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Cheia do Rio Acre leva Prefeitura de Rio Branco a ativar plano de atendimento e preparar abrigos

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O Rio Acre atingiu a cota de transbordamento de 14 metros na manhã deste sábado, 27 de dezembro de 2025, em Rio Branco, após um período de chuvas intensas no estado e nas regiões de cabeceira, levando a Prefeitura a reforçar ações de atendimento emergencial, acolhimento de famílias e preparação de novos abrigos para possíveis remoções. Segundo a Defesa Civil Municipal, o nível do rio subiu mais de cinco metros em pouco mais de 24 horas, movimento associado às precipitações registradas nos dias anteriores, principalmente no interior, cujas águas continuam chegando à capital.

Em fala após visita a um abrigo no bairro da Conquista, o prefeito Tião Bocalom afirmou que o volume de chuva registrado em um intervalo de 17 horas correspondeu ao esperado para mais de 15 dias. “A chuva que deu em 17 horas era chuva de mais de 15 dias, que caiu no dia em apenas 17 horas. Então, é claro que ninguém esperava isso”, disse. Ele informou que, assim que os primeiros chamados foram recebidos, equipes da Defesa Civil Municipal, com apoio do Corpo de Bombeiros, iniciaram os atendimentos ainda na noite anterior, com ações que se estenderam até a madrugada.

De acordo com o prefeito, dez famílias precisaram ser retiradas de áreas atingidas e foram encaminhadas para escolas da rede municipal, enquanto outras optaram por se deslocar para casas de parentes. “A nossa prefeitura, a Defesa Civil Municipal, juntamente com o Corpo de Bombeiros, está a todo vapor, pronta para poder fazer todos os atendimentos necessários”, afirmou Bocalom, destacando que o município já enfrentou outros episódios de alagação nos últimos anos, o que permitiu ajustes nos protocolos de resposta.

Os dados da Defesa Civil indicam que, na primeira medição do dia, às 5h26, o Rio Acre marcava 13,73 metros, apenas 27 centímetros abaixo da cota de transbordamento, que foi alcançada por volta das 9h. A cota de alerta, fixada em 13,50 metros, já havia sido superada desde a madrugada. Mesmo sem registro de chuva significativa na capital nas 24 horas anteriores à medição, o nível elevado reflete o acúmulo de água proveniente das cabeceiras e de municípios do interior.

Paralelamente à elevação do rio, bairros da capital também foram afetados por enxurradas e transbordamento de igarapés. No bairro da Paz, oito famílias foram acolhidas pelo município e encaminhadas para a Escola Municipal Álvaro Rocha, onde recebem assistência social, alimentação e apoio psicossocial. O secretário municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, João Marcos Luz, informou que o acolhimento ocorreu de forma gradual, conforme as famílias chegavam ao abrigo, e que as equipes seguem em prontidão para novos atendimentos.

Diante do cenário de elevação rápida do nível do rio e da previsão de continuidade das chuvas nas cabeceiras, a Prefeitura decidiu abrir o Parque de Exposições como área estratégica para instalação de abrigos temporários. Segundo Bocalom, uma reunião foi realizada com todo o secretariado nas primeiras horas da manhã deste sábado, resultando na decisão de assumir o espaço e iniciar imediatamente os trabalhos de limpeza e organização. “O Rio Acre subiu de 7 metros para 14 metros em apenas 24 horas. Isso não estava no nosso script, mas a nossa Defesa Civil está pronta para fazer os atendimentos”, declarou.

O prefeito estimou que, mantido o ritmo dos trabalhos, o Parque de Exposições poderá estar apto a receber famílias em até três dias, caso novas remoções sejam necessárias. Ele ressaltou que a medida é preventiva e depende do comportamento do rio nos próximos dias. “Nós não gostaríamos de fazer isso, mas temos que fazer. Se tivermos que remover famílias para cá, vamos fazer”, afirmou, acrescentando que o foco da administração municipal está no atendimento às pessoas afetadas.

A Defesa Civil Municipal segue monitorando o nível do Rio Acre e orienta a população a acionar os canais oficiais em caso de emergência, 193, enquanto as secretarias municipais permanecem mobilizadas para responder à evolução do cenário hidrológico e às demandas sociais decorrentes da cheia.

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MPAC adota medidas cabíveis após denúncias de agressão contra ex-primeira-dama de Xapuri

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O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) adotou medidas cabíveis e de forma célere diante das denúncias de violência doméstica supostamente praticada contra a ex-primeira-dama de Xapuri, Ana Carla Oliveira. O posicionamento institucional ocorreu nesta segunda-feira (2), dias após a exposição pública de uma série de agressões físicas e psicológicas atribuídas ao prefeito do município, Maxsuel Maia. O órgão tratou a situação como uma grave violação de direitos fundamentais, exigindo apuração rigorosa pelas autoridades competentes com observância ao devido processo legal e às garantias constitucionais da vítima.

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A crise conjugal ganhou repercussão estadual no fim de fevereiro, quando Ana Carla divulgou capturas de tela e vídeos para desmentir boatos de infidelidade de sua parte. O material exposto revelou uma rotina de controle, intimidação e agressões que incluíam tapas no rosto, tentativas de estrangulamento e ofensas verbais. A vítima detalhou que sua rotina era cerceada por exigências machistas e restrições impostas pelo ex-marido. “Eu não podia usar cropped tomara que caia, porque ele diz que é coisa de puta”, declarou Ana Carla. Ela explicou que sua saída de casa visou preservar a imagem do gestor municipal, mas o posterior silêncio dele diante dos julgamentos da sociedade a forçou a divulgar os reais motivos do término. “A pessoa se calou. E deixou eu ser apedrejada, julgada, mal falada”, relatou.

O prefeito Maxsuel Maia reagiu às publicações anunciando um novo noivado e rechaçando o histórico de agressividade. Nas conversas vazadas, ele tratou as queixas da ex-esposa como um exagero. Ao lado da atual companheira, o gestor municipal defendeu sua trajetória pessoal e profissional, transferindo o embate para o âmbito judicial. “Essas informações serão discutidas na via e no momento oportuno. A gente não vai discutir isso aqui nos tribunais das redes sociais”, afirmou Maia.

A movimentação do MPAC retira o caso do escrutínio exclusivo da internet e o insere na esfera legal, aumentando a pressão para que as instituições de Justiça do Acre entreguem uma resposta técnica a episódios de violência de gênero nas esferas de poder.

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Prefeitura de Rio Branco empossa conselheiras municipais dos Direitos das Mulheres para o triênio 2026-2029

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A Prefeitura de Rio Branco deu posse, na manhã desta segunda-feira (2), às novas integrantes do Conselho Municipal dos Direitos das Mulheres, que atuarão no triênio 2026-2029. A solenidade ocorreu na Casa Rosa Mulher, no Segundo Distrito da capital, com a participação da gestão municipal, representantes do Legislativo e integrantes de órgãos públicos e da sociedade civil.

Durante o evento, o prefeito Tião Bocalom afirmou que a política pública voltada às mulheres deve ser permanente e não restrita ao calendário de março. “O que queremos demonstrar é que o respeito pela mulher é algo permanente e vamos continuar com essa valorização em todas as esferas da nossa gestão”, disse. Ele também citou a presença feminina em áreas tradicionalmente ocupadas por homens, como transporte e construção civil, ao mencionar funções como motoristas de ônibus e caminhão e atuação em frentes de obra.

A diretora de Direitos Humanos, Suelen Araújo, disse que o conselho tem papel central no enfrentamento à violência contra a mulher, com atuação voltada a garantir segurança e dignidade às vítimas e a encaminhar denúncias aos órgãos competentes. Ela afirmou que fazia mais de cinco anos que as vagas não eram preenchidas e informou que o novo colegiado reúne 14 conselheiras que representam órgãos, secretarias e a sociedade civil.

A vereadora Lucilene Vale, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal de Rio Branco, relacionou a instalação do novo conselho ao debate sobre a violência contra a mulher no estado. “A violência contra a mulher é uma luta de todos. Temos discutido muito isso na Câmara, com projetos e apoio às mulheres violentadas. A cada dia, a violência só aumenta, e é uma grande preocupação para a nossa comunidade e as autoridades”, afirmou.

A prefeitura informou ainda que, ao longo de março, vai realizar homenagens e ações voltadas às mulheres, com encontros, debates e fóruns sobre igualdade de direitos e enfrentamento à violência, com a proposta de ampliar o diálogo e reforçar medidas públicas para o público feminino.

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Deracre finaliza tapa-buraco do km 30 a Porto Acre e retoma serviços no início da AC-10 em 4 de março

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O Deracre concluiu os serviços de tapa-buraco na AC-10 entre o km 30 e Porto Acre e informou que volta a atuar na rodovia na quarta-feira (4 de março), desta vez no trecho inicial, do km 0 ao km 26, entre Rio Branco e a Vila do V.

A etapa encerrada nesta segunda-feira (2) foi acompanhada pela presidente do órgão, Sula Ximenes, que esteve no local com equipe técnica para verificar os pontos recuperados até a entrada do município. O trabalho foi concentrado nos trechos com maior desgaste do pavimento.

“Concluímos o trecho do km 30 até Porto Acre e, na quarta-feira, retomamos do zero ao 26. Estamos atuando conforme a necessidade de cada ponto da estrada”, afirmou Sula Ximenes.

A AC-10 é um dos principais acessos entre Rio Branco e Porto Acre, com fluxo diário de moradores e produtores. A continuidade da manutenção busca reduzir danos na pista e melhorar as condições de tráfego e de transporte na região.

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