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Economia e Empreender

Inflação projetada em 4,05% coloca 2026 como ano favorável para pequenos negócios

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A projeção de inflação em 4,05% para 2026, uma das mais baixas desde o início do Plano Real, indica um cenário econômico que tende a favorecer os pequenos negócios no Brasil, segundo dados do mercado financeiro consolidados no Boletim Focus divulgado em janeiro. A estimativa aponta para um ambiente de maior previsibilidade de preços, com impacto direto sobre consumo, investimento e crédito, fatores centrais para micro e pequenas empresas.

De acordo com o levantamento, caso a projeção se confirme, o índice ficará entre os cinco menores registrados em um ano-calendário desde 1994, superando apenas os resultados observados em 1998, 2006, 2017 e 2018. A revisão representa uma leve queda em relação às expectativas de semanas anteriores e mantém a inflação dentro do intervalo de referência adotado pelo governo federal, após o IPCA ter encerrado 2025 em 4,26%, abaixo do limite de 4,5%.

O cenário inflacionário mais controlado vem acompanhado de projeções de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 1,8% em 2026. Embora o percentual seja inferior ao registrado em 2025, quando o PIB avançou 2,3%, as estimativas indicam estabilidade para 2027 e retomada gradual em 2028, com crescimento projetado de 2%. Analistas apontam que a combinação entre inflação menor e crescimento moderado cria condições para planejamento mais consistente por parte dos empreendedores.

Outro fator considerado relevante para os pequenos negócios é a expectativa de redução da taxa básica de juros. Atualmente em 15%, a Selic deve recuar para 12,25% até o fim de 2026, segundo o Boletim Focus. A diminuição dos juros tende a reduzir o custo do crédito, estimulando investimentos produtivos e o consumo, especialmente em segmentos mais sensíveis às condições financeiras, como micro e pequenas empresas.

Os dados recentes de emprego reforçam esse quadro. Entre janeiro e novembro de 2025, mais de 1,3 milhão de vagas com carteira assinada foram abertas por micro e pequenas empresas no país, de acordo com levantamento do Sebrae baseado no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Apenas no mês de novembro, sete em cada dez novos postos formais tiveram origem nesse segmento, número que já supera o total de contratações registrado em todo o ano de 2024.

Para o presidente do Sebrae, Décio Lima, a inflação em patamar mais baixo contribui para ampliar a confiança na economia e criar condições para expansão sustentável. “Com inflação mais baixa, crescem a confiança, o consumo e o investimento, especialmente no maior motor da economia brasileira, que são os pequenos negócios”, afirmou. Segundo ele, o planejamento passa a ter papel central nesse contexto, evitando estoques elevados e estimulando geração de renda e inclusão produtiva.

A expectativa para os próximos anos também aponta continuidade desse movimento, com projeções de inflação de 3,80% em 2027 e 3,50% em 2028. Caso o cenário se mantenha, especialistas avaliam que micro e pequenas empresas poderão se beneficiar de um ciclo de maior estabilidade econômica, com impactos sobre emprego, renda e dinamismo regional, especialmente em capitais e regiões metropolitanas onde o IPCA é medido de forma sistemática.

Fonte: Sebrae

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Sebrae aposta em inclusão produtiva e prevê R$ 20,2 milhões para fortalecer renda de catadores em 2026

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O Sebrae colocou a inclusão produtiva como eixo para ampliar renda, cidadania e desenvolvimento sustentável, com ações voltadas a públicos em maior vulnerabilidade, como catadores de recicláveis e microempreendedores inscritos no Cadastro Único. Em artigo publicado nesta segunda-feira (13), o presidente do Sebrae, Rodrigo Soares, afirmou que a combinação de capacitação, acesso a políticas públicas e apoio direto aos pequenos negócios tem impacto imediato nos territórios, ao fortalecer a autonomia de quem já trabalha e precisa de estrutura para crescer.

Entre as iniciativas, o Pro-Catadores aparece como a principal vitrine. Em 2025, o programa alcançou 421 organizações capacitadas e atendeu 2.200 catadores em 263 municípios. Para 2026, a previsão é de investimento de R$ 20,2 milhões, com foco na capacitação de 290 organizações, numa estratégia para melhorar a gestão, a produtividade e a geração de renda em cooperativas e associações ligadas à reciclagem e à economia circular.

O artigo também relaciona resultados do programa ao desempenho econômico dos participantes. Em 2025, o faturamento médio das organizações atendidas ficou 21% acima do registrado antes da participação no Pro-Catadores, segundo o texto. A avaliação do Sebrae é que o fortalecimento dessas estruturas melhora condições de trabalho e impulsiona cadeias produtivas associadas à sustentabilidade ambiental.

Outra frente destacada é a atuação com empreendedores de baixa renda inscritos no CadÚnico. O Sebrae afirma que já alcançou 34% dos microempreendedores individuais desse público, por meio de ações de capacitação e consultoria. A meta é ampliar a estabilidade dos negócios, incentivar a formalização e reduzir a distância entre a sobrevivência e a consolidação de uma atividade econômica com renda previsível.

A estratégia inclui ainda iniciativas voltadas à chamada Classe C, como o Cartão do Empreendedor, com lançamento previsto em projeto piloto no Rio de Janeiro e atendimento estimado em 3.000 empreendedores. A proposta é facilitar o acesso a benefícios da formalização e a serviços que apoiem a gestão do negócio, com reflexo direto na circulação de renda local.

No texto, o Sebrae também cita a articulação com o programa Educar e Cooperar, parceria com o Ministério do Trabalho e Emprego, a Fundação Banco do Brasil e a Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo. A iniciativa foi estruturada em quatro eixos — cursos de curta duração, consultorias técnicas, apoio à captação de recursos e ações ligadas ao Cadastro Nacional de Economia Solidária — para fortalecer redes produtivas solidárias e ampliar oportunidades de trabalho e renda.

O artigo dimensiona a escala de atuação ao registrar que o Sebrae realizou 65 milhões de atendimentos em 2025 e diz atuar em sintonia com políticas federais. A expectativa, segundo a entidade, é ampliar a inclusão produtiva como agenda permanente, com efeitos práticos sobre a renda de grupos vulneráveis, a organização de cadeias locais e a consolidação de atividades econômicas sustentáveis nos municípios atendidos.

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InovAtiva de Impacto 2026 abre inscrições em 13 de abril e vai selecionar negócios socioambientais em seis estados

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O InovAtiva de Impacto 2026 abre inscrições em 13 de abril para acelerar pequenos negócios com atuação em impacto socioambiental em Alagoas, Ceará, Espírito Santo, Pará, Pernambuco e Rio Grande do Norte, em um ciclo de quatro meses que reúne mentorias, capacitação e conexões com o ecossistema de inovação.

A seleção faz parte do Hub InovAtiva e prevê 10 vagas por estado participante. O programa também reservou 12 vagas para negócios inovadores de todo o país que atuem nas cadeias produtivas industriais priorizadas. As atividades incluem mentorias individuais e coletivas, capacitação empreendedora, conexões entre participantes e participação em eventos on-line e presenciais.

As empresas selecionadas precisam mostrar aderência às cadeias industriais definidas em cada estado. Em Alagoas, o foco está na cadeia de água, esgoto, gestão de resíduos e descontaminação. A iniciativa prevê premiação para os três melhores negócios de cada uma das seis cadeias produtivas, com valores de R$ 20 mil, R$ 10 mil e R$ 5 mil.

A edição de 2026 é voltada exclusivamente a negócios de impacto, com proposta de combinar resultado financeiro sustentável e geração intencional de impacto socioambiental positivo. “Enquanto outros InovAtiva apoiam startups inovadoras de diferentes setores e perfis, o InovAtiva de Impacto 2026 é direcionado exclusivamente a negócios de impacto”, afirmou Philippe Figueiredo, analista do Sebrae Nacional.

Segundo o Sebrae, a expectativa é qualificar até 60 negócios em estágios de operação, tração ou escala, com reforço de modelo de negócio, governança e estratégia de impacto. A proposta também mira o apoio a políticas estaduais de economia de impacto, com fortalecimento de comitês e maior articulação entre setor público, setor produtivo e ecossistemas locais.

As inscrições ficam abertas de 13 de abril a 22 de maio, com divulgação do resultado em 1º de junho.

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Cigarrinha-do-milho já causou prejuízo de US$ 25,8 bilhões ao Brasil em quatro anos

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A cigarrinha-do-milho, inseto que transmite os enfezamentos do milho, provocou perdas estimadas em US$ 25,8 bilhões entre as safras de 2020/2021 e 2023/2024 no Brasil, com redução média de 22,7% na produção nacional do grão no período. O cálculo equivale a uma queda anual de 31,8 milhões de toneladas e a cerca de 2 bilhões de sacas de 60 quilos que deixaram de ser colhidas.

Os dados integram um estudo conduzido por Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Embrapa e Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), com base em levantamentos do Projeto Campo Futuro em 34 municípios representativos das principais regiões produtoras. Em 79,4% das localidades avaliadas, produtores e especialistas relataram impacto relevante da praga na produtividade.

Além da queda no volume colhido, o avanço da cigarrinha elevou o custo de controle nas lavouras. Entre 2020/2021 e 2023/2024, o gasto médio com aplicações de inseticidas para tentar conter o inseto aumentou 19% e superou US$ 9 por hectare, segundo o levantamento, pressionando a margem do produtor.

A cigarrinha (Dalbulus maidis) se alimenta em plantas infectadas, adquire os patógenos e depois os transmite para plantas sadias, espalhando os enfezamentos pálido e vermelho, que alteram a coloração da planta, favorecem o surgimento de estrias e derrubam a formação de grãos. Sem tratamento curativo para a doença, as perdas podem chegar a 100% em situações de alta incidência, especialmente com híbridos mais suscetíveis.

No recorte anual, o prejuízo foi estimado em US$ 6,5 bilhões. O problema cresce em um país que figura entre os maiores produtores e exportadores globais de milho e depende do grão para abastecer cadeias como carnes, leite e biocombustíveis.

Para conter o avanço, as recomendações passam por eliminar o milho voluntário na entressafra para quebrar o ciclo do vetor e do patógeno, reduzir janelas longas de semeadura por meio da sincronização do plantio, ampliar o uso de cultivares resistentes ou tolerantes, reforçar o manejo nos estádios iniciais com controle químico e biológico e manter monitoramento coordenado entre propriedades vizinhas. Pesquisadores apontam que a intensificação dos surtos a partir de 2015 se relaciona a mudanças no sistema produtivo, como a expansão da safrinha e o cultivo de milho ao longo de quase todo o ano, o que favorece a sobrevivência do inseto e dos microrganismos associados.

Como o milho é base para a produção de proteína animal e energia, as quebras de safra tendem a pressionar custos na cadeia, com reflexos em preços ao consumidor e na previsibilidade do abastecimento, enquanto o setor busca ampliar o uso de materiais mais tolerantes e aperfeiçoar estratégias regionais de manejo para reduzir perdas nas próximas safras.

Fonte: Embrapa

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