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Latino-americanas e caribenhas participam da Marcha das Mulheres Negras em Brasília

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Centenas de mulheres latino-americanas e caribenhas participaram nesta terça-feira (25) da 2ª Marcha das Mulheres Negras, realizada na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, reunindo cerca de 500 mil pessoas para denunciar o impacto do racismo, do sexismo e da desigualdade social. Vindas de diversos países, as ativistas se juntaram às brasileiras para defender igualdade, reparação e respeito, ampliando o alcance internacional do ato e reforçando pautas que atravessam fronteiras.

A marcha ocorre dez anos após sua primeira edição e consolida um movimento que articula mulheres negras de diferentes territórios em torno de reivindicações por saúde, educação, renda, participação política e enfrentamento à violência. O encontro deste ano também reuniu integrantes da Rede de Mulheres Afro Latino-Americanas, Afro-Caribenhas e da Diáspora, organização que atua na região desde os anos 1990, fortalecendo lutas comuns. As representantes internacionais destacaram que as desigualdades enfrentadas no Brasil se repetem em outras nações latino-americanas e caribenhas, onde persistem estruturas raciais e de gênero que limitam direitos e oportunidades.

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Entre as participantes, a panamenha Juana Lopez, defensora dos direitos humanos, afirmou que a mobilização em Brasília simboliza um esforço coletivo por reconhecimento. “Todos os países do mundo devem lutar pelas reivindicações das mulheres negras, por nossos direitos. Devem exigir respeito dos governos dos Estados. Por isso, viemos com tudo para essa marcha.” A colombiana Alba Nelly Mina ressaltou que a presença conjunta de mulheres de vários países cria um instrumento capaz de influenciar agendas sociais. “Todas temos o direito ao bem-viver e de estar aqui estamos para apoiá-los porque a luta das mulheres é de todas e importa a todos.”

Outras participantes destacaram como a violência racial atravessa gerações e territórios. A uruguaia Giovana León, que representa cerca de 10% da população afrodescendente de seu país, declarou que as agressões começam na infância e seguem ao longo da vida, reforçando a necessidade de visibilidade pública. “A violência principal que vivemos é a racial, que sofrem as crianças e adolescentes e seguem adiante sofrendo em todos os momentos e em todos os lugares onde estamos habitando.” Já a cubana Maydi Estrada Bayona, pesquisadora da Universidade de Havana, afirmou que a marcha carrega o sentido de justiça histórica ao lembrar as lutas de antepassados afrodescendentes. “Este é um ato de liberdade, é um ato de justiça reparativa.”

A peruana Ernestina Uchoa, integrante da Rede de Mulheres Afro Latino-Americanas, reforçou que o encontro mobiliza pautas que seguem urgentes em diferentes países. “Porque as mulheres merecem respeito, igual a qualquer outra mulher. Por isso estou aqui, unida a todas as minhas irmãs.” A hondurenha Jimena Calderon acrescentou que a mobilização fortalece articulações regionais construídas ao longo dos últimos anos. “Estamos todas unidas para tecer juntas um melhor caminho decolonial e antipatriarcal. Vamos juntas dizer que esta marcha vale a pena e transformará nossas vidas.”

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As participantes afirmam que a mobilização não se encerra com o ato em Brasília. Muitas delas destacaram que retornam aos seus países com novas estratégias para fortalecer políticas públicas e exigir visibilidade em estatísticas e censos nacionais. Nesta quarta-feira (26), os debates continuam com atividades da Semana por Reparação e Bem-Viver, que aprofunda temas discutidos ao longo da marcha, como combate à violência, direitos reprodutivos, autonomia econômica e reconhecimento de comunidades tradicionais.

Fonte e foto: Agência Brasil

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Acre recebe mais de R$ 8,4 milhões da União para custear vigilância em saúde em 2026

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O Ministério da Saúde autorizou o repasse de R$ 8.485.548,98 ao Acre para o custeio de ações de vigilância em saúde ao longo de 2026, com recursos destinados ao governo estadual e aos municípios. A transferência foi formalizada pela Portaria GM/MS nº 10.155, publicada no Diário Oficial da União em 16 de janeiro, e tem como finalidade garantir a manutenção de atividades voltadas ao acompanhamento, prevenção e controle de doenças no estado.

Os valores fazem parte do Piso Fixo de Vigilância em Saúde e integram o Bloco de Manutenção das Ações e Serviços Públicos de Saúde, que concentra recursos federais destinados ao funcionamento contínuo do Sistema Único de Saúde. O repasse também contempla incentivos financeiros para os Laboratórios Centrais de Saúde Pública, responsáveis por exames e análises que subsidiam decisões das autoridades sanitárias.

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Segundo a portaria, os recursos serão transferidos de forma regular, em parcelas mensais equivalentes a um doze avos do total anual definido para cada ente federativo. O texto estabelece ainda que, quando a divisão gerar valores fracionados, os montantes serão ajustados para duas casas decimais, assegurando padronização nos repasses ao longo do exercício financeiro.

No caso do Acre, a Secretaria de Estado de Saúde ficará responsável pela gestão de R$ 1.432.799,94. Entre os municípios, Rio Branco concentrará o maior volume de recursos, com R$ 3.501.777,77. Na sequência aparecem Cruzeiro do Sul, que receberá R$ 567.975,64, e Sena Madureira, com R$ 474.243,77. Outros municípios, como Feijó, Tarauacá, Plácido de Castro e Porto Acre, também constam na distribuição. Cidades de menor porte, a exemplo de Assis Brasil, Jordão e Manoel Urbano, terão acesso a valores proporcionais, definidos conforme critérios populacionais e regras do financiamento federal.

A norma estabelece ainda condições para a liberação dos recursos. Estados e municípios que estiverem com repasses suspensos por falta de atualização dos sistemas nacionais de informação em saúde, como Sinan, Sinasc e SIM, não terão direito aos valores caso a regularização ocorra após 90 dias da publicação do bloqueio. A exigência vincula o financiamento à manutenção de dados atualizados, utilizados como base para o planejamento e a execução das ações de vigilância em saúde no país.

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Novo CAPSi amplia atendimento em saúde mental infantojuvenil em Rio Branco

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A Prefeitura de Rio Branco inaugurou, no dia 14 de janeiro de 2026, o Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (CAPSi) Damião Nunes da Costa, no bairro Sobral, com o objetivo de ampliar a oferta de atendimento em saúde mental para crianças e adolescentes no município. A unidade passa a integrar a Rede de Atenção Psicossocial e funciona em modelo de porta aberta, sem necessidade de agendamento prévio, buscando facilitar o acesso de famílias que aguardavam por esse tipo de serviço na capital acreana.

O novo CAPSi foi implantado para atender uma demanda histórica relacionada ao cuidado em saúde mental infantojuvenil, em um contexto em que crianças e adolescentes enfrentam dificuldades emocionais e comportamentais que nem sempre são identificadas ou acompanhadas de forma contínua. O serviço oferece acolhimento de segunda a quinta-feira, das 7h às 17h, enquanto as sextas-feiras são destinadas ao alinhamento da equipe, estudos de casos e visitas direcionadas, conforme a necessidade dos usuários.

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Durante a inauguração, o prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, afirmou que a entrega da unidade representa a ampliação da rede municipal voltada à saúde mental e reforça o compromisso da gestão com o atendimento a esse público. Segundo ele, o centro foi estruturado para oferecer acolhimento a crianças e adolescentes que necessitam de acompanhamento especializado, integrando cuidado clínico e suporte psicossocial.

O secretário municipal de Saúde, Rennan Biths, destacou que o CAPSi já iniciou as atividades com equipe completa e pacientes em acompanhamento. “Em 2026, priorizamos o cuidado com crianças e adolescentes, atendendo a uma demanda histórica da capital. O CAPSi já está em funcionamento, com equipe qualificada e os primeiros 40 pacientes em atendimento”, afirmou. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, a unidade conta com cerca de 12 profissionais, entre médicos, psicólogos, enfermeiros, assistentes sociais e arteterapeutas, oferecendo atendimentos individuais e em grupo.

A coordenação do CAPSi explicou que o foco do trabalho está na estabilização do quadro de crianças e adolescentes em sofrimento psíquico, com ações que favorecem o convívio social e a retomada da rotina escolar e familiar. A coordenadora Kelly Albuquerque ressaltou que o serviço inclui terapias em grupo, grupos operativos e atividades de arteterapia, além dos atendimentos individuais, de acordo com a necessidade de cada caso.

A inauguração também foi acompanhada por representantes do Legislativo municipal. O vereador João Paulo Silva afirmou que a implantação do CAPSi é resultado de anos de discussão sobre a efetivação das políticas de saúde mental no município e representa um avanço na consolidação dos dispositivos previstos pelo Sistema Único de Saúde.

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A unidade recebeu o nome de Damião Nunes da Costa em homenagem à sua trajetória de atuação comunitária. Durante a solenidade, a filha homenageada, Sabrina Braga, afirmou que a escolha do nome reconhece o legado deixado por seu pai, que dedicou parte da vida a ações de apoio social no município.

O impacto do novo serviço já é percebido por famílias que aguardavam atendimento especializado. Moradora da Vila Acre, a dona de casa Avilene Silva relatou que esperava desde o ano anterior por uma vaga para a filha e foi informada do atendimento disponível com a abertura da unidade. Para ela, o funcionamento do CAPSi representa a possibilidade de acompanhamento contínuo e próximo da realidade das famílias.

A implantação do centro contou com investimento próprio de R$ 360 mil da Prefeitura de Rio Branco, voltado à adequação do espaço físico e à estruturação do serviço. A expectativa da gestão municipal é que o CAPSi contribua para reduzir a demanda reprimida por atendimento em saúde mental infantojuvenil e fortaleça a rede de cuidado no município, ampliando o acesso e a continuidade do acompanhamento para crianças e adolescentes.

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Economia e Empreender

Inflação projetada em 4,05% coloca 2026 como ano favorável para pequenos negócios

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A projeção de inflação em 4,05% para 2026, uma das mais baixas desde o início do Plano Real, indica um cenário econômico que tende a favorecer os pequenos negócios no Brasil, segundo dados do mercado financeiro consolidados no Boletim Focus divulgado em janeiro. A estimativa aponta para um ambiente de maior previsibilidade de preços, com impacto direto sobre consumo, investimento e crédito, fatores centrais para micro e pequenas empresas.

De acordo com o levantamento, caso a projeção se confirme, o índice ficará entre os cinco menores registrados em um ano-calendário desde 1994, superando apenas os resultados observados em 1998, 2006, 2017 e 2018. A revisão representa uma leve queda em relação às expectativas de semanas anteriores e mantém a inflação dentro do intervalo de referência adotado pelo governo federal, após o IPCA ter encerrado 2025 em 4,26%, abaixo do limite de 4,5%.

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O cenário inflacionário mais controlado vem acompanhado de projeções de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 1,8% em 2026. Embora o percentual seja inferior ao registrado em 2025, quando o PIB avançou 2,3%, as estimativas indicam estabilidade para 2027 e retomada gradual em 2028, com crescimento projetado de 2%. Analistas apontam que a combinação entre inflação menor e crescimento moderado cria condições para planejamento mais consistente por parte dos empreendedores.

Outro fator considerado relevante para os pequenos negócios é a expectativa de redução da taxa básica de juros. Atualmente em 15%, a Selic deve recuar para 12,25% até o fim de 2026, segundo o Boletim Focus. A diminuição dos juros tende a reduzir o custo do crédito, estimulando investimentos produtivos e o consumo, especialmente em segmentos mais sensíveis às condições financeiras, como micro e pequenas empresas.

Os dados recentes de emprego reforçam esse quadro. Entre janeiro e novembro de 2025, mais de 1,3 milhão de vagas com carteira assinada foram abertas por micro e pequenas empresas no país, de acordo com levantamento do Sebrae baseado no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Apenas no mês de novembro, sete em cada dez novos postos formais tiveram origem nesse segmento, número que já supera o total de contratações registrado em todo o ano de 2024.

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Para o presidente do Sebrae, Décio Lima, a inflação em patamar mais baixo contribui para ampliar a confiança na economia e criar condições para expansão sustentável. “Com inflação mais baixa, crescem a confiança, o consumo e o investimento, especialmente no maior motor da economia brasileira, que são os pequenos negócios”, afirmou. Segundo ele, o planejamento passa a ter papel central nesse contexto, evitando estoques elevados e estimulando geração de renda e inclusão produtiva.

A expectativa para os próximos anos também aponta continuidade desse movimento, com projeções de inflação de 3,80% em 2027 e 3,50% em 2028. Caso o cenário se mantenha, especialistas avaliam que micro e pequenas empresas poderão se beneficiar de um ciclo de maior estabilidade econômica, com impactos sobre emprego, renda e dinamismo regional, especialmente em capitais e regiões metropolitanas onde o IPCA é medido de forma sistemática.

Fonte: Sebrae

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