Connect with us

Series Klemer

Sicoob Uniacre atinge R$ 500 milhões em ativos e projeta dobrar volume de negócios no Acre

Published

on

No podcast “Séries Especiais”, do canal Klemer Verso, apresentado pelo jornalista Klemer, o mercado financeiro acreano ganhou um balanço atualizado das operações de crédito cooperativo. A Sicoob Uniacre, instituição nascida no estado há 30 anos, atingiu a marca de R$ 500 milhões em ativos em 2026 e se consolidou como a quarta maior força em volume de negócios no Acre, operando ao lado de instituições bancárias tradicionais e reunindo 6.300 cooperados ativos.

A trajetória da instituição começou na década de 1990, idealizada por um grupo de médicos como uma cooperativa fechada. Com a transição para a livre admissão, o modelo permitiu a entrada de pessoas físicas e jurídicas de qualquer setor, democratizando o acesso a serviços que vão de crédito a seguros e investimentos. O aporte inicial para adesão é de R$ 200, com integralizações mensais de R$ 50, garantindo a qualquer membro o mesmo poder de voto e participação nos lucros anuais, independentemente do volume de capital investido. A estrutura atual conta com três agências físicas no estado, sendo duas na capital, Rio Branco, e uma no município de Sena Madureira.

A competitividade das taxas e a divisão dos resultados financeiros com os associados impulsionaram o reposicionamento da cooperativa frente aos grandes bancos comerciais. Álvaro e Miracélio, representantes de marketing e estratégia da Sicoob Uniacre, detalharam a operação na capital acreana. “Nós temos tudo que um banco tem, a diferença é que você é cooperado. Você não é cliente, você faz parte, tem voz ativa e pode decidir sobre os rumos”, explicou Miracélio. A instituição opera sob a mesma fiscalização e exigências do Banco Central aplicadas aos bancos convencionais, com a segurança das reservas e do Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito (FGCOOP).

O crescimento financeiro caminhou com a expansão das ações sociais e de educação mercadológica. Em 2025, a cooperativa impactou 43 mil pessoas no Acre — o equivalente a cerca de 10% da população da capital — por meio de palestras e do projeto de clínica financeira. A iniciativa leva gerentes, atuando como voluntários transformadores, para dentro de empresas públicas e privadas, onde realizam diagnósticos e consultorias gratuitas para funcionários com problemas de endividamento. O volume de pessoas alcançadas rendeu à unidade acreana o prêmio nacional “Beija-Flor”, reconhecimento concedido pelo instituto corporativo central. A atuação social se estende à infraestrutura do estado, com doações recentes que incluem uma embarcação de R$ 30 mil para o Corpo de Bombeiros, utilizada em resgates no interior do Acre.

A meta estabelecida pela administração para o curto prazo é dobrar o volume de negócios, alcançando a marca de R$ 1 bilhão em ativos. O plano de expansão foca em absorver a demanda reprimida por crédito no Acre e forçar a redução geral das taxas de juros no mercado local. A consolidação do cooperativismo de crédito altera a dinâmica de financiamento de micro e pequenas empresas no estado, garantindo que os recursos gerados na região retornem como capital de giro e dividendos diretos para a própria comunidade acreana.

Essa é uma produção da Wave Produções

Series Klemer

Movimento de mulheres empreendedoras no Acre movimenta R$ 1 milhão e foca na autonomia econômica

Published

on

No podcast Séries Especiais — Cooperativismo e Desenvolvimento, do KlemerVerso, apresentado pelo jornalista Antônio Klemer, a ativista e empreendedora Lidianne Cabral apresentou a trajetória do movimento Elas Fazem Acontecer, que transformou o cenário do empreendedorismo feminino no Acre. O projeto, que surgiu de reuniões informais durante a pandemia de 2020, consolidou-se como uma associação formal e movimentou R$ 1 milhão na economia local ao longo de 2025, beneficiando diretamente cerca de 300 famílias que dependem dessas atividades para o sustento e desenvolvimento pessoal.

