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TJAC promove ações culturais em presídios do Acre durante mostra nacional de direitos humanos

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O Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) participou da 1ª Mostra de Cinema e Direitos Humanos no Sistema Prisional, promovida pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC). A ação ocorreu em unidades penitenciárias de Rio Branco e Tarauacá, como parte de uma mobilização nacional voltada à promoção da cidadania e à construção de novas perspectivas para pessoas privadas de liberdade.

A atividade, realizada por meio do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Socioeducativo e Carcerário (GMF), contou com o apoio da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), por meio da iniciativa Fazendo Justiça.

Em Tarauacá, a mostra foi realizada nos dias 15 e 16 de julho na ala feminina da Unidade Penitenciária Moacir Prado, com a participação de 18 internas. Em Senador Guiomard, na Unidade Penitenciária do Quinari, as atividades ocorreram nos dias 17 e 18, beneficiando 60 apenados. As sessões incluíram a exibição de curtas e documentários seguidos de rodas de conversa com enfoque na dignidade, direitos humanos e reflexão sobre trajetórias de vida.

Entre os filmes exibidos estiveram “Big Bang”, de Carlos Segundo, “Mansos”, de Juliana Segóvia, e o documentário “Sobre a Cabeça os Aviões”, de Amanda Costa. As produções abordam temas como exclusão social, violência e injustiça, sendo utilizadas como ponto de partida para debates conduzidos por profissionais do sistema de justiça, representantes da Defensoria Pública, coordenação das unidades prisionais e equipes multidisciplinares.

A juíza substituta Natália Maia, que conduziu a programação na unidade do Quinari, destacou que a iniciativa reforça o papel da cultura como instrumento de transformação. Segundo ela, essas ações ampliam o acesso à informação e fortalecem a compreensão sobre responsabilidade social.

Participante da atividade em Tarauacá, uma das reeducandas relatou que a oportunidade de expressar opiniões em um ambiente seguro contribuiu para a valorização pessoal das internas. A roda de conversa, segundo a apenada, permitiu que as participantes refletissem sobre suas vivências e fossem ouvidas com respeito.

A mostra integra o Plano Nacional Pena Justa, que prevê a inclusão de práticas culturais, esportivas e educativas como estratégias para garantir equidade de raça e gênero no sistema prisional. As ações também possibilitam a remição de pena. Conforme a Resolução CNJ nº 391/2021, atividades como essa podem ser reconhecidas como práticas educativas não escolares, sendo contabilizadas na progressão de regime dos internos.

A programação no Acre foi parte da 14ª edição da Mostra Cinema e Direitos Humanos, que teve como tema “Viver com Dignidade é Direito Humano” e contou com produção da Universidade Federal Fluminense (UFF) e apoio de instituições públicas e organizações da sociedade civil.

Rio Branco

Prefeitura de Rio Branco avalia primeira etapa do Prefeitura nas Ruas e reforça ações integradas nos bairros

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A Prefeitura de Rio Branco avaliou na sexta-feira, 29 de maio, a primeira etapa do programa Prefeitura nas Ruas e alinhou a ampliação dos serviços em diferentes regiões da capital. A reunião, conduzida pelo prefeito Alysson Bestene, reuniu secretarias municipais para discutir o andamento das ações e definir as próximas frentes de trabalho nos bairros.

O programa concentra serviços de forma integrada, com atuação em áreas como limpeza urbana, drenagem, manutenção de vias e intervenções de infraestrutura. A proposta é levar equipes de várias pastas ao mesmo tempo para acelerar o atendimento e ampliar a presença da gestão municipal nas comunidades.

Durante o encontro, o secretário municipal de Cuidados com a Cidade, Tony Roque, afirmou que o modelo tem melhorado a resposta da prefeitura às demandas locais e fortalecido o trabalho conjunto entre os setores da administração.

Alysson Bestene disse que o acompanhamento das necessidades dos bairros tem orientado serviços como pavimentação, recuperação de ruas, calçamento e limpeza. A avaliação da prefeitura é que a articulação entre as equipes ajuda a dar mais agilidade às ações e a ampliar o alcance do programa nas áreas com maior necessidade de atendimento.

