A eleição para a escolha dos novos diretores das escolas municipais de Cruzeiro do Sul é realizada nesta segunda-feira, 7, pela prefeitura por meio da Secretaria Municipal de Educação, Esporte e Lazer – SEMEDEL.
O pleito ocorreu das 8 as 17 horas. Para se eleger, o candidato precisa ter a maioria dos votos dos pais, alunos e servidores. O município tem 112 unidades de ensino, mas, por lei, a eleição só define os gestores das escolas com mais de 100 alunos. Dentro desse critério, 28 escolas realizam a escola dos gestores mas em 7 delas, não houve candidatos interessados em concorrer à vaga de gestor.
“O município de Cruzeiro do Sul tem um sistema híbrido para a escolha dos novos diretores. Os candidatos precisaram ser aprovados nas provas objetivas e subjetivas para passarem pelo crivo dos servidores e pais e/ou responsáveis dos alunos. Os candidatos que forem derrotados na votação, formarão um banco de reserva e, havendo vacância, como já temos em sete escolas que não se apresentaram candidatos, essas vagas serão preenchidas por quem está no banco de reservas, obedecendo o critério de classificação nas provas objetivas e subjetivas”, destacou o secretário adjunto da Educação, Valdenísio Martins, que preside a Comissão de Processo de Seleção dos novos gestores.
Elizangela Braga, que já é gestora da Escola Darcy Bezerra e concorre à reeleição.”A expectativa é grande, pois queremos dar continuidade ao trabalho que já estamos fazendo na nossa escola. Nossa expectativa é pela hora do sim”, declarou a candidata.
Na escola Rui Barbosa a escolha se dá entre a Chapas 1, de Jarderson das Chagas Freitas , Chapa 2 de José Ribamar da Silva Vila Nova. Clelva Rodrigues Correia, atual diretora da unidade escolar, no cargo há nove anos, pontuou o caráter democrático da decisão. “É um momento democrático de decisões. “
Sebastiana de Souza, mãe de aluna, justificou seu apoio a um dos candidatos.”Resolvi votar porque meu candidato já trabalha há muito tempo e a gente reconhece o esforço dele. É uma pessoa humilde, gosta de ajudar as pessoas e os alunos gostam dele, que é prestativo com as crianças”, argumentou.
José Cândido Maciel, 57 anos, pai de aluna, decidiu seu voto com base na expectativa de melhoras para o transporte dos alunos. “Já é muito bom, mas a gente sempre espera que melhore mais. Eu moro do outro lado e às vezes falta barco para atravessar minha filha para a escola”, citou.
O Ministério da Educação liberou nesta terça-feira, 9 de junho, a consulta às vagas do Sisu+, etapa complementar do Sistema de Seleção Unificada criada para ocupar vagas disponíveis no ensino superior público no segundo semestre de 2026. A pesquisa já pode ser feita no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior, com filtros por curso, instituição, estado e município.
A nova etapa reúne vagas remanescentes de 34 instituições públicas de educação superior. Além da oferta de cursos, a plataforma mostra detalhes como turno, local de funcionamento e modalidades de concorrência, o que permite ao candidato verificar com antecedência as condições de disputa antes da abertura das inscrições.
Poderão participar os estudantes que concorreram na etapa regular do Sisu 2026 e fizeram ao menos uma das três últimas edições do Exame Nacional do Ensino Médio. Cada candidato poderá escolher até duas opções de curso.
As inscrições para o Sisu+ vão de 15 a 19 de junho. O resultado da chamada regular única será divulgado em 24 de junho. Na mesma data, será aberto o prazo para manifestação de interesse na lista de espera, que segue até 26 de junho. As matrículas da chamada regular começam em 25 de junho, e as convocações da lista de espera terão matrícula a partir de 1º de julho, conforme o edital de cada instituição.
Com a etapa complementar, o MEC tenta ampliar as chances de ingresso no ensino superior público dentro do mesmo processo seletivo e reduzir a sobra de vagas no segundo semestre.
O Ministério da Educação colocou no ar o MEC Idiomas, plataforma gratuita de ensino de inglês e espanhol voltada a estudantes e professores de todo o país. O acesso é feito pelo portal oficial do programa (https://www.gov.br/mec/pt-br/mec-idiomas) e pelo aplicativo da ferramenta, com login pela conta Gov.br. Depois de entrar, o usuário escolhe o idioma, faz o teste de nível e segue para a trilha de aprendizagem.
A plataforma reúne aulas para diferentes níveis de proficiência, exercícios, avaliações ao fim dos módulos e recursos de prática oral. Na fase inicial, o MEC abriu turmas de inglês e espanhol e anunciou a ampliação da oferta nos próximos anos. A proposta é alcançar principalmente alunos da rede pública e professores que já atuam com ensino de línguas.
Na prática, o programa tenta ocupar um espaço que, por anos, ficou concentrado em cursos pagos. Com acesso gratuito e remoto, o governo aposta em ampliar o alcance do ensino de idiomas sem depender de mensalidade, deslocamento ou matrícula em escola privada. O foco está em levar a formação para quem já estuda na rede pública ou precisa reforçar a qualificação para seleção acadêmica e oportunidades profissionais.
O funcionamento foi desenhado para ser direto: o usuário entra com a conta oficial do governo, escolhe o idioma e começa o percurso de aprendizagem a partir do nível indicado pela própria plataforma. A aposta do MEC é transformar esse modelo em porta de entrada para uma política mais ampla de formação em línguas, com uso contínuo e alcance nacional.
Aos 24 anos, Muru Inu Bake, nome indígena de Clécio Ferreira Nunes, assumiu uma vaga de professor federal no Instituto Federal do Acre, no campus de Cruzeiro do Sul, e passou a integrar um grupo ainda raro de docentes indígenas na rede pública federal no estado. Formado em Letras Inglês pela Universidade Federal do Acre, ele chegou à sala de aula levando, junto com a formação acadêmica, a própria vivência como sujeito indígena em um espaço onde essa presença ainda é pouco comum.
A entrada de Muru no Ifac amplia a representatividade dos povos originários no ensino superior e na educação profissional no Acre. Além da atuação como professor, ele cursa mestrado em Letras, com pesquisa voltada para línguas e literaturas indígenas brasileiras contemporâneas, o que reforça a presença indígena também na produção de conhecimento dentro da universidade.
No início da trajetória docente, ele resumiu o peso dessa chegada ao dizer: “Não falo só como docente, falo como sujeito Huni Kuĩ indígena”. A frase condensa o alcance da nomeação. Mais do que ocupar uma vaga, Muru passa a atuar em um lugar de referência para estudantes que, durante muito tempo, atravessaram a formação escolar sem encontrar professores indígenas em sala.
No campus de Cruzeiro do Sul, ele assumiu aulas de inglês e começou a desenvolver atividades com dinâmicas e jogos para aproximar os alunos do conteúdo. A atuação marca uma mudança simbólica e prática: os povos indígenas deixam de aparecer apenas como objeto de estudo e ganham espaço crescente como professores, pesquisadores e formuladores de conhecimento nas instituições públicas.
A presença de Muru no quadro federal também reforça um movimento mais amplo de ampliação do acesso indígena à educação superior no Acre. Em um estado com forte presença de povos originários, a chegada de docentes indígenas à rede pública representa não só inclusão, mas também uma mudança no perfil de quem ensina, pesquisa e ajuda a formar novas gerações.