultura familiar nos pontos de venda, em uma operação que movimenta a cadeia local de produção e amplia as opções para o consumidor durante a Semana Santa.

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Notícias

Governo do Acre convoca aprovados no concurso do ISE para inspeção médica e entrega de documentos

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O governo do Acre convocou candidatos aprovados no concurso do Instituto Socioeducativo do Estado do Acre (ISE) para a realização de inspeção médica e entrega de documentos, etapas obrigatórias para o andamento do processo de nomeação e posse. O chamamento foi publicado no Diário Oficial e envolve aprovados para o cargo de agente socioeducativo, com prazos definidos para atendimento em Rio Branco e Cruzeiro do Sul.

A convocação segue a ordem de classificação e lista os candidatos por cargo, colocação final, número de inscrição, nome e nota. Para a etapa de saúde, os convocados precisam providenciar, por conta própria, exames e laudos emitidos nos últimos 90 dias. Entre as avaliações exigidas estão cardiologia, com eletrocardiograma e raio-X de tórax com laudo, além de exames nas áreas de neurologia, oftalmologia, infectologia, psiquiatria e ortopedia, esta última com raio-X da coluna total. A lista inclui ainda exames laboratoriais, como hemograma completo e glicemia em jejum.

Com os laudos em mãos, os candidatos devem comparecer à Junta Médica Oficial munidos de documento de identificação original. Em Rio Branco, o atendimento ocorre até 9 de abril, das 8h às 11h, no Acreprevidência, na Rua Benjamin Constant, 351, no bairro Cerâmica. Em Cruzeiro do Sul, as datas previstas são 19 e 26 de março e 9 de abril, das 8h às 12h, na Rua Félix Gaspar, 3806, no Centro. Durante a inspeção, a Junta Médica pode solicitar exames complementares para a emissão do Atestado de Sanidade e Capacidade Física e Mental.

A entrega de documentação deve ser feita até 10 de abril, das 7h às 13h. Em Rio Branco, o recebimento ocorre no Centro Integrado de Ensino e Pesquisa em Segurança Pública e Justiça (Cieps), na Via Verde, BR-364, Km 2, no bairro Jardim Europa. Em Cruzeiro do Sul, a entrega é no Centro Socioeducativo, na Rua Pedro Teles, 596, no bairro Manoel Terças. As declarações exigidas no edital ficam disponíveis no site oficial da Secretaria de Estado de Administração (Sead).

O prazo final para conclusão de todas as etapas encerra em 16 de abril. Dúvidas podem ser esclarecidas com o Instituto Socioeducativo pelo telefone (68) 99224-2327 ou com a Secretaria de Estado de Administração pelo e-mail concursos.gov@gmail.com. O cumprimento dos prazos definidos no edital condiciona o avanço do processo para as próximas fases.

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Cultura

Documentário de estudantes resgata história do Palácio da Justiça do Acre

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Estudantes do 6º período de História lançaram na quarta-feira (25), em Rio Branco, um documentário sobre o Palácio da Justiça, primeira sede do Tribunal de Justiça do Acre, durante a mostra Acre em Cena. A produção, assinada por Manoela Brandolim e João Batista, revisita a trajetória do prédio no Centro da capital e a relação do espaço com a memória institucional e urbana da cidade.

O filme percorre a história do edifício desde a construção, no fim dos anos 1950, quando o Acre ainda era Território Federal, e segue até o período em que o local passou a abrigar o Poder Judiciário estadual, a partir de 1963, com a elevação do Acre à condição de Estado. O documentário também aborda o tombamento do Palácio da Justiça como patrimônio histórico e cultural, em 2002.

Com arquitetura neoclássica, o prédio foi projetado para transmitir solidez, ordem e imparcialidade e está entre os poucos exemplares desse estilo no Acre, ao lado do Palácio Rio Branco. Atualmente, o espaço funciona como centro cultural, com acervo de documentos e decisões históricas, além de peças como togas e outros artefatos. A estrutura reúne ainda obras de marchetaria, incluindo uma peça exposta no auditório assinada pelo artista plástico Maqueson Pereira.

Manoela Brandolim contou que a ideia surgiu em uma disciplina sobre Patrimônio, ministrada pelo professor João Pacheco, que propôs a produção de um minidocumentário. “Tudo começou com a nossa disciplina sobre Patrimônio, do professor João Pacheco. Ele criou o projeto para fazermos um minidocumentário. Meu colega, com quem faço dupla, João Batista, achou interessante o Palácio da Justiça e eu também gostei”, disse. Ela afirmou que o trabalho trouxe descobertas durante a pesquisa. “Eu posso dizer que são muitas. É um pedaço da história acreana. Surge quando o Acre ainda não era um Estado. Todo o Judiciário acreano começa a partir dele, algo que eu acredito que muitas pessoas não sabem”, declarou.

João Batista relacionou a conclusão do documentário à experiência prática de pesquisa e à vivência no espaço histórico e falou do significado pessoal do processo. “Aprendemos que foi ali que tudo começou no Judiciário acreano, naquele espaço no centro da cidade, que inicialmente abrigou não só o Tribunal de Justiça, mas o MP e outros órgãos ligados às questões judiciais”, afirmou.

A mostra de minidocumentários foi idealizada por João Pacheco, coordenador do curso de bacharelado em História e professor da disciplina Patrimônio Histórico-Cultural, com apoio da Fundação de Cultura Elias Mansour (FEM) e do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Segundo o professor, a produção durou quatro meses e buscou aproximar ensino, pesquisa e extensão da comunidade. O documentário sobre o Palácio da Justiça, disse ele, apresenta uma cronologia do patrimônio e deve ficar disponível em breve no canal do Iphan no YouTube.

Com a publicação online prevista, a produção amplia o acesso ao acervo e à história do Palácio da Justiça e reforça iniciativas de preservação e educação patrimonial, ao levar para fora dos arquivos a memória de um prédio que marcou a formação do sistema de Justiça e a própria ocupação do Centro de Rio Branco.

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