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Educação

Desigualdades sociais limitam acesso à educação infantil no Brasil, aponta estudo

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As desigualdades socioeconômicas seguem determinando quem tem acesso à educação infantil no Brasil, especialmente entre crianças de famílias de baixa renda, segundo estudo divulgado em dezembro de 2025 pela Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, em parceria com o Ministério da Educação e o Ministério do Desenvolvimento Social. A pesquisa analisou microdados de 2023 do Cadastro Único e do Censo Escolar e identificou que apenas 30% das cerca de 10 milhões de crianças de baixa renda na primeira infância estavam matriculadas em creches naquele ano, enquanto na pré-escola, etapa obrigatória da educação básica, o índice chegou a 72,5% entre crianças de 4 e 5 anos inscritas no CadÚnico.

O levantamento cruza informações socioeconômicas das famílias com dados oficiais de matrícula e estrutura da educação básica, permitindo observar diferenças no acesso conforme renda, território e características sociais. O CadÚnico reúne informações sobre famílias de baixa renda, enquanto o Censo Escolar, realizado anualmente pelo Inep, é a principal base estatística sobre matrículas e oferta educacional no país. A comparação entre as bases evidenciou que, mesmo com avanço em relação a anos anteriores, a taxa de atendimento das crianças mais pobres permanece abaixo da média nacional, estimada em 40% para creches.

De acordo com a presidente da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, Mariana Luz, a creche exerce papel central no desenvolvimento infantil, sobretudo até os três anos de idade. Em entrevista, ela destacou que além do aspecto pedagógico, a creche funciona como espaço de alimentação, proteção e segurança. “Em uma creche integral, a criança se alimenta até cinco vezes por dia e está em um ambiente que também ajuda no combate à violência”, afirmou. Segundo ela, embora a taxa de matrícula das crianças do CadÚnico em creches tenha passado de 20% para 30% após o cruzamento das bases, isso significa que cerca de 70% ainda permanecem fora desse atendimento.

As diferenças regionais aparecem de forma acentuada nos dados. A Região Norte registrou a menor taxa de matrícula em creches entre crianças de baixa renda, com 16,4% em 2023, seguida pelo Centro-Oeste, com 25%, e pelo Nordeste, com 28,7%. Sudeste e Sul apresentaram percentuais mais próximos ou ligeiramente acima da média nacional. Na pré-escola, embora os índices sejam mais elevados, Norte e Nordeste também concentram as menores taxas de atendimento entre crianças inscritas no CadÚnico.

O estudo aponta ainda que municípios de menor porte e com baixo Índice de Desenvolvimento Humano Municipal enfrentam maiores dificuldades para ampliar a oferta de vagas, seja por restrições financeiras, seja por limitações técnicas na gestão educacional. Para Mariana Luz, isso reforça a necessidade de políticas públicas que apoiem os territórios mais vulneráveis e garantam o direito à educação infantil para todas as crianças, independentemente de origem social, raça ou local de moradia.

Os dados também revelam desigualdades associadas a raça, gênero e deficiência. Crianças brancas de famílias de baixa renda apresentam maior probabilidade de frequentar creches e pré-escolas do que crianças pretas, pardas e indígenas. Meninas têm menor chance de estar na creche, e crianças com deficiência apresentam probabilidade significativamente menor de matrícula na pré-escola. Segundo Mariana, essas diferenças indicam que a desigualdade começa já na primeira etapa da educação infantil e envolve fatores estruturais ligados ao racismo, ao gênero e à inclusão de pessoas com deficiência.

A renda familiar, a condição de trabalho dos responsáveis e o local de moradia também influenciam o acesso. Crianças cujos responsáveis têm emprego formal apresentam maior chance de frequentar creches, enquanto a informalidade reduz essa probabilidade. A escolaridade dos pais e a infraestrutura do bairro, especialmente em áreas urbanas, também impactam a inserção das crianças na educação infantil. Por outro lado, o estudo mostra que famílias beneficiárias de programas de transferência de renda, como o Benefício de Prestação Continuada e o Programa Bolsa Família, apresentam maior probabilidade de matricular seus filhos, sobretudo na pré-escola, onde a matrícula é exigida a partir dos quatro anos.