O grupo iniciou as atividades de forma remota, utilizando plataformas digitais para oferecer suporte terapêutico e estratégico a mulheres que enfrentavam dificuldades financeiras e o isolamento social. A primeira experiência presencial em praça pública ocorreu em 2021 e serviu como base para a profissionalização do coletivo. Atualmente, a associação possui CNPJ e atua na organização de feiras periódicas, capacitação técnica e na articulação de políticas transversais que buscam adaptar os espaços urbanos às necessidades das mulheres, incluindo acessibilidade e suporte para mães solo.

As feiras realizadas em Rio Branco demonstram a força do giro econômico gerado por esses pequenos negócios. Em um evento recente na Praça dos Povos da Floresta, a movimentação financeira ultrapassou R$ 40 mil em apenas três dias, com um faturamento médio individual superior a R$ 1.500 para as expositoras. Além da comercialização de produtos que vão desde alimentos até serviços de advocacia e estética, o movimento prioriza a formação em precificação e gestão, com o objetivo de romper o ciclo de subsistência e garantir lucro real às participantes.

A autonomia financeira funciona como uma ferramenta de combate à violência doméstica, considerando que o Acre apresenta altos índices de criminalidade contra a mulher. Lidianne Cabral afirma que a autonomia econômica de uma mulher representa a autonomia da casa, do bairro e do país. O projeto oferece apoio psicossocial voluntário e mantém parcerias com a Secretaria da Mulher e o Sebrae, integrando também redes nacionais como o Grupo Mulheres do Brasil. Casos de sucesso, como o de uma artesã indígena que alcançou fóruns da Organização das Nações Unidas (ONU), ilustram o potencial de internacionalização dos produtos da Amazônia.

Essa é uma produção da Wave Produções

Continue Reading

Series Klemer

Cooperativismo e profissionalização impulsionam economia do Acre com apoio do Sebrae

Published

on

No podcast Séries Especiais do KlemerVerso desta semana, apresentado pelo jornalista Antônio Klemer, o diretor técnico do Sebrae no Acre, Kleber Campos Filho, detalhou a transição do modelo cooperativista para uma gestão empresarial profissionalizada no estado. O setor deixou de ser visto apenas como um movimento de viés ideológico ou rural para se consolidar como um gerador de faturamento robusto, onde cooperativas com receita anual de até R$ 5 milhões são atendidas como micro e pequenas empresas. A estratégia atual foca na qualificação da mão de obra e na implementação de processos internos rígidos para garantir a competitividade no mercado regional e internacional.

O Sebrae completa 35 anos de atuação no Acre com um histórico de suporte direto ao agronegócio e ao extrativismo. Um dos resultados práticos dessa trajetória é a conquista da Identidade Geográfica da farinha de Cruzeiro do Sul, cuja marca pertence à central de cooperativas local. Esse certificado estimulou a cadeia produtiva no Vale do Juruá, transformando um produto tradicional em um ativo de alto valor agregado. Outro avanço recente é o aporte de R$ 13 milhões para a construção de uma usina de café em Mâncio Lima, além do registro da primeira marca coletiva de castanha do estado em parceria com a Coperac.

A economia acreana apresenta sinais de expansão com o Produto Interno Bruto (PIB) atingindo a marca de R$ 23 bilhões. As exportações acompanham esse ritmo e devem chegar próximas aos US$ 90 milhões em 2025, um salto significativo em comparação aos US$ 35 milhões registrados em anos anteriores. “A cooperativa tem que ser vista como uma empresa. O grande sucesso hoje ocorre quando o capital social está consolidado e todos os cooperados trabalham em prol do sucesso do negócio”, afirmou Kleber Campos Filho, reforçando que o profissionalismo afasta o setor de antigas bandeiras políticas.

Apesar de não ser uma instituição financeira, o Sebrae atua como articulador de crédito por meio de fundos garantidores para empresas que não possuem garantias reais. O atendimento da instituição alcançou 200 mil pessoas no último ano, cobrindo quase 50% dos pequenos negócios ativos no Acre. Essa estrutura é responsável por mais de 60% dos empregos formais no estado, mantendo o fluxo financeiro dentro dos municípios e fortalecendo a economia de base.

O cenário futuro exige atenção às mudanças tributárias federais e à integração tecnológica. O Sebrae prepara um cronograma de educação tributária e consultorias para auxiliar os empresários na transição do sistema de impostos. A médio prazo, a meta é integrar inteligência artificial e soluções digitais às cooperativas de crédito, saúde e extrativismo, assegurando que o desenvolvimento econômico ocorra de forma consorciada com a preservação ambiental, aproveitando a vocação agroflorestal de um estado que mantém 85% de sua cobertura nativa.

Essa é uma produção da Wave Produções

Continue Reading

Series Klemer

Políticas de incentivo e mercado peruano transformam cenário industrial e cooperativista no Acre

Published

on

O fortalecimento das cadeias produtivas e a expansão do comércio exterior, com foco na consolidação do Peru como principal parceiro comercial, orientam as novas diretrizes econômicas do Acre. No episódio do podcast Klemer Verso | Séries Especiais, conduzido por Klemer, o secretário de Indústria, Ciência e Tecnologia, Assur Bani Mesquita, detalhou o avanço das políticas públicas voltadas à industrialização e ao cooperativismo. Atualmente, o mercado peruano absorve 30% das exportações do estado, com forte concentração no setor de carne suína, enquanto novas frentes de produção buscam escala para o comércio internacional.

A estrutura de fomento atual baseia-se em mecanismos de desoneração fiscal e compras governamentais que buscam dar competitividade ao empresariado local. O programa Comprac, por exemplo, garante que o Estado atue como comprador direto da indústria regional, enquanto incentivos fiscais permitem a redução de até 95% do ICMS para empreendimentos instalados no Acre. Além da carga tributária, o governo disponibiliza terrenos e infraestrutura em zonas estratégicas, como a Zona de Processamento de Exportação (ZPE), que voltou a registrar movimentações positivas e atração de empresas focadas no mercado global.

O modelo de gestão dos negócios passou por uma mudança de paradigma, priorizando a iniciativa privada e o associativismo em detrimento de empresas geridas diretamente pelo poder público. Experiências anteriores mostraram que empreendimentos com DNA empresarial, como o caso da Dom Porquito, apresentam maior sustentabilidade do que modelos estritamente estatais. “O papel do governo é cuidar do ambiente, deixá-lo atrativo e bom para o empreendedor trabalhar, seja ele cooperado ou empresário”, afirmou Mesquita, ao reforçar que a segurança jurídica e a agilidade no licenciamento ambiental são fundamentais para o fluxo de investimentos.

Um novo passo para a organização da economia acriana ocorre logo após o Carnaval, com o lançamento de um chamamento público para mapear todas as atividades produtivas do estado. A Secretaria de Indústria, Ciência e Tecnologia pretende identificar as carências específicas de cada setor, desde a necessidade de maquinário e infraestrutura até a regularização sanitária e ambiental. Esse diagnóstico técnico formará um caderno de investimentos estratégico, que será apresentado à bancada federal e aos órgãos de controle para direcionar emendas parlamentares e recursos públicos de forma assertiva para onde há demanda real de produção.

O crescimento do cooperativismo em setores como o café, o açaí e o cacau resolve o histórico entrave da baixa escala de produção na Amazônia. Ao unir pequenos produtores em redes organizadas, o Acre consegue atender contratos internacionais que exigem volume e regularidade de entrega, algo inviável para o produtor isolado. Essa organização das cadeias produtivas, aliada à infraestrutura logística de saída para os portos do Pacífico, projeta um cenário onde o estado deixa de ser um mercado isolado para se tornar um elo logístico e industrial relevante na integração sul-americana.

Essa é uma produção da Wave Produções

Continue Reading

Tendência