Na mesma reunião, a gestão municipal também confirmou a realização da ciclística educativa “Olhar que Salva” para este domingo, 31 de maio. A atividade faz parte das ações de conscientização sobre segurança no trânsito e incentivo a hábitos saudáveis.

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Acre

Indígena Huni Kuĩ vira professor federal no Acre aos 24 anos e reforça representatividade no ensino

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Aos 24 anos, Muru Inu Bake, nome indígena de Clécio Ferreira Nunes, assumiu uma vaga de professor federal no Instituto Federal do Acre, no campus de Cruzeiro do Sul, e passou a integrar um grupo ainda raro de docentes indígenas na rede pública federal no estado. Formado em Letras Inglês pela Universidade Federal do Acre, ele chegou à sala de aula levando, junto com a formação acadêmica, a própria vivência como sujeito indígena em um espaço onde essa presença ainda é pouco comum.

A entrada de Muru no Ifac amplia a representatividade dos povos originários no ensino superior e na educação profissional no Acre. Além da atuação como professor, ele cursa mestrado em Letras, com pesquisa voltada para línguas e literaturas indígenas brasileiras contemporâneas, o que reforça a presença indígena também na produção de conhecimento dentro da universidade.

No início da trajetória docente, ele resumiu o peso dessa chegada ao dizer: “Não falo só como docente, falo como sujeito Huni Kuĩ indígena”. A frase condensa o alcance da nomeação. Mais do que ocupar uma vaga, Muru passa a atuar em um lugar de referência para estudantes que, durante muito tempo, atravessaram a formação escolar sem encontrar professores indígenas em sala.

No campus de Cruzeiro do Sul, ele assumiu aulas de inglês e começou a desenvolver atividades com dinâmicas e jogos para aproximar os alunos do conteúdo. A atuação marca uma mudança simbólica e prática: os povos indígenas deixam de aparecer apenas como objeto de estudo e ganham espaço crescente como professores, pesquisadores e formuladores de conhecimento nas instituições públicas.

A presença de Muru no quadro federal também reforça um movimento mais amplo de ampliação do acesso indígena à educação superior no Acre. Em um estado com forte presença de povos originários, a chegada de docentes indígenas à rede pública representa não só inclusão, mas também uma mudança no perfil de quem ensina, pesquisa e ajuda a formar novas gerações.

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Rio Branco

Corrida do Detran reúne 750 participantes e encerra Maio Amarelo em Rio Branco

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Rio Branco recebeu na manhã deste domingo, 31 de maio, a primeira edição da Corrida Detran Maio Amarelo, evento que reuniu 750 participantes em percursos de 5 e 10 quilômetros e marcou o encerramento das ações da campanha Maio Amarelo na capital acreana. A largada foi às 6h30, em frente à sede do Detran, com a proposta de unir esporte, conscientização no trânsito e solidariedade.

A corrida integrou o movimento de segurança viária que neste ano adotou o tema “No trânsito, enxergar o outro salva vidas”. Além da mobilização educativa, a inscrição exigiu a doação de dois quilos de alimentos não perecíveis por participante, material que será destinado a famílias em situação de vulnerabilidade social.

A prova estreou em Rio Branco depois de já ter sido realizada em outras edições em Cruzeiro do Sul. A chegada à capital ampliou o alcance da campanha e reuniu atletas profissionais, corredores amadores, servidores do Detran e moradores da cidade.

Durante o evento, a vice-governadora Mailza Assis afirmou que ações que reúnem esporte, saúde e educação ajudam a ampliar o alcance das campanhas públicas e reforçou que atitudes no trânsito podem salvar vidas. A presidente do Detran, Taynara Martins, disse que a corrida foi pensada como uma forma de aproximar a população da discussão sobre respeito, responsabilidade e cuidado nas ruas e estradas.

Entre os destaques da prova, Elisangela Brasil venceu os 10 quilômetros na categoria servidor feminino. No masculino comunidade, o campeão dos 10 quilômetros foi Mateus Silva, atleta de Cruzeiro do Sul. Ao fim da corrida, os participantes receberam medalhas e troféus em um encerramento marcado pela defesa de uma cultura de paz e empatia no trânsito.

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