A divulgação do estudo ocorre em meio às discussões sobre o novo Plano Nacional de Educação, a Política Nacional Integrada da Primeira Infância e o Compromisso Nacional pela Qualidade e Equidade da Educação Infantil. Para a Fundação, os resultados reforçam a necessidade de priorizar o acesso das crianças mais pobres e estruturar políticas que ofereçam mais para quem tem menos. Segundo Mariana Luz, a educação infantil é uma ferramenta comprovada de redução das desigualdades ao longo da trajetória escolar, mas seu impacto depende da ampliação do acesso com foco em equidade e de uma atuação articulada entre União, estados e municípios.

Fonte: Agência Brasil

Educação

IMPA Tech abre inscrições nesta terça-feira para 150 vagas em graduação gratuita em Matemática

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Estudantes de todo o Brasil poderão concorrer às vagas no Rio de Janeiro e no Piauí; seleção considera notas do Enem e desempenho em olimpíadas científicas

O Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA) abre nesta terça-feira (3) as inscrições para o processo seletivo de 2027 do bacharelado em Matemática da Tecnologia e Inovação. São 150 vagas gratuitas destinadas a estudantes de todo o Brasil que tenham concluído o ensino médio. O prazo para participar termina em 23 de dezembro.

As oportunidades estão distribuídas entre duas unidades do IMPA Tech: 100 vagas no Rio de Janeiro e 50 em Teresina, no Piauí, onde será formada a primeira turma da instituição no Nordeste. As inscrições começam às 9h desta terça-feira, pelo site oficial do IMPA Tech.

A seleção será realizada por duas modalidades. A primeira reserva 60% das vagas, o equivalente a 90 oportunidades, para estudantes com bom desempenho em olimpíadas científicas de Matemática, Física, Química e Informática. Os outros 40%, correspondentes a 60 vagas, serão destinados a candidatos com as melhores notas na prova de Matemática do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Na modalidade Enem, serão aceitas as notas das edições de 2024, 2025 e 2026. O candidato deverá escolher, no momento da inscrição, por qual modalidade pretende concorrer. O processo seletivo terá duas etapas, incluindo avaliação do desempenho acadêmico, atividades em grupo e entrevistas individuais realizadas pela internet.

A graduação é totalmente gratuita, presencial e em tempo integral, com duração de quatro anos. O curso oferece formação voltada para áreas como Matemática, Inteligência Artificial, Ciência de Dados e Ciência da Computação. A especialização em Física será oferecida exclusivamente na unidade do Rio de Janeiro.

Além da gratuidade, o IMPA Tech oferece alojamento estudantil para alunos maiores de 18 anos, auxílio alimentação, apoio financeiro e custeio do deslocamento dos aprovados para o início do ano letivo. Os benefícios buscam permitir que estudantes de diferentes regiões do país tenham condições de frequentar a graduação.

Não há limite de idade para participar do processo seletivo, mas é obrigatório ter concluído o ensino médio. O edital também prevê reserva de vagas para estudantes de escolas públicas, mulheres e outros grupos contemplados por políticas afirmativas.

A ampliação para o Nordeste faz parte da expansão do projeto de formação em ciência e tecnologia. A unidade de Teresina funcionará no Tech Park Piauí, enquanto o campus do Rio de Janeiro está instalado no Porto Maravalley, na região portuária da capital fluminense.

A lista dos 360 candidatos classificados para a segunda etapa está prevista para 18 de janeiro de 2027. O edital completo e as orientações para inscrição estão disponíveis no endereço impatech.edu.br. A abertura das vagas depende da efetivação dos apoios financeiros e, no caso da unidade do Nordeste, também da autorização do Ministério da Educação.

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Educação

UnB oferece 140 vagas em vestibular indígena com provas em Rio Branco; inscrições vão até 2 de novembro

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A Universidade de Brasília (UnB) está com inscrições abertas para o Vestibular Indígena 2027, que oferece 140 vagas em cursos de graduação. O processo seletivo, realizado em parceria com a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), terá aplicação de provas em Rio Branco, no Acre, e em outras seis cidades brasileiras. Os interessados podem se inscrever gratuitamente até o dia 2 de novembro.

As vagas são destinadas ao ingresso no primeiro e no segundo semestres de 2027, em cursos oferecidos nos campi Darcy Ribeiro e da Faculdade de Ceilândia, no Distrito Federal.

Podem participar candidatos indígenas que tenham cursado ou estejam cursando o ensino médio integralmente em escolas públicas. Quem estudou na rede particular precisa comprovar que recebeu bolsa de estudos integral ou parcial de, no mínimo, 50%. Candidatos que já concluíram uma graduação não podem participar.

A seleção contará com prova objetiva e redação em língua portuguesa, marcadas para 13 de dezembro de 2026. Também estão previstas análise de documentação e entrevistas pessoais, que ocorrerão entre os dias 14 e 16 de dezembro.

Além de Rio Branco, as etapas serão realizadas em São Gabriel da Cachoeira e Tabatinga, no Amazonas; Brasília, no Distrito Federal; Canarana, em Mato Grosso; Ibimirim, em Pernambuco; e Rodelas, na Bahia.

As inscrições devem ser feitas exclusivamente pela internet, no portal do Cebraspe, responsável pela organização do vestibular. O prazo termina às 18h do dia 2 de novembro, pelo horário de Brasília.

A previsão é de que o resultado final seja divulgado em 29 de janeiro de 2027.

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Cruzeiro do Sul

Prefeitura de Cruzeiro do Sul anuncia bolsa de R$ 100 mensais para professores alfabetizadores

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A Prefeitura de Cruzeiro do Sul anunciou, nesta quarta-feira (28), a concessão de uma bolsa mensal de R$ 100 para professores que atuam na alfabetização de alunos do 1º e 2º anos do Ensino Fundamental da rede municipal. O benefício será pago em três parcelas, referentes aos meses de outubro, novembro e dezembro de 2026, totalizando R$ 300 por profissional.

A medida foi estabelecida pela Lei Municipal nº 1.085, de 23 de outubro de 2026, publicada no Diário Oficial do Estado. Nesta primeira etapa, o pagamento será destinado aos professores regentes que trabalham nas turmas de alfabetização das escolas seriadas da zona urbana do município.

Para receber o incentivo financeiro, os educadores deverão cumprir critérios definidos pela Secretaria Municipal de Educação, Esportes e Lazer. Entre as exigências estão a participação nas formações pedagógicas promovidas pela pasta, o acompanhamento do desempenho dos alunos, o registro dos resultados de aprendizagem e a execução das atividades previstas no programa.

O trabalho desenvolvido nas escolas será acompanhado mensalmente por equipes da Secretaria de Educação. A avaliação terá como base os resultados dos estudantes, incluindo o Índice de Criança Alfabetizada (ICA) e outros instrumentos de avaliação externa utilizados para medir o desenvolvimento da aprendizagem.

A secretária municipal de Educação, Rosa Lebre, explicou que a iniciativa busca incentivar os profissionais a melhorar os resultados da alfabetização. Segundo ela, o município mantém acompanhamento das atividades pedagógicas e oferece formação continuada aos educadores.

“Acompanhamos de forma permanente os profissionais nas escolas com práticas pedagógicas que contribuem para o aprimoramento em sala de aula”, afirmou a secretária.

O pagamento das bolsas integra as ações da gestão municipal voltadas à alfabetização nos primeiros anos do Ensino Fundamental. Por enquanto, a concessão está limitada aos professores das unidades de ensino da zona urbana que atendam às condições previstas na legislação.

Com informações da Assessoria

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