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Economia e Empreender

Exportações do Acre crescem 11,7% em janeiro de 2026 e somam US$ 9,1 milhões

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O Acre começou 2026 com alta de 11,7% nas exportações em janeiro, que chegaram a US$ 9,10 milhões e garantiram superávit comercial de US$ 8,69 milhões, após queda de 42% nas importações no mesmo período. O avanço foi puxado principalmente pela carne bovina e pela retomada sazonal da castanha-do-brasil, que ganhou espaço na pauta do estado.

A carne bovina respondeu por 47,7% das vendas externas do mês, com US$ 4,34 milhões. A castanha-do-brasil ficou em segundo lugar, com 32,3% e US$ 2,94 milhões, seguida pela carne suína, que representou 7,7% do total. A mudança no perfil dos produtos alterou o ranking municipal e colocou Brasiléia na liderança das exportações acreanas em janeiro, com US$ 3,29 milhões, enquanto Senador Guiomard ficou na segunda posição e Rio Branco, na terceira.

Nos destinos, o Peru concentrou 39% do que saiu do Acre em janeiro, e os Emirados Árabes Unidos ficaram em segundo, com 28,2%, sustentados pela demanda por proteína. No escoamento, a via marítima manteve a maior fatia, com 56,1%, mas o corredor rodoviário ganhou peso e passou a responder por 43,9%, com destaque para a saída por Assis Brasil.

O desempenho de janeiro vem depois de um 2025 em que o Acre fechou com US$ 98,90 milhões exportados, alta de 13,3% sobre 2024, e superávit acumulado de US$ 93,72 milhões. No ano, a carne bovina liderou a pauta (27,9%), seguida pela soja (20,6%) e pela carne suína (16,8%). O Peru foi o principal destino ao longo de 2025 (27,2%), à frente de Emirados Árabes Unidos (11,7%), Turquia (7%) e Filipinas (6,2%), mercados concentrados especialmente em proteína bovina.

Apesar do crescimento, o estado segue pressionado por custos logísticos e pela dependência de rotas longas até portos, além de gargalos operacionais na fronteira com o Peru. A expectativa do setor é que obras e modernização aduaneira reduzam tempo de despacho e frete, o que tende a ampliar a competitividade do Acre em 2026, num cenário em que carne e produtos extrativistas seguem como os principais motores das vendas externas.

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Compra Premiada estreia no Acre; entenda

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O governo do Acre e a Associação Comercial, Industrial, de Serviço e Agrícola do Acre (Acisa) lançam nesta segunda-feira (2), às 8h, em frente ao Palácio Rio Branco, no Centro da capital, a campanha Compra Premiada, que pretende aquecer o comércio durante o Mês do Consumidor e ampliar o fluxo de vendas no período pós-Carnaval. A ação segue até 31 de março e abrange Rio Branco e Cruzeiro do Sul, com mobilização de empresas e consumidores em um mês em que o varejo costuma registrar retração.

A campanha prevê a distribuição de cupons a cada R$ 50 em compras realizadas em estabelecimentos credenciados. Os participantes concorrem a prêmios como iPhones 17, uma moto CG 150 Fan e televisores de 50 polegadas. O sorteio está marcado para 10 de abril. A meta da organização é alcançar 200 empreendimentos nos dois municípios, incluindo lojas de diferentes bairros e micro e pequenas empresas.

O governador Gladson Camelí afirmou que a iniciativa tem foco em geração de emprego e renda e associou o fortalecimento do comércio à redução de desigualdades. “Eu sempre tenho dito nos meus pronunciamentos que precisamos diminuir as diferenças sociais no Acre. Mas para colocarmos esse propósito em prática precisamos de ações concretas que gerem emprego e renda. Nesse sentido, o comércio é muito importante para alcançarmos um desenvolvimento econômico e social inclusivo no estado”, disse.

O secretário de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia (Seict), Assurbanípal Mesquita, disse que a estratégia busca ampliar a participação do setor para além do Centro das cidades. “Estamos estimulando a adesão do comércio em todas as regionais dos municípios, não apenas no Centro. A ideia é envolver estabelecimentos de diversos bairros e incluir micro e pequenas empresas, garantindo uma abrangência maior da iniciativa e ajudando a manter a circulação de negócios e recursos em várias comunidades”, afirmou.

A presidente da Acisa, Patrícia Dossa, disse que a campanha já registra alta adesão na capital e aposta em participação ampla para impulsionar as vendas. “Nossa expectativa é bastante positiva. Já temos um recorde de empresas participantes em Rio Branco, o que demonstra a confiança do comércio na campanha e no potencial da iniciativa para movimentar as vendas neste período do ano. Esperamos que esse trabalho tenha um grande êxito, já que todos ganham”, afirmou. Segundo a entidade, o sorteio será realizado ao vivo, em caráter público, com participação popular.

Comerciantes interessados em aderir devem procurar a sede da Acisa em Rio Branco, na Avenida Ceará, nº 2351, ou entrar em contato pelo telefone/WhatsApp (68) 9 9219-7365.

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Seagri publica regras para credenciamento e contratação de produtores que fornecerão mudas de café e cacau no Acre

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A Secretaria de Estado de Agricultura (Seagri) publicou no Diário Oficial do Estado, nesta sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026, a Portaria nº 15, que define os procedimentos internos de habilitação, credenciamento e contratação de produtores responsáveis pelo fornecimento de mudas de café (Coffea canephora) híbrido clonal e de mudas seminais e clonais de cacau (Theobroma cacao), em ações ligadas à política de compras governamentais voltada à agricultura familiar no Acre.

Pelo modelo adotado, o credenciamento ocorre de forma contínua e sem caráter competitivo, permitindo que produtores apresentem manifestação de interesse a qualquer tempo enquanto o edital estiver vigente. Ao mesmo tempo, a regra deixa expresso que estar credenciado não significa contratação automática: a formalização de cada contratação depende de demanda administrativa, disponibilidade orçamentária e do cumprimento das etapas previstas no procedimento.

A portaria também prevê acompanhamento dos viveiros por técnicos da Seagri lotados nas regionais, com verificação das condições de produção, capacidade de entrega e atendimento às exigências técnicas e legais do edital. Em declaração atribuída à secretária de Agricultura, Temyllis Silva, a fiscalização inclui “o acompanhamento direto dos viveiros credenciados, verificando as condições de produção, a capacidade de entrega e o cumprimento das exigências técnicas e legais”.

Entre os mecanismos de controle, o texto prevê a possibilidade de readequação do Plano de Venda quando houver divergência entre a capacidade declarada pelo produtor e a capacidade constatada nas verificações. A norma ainda estabelece obrigações de atualização cadastral e checagens periódicas, além de prever suspensão administrativa temporária em caso de perda de requisitos e cancelamento do credenciamento quando houver perda definitiva das condições exigidas.

A medida integra o Programa Estadual de Compras Governamentais da Agricultura Familiar e Economia Solidária (Pecafes) e é vinculada à Lei Estadual nº 4.516, regulamentada pelo Decreto Estadual nº 11.788, que estruturam a política estadual para compras públicas junto a produtores e organizações da agricultura familiar e economia solidária.

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Produção de pitaya ganha apoio da Prefeitura e começa a chegar ao comércio de Rio Branco

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A produção de pitaya em Rio Branco entrou no radar da Prefeitura e começou a abastecer o comércio da capital após as primeiras colheitas de 2026, realizadas no início desta semana. Na tarde de segunda-feira, 23 de fevereiro, o prefeito Tião Bocalom visitou um dos primeiros plantios da fruta na capital, instalado às margens da AC-40, no km 8, acompanhado do secretário municipal de Agropecuária, Eracides Caetano.

A área visitada pertence à produtora rural Ivanira Arruda, que implantou dois hectares com cerca de quatro mil pés de pitaya já em produção. O plantio é apresentado pela gestão municipal como parte de uma estratégia de diversificação da agricultura local, com foco em ampliar alternativas de renda no meio rural e consolidar novas culturas no entorno de Rio Branco.

Durante a agenda, Bocalom afirmou que a Prefeitura pretende manter ações de apoio a quem produz e citou a pitaya como cultura com possibilidade de gerar renda para produtores da capital e da zona rural. “Nosso compromisso é apoiar quem produz, incentivar a diversificação e fortalecer cada vez mais a agricultura familiar. A pitaya é uma fruta com grande potencial e pode abrir novas oportunidades de renda para os produtores de Rio Branco”, disse.

A produtora Ivanira Arruda relacionou o início das colheitas ao acompanhamento técnico e à assistência prestada pela Secretaria Municipal de Agropecuária, apontando que o suporte recebido foi decisivo para o desempenho do cultivo. A expectativa informada é de que a produção colhida nesta primeira etapa ajude a suprir parte do mercado local, marcando o início de uma oferta regular da fruta em Rio Branco.

Além de registrar a visita, a Prefeitura divulgou orientações sobre as exigências do cultivo, destacando que a pitaya demanda preparo do solo, espaçamento entre plantas e estruturas de sustentação. Por ser uma cultura perene, o potencial produtivo pode se estender por até 15 anos, o que tende a influenciar decisões de investimento de pequenos e médios produtores interessados em diversificar a produção.

Eracides Caetano afirmou que a política municipal para o setor rural busca incentivar novas culturas e associar produção a geração de renda e fortalecimento da economia local. “A gestão municipal tem pautado suas ações na valorização do homem do campo e no incentivo a novas culturas, promovendo alternativas que gerem renda, desenvolvimento sustentável e fortalecimento da economia local”, declarou.